Fórum audiopt.net
Gostaria de reagir a esta mensagem? Crie uma conta em poucos cliques ou inicie sessão para continuar.

Espaço Holbein Menezes

Página 19 de 35 Anterior  1 ... 11 ... 18, 19, 20 ... 27 ... 35  Seguinte

Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Blink em 18/11/2009, 12:16

Manuel Duarte escreveu:Julgo que os cabos Arataca já foram descritos, fica aqui a minha, são entrelaçados com 3 condutores unifilares com isolamento em teflon. São bastante rigídos com um isolamento de superficie bastante resistente.

Deparei-me com grande dificuldade na soldadura.

Blink, sentiu alguma dificuldade com as soldaduras? Que tipo de solda acha aconselhável?

Cumprimentos

É um cabo rígido sim, mas bem contituido, é muito fácil de soldar mas tem que aplicar um tipo de fluxite depois de o descarnar e meter os fios a nú só pico as pontas numa pasta que tenho (Lötfett - Amasan) e é só soldar com estanho a 60% com um jbc 40s, a seguir passo ao de leve uma escovita embebida em alcool isopropílico só para retirar alguma réstea que possa ter ficado da pasta.

Só soldo a malha junto á da massa no lado das fontes, e no lado do amp. é cortada, e de resto está em fase de testes mas dá para vêr que tem um bom controlo de todas as faixas, é equlibrado qb, mas só com o andar da carruagem é que vou vêr se este cabo vai encostar os cabos feitos por mim e alguns vdh e kimber entre outros que cá tenho.

Cumpts,
Blink
Blink
Equipa Audiopt - Admin.
Equipa Audiopt - Admin.

Número de Mensagens : 4711
Localização : Porto - Póvoa de Varzim
Interesses : DIY, Fotografia e Viajar
Data de inscrição : 28/05/2007
Pontos/Reputação : 1999

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty De acordo!

Mensagem  holbein menezes em 18/11/2009, 12:26

Estou de inteiro acordo com você, António José. Na sua qualidade de Mediador e na autoridade que lhe confere o cargo, acato qualquer intervenção sua no sentido de coibir ofensas pessoais; o "Espaço", enquanto levar meu nome será livre, liberto, libertário, libertino no sentido de qualquer peia intelectual, MAS NUNCA LIBERTICIDA!

Holbein.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Termionica em 18/11/2009, 14:02

Manuel Duarte escreveu:Julgo que os cabos Arataca já foram descritos, fica aqui a minha, são entrelaçados com 3 condutores unifilares com isolamento em teflon. São bastante rigídos com um isolamento de superficie bastante resistente.

Deparei-me com grande dificuldade na soldadura.

Blink, sentiu alguma dificuldade com as soldaduras? Que tipo de solda acha aconselhável?

Cumprimentos

Amigo Manuel,
Os condutores do Arataca são de cobre banhado a níquel e recebem uma película plastificante antes da capa isolante de teflon propriamente dita.
Ao descacar a capa isolante pode acontecer dessa película de plástico permanecer, e não nos darmos conta disso, pois esta é de difícil visualização a olho nu.
O cobre banhado a níquel também é de difícil soldadura. Recomedo utilizar pasta ou fluxo líquido como coadjuvante auxiliar na soldagem, lógicamente limpando tudo muito bem com álcool isopropílico ao final do processo.

Cumprimentos,
Rui Fernando


Última edição por Termionica em 18/11/2009, 14:03, editado 1 vez(es) (Razão : problemas de digitação)

Termionica
utilizador iniciado
utilizador iniciado

Número de Mensagens : 17
Localização : São Paulo/Brasil
Interesses : L
Data de inscrição : 14/11/2009
Pontos/Reputação : 22

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty O Arataca não tem a pretensão de desbancar coirmãos...

Mensagem  holbein menezes em 18/11/2009, 14:44

Minha experiência de alguns anos com o Arataca ensinou-me que ele não é universal, não desempenha superior em todos os elos do set-up; entretanto, se todos os elos do set-up estiverem equibilrados, o Arataca pode ser usado universalmente. Porquanto é neutro! Mas qual o set-up que é equilibrado? Desconheço! Uma vez que a acústica faz parte do set-up, e não há duas acústicas semelhantes. Não há! De igual modo, não existe a mesma eletricidade a alimentar o set-up; em cada casa, em cada residência, uma grande quantidade de "poluentes" circunstanciais pode estar a contaminar sua particular eletricidade. Ainda: a audiometria das oiças de cada um de nós é tão desigual quanto nossas impressões digitais...

Portanto, Amigos, o Arataca, se alguma coisa é, e o é, é ser neutro! Se a acúistica da sua sala de música é viva além do desejado por você - porque por outro colega pode ser desejado! - o Arataca vai piorar a situação... Por isso que ele é neutro e não esconderá a vivacidade de sua sala...

Ora, se seu grave é retumbante, e se você usar o Aracata na linha desse grave retumbante, aí a coisa pode melhorar um tanto em face da "velocidade" do Arataca. (Não esqueça: o Arataca é um cabo para obedecer comandos!)

Em resumo: pode o Arataca representar uma grande melhora no seu set-up mas, desgraçadamente, pode entornar o caldo...

Pois... cuidado e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

Holbein.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Formantes.

Mensagem  Termionica em 18/11/2009, 14:58

Ainda a pouco, mestre Holbein elucidou questão sobre materiais “formantes”, os quais se transformam naturalmente numa extensão dos altifalantes, pouco importando, ou então fazendo pouco das medidas de desacoplamento que venham a ser tomadas.

O conceito de grossura (no sentido de bitola), rigidez e enormidade são muito apreciados pelos audiófilos, especialmente aqueles com mania de grandeza e de apetite material insaciável.

Nesta semana fui comer uma pizza com meu amigo Vicenzo, que foi morar em Curitiba, mas veio até São Paulo, pra buscar uma Michell Orbe com SME V.
Em meio a muita conversa regada a boas risadas, o assunto do áudio predominou até por cima da traseira da boazuda que passava.

Uma das conversas foi acerca de umas tais colunas Kizo, ou coisa que o valha (ainda não achei na internete), cujo gabinete é construído como uma caixa ressonante a tocar junto com o altifalante.

Logo me lembrei de um dos meus experimentos, que relato a seguir:

O avesso do avesso.

Embora eu não seja dotado de um perfil que possa sequer se aproximar ao de um surfista, de há muito sou fanático por tubos, sejam eles termiônicos, sejam eles para altifalantes.

E essa febre tomou corpo depois da primeira visita que fiz ao meu querido mestre Holbein, lá na Lagoa da Conceição/SC.
Ainda na primeira Sand Filled do mestre, me deparei com um sistema excêntrico, pra dizer o mínimo, de uma genial aplicação de tubos a fazer de caixa de ressonância para painéis abertos (open-baffles), estes por sua vez pendurados no teto com o falante a irradiar para todos os lados.

Daí pra frente passou a me interessar especialmente os médios refletidos a se espalhar pelo ambiente, cuja transparência me fazia recordar dos primeiros acordes ouvidos numa Quad ESL e cuja ausência de direcionalidade, com os sons a jorrar feito numa apresentação ao vivo, atirava pro passado o obsoleto conceito de “paucu sonoro”, para de forma mais abranjente posicionar o estéreo como deve ser.
Fui então fuçando pra descobrir alimento no rastro da despensa dos sons refletidos até evoluir dos tubos aos capacetes Dart Vader, que atualmente realizam a dispersão controlada dos sons, em uso nos meus difusores de médios.

http://www.stereophile.com/standloudspeakers/695canon/
http://www.newscientist.com/article/mg12517026.200-letter-audio-mirrors-.html

O inverso do verso.

Enquanto isso, eu precisava de alguma “caixa” prática para ensaiar falantes no meu laboratório.
Alguma coisa assim que pudesse ser usada como caixa acústica e que me facilitasse colocar e tirar falantes de diversas embocaduras.
Lembrei dos vasos e dos galões de tinta usados para demonstrar falantes pelos vendedores da saudosa loja Ger-Som, mas num relance tive a idéia de utilizar tubos (bazoocas), aqueles mesmos que tanto irritam quando instalados em automóveis.
Perfeito, comprei algumas bazoocas com embocaduras diversas e hoje no lab tenho um sistema extremamente prático de carga mecânica para altifalantes.

O sub do sub.

Considerando aquele conceito inglês de caixas maria-mole, aquelas que são feitas propositalmente finas para vibrar junto com o falante e cuja estrutura é até meio bamba, para não oferecer qualquer tipo de rigidez, tipo assim, o avesso do avesso do que nós audiófilos gostamos de idealizar, nada mais lógico do que relacionar essa teoria com a estrutura das bazoocas, simplesmente feitas de papelão vagabundo e revestidas em courvin pra não desmanchar.

Escolhi a dedo uns falantes de dez polegadas e instalei nas bazoocas, que virei a disparar pro chão em cima de suportes de bujão de gás, tudo no mais puro conceito do improviso.
Como pode?
E não é que tocam legal...
Ao contrário do que eu esperava, ficou seco e controlado, nada de frouxo e relaxado, apesar de que bem colorido, o que até pode ser uma boa pra determinados sistemas de som.
O grande lance é que para montar esse sub, o investimento monetário é ridículo e a habilidade DIY requerida é patética.

Pra não dizer que não falei dos floreios, utilizei cabeamento aeronáutico especial soldado com solda em prata e substituí os terminais sofríveis que vêm nas bazoocas. E além de aparafusar os falantes grudei-os antes com massa de calafetar.

Fiz outras firulas, como projetar e instalar um divisor de freqüências subsônico auxiliado por “notch filter”, mas nem vou aqui detalhar tais penduricalhos.

O resto do resto.

Entusiasmado com o resultado obtido adicionei um capacete Dart Vader (caixas acústicas Canon S30), por cima da bazzoca de sub, e dessa maneira completei a reprodução de toda a gama sonora como numa caixa acústica normal.

Agora estou tentado a montar um dos kits de monitores BBC LS3/5ª, que tenho guardado no armário, mas no feitio da JR149, para completá-las com os subwoofers de bazooca, feito o que fazia a Rogers AB1, para estender as freqüências baixas de seus sublimes mini-monitores.
http://www.ls35a.com/

A equação pra compor os custos desses subs bazzoca é basicamente o preço dos falantes, e o resto é resto...

Big abraço,
Rui Fernando

Desculpem pelo tamanho da mensagem.

Termionica
utilizador iniciado
utilizador iniciado

Número de Mensagens : 17
Localização : São Paulo/Brasil
Interesses : L
Data de inscrição : 14/11/2009
Pontos/Reputação : 22

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Teste de múltipla escolha...

Mensagem  holbein menezes em 18/11/2009, 19:05

Achado de Holbein: nada influi mais na alta-fidelidade do som musical reproduzido do que a situação da alimentação elétrica dos componentes.

Posso ter na "gesso-filled" quatro situações de alimentação dos aparelhos:

1ª situação: todos os equipamentos ligados nos dois "no-breaks", modo de rede, saídas em 115ACV (cada "no-break" está ligado numa fase elétrica, nas tomadas da rede doméstica, em 227 ACV)... MENOS o T-Amp digital Youlong que alimenta as caixas de ferro dos graves (400 Hz abaixo), e é alimentado eletricamente via transformador-isolador, este ligado em tomada da malha doméstica em 227ACV com saída em 117ACV;

2ª situação: todos os equipos ligados nos "no-breaks", modo de bateria, "no-breaks" desligados da rede doméstica; o restante, idem, idem, idem;

3ª situação: os amps monoblocos 300B ligados diretos na rede em 227 ACV, MENOS o ledor Denon e o pre-amplificador valvulado LS3irw, que permanecem alimentados pelos "no-breaks", modo rede, em 115 ACV; T.Amp digital alimentado via transformador-isolador, entrada 227 ACV e saída 117 ACV;

4ª situação: todos os equipamentos alimentados eletricamente pelos "no-breaks", modo rede, MENOS o ledor DENON e o T. Amp Youlong, alimentados via transformador-isolador, nas saídas de 117 ACV.

Obs. geral: em todas essas situações, os eletrostáticos são alimentados em DCV através de dois adaptadores variáveis de 12 a 24 DCV, ligados nos "no-breaks"

Pergunta que não quer calar: em qual dessas situações elétricas o som apresenta-se mais alta-fidelidade? Notem não não falo em dinâmica, ilusão de palco, cor sônicas, organicidade, essas besteiradas. E saibam que em cada situação, um som diferente do piano.

Meus experimentos foram feitos com o piano de TATIANA NIKOLAYEVA, executando os 24 Prelúdios e Fugas de Simitri Shostakovich, Apus 87, gravação Hyperion (CDA 66644/3), DDD.

Holbein.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Manuel Duarte em 18/11/2009, 20:30

Termionica escreveu:
Manuel Duarte escreveu:Julgo que os cabos Arataca já foram descritos, fica aqui a minha, são entrelaçados com 3 condutores unifilares com isolamento em teflon. São bastante rigídos com um isolamento de superficie bastante resistente.

Deparei-me com grande dificuldade na soldadura.

Blink, sentiu alguma dificuldade com as soldaduras? Que tipo de solda acha aconselhável?

Cumprimentos

Amigo Manuel,
Os condutores do Arataca são de cobre banhado a níquel e recebem uma película plastificante antes da capa isolante de teflon propriamente dita.
Ao descacar a capa isolante pode acontecer dessa película de plástico permanecer, e não nos darmos conta disso, pois esta é de difícil visualização a olho nu.
O cobre banhado a níquel também é de difícil soldadura. Recomedo utilizar pasta ou fluxo líquido como coadjuvante auxiliar na soldagem, lógicamente limpando tudo muito bem com álcool isopropílico ao final do processo.

Cumprimentos,
Rui Fernando

Obrigado Rui e Blink pelas dicas.

Julgo que amanhã resolvo a situação numa ida à cidade.

Cumprimentos
Manuel Duarte
Manuel Duarte
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 259
Data de inscrição : 19/09/2009
Pontos/Reputação : 471

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  VTR© em 18/11/2009, 23:44

Uma sugestão aos Colegas que montam os Arataca: como só temos 2 mãos...
Vejam o processo adotado na VTR para um serviço perfeito.
E não apenas para o cabo MIL27500: adota-se o mesmo procedimento para qq cabo que solicitado.

E NÃO usem produtos pasta de soldagem comuns: essas atacam o cobre e seus revestimentos, causando óxidos que deixam as soldas (e os conectores) com o passar do tempo quebradiças, foscas, é um pó esbranquiçado muito semelhante aos observados em terminais de baterias automotivas.
Outro aspecto importante: cabo bem dificil de se trabalhar e os excessos de temperatura são controlados pelo RCA femea que ainda mantem o pino central do RCA macho no lugar, basta deixar esfriar.

[ ]s
R.

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Picture003_resize-1

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Picture004_resize-1

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Picture006_resize
VTR©
VTR©
utilizador iniciado
utilizador iniciado

Número de Mensagens : 39
Data de inscrição : 21/10/2008
Pontos/Reputação : 65

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty "Há controvérsia..."

Mensagem  holbein menezes em 19/11/2009, 10:08

Ora, amigos do Audiopt, remeti para teste um alentado molho de cabos Arataca, para um fabricante de cabos tupiniquim, cuja marca não vou citar, mas mui bem propagada no Brasil varonil salve salve, propagada como marca de ponta, e eis a resposta que o Senhor Engenheiro dono da fábrica deu-me:

"Holbein,

"Recebi o Arataca aqui mas ainda nao montei.

Confesso que fiquei um pouco decepcionado, pois se trata de uma malha de tinned copper (cobre estanhado) com 02 condutores centrais revestidos por pvc. O conjunto possui um jacket com teflon, mas nao 100%, o que o faz apenas nao propagar fogo, porem eh danificado pelo fogo.
Eh um cabo aparentemente feito para durar, mas nao para transmitir, pois os condutores solidos via de regra performam melhor que os multifilamentados para audio.

Mas como toda teoria vale ate certo ponto, irei montar um interconnect ou digital para escutar antes de fazer um comentario definitivo."


E assim, de inveja em inveja o mundo se desenvolve...

Holbein.

Nota: os que receberam o Arataca aí em Portugal, por dever de esclarecimento e honestidade, devem confirmar ou rejeitar as "considerações preliminares" do Sr. Engenheiro dono da fábrica de cabos aqui não citados. (Holbein).

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Pierre em 19/11/2009, 11:08

De minha parte, só posso afirmar que se trata de um cabo altamente competente e de uma transparência do melhor que já passou cá por casa. Como nunca investi balúrdios em cabos, não sei se destorna marcas e concepções de altos valores mas de certeza no meu setup os Qed Qunex, Straight Wire, Ixos, Cable Talk e uns diy foram superados.
A nitidez de agudos é logo uma revelação e deixando transparecer de forma linear o resto do espectro.
Tá claro, como já foi dito, quem tiver já por si no setup alguma vivacidade, poderá ser mais reveladora.
Tenho mesmo a sensação que com os "Arataca" estou a extrair tudo o que o Nad C542 tem para dar.
Pierre
Pierre
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 1195
Idade : 51
Localização : Elvas
Interesses : Música, cinema, futebol e petisco.
Data de inscrição : 08/06/2007
Pontos/Reputação : 1079

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Desculpem-me, volto a falar de Bach!

Mensagem  holbein menezes em 19/11/2009, 18:35

A música de Bach é barroca? Que é música barroca? Que é arte barroca? Pensa-se logo em rococó, nas curvas e contracurvas do [mau]gosto do rei Luiz XV [1710-1774]. Nos seus sapatos de salto alto, nas frocaduras das mangas de lã ou seda de suas camisas, na extravagância dos dourados e bordados e frocados, nessas futilidades da noblesse oblige. Além de nos trejeitos algo suspeitos de “reis” e suas cortes.

Mas em arte, o barroco é o revolucionário do século XVIII. Engraçado isso, não? E sabem por quê? Porque representa a introdução triunfal do “movimento” nas manifestações artísticas. “É a arte de uma época que prefere o reflexo à coisa que ama os jogos de espelhos, o ambíguo, a metamorfose, o múltiplo, o fugidio, o contraste”. É a germinação da dialética do movimento dos contrários, na concepção filosófica de Hengel [1770-1831]. “Não é mais um dado, uma presença; esquiva-se. Os personagens vão e vêm; o tempo apoderou-se deles, e a morte está no final”.

É desse ponto de vista que o barroco é revolucionário. Contrapôs-se ao recitativo estático em que o conjunto musical apenas servia de acompanhamento ao bel canto. Com o barroco a música deixou de ser apenas a canção e a dança. Ainda que não se tenha manifestado por igual em França e na Itália. “Na Itália esboçava-se uma arte autônoma que iria resultar na elaboração da sonata e do concerto...”, e mais tarde na sinfonia. “Na França, assim como a música vocal deu continuidade à canção, a música instrumental deu continuidade à dança”. A música saía das igrejas [adeus ininteligíveis e intermináveis cantos gregorianos!] e invadia os salões [bem-vindos os concertos grossos!].

O maestro Harnoncourt assim se referiu a esse movimento revolucionário: “Esta música, requintada e esotérica, pode ser considerada como o ponto final e culminante da evolução de quase dois séculos”. E aqui reside o revolucionário da música barroca: nesse “ponto final e culminante de quase dois séculos” de uma mesmice enfadonha...

No vértice da pirâmide do desenvolvimento da música está a família Couperin. Doze músicos parentes, organistas e cravistas, de Charles [início do Século XVII] a Celeste [1793-1860]. Ao lado de Couperin está Nicolas de Grigny [1672-1703], um Mestre do órgão de tal qualidade que Johann Sebastian Bach copiou de próprio punho o Livre de sua autoria. “O livro marcava, sem a menor dúvida, o auge da Escola Francesa de órgão...”.

Bach é considerado o pai da música porque foi capaz de levar as idéias de couperin e Grigny à sua expressão material maior. A propósito de Bach, conta-se que alguém foi solicitado a dizer quem seria o melhor compositor de todos os tempos. Depois de algumas considerações sobre a dificuldade de fazê-lo uma vez que o assunto envolve preferências pessoais e, de gustibus et coloribus nos est disputandum, ou seja, gosto e cores não se devem discutir, esse alguém observou: “Imagino que, quando os anjos se reúnem para fazer música, tocam Mozart. Porém quando são chamados para tocar para Deus, tocam Bach”.

A primeira parte deste DVD tem o Concerto para violino, cordas e contínuo, BWV 1042, na interpretação insossa de Anne-Sophie Mutter [violino] e a Orquestra Filarmônica de Berlim, com Hebert Von Karajan. Não é uma interpretação “autêntica” porque um conjunto com instrumentos modernos a interpretar Bach torna-se caricato: ou torna Bach apenas um nome. Karajan, no cravo, não passa de um figurante, está mais interessado na sua imagem de grand regente do que na divina música de seu compatriota Bach.

No Magnificat, orquestra e maestro saem-se melhor. É, felizmente, cantada em latim em vez de em alemão [há uma versão em alemão feita pelo próprio Bach]. Bach compôs o Magnificat para a noite de Natal de 1723. Sete anos depois, em 1730, introduziu modificações na cantata. A obra é composta de 12 partes, entre coros e árias [para uma voz] e apenas um único dueto [duas vozes]. Foi concebida para um conjunto musical maior que o usual do Século XVIII, com 5 partes de coros e 5 solistas. Karajan preferiu 4 solistas, a soprano Judith Blegen, o contralto Helga Muller Molinari, o tenor Francisco Araiza e o baixo Robert Holl.

Trata-se de uma gravação feita especialmente para a reprodução com imagem e som, e que o vaidoso maestro deu o título de His legacy for home vídeo, ou seja, o pretenso legado do maestro para essa nova e revolucionária técnica do som musical em conserva: o DVD.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Blink em 19/11/2009, 19:18

Estão em teste auditivo porque de queima já devem ter muitas horas, são uns cabos muito transparentes, nem adoçam nem azedam, são neutros e o detalhe a meu vêr é a sua principal característica, se o som tem acordes que não gostamos ou foi mal gravado, é assim que vamos ouvir conforme está, como nunca comprei cabos do outro mundo estes vão ficar aqui uns tempitos, mas já deu para entender que não é um placebo, este cabito magricela vale bem o trabalho de o soldar e arruma com alguns mais gordos, e com uma capa por cima, uma marca impressa metido numa caixa de veludo valia bom dinheiro.

Mostro aqui os bastidores das minhas ligações, aqui está o arataca cortado á medida e assim rendeu mais alguns cabos, (a traseira dos sistemas não é tão bonita como a traseira de uma mulher) mas é por aqui que os sinais se interligam e tudo se processa...


Espaço Holbein Menezes - Página 19 Aratacafichas
Blink
Blink
Equipa Audiopt - Admin.
Equipa Audiopt - Admin.

Número de Mensagens : 4711
Localização : Porto - Póvoa de Varzim
Interesses : DIY, Fotografia e Viajar
Data de inscrição : 28/05/2007
Pontos/Reputação : 1999

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Valeu, Blink!

Mensagem  holbein menezes em 19/11/2009, 21:03

Valeu, Blink! O Arataca não é como um taseiro feminil que nos transtorna até aos menos másculos, mas em que pese ser na aparência delicado posto que delgado, é macho, pacas!

Você tem toda razão, meu amigo: numa caixa revestida de veludo e a marca (outra marca, é evidente! De preferência em grego que é língua que ninguém entende), marca gravada a ouro, em relevo, vender-se-ia por dez mil dólares o par; claro, se sua simplicidade simplista e simplória fosse recoberta por uma terceira capa, de preferência dourada, não só para engrossar - que os endinheirados gostam de símbolos fálicos de bom calibre (metáfora a que Freud deu, significativamente, o nome de caráter anal!)... - fosse assim ganharia todas as estrelas disponíveis no estoque da AUDIO daí e daqui. Entretanto, nem JG nem FA, para os quais, faz anos, remeti para testes pares do Arataca, nenhum dos dois Editores silabou a respeito nem sequer uma vogal!

Tristes tempos esses das enganações e dos enganadores. Tristes tempos!

Boa-noite!

Holbein.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Pierre em 19/11/2009, 22:44

holbein menezes escreveu:
Tristes tempos esses das enganações e dos enganadores. Tristes tempos!
Holbein.

Sabe meu caro Holbein?!... À que vender e publicitar marcas. Daí o preconceito de uma mais valia ser aceite e exposta à comunidade.
Se os "Arataca" fossem patenteados...ai Jesus! Nem de caixa precisaria. Espaço Holbein Menezes - Página 19 Icon_cyclops
Pierre
Pierre
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 1195
Idade : 51
Localização : Elvas
Interesses : Música, cinema, futebol e petisco.
Data de inscrição : 08/06/2007
Pontos/Reputação : 1079

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  JVH_HIFICLUBE em 19/11/2009, 22:49

Há uns 3 anos Mestre Holbein teve a amabilidade de me enviar dois pares de Aratacas. Em contrapartida só pedia a minha opinião. Nunca a dei. O que me deixou numa situação contrária à minha maneira de ser: a da ingratidão e falta de cortesia.

A verdade é que fiquei com mixed feelings sobre os Arataca, e depois de ter deixado passar tanto tempo qualquer opinião soaria algo forçada, quando não mesmo merciful. E não, já não estou na fase anal do quanto mais grosso melhor. O "Moonwalk" da Delaudio é bem fininho...

http://www.hificlube.net/Sections/Details.aspx?articleID=23423§ionID=2

Ora Holbein é um senhor audiófilo, na verdadeira acepção do termo, o incontestado Grão-Mestre da Audiofilia Lusa, e merecia uma resposta pronta e directa sem rodriguinhos ou argumentos esfarrapados...

Para o compensar já prometi escrever o elogio dos seus 90 anos!, depois de o ter feito na passagem dos 80...

http://www.hificlube.net/Sections/Details.aspx?articleID=22865§ionID=7



Vou voltar aos Aratacas um dia destes. Quem sabe a vida me ensinou alguma coisa entretanto e vou compreendê-los agora melhor...

Saudações audiófilas
JVH

JVH_HIFICLUBE
Imprensa
Imprensa

Número de Mensagens : 75
Data de inscrição : 22/06/2009
Pontos/Reputação : 86

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Dorme, garoto!

Mensagem  holbein menezes em 20/11/2009, 01:39

José Vitor Henriques foi o único articulista da revista AUDIO que eu lia para aprender; os outros ilustres colegas, lia-os para informar-me. Parece, mas não é a mesma coisa: aprender é interiorizar conhecimentos para o árduo trabalho da mnemonização, a fim de um dia praticá-los; porque desses ficamos com a certeza da sua validade. Informar-se é apenas a fugaz tarefa de tomar conhecimento, que se não interioriza nem se mnemoniza, e quase sempre não precisamos dele.

Dentre as lições que aprendi com JVH, uma foi respeitar o nome Martin Logan e de suas colunas híbridas de som. Martin Logan que, me ensinara José Vitor, houvera resolvido o quase impossível casamento entre a "leveza de ser" dos eletrostáticos - e sua consequente musicalidade espacial - e o cantochão pesado e escuro das baixas frequências, essencialmente monódicas.

Foi preciso que anos se passassem, perdesse eu minha companheira de 61 anos de coabitação, sepultasse-me (ou o que restara de mim) em túmulo contíguo e lápide comum - "Jarina, bodas de diamante", à esquerda, "Holbein, bodas de diamante", à direita, lá no tranquilo e silencioso Jardim da Saudade, na Ilha do Desterro; foi preciso que eu (ou o resto que sobrara de mim), solteiro e insulso, desesperançado e sem perspectiva atendesse ao canto do poeta e volvesse "ao rio de minha Aldeia".

Foi, pois, preciso fazer tudo de novo aos 84 anos, diabo de vida! Perdera a companheira, os herdeiros herdaram a "sand-filled" que era quase toda a história da minha vida audiófila que já dura 60 anos; e voltar às raízes do Nordeste tórrido e inóspito.

Pois não é que a vida é de verdade paradoxal! Que a lei dos contrários é que leva de fato ao movimento das coisas, e o movimento do "avesso do avesso" é que determina o desenvolvimento!

Pois. Casei-me de novo, ela uma professora universitária de "Lógica Matemática", eu, um porra tonta que lutara na clandestinidade política durante 15 anos, numa guerra que não era minha guerra; porquanto meu era apenas o risco de não sobreviver, como tantos outros companheiros que não sobreviveram...

Pois. E não é que ao perder a "sand-filled" de 36 metros quadrados, com seus painéis infinitos verdadeiros e seus dezesseis "woofers" de grave montados em parede de tijolos sólidos, movidos por um amplificador de 3.600 watts em impedância de 0.68 Ohms, ao perdê-la a "sand-filled" ganhei (que verbo estranho para um octogenário!), ganhei a "gesso-filled" de 12 metros quadrados tão-só...

Pois. Já que não podia mais ter em minha companhia a música grandiloquente de Wagner, as idiossincrasias de Bela Bartok, as diabruras rítmicas de Stravinsky, a liturgia tumultuado de Bruckner, o som cósmico de Gustav Mahler, eis que me chega de mansinho a oportunidade de adquirir um par das "Clarity", Martin Longan, e, assim, ter ao ouvido o suave sopro da matemática musical de João Sebastião Bach e a inocência genial do "idiota ingênuo" de Salzburg, Mozart.

E devo esse estado nirvânico ao José Vítor Henriques com quem aprendera a amar, sem conhecer, os Martin Logan.

Obrigado, amigo! Aí já são 2,30 horas da madrugada; daqui a pouco você estará ler essas saudades doridas e ao mesmo tempo nirvânicas; alfa e ômega!

Holbein.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  JVH_HIFICLUBE em 20/11/2009, 11:31

Estimado Holbein

Acordar e lê-lo, logo pela manhã (são tardias as minhas manhãs), é a melhor forma de começar o dia. Não apenas pela lições de áudio, mas pelas lições de vida. Esqueça a “sand-filled”, à areia, "esse grão de pó irresponsável e passivo", como o descreveu Eça, leva-a o vento. O seu verdadeiro legado para a posteridade, “que o vai da lei da Morte libertando”, para citar o ilustre bardo, é a sua escrita. E nós, todos nós, os seus herdeiros universais.

Abraço forte

JVH

JVH_HIFICLUBE
Imprensa
Imprensa

Número de Mensagens : 75
Data de inscrição : 22/06/2009
Pontos/Reputação : 86

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Mas quem nasceu primeiro, JVH, o ovo ou a galinha?

Mensagem  holbein menezes em 20/11/2009, 14:23

Ora, meu caro, "no princípio era o Verbo" mas o verbo nem sempre torna-se deus. Minhas "Clarity", para "cantarem" o que estão a cantar, deram-me trabalho. Por isso que não tomem, os leitores, meu entusiasmo pelas Martin Longan como sinal de que é só comprar, e pronto! Aliás, nada na vida é assim... Só faz acontecer quem sabe, e não quem compra.

Além de com o José Vitor, eu aprendera também com Marx que, "assim como o homem vive, ele pensa"; e Freud ensinara-me, de sua parte, que o homem pensa e age em resultado do meio; quando criança, e ainda criança tem diante de si, ser sem consciência plena, tem que tomar um dos três caminhos que o ambiente doméstico lhe oferece: ou aceitar o ambiente; ou fugir dele, ou reagir contra ele. E, para complicar, a ninguém são oferecidos tais caminhos assim tão integrais e definidos; em geral, os caminhos apresentam-se misturadas, um pouco de cada um.

Com colunas de falantes acontece semelhante. Gilbert Briggs já dissera: "o caráter do som de um alto-falante" é determinado pelo continente onde está instalado e pelo ambiente acústico onde o continente encontra-se." (Briggs não disse exatamente isso mas a gente depreende tal lição da leitura de seus seis livros.)

As "Clarity", quando as trouxe cá para o apartamento, não se entenderam de jeito nem maneira com a "gesso-filled"; a região dos 400 Hz abaixo, não eletrostática, produzia um grave retumbante, ressonante e em audível desnível com a parte eletrostática; "boom" para mais de duas léguas!

"Entre tapas e beijos", no cantar do Roberto Carlos, fiz nunca menos de trinta ensaios e cometi trinta erros; mas pensei que apreendera e aprendera que o busílis estava na câmara que abriga o "woofer". E não estava, pelo menos não era o único culpado.

Resumindo, porque se no Brasil sobra espaço aqui no "Espaço", falta: o problema só foi solucionado quando troquei a unidade original made in China por um "woofer" de seis polegadas made in Brazil. E mandei fazer um "continente" em forma triangular, de três pés cúbicos, de... pois é, de ferro!!! Ainda: passei a alimentar a região de 400 Hz abaixo, com amplificador transistorizado, ou, mais precisamente, com um T.amp digital!

E tem muito mais coisas que vão em outra mensagem. Aguardem.

Holbein.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Continuação da ópera bufa mozartiana,,,

Mensagem  holbein menezes em 21/11/2009, 09:08

... que no caso das "Clarity" Martin Logan não é cômica porque é acima de tudo satírica, tais os defeitos e vícios que os hábeis Engenheiros dessa coluna, escamoteiam.

1. o adaptador para a alimentação em CC dos elementos eletrostáticos, que tanto entusiasmo despertou em si, JVH, é um "device" de legítimo caráter made in China, isto é, feito para ser descartado após curto uso. Um dos meus danificou-se por efeito de superaquecimento... E o JVH sabe que o consumo dos elementos eletrostáticos em sonofletores eletrostáticos é quase nada... já que tem que ser alguma coisa, pois!

2. o tal alimentador made in China recebe uma corrente AC em 117 ou 227 volts, e devia entregar na saída energia pura e estável em 16 VDC; não entrega, not at all! De tal sorte que produz audível descontinuidade entre a produção sonora do "tweeter" magnético postado atrás e virado para cima, e as células eletrostáticas direcionadas para frente, com irradiação dipolar. E as colunas "Clarity" não dispõem de qualquer modo para corrigir tal disparidade já que o divisor de frequência "esconde-se" nas entranhas do "abdome" das colunas, dentro de sua inacessível câmara de graves.

3. o "woofer" também made in China é dotado de fluxo magnético tão baixo, mas tão baixo que não "freia" como convém o movimento de vaivém na excursão do cone plástico... Ora, se na contramão o amplificador alimentador do sinal de áudio não for dotado de alto "damping factor", como nos casos dos amplificadores valvulados, aí a ópera bufa torna-se cômica senão chanchada. É a origem do "boom" cósmico que nos enloquece aos amantes da boa música!

4. aí o malucobeleza aqui, que é viciado nas sutilidades do som eletrostático, desde a sua "invenção" pelo genial Peter Walker nos idos de 1955, de ódio tornou-se mais feio e muito mais maluco. Botou a boca no trompone e fez uma carta atrevida para a Martin Logan a qual carta... pois é... pegou ainda os estadunidenses na fase narcísea aguda de super donos do mundo... quando já estavam desgraçadamente quebrados... quer dizer, não mereci resposta nem a mínima cortesia de acusar o recebimento.

5. então, já que não soavam direito as colunas "Clarity", meti a mão na massa, chave de fenda numa mão e martelo noutra, ao lado o velho de guerra ferro de soldar...

(Esperem o próximo capítulo; brasileiro sabe fazer novelas!)

Holbein.


Última edição por holbein menezes em 21/11/2009, 13:24, editado 1 vez(es)

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Convidad em 21/11/2009, 11:15

holbein menezes escreveu:

(Esperem o próximo capítulo; brasileiro sabe fazer novelas!)

Holbein.

E esta está a ser bem conseguida. Espaço Holbein Menezes - Página 19 403861

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  ricardo felisberto em 21/11/2009, 13:03

Idem, idem, aspas, aspas. Sempre um prazer.

ricardo felisberto
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 508
Localização : Almada/Lisboa
Ocupação : Infelizmente tenho de trabalhar ...
Interesses : Isto, gastronomia e viagens
Data de inscrição : 06/06/2007
Pontos/Reputação : 430

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Ópera bufa - final feliz.

Mensagem  holbein menezes em 21/11/2009, 16:19

... final da ópera bufa mozartiana: As “Charity” Martin Logan.

... ora, com o martelo eu visava desmontar a câmara de graves das “Clarity”, moldadas a temperatura elevada em madeira compensada, em forma de meio-ovo cortado ao meio longitudinalmente; forma que é, pelo menos em teoria, mui própria para caixa de alto-falante de bobina móvel, em especial “subwoofer”, em virtude da ausência de superfícies refletoras paralelas, e consequente geração de ondas estacionárias.

2. isso se a madeira não fosse compensada, e de pouco mais, se algum, do que dez milímetros, espessura que, convenhamos, é muito pouca para caixa de graves. Mas se assim não fosse – valha-me deus! – se a madeira não fosse tão fina quão doce como fazer, ora bolas! a modelagem? Prevaleceu, pois, o estilo curvilíneo barroco ao anguloso lanceolado gótico, que também não favorece à geração de ondas estacionárias. Por que? não me perguntem porque não sei.

3. é claro que experimentei absorver as ondas estacionárias internas, ou a parte excessiva delas – que pareciam ser todas! – com quase a totalidade dos materiais absorventes do meu quase centenário conhecimento: desde a lã de náilon (conhecido na Europa como bonded acetate), à areia de rio, ensacada (tida como antivibratório exemplar) e, por fim mas não por último, usei a terrível lã de rocha cujo índice de absorção alcança o coeficiente 1.0 em frequências abaixo de 100 Hz.

4. desesperado – diabo, eu havia despendido mais de dois mil dólares para importar esse par de “Clarity” –, desesperado e p. da vida! cheguei a imaginar revestir por fora a câmara de graves das “Clarity”, revesti-la com uma manta de chumbo de um milímetro; felizmente não encontrei na praça chumbo em manta assim tão delgada. Aleluia!

5. foi quando surtei de vez e mandei confeccionar duas caixas de ferro, em forma triangular-isóscele mas de cantos quebrados, com chapa de quatro milímetros, na cubagem de aproximadamente 2 e ¼ pés cúbicos; e instalei em cada caixa um falantes de 6 polegadas, diafragma quase reto e alto fluxo de densidade no imã; duto (“vent”) variável por meio de dez orifícios circulares, vedáveis com rolha de garrafa de vinho... de boa cepa, pois sim! (ah! ah! ah!).

6. desliguei os “woofers” originais da “Clarity”, botei-as as “Clarity” em cima de cada caixa de ferro, mandei fazer duas bobinas de 3 mH de núcleo de ar com fio bitola 10, e passei a alimentar as frequências de 400 Hz abaixo, com o T.amp digital Youlong. Foi um papôco! (que em cearês significa soberbo, isso para não traduzir como supimpa senão JVH vai inscrever-me para o próximo Nobel de literatura...).

7. e, último: fiz valer as variações de 12 a 24 DCV dos novos adaptadores que comprei para a alimentação da parte eletrostática das “Clarity”, ajustando a voltagem até equilibrar a produção eletrostática com o “tweeter” magnético; que ficou tão bem-casado, que nem a morte os separará; amém!

Vejam nas fotos abaixo, como ficou o “up-grade” holberiano. Ficou tão musical que estou a pensar convidar o José Vitor Henriques que, como eu, anda “sem lenço nem documento” a fazer nada na vida, para vir tomar um “banho” de sol cá por nossas praias de 360 dias de sol por ano, e ouvir o “Cravo bem-temperado”,de Bach, tocado num cravo cópia de 1996, de um raríssimo “Couchet” (1615-1955).

Só assim eu teria a oportunidade de agradecer a JVH por tudo quanto aprendi com ele.



Espaço Holbein Menezes - Página 19 Foto01q


Espaço Holbein Menezes - Página 19 Foto02u

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  lore em 21/11/2009, 16:29

boas ,caro holbein sera esteo speaker perfeito ?
ou tera ainda margem de evoluçao ?
Rui
lore
lore
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 841
Idade : 44
Localização : lisboa
Ocupação : http://www.laso.pt/04solucoes/05galeria.php
Interesses : cabrios ,motos , muitos kw , tatoos, adrenalina
Data de inscrição : 26/10/2008
Pontos/Reputação : 1037

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Não!

Mensagem  holbein menezes em 21/11/2009, 19:05

Não, lore, nada é perfeito na Natureza; tudo é adaptável! Adaptável à vida; vida animal irracional, vida animal racional que somos. Muitas espécies animais já foram extintas por... inadaptabilidade; talvez os homens sejamos os animais mais adaptáveis da Natureza.

O mesmo acontece com o som musical, há que adaptá-lo às reais condições de escuta; essa minha sala da foto é a mais musical que já tive para escutar música de câmara e jazz; música sinfônica e oratórios, nem pensar! Óperas, ainda dá, porque em DVD é música para ouvir-se vendo.

Mas também a adaptação é para com a nossa condição audiométrica do momento; um homem da minha idade não ouve além de 10.000 Hz; ora, para que eu quero um amplificador que tenha uma banda passante de 20 a 20.000 Hz? Para que eu preciso de uma automóvel que desenvolva velocidade de 270 K por hora quando nas cidades não se pode andar a mais de 80 kH? E nas boas estradas, a mais de 120 kH?

É desse ponto de vista que nada é perfeito ma Natureza.

Holbein.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  lore em 21/11/2009, 19:26

sera entao a melhor afinaçao possivel para o espaço onde se encontra e para a musica que por ela sai ?
dai a dificuldade de haver algum sistema perfeito para todas as salas e todas as musicas ...
ao contrario do que muitos acham !
Rui
lore
lore
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 841
Idade : 44
Localização : lisboa
Ocupação : http://www.laso.pt/04solucoes/05galeria.php
Interesses : cabrios ,motos , muitos kw , tatoos, adrenalina
Data de inscrição : 26/10/2008
Pontos/Reputação : 1037

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Sem dúvida, Rui!

Mensagem  holbein menezes em 22/11/2009, 08:35

Venho sustentando há anos que não existem a "sala doméstica universal" nem a sala de concerto universal. Quanto às salas para concerto, há o teatro de ópera em que a orquestra situa-se num fosso acusticamente impróprio, as cenas prevalecem sobre a música; há o teatro de concerto em que os concertos para instrumentos solo são prejudicados; há os grandes "hall" e anfiteatros, para a exibição de oratórios monumentais e óperas épicas tipo "Os Troianos", de Berlioz, "Aida" de Verdi e o "Requiem", também de Berlioz. Richard Wagner, de tão megalomaníaco que era construiu um teatro para a representação de suas peças grandiloquentes. Fora do Bayreuth a música e as alegorias fantásticas de Wagner perdem grandeza e magestática.

Não, não há a sala universal, há, sim, a ilusão quase universal por tão comum quanto a vaidade nossa de cada dia, de uma sala doméstica comum a todos os gêneros de música. O "Mandarim Maravilhoso", o balé-pantomima" de Béla Bartók na "sand-filled" - e está ali em outra página deste "Espaço" o depoimento do jovem Moruzzi - parecia ser a representação alucinatória e quase demoníaca da vida nos violentos prostíbulos das cidades; etc.

No antanho distante, RUI, as clãs feudais distinguiam-se de importância e "status" pelo tamanho dos salões destinados à representações musicais, e os salões dos imperadores para os quais Mozart tocava, eram a expressão da máxima qualidade e requinte, e solenidade; enquanto o raivoso mas genial Beethoven rebelava-se, ainda que precisado dos ducados dos cachês minguados, contra os ambientesinhos das salas para jantares e convescotes de burgueses emergentes...

Definitivamente, Karl Marx, ainda que não se tenha referido às salas de música, portanto, parafraseando-o, digo "A cada um (salas) segundo as suas necessidades (musicais)...

Holbein.

holbein menezes
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 420
Data de inscrição : 09/06/2008
Pontos/Reputação : 435

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Mango em 23/11/2009, 15:43

blink escreveu:Estão em teste auditivo porque de queima já devem ter muitas horas, são uns cabos muito transparentes, nem adoçam nem azedam, são neutros e o detalhe a meu vêr é a sua principal característica, se o som tem acordes que não gostamos ou foi mal gravado, é assim que vamos ouvir conforme está, como nunca comprei cabos do outro mundo estes vão ficar aqui uns tempitos

blink, vou fazer uma encomenda seguindo a dica do Luke. Tenho uma
dúvida em relação à secção do MIL 27500 Tefzel AWG22...o gauge 22 corresponde concretamente a que secção? Vou fazer a encomenda à http://www.skygeek.com. A terminologia que eles usam é M27500/22TG2T14 para gauge 22 e 2 condutores.
Em principio tambem vou encomendar com 4 para fazer umas experiências com as colunas.

Mestre Holbein,peço desculpa pelo off-topic.

Mango
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 540
Idade : 47
Localização : Lisboa
Data de inscrição : 23/08/2009
Pontos/Reputação : 716

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Blink em 23/11/2009, 20:25

Mango escreveu:
blink, vou fazer uma encomenda seguindo a dica do Luke. Tenho uma
dúvida em relação à secção do MIL 27500 Tefzel AWG22...o gauge 22 corresponde concretamente a que secção? Vou fazer a encomenda à http://www.skygeek.com. A terminologia que eles usam é M27500/22TG2T14 para gauge 22 e 2 condutores.
Em principio tambem vou encomendar com 4 para fazer umas experiências com as colunas.

Mestre Holbein,peço desculpa pelo off-topic.

O cabo que recebi é o que está na gravura em baixo, e feitas as minhas medições com paquímetro digital tem +- 3,4mm de largura maior visto ser chato mas ter uma leve torção, tem 2 condutores com 19 filamentos de 0,16mm cada. Cada condutor mede 1,28mm já com o isolamento, e por último a sua pergunta, 22 gauge corresponde a 0,64mm.

Tem uma capacitância de 100pF/m e uma indutância de 0,55uH/m, dizem (eu não medi). E aguenta 200º de temperatura e 600V de tensão, isto é mesmo do espacial.

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Aratacamedidas
Blink
Blink
Equipa Audiopt - Admin.
Equipa Audiopt - Admin.

Número de Mensagens : 4711
Localização : Porto - Póvoa de Varzim
Interesses : DIY, Fotografia e Viajar
Data de inscrição : 28/05/2007
Pontos/Reputação : 1999

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Manuel Duarte em 23/11/2009, 23:35

Finalmente tenho os meus Arataca a funcionar nas melhores condições.

Vão estar durante uns tempos em audição e as primeiras impressões são muito positivas. Para já as eventuais diferenças relativamente aos cabos que constituem a minha referência são muito subtis, obrigando a um teste comparativo mais profundo do que estaria à espera que acontecesse, o que já é muito positivo para os Arataca.

É um cabo muito musical, com uns médios muito bem definidos, bem como agudos bem detalhados, dando espaço aos vários instrumentos, mesmo em ambientes sonoros complexos.

No que diz respeito às baixas frequências a sonoridade é menos grandiosa do que aquela a que estou habituado com os Hitachi, embora esteja lá toda a presença e controlo.

Para esta primeira audição utilizei a 5ª Sinfonia de Mahler de Eliahu Inbal, uma gravação da Denon que considero de elevada qualidade.

À medida que decorrerem "surpresas" na audição destes cabos, que vão residir entre o meu leitor de CD's e o meu GD e a amplificação durante os próximos tempos, reportarei aqui as minhas impressões.

Na ligação do GD ainda tenho algumas dúvidas relativamente à compatibilidade, já que os cabos que utilizo actualmente foram "receitados" por Rui Borges e temo a "auto-medicação". Em breve vou estar com ele e vou levar-lhe uns Arataca para ele avaliar.

Cumprimentos
Manuel Duarte
Manuel Duarte
utilizador dedicado
utilizador dedicado

Número de Mensagens : 259
Data de inscrição : 19/09/2009
Pontos/Reputação : 471

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Blink em 23/11/2009, 23:58

Falta acrescentar que este cabo é todo revestido a Teflon, na realidade brinquei com o fogo e depois de o queimar em chama viva ele não arde embora comece a ficar mole e esturricado, para o som isso não é valência, é só mais teste.

O facto do dieléctrico ser teflon implica que o cabo tem a sua capacidade como um condensador, aliás como todos os ICs, mas este em particular e como o teflon como dieléctrico é mais lento, este cabo necessita de mais algum tempo de carregamento até que fique em forma na escuta, isto segundo alguns experts na matéria.
Blink
Blink
Equipa Audiopt - Admin.
Equipa Audiopt - Admin.

Número de Mensagens : 4711
Localização : Porto - Póvoa de Varzim
Interesses : DIY, Fotografia e Viajar
Data de inscrição : 28/05/2007
Pontos/Reputação : 1999

Voltar ao Topo Ir em baixo

Espaço Holbein Menezes - Página 19 Empty Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 19 de 35 Anterior  1 ... 11 ... 18, 19, 20 ... 27 ... 35  Seguinte

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum