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Made in Portugal

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Mensagem  luis lopes em 15/3/2011, 18:45

eu acho que o socrates anda metido na erva,...
desculpem queria dizer na relva
Rir
será o golf produto de primeira necessidade???
e o pão e leite fica acima.......
- filho queres comer ??.....vai ali ao campo de golf que é mais barato lol!
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Mensagem  nole em 17/3/2011, 00:02

Made in Portugal - Página 4 Qk1mibt4

REVOLUÇÃO NA ISLÂNDIA

Porque será que ninguém fala disto?

Por incrível que possa parecer, uma verdadeira revolução democrática e anticapitalista ocorre na Islândia neste preciso momento e ninguém fala dela, nenhum meio de comunicação dá a informação, quase não se vislumbrará um vestígio no Google: numa palavra, completo escamoteamento. Contudo, a natureza dos acontecimentos em curso na Islândia é espantosa: um Povo que corre com a direita do poder sitiando pacificamente o palácio presidencial, uma “esquerda” liberal de substituição igualmente dispensada de “responsabilidades” porque se propunha pôr em prática a mesma política que a direita, um referendo imposto pelo Povo para determinar se se devia reembolsar ou não os bancos capitalistas que, pela sua irresponsabilidade, mergulharam o país na crise, uma vitória de 93% que impôs o não reembolso dos
bancos, uma nacionalização dos bancos e, cereja em cima do bolo deste processo a vários títulos “revolucionário”: a eleição de uma assembleia constituinte a 27 de Novembro de 2010, incumbida de redigir
as novas leis fundamentais que traduzirão doravante a cólera popular contra o capitalismo e as aspirações do Povo por outra sociedade.

Quando retumba na Europa inteira a cólera dos Povos sufocados pelo garrote capitalista, a actualidade desvenda-nos outro possível, uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e
sobretudo de dar às lutas que inflamam a Europa uma perspectiva: a reconquista democrática e popular do poder, ao serviço da população.

[ Artigo em Francês -Quand l’Islande réinvente la démocratie ]

Desde Sábado 27 de Novembro 2010, a Islândia dispõe de uma Assembleia constituinte composta por 25 simples cidadãos eleitos pelos seus pares. É seu objectivo reescrever inteiramente a constituição de 1944, tirando nomeadamente as lições da crise financeira que, em 2008, atingiu em cheio o país. Desde esta crise, de que está longe de se recompor, a Islândia conheceu um certo número de mudanças espectaculares, a começar pela nacionalização dos três principais bancos, seguida pela demissão do governo de direita sob a pressão popular.
As eleições legislativas de 2009 levaram ao poder uma coligação de esquerda formada pela Aliança (agrupamento de partidos constituído por social-democratas, feministas e ex-comunistas) e pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-ministro.

fonte: http://www.parisseveille.info/quand-l-islande-reinvente-la,2643.html

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Mensagem  Blink em 17/3/2011, 00:54

A Islândia só tem 300.000 habitantes, já foram o 4º país mais rico do Mundo até 2007, depois caiu, mas seria uma utopia atualmente para nós a esquerda tomar as rédeas do poder, o grande capital fazia como fêz em 75 até 80, descapitalizou as empresas e basou para o Brasil.

A economia Portuguesa está nas mesmas mãos do antes do 25 de ABril, o grande capital e os grandes tubarões são os mesmos, só que agora são os filhos e os netos, a mentalidade é a mesma, sacar ao máximo, a não aplicação dos lucros nos avanços tecnológicos das empresas, empresas com lucros chorudos ao fim do ano distribuem pelos sócios e família e siga a procissão.

Somos o País onde o patronato é o mais inculto da Europa e o que menos divide os lucros com os trabalhadores, não têm formação de gestão empresarial, mas é este poder económico que elege o poder político que temos e teremos...
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Mensagem  nole em 17/3/2011, 20:22

Blink escreveu: mas seria uma utopia atualmente para nós a esquerda tomar as rédeas do poder, o grande capital fazia como fêz em 75 até 80, descapitalizou as empresas e basou para o Brasil.
Não, isto não é uma questão de esquerda ou uma questão de direita. A questão é esta: a república acabou.
O mundo mudou e os partidos políticos já não fazem sentido.
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Mensagem  nbunuel em 17/3/2011, 21:17

nole escreveu:
Blink escreveu: mas seria uma utopia atualmente para nós a esquerda tomar as rédeas do poder, o grande capital fazia como fêz em 75 até 80, descapitalizou as empresas e basou para o Brasil.
Não, isto não é uma questão de esquerda ou uma questão de direita. A questão é esta: a república acabou.
O mundo mudou e os partidos políticos já não fazem sentido.
Estou de acordo... a manifestação de sábado foi sintomática do anteriormente explanado...
cheers
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Mensagem  manel1 em 18/3/2011, 01:38

nole escreveu:
O mundo mudou e os partidos políticos já não fazem sentido.

Da maneira como são constituídos concordo com a sua afirmação, senão vejamos:

- Há demasiada gente a pertencer aos partidos, é a maquina publicitária nas eleições, são os deputados do partido na assembleia da república, são os elementos que fazem parte das câmaras municipais e juntas de freguesia, etc. Uma das desvantagens que advêm disto é que as vagas para os lugares que não deveriam ter nada a ver com politica são preenchidas pelos membros dos partidos, não interessa se na oposição (ou qualquer independente) existe melhor escolha, os cargos principais, os cargos com prestigio, ou dinheiro são ocupados por gente que não percebe nada da poda. E existe tanta gente competente para essas vagas que está sem emprego.Crying or Very sad

- Há que financiar os partidos, quanto mais forem os elementos maiores os gastos (isto está provado).

- De onde provêm os financiamentos para os partidos? Para as campanhas eleitorais? Favor com favor se paga, por isso é que TGV e aeroporto dos otarios vai andando em frente, são muitos favores e ''negócios'' a serem cobrados.

- Partidos de direita, partidos de esquerda, partidos verdes, partidos dos aleijados, porra tanto partido Mad

Sempre se disse e é verdade que na maioria das vezes a virtude está no meio, no equilíbrio. Costuma dizer-se também :nem tanto ao mar nem tanto à terra, que posturas radicais não levam a nada. O que é que vemos num partido? Pois é, tudo gente que pensa da mesma maneira (mesmos ideais, ou seja, os do partido), sendo assim onde fica o dialogo, o chegar a um consenso? Não deveria o governo ser constituído pelos melhores profissionais para cada cargo/função? Aqui não vale argumentar que para isso existe oposição, pois que essa de pouco serve como se tem visto, pois se o governo tem maioria faz o que bem entender e se não tem arranja maneira de manipular os outros partidos, nem que seja com o argumento que não o deixam governar. Mais grave ainda é que se um partido da oposição tem uma ideia melhor, essa não pode ser posta em prática porque partiu da oposição.
Visto isto, esta bem visto que o sistema actual de partidos é de doidos, estão na politica homens que lutam todos os dias pelo bem estar, progresso, entre muitas outras coisas bonitas, mas não para nós, mas exclusivamente para eles Mad

Infelizmente os partidos vieram e para ficar por mais tempo que o recomendável. Eu sei que tem que haver um grupo de homens com uma ideia, com ideais, com propostas para governar, mas bolas, têm de vir com o filho, a filha, o enteado, o padrinho, o empreiteiro que lhe pagou os panfletos da propaganda eleitoral (eram prá í uns 500, so pus estes para não maçar)? Vou ter pagar a essa gente toda para administrar o dinheiro dos meus impostos? Made in Portugal - Página 4 581125

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Mensagem  ricardo onga-ku em 18/3/2011, 09:39

Cidadãos ao poder! cheers

_________________
"O homem, uma vez abdicando da razão,
não tem defesa contra o absurdo, a monstruosidade,
e tal como um navio sem leme fica à mercê dos ventos.
A esses, a credulidade toma o leme da mão da razão
e a mente converte-se num naufrágio."

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Mensagem  Mfigueiredo em 18/3/2011, 10:14

Boas!

Não sei se este texto é já conhecido por estas "bandas", nem sei quem o escreveu. Pena tenho de não ser de minha autoria. Mas como reflecte o meu pensamento desde há já bastante tempo, e como gosto de assumir as minhas responsabilidades na educação da nova geração, aqui vai:

"Geração à Rasca - A Nossa Culpa

Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa
abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes
as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar
com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também
estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância
e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus
jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a
minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos)
vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós
1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram
nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles
a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes
deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de
diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível
cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as
expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou
presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o
melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas
vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não
havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado
com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A
vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem
Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde
não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar
a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de
aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a
pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e
da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que
os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade,
nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter
de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e
que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm
direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas,
porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem,
querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo
menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por
escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na
proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que
o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois
correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade
operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em
sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso
signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas
competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por
não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração
que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que
queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a
diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que
este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo
como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as
foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não
lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de
montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o
desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e
inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no
retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e
nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como
todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados
pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham
bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados
académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos
que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e,
oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a
subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos
nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares
a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no
que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida
e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme
convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem
fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e
a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de
uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim."
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Mensagem  ricardo onga-ku em 18/3/2011, 11:24

Hmmm...isso faz-me pensar no Rendimento Social de Inserção.

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Mensagem  joevalve em 18/3/2011, 19:20

Já que nem tudo pode ser crise, pelo menos a ser verdade esta situação dá que pensar (e rir):

Registo Civil de Beja - está demais! !!


ABSOLUTAMENTE HILARIANTE!!!
Claro, só aqui mesmo é que acontecem essas coisas!
Quando passarem por Beja, poderão certificar se é verdade ou não.......
O Registo Civil de Beja recebeu o seguinte requerimento:



Beja, 5 de Fevereiro 2006.

Eu, Maria José Pau, gostaria de saber da possibilidade de se abolir o sobrenome Pau do meu nome, já que a presença do Pau me tem deixado embaraçada em várias situações. Desde já agradeço a atenção despendida.
Peço deferimento,


Maria José Pau.



Em resposta, recebeu a seguinte mensagem:

Cara Senhora Pau:

Sobre a sua solicitação da remoção do Pau, gostaríamos de lhe dizer que a nova legislação permite a remoção do Pau, mas o processo é complicado e moroso.
Se o Pau tiver sido adquirido após o casamento, a remoção é mais fácil, pois, afinal de contas, ninguém é obrigado a usar o Pau do cônjuge se não quiser.
Se o Pau for do seu pai, torna-se mais difícil, pois o Pau a que nos referimos é de família e tem sido utilizado há várias gerações.
Se a senhora tiver irmãos ou irmãs, a remoção do Pau torná-la-ia diferente do resto da família.
Cortar o Pau do seu pai pode ser algo muito desagradável para ele.
Outro senão está no facto do seu nome conter apenas nomes próprios, e poderá ficar esquisito, caso não haja nada para colocar no lugar do Pau.
Isto sem mencionar que as pessoas estranharão muito ao saber que a senhora não possui mais o Pau do seu marido.
Uma opção viável seria a troca da ordem dos nomes.
Se a senhora colocar o Pau na frente da Maria e atrás do José, o Pau pode ser escondido, pois poderia assinar o seu nome como 'Maria P. José'.
A nossa opinião é a de que o preconceito contra este nome já acabou há muito tempo e visto que a senhora já usou o Pau do seu marido por tanto tempo, não custa nada usá-lo um pouco mais.
Eu mesmo possuo Pau, sempre o usei e muito poucas vezes o Pau me causou embaraços.

Atenciosamente,

Bernardo Romeu Pau Grosso


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Mensagem  Pierre em 18/3/2011, 19:44

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Mensagem  nole em 18/3/2011, 20:23

manel1 escreveu:
- De onde provêm os financiamentos para os partidos? Para as campanhas eleitorais? Favor com favor se paga, por isso é que TGV e aeroporto dos otarios vai andando em frente, são muitos favores e ''negócios'' a serem cobrados.

Estas legislativas é fácil, foi o “Parque Escolas”. Mais uma parceria público privada, que ninguém sabe o que é, nem como apareceu... até as escolas que tinham sido acabadas de serem remodeladas no ano anterior por milhões de euros, voltaram a ser demolidas para poderem serem novamente reconstruídas. É, autênticos Tsunamis.

Isto, é daquelas coisas que só não vê quem não quer…

As condições lá dentro? Essas provavelmente são as mesmas antes de serem reconstruídas… o objectivo não foi criar melhores condições, mas pagar favores aos amigos e, claro, as próprias eleições.

Tudo sem concurso público em apenas 3 meses antes das eleições. Não fosse o diabo tece-las...

Para quem quiser perder um bocadinho de tempo, um entre vários sites onde se pode ler qualquer coisa a respeito:

http://alertaconstante.blogspot.com/2010/02/parque-escolar.html
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Mensagem  ricardo onga-ku em 23/3/2011, 23:56

O ex-deputado do PS, Medeiros Ferreira, defende que Sócrates não deve ser o candidato do partido se as eleições forem antecipadas

http://www.ionline.pt/conteudo/111229-eu-procurava-outra-forma-o-ps-se-apresentar-s-eleicoes

As pessoas com mais qualidade afastaram-se da vida política?

O poder político perdeu poder. Com a entrada de Portugal no sistema monetário europeu e a privatização da banca passou-se da república dos empresários para a república dos financeiros, que tem várias expressões, mas enfraqueceu o poder político, que é visto muitas vezes como uma espécie de epifenómeno dos grandes grupos financeiros ou muito dependente dos grandes negócios.

E é dependente dos grandes grupos financeiros?

Portugal é um país onde não há crescimento económico, mas onde há grandes negócios, e isso enfraqueceu o poder político. O resultado é que muita gente deixou de ir para a política. Se o poder político é uma espécie de epifenómeno, as pessoas afastam-se, porque não se querem sujeitar a estar ao serviço de outras coisas que não sejam as suas próprias convicções. Por outro lado, a actividade política - e vou dizer uma coisa muito impopular - não tem boas condições materiais de atracção.

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Mensagem  Ouvinte em 24/3/2011, 00:19

onga-ku escreveu:[b] Por outro lado, a actividade política - e vou dizer uma coisa muito impopular - não tem boas condições materiais de atracção.


Estou plenamente de acordo com a sua afirmação. Parece-me que, no entanto, este não é o momento ideal para alterar essas condições. Com o actual funcionamento dos partidos, em que o carreirismo partidário grassa, são na grande maioria os jotinhas sem experiência de vida e trabalho quem se perfila para ocupar uma grande parte dos lugares em jogo. Longe vai o tempo em que os Deputados tinham competência e obra nas diversas matérias que legislavam, hoje a grande maioria da produção legislativa é exterior ao Parlamento (e o que isso nos custa, não só em termos monetários). Esta fase dos jotinhas, conforme apareceu também acabará, sob pena de os partidos definharem ainda mais. Nessa altura, será o momento de pagar condignamente tanto a Deputados como a Ministros.


Caro Nole, fiquei de queixo caído com um dos nomes dessa lista. Quem diria Made in Portugal - Página 4 423763 .
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Mensagem  ricardo onga-ku em 24/3/2011, 00:33

Sua dele, Medeiros Ferreira, porque eu limitei-me a transcrever um pequeno trecho da entrevista... Wink

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Mensagem  Ouvinte em 24/3/2011, 00:46

Tenho que reaprender a ler Embarassed . De qualquer forma a concordância mantém-se.
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Made in Portugal - Página 4 Empty António Barreto comenta crise política

Mensagem  ricardo onga-ku em 25/3/2011, 12:13

António Barreto comenta crise política

http://aeiou.expresso.pt/video-antonio-barreto-comenta-crise-politica=f639611

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Mensagem  nole em 1/4/2011, 04:33


Previsão de Eça de Queirós com 140 anos...

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Mensagem  Mfigueiredo em 1/4/2011, 10:48

Resumindo:

Desde os tempos dos Eça e Ramalho, pelo menos, os nossos políticos não evoluiram nada. E isto porque as necessidades continuam a ser as mesmas.

Uma boa leitura, que a mim me agradou bastante foi "As Farpas".

Dá para rir, mas a vontade seria mais de chorar!

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Mensagem  ricardo onga-ku em 1/4/2011, 12:27

Infelizmente isso não é verdade já que muitos políticos actuais não são inteligentes, não escrevem bem, discursam sem qualquer ponta de cortesia e a dicção também anda longe de ser pura (do vocabulário nem se fala). Sad

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"O homem, uma vez abdicando da razão,
não tem defesa contra o absurdo, a monstruosidade,
e tal como um navio sem leme fica à mercê dos ventos.
A esses, a credulidade toma o leme da mão da razão
e a mente converte-se num naufrágio."

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Mensagem  Blink em 1/4/2011, 13:51

Será que iremos esperar mais 140 e tal anos?

Há uma luz ao fundo do túnel vinda dos lados do deserto, com as democracias lá implementadas vão começar a ter os nossos vícios, talvez fiquem clientes dos nossos consumismos!!!
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Mensagem  Ouvinte em 2/4/2011, 00:09

Tanto n' As Farpas, como no Distrito de Évora, há textos de grande actualidade. Transcrevo um pedaço do Distrito, escrito em 13 de Janeiro de 1867, que espelha o actual estado da grande maioria do nosso Povo (nós):

" Hoje o povo está indolente, indiferente, adormecido. Nada o abala: deixa-se levar sem querer saber a cor da onda que o leva. Tem a inteligência esterilizada, tem o coração arrefecido, tem a consciência entorpecida, tem as mãos afrouxadas. A Tradição não o comove, as esperanças não o sobressaltam. Duvida. A dúvida amolece, dissolve os poderes da alma. Ele não vê, não ouve e não sente. Tem para os movimentos do mundo oficial um olhar frio; para o som dos sistemas, das questões, das ideias que se debatem, ouvido ensurdecido: vai levado sem curiosidade, sem oposição.
Move-selentamente no seu torrão fecundo debaixo do sol fortificador, entre uma bela natureza, trabalhando pouco, olhando às vezes, não pensando nunca. ..."
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Mensagem  nole em 2/4/2011, 02:54

Blink escreveu:Será que iremos esperar mais 140 e tal anos?

Há uma luz ao fundo do túnel vinda dos lados do deserto, com as democracias lá implementadas vão começar a ter os nossos vícios, talvez fiquem clientes dos nossos consumismos!!!
Chamo a atenção para um pormenor, é que apenas 2% daquilo que exportamos é marca portuguesa.
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Mensagem  Orion em 2/4/2011, 08:58

Ouvinte escreveu:Tanto n' As Farpas, como no Distrito de Évora, há textos de grande actualidade. Transcrevo um pedaço do Distrito, escrito em 13 de Janeiro de 1867, que espelha o actual estado da grande maioria do nosso Povo (nós):

" Hoje o povo está indolente, indiferente, adormecido. Nada o abala: deixa-se levar sem querer saber a cor da onda que o leva. Tem a inteligência esterilizada, tem o coração arrefecido, tem a consciência entorpecida, tem as mãos afrouxadas. A Tradição não o comove, as esperanças não o sobressaltam. Duvida. A dúvida amolece, dissolve os poderes da alma. Ele não vê, não ouve e não sente. Tem para os movimentos do mundo oficial um olhar frio; para o som dos sistemas, das questões, das ideias que se debatem, ouvido ensurdecido: vai levado sem curiosidade, sem oposição.
Move-selentamente no seu torrão fecundo debaixo do sol fortificador, entre uma bela natureza, trabalhando pouco, olhando às vezes, não pensando nunca. ..."

Made in Portugal - Página 4 253862 Made in Portugal - Página 4 253862 Bem oportuno e sempre actual...

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Mensagem  vfarias em 5/4/2011, 13:56

Muito bom!

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Mensagem  PMarques em 7/4/2011, 12:38

Achei muito interessante este tópico, e estive a lê-lo atentamente e de facto vejo que existem membros que são verdadeiro profissionais na escrita e retratam muito o Portugal social, os amigos Francisco Chaves que me deu a ideia de se ter ido embora, Onga-Ku, Guilherme, Manel1, e Nole com um belo texto de Eça, entre outros são verdadeiros jornalistas. A politica e questões sociais são sempre temas muito complexos, e eu até evito de abordar esses temas pelo menos online, mas ontem o país ficou ainda mais despido, nú direi, com o pedido de ajuda externa, esperam-nos dias e anos complicados, e tanto quanto sei, cortes serão bem grandes, e nomeadamente nos salários e nos subsídios de Férias e Natal, não sei como Portugal vai reagir a isto.

Eu não quero e como disse, abordar temas complexos online, mas sempre tive a ideia de que Subsídios de Férias e Natal mais tarde ou mais cedo provocariam buracos financeiros muito grandes, era tudo uma questão de tempo. Portugal é o único país da europa com essa cultura do 13.º e 14.º mês, nunca percebi muito bem. Penso que seria melhor para todas as famílias receberem melhores salários no sentido de lhes proporcionar melhor e mais bem estar ao longo do ano, do que esperar pelo verão e pelo natal para fazê-lo, sabendo que hoje mais de metade desses subsídios são para pagar dívidas e créditos feitos ao longo do anos e dos anos. Da mesma maneira, penso que seria mais saudável para todos aqueles que precisam de apoios sociais terem subsídios maiores que lhes permitisse viver com dignidade, e afinal esse tempo chegou, FMI em Portugal a cortar em tudo, a provocar o caos social, é a minha visão, mas fico por aqui.

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Mensagem  Blink em 7/4/2011, 17:58

PMarques escreveu:.........sempre tive a ideia de que Subsídios de Férias e Natal mais tarde ou mais cedo provocariam buracos financeiros muito grandes, era tudo uma questão de tempo. Portugal é o único país da europa com essa cultura do 13.º e 14.º mês, nunca percebi muito bem. Penso que seria melhor para todas as famílias receberem melhores salários no sentido de lhes proporcionar melhor e mais bem estar ao longo do ano, do que esperar pelo verão e pelo natal para fazê-lo, sabendo que hoje mais de metade desses subsídios são para pagar dívidas e créditos feitos ao longo do anos e dos anos. ..................

Caro PMarques tenha ciente que o País está assim não pelos subsídios de férias e do 13º mês.

O 13º mês foi criado á muitos anos para dar uma esmola aos salários de miséria que se praticava no regime salarista e marcelista, e assim continuou até aos dias de hoje, é verdade que muito poucos países europeus tem essa esmola, temos nós, os espanhois e um ou outro, porque os salários da europa mais produtiva dispensa este tipo de esmolas.

O País está assim pelas sucessivas despesas em criar ou inventar Instituições para lá meter os políticos que saem da Assembleia, os jobs for the boys que abundam como moscas, pela ajuda maciça a toda a banca sem esta em nada contribuir para os cofres do Estado, pelo agressivo marketing da banca durante anos á compra de casas com promessas ilusórias, é um rol de despesas públicas infindável que nenhum político português terá coragem de as cortar, por isso vem cá o FMI, esse tem arrojo e coragem para dizer o que está a mais, não é o fim do Mundo, eu já assisti a 2 pedidos do FMI, este será o 3º, desde a descoberta do ouro no Brasil que sempre compramos mais do que produzimos, nessa altura já as côrtes Portuguesas eram as mais faustosas e eram admiradas pela pompa e pelas festas requintadas.

O grave disto tudo é que os que menos contribuem para este caos, e que nada fizeram a não ser trabalhar toda uma vida é que vão ter que pagar a merda feita por estes políticos de meia-tigela que nunca serviram o País, serviram-se do País para se governarem a eles e aos amigos.


Última edição por Blink em 7/4/2011, 20:43, editado 1 vez(es)
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Mensagem  ricardo onga-ku em 7/4/2011, 18:33

O país está assim por muitas razões.
Uma delas é a falta de rectidão moral do nosso povo...somos um tanto ou quanto invertebrados, como o polvo.

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Mensagem  PMarques em 7/4/2011, 18:35

Olá amigo Blink Very Happy ,

Talvez me tivesse exprimido mal, as minhas desculpas, mas é claro que a culpa disto tudo não é dos 13.º e 14.º mês. Estes ajudam as famílias sem dúvida. Eles não são o vértice do problema, mas também contribuem um pouco para que as empresas tenham algumas dificuldades, e todos sabemos que o estado é o que representa uma maior e mais grave politica despesista nesta assunto.

Salários verdadeiramente do outro mundo pagos a gestores que não o merecem, também desencadearam a situação. Porque o consumo em Portugal é mais ou menos recente. ''Tudo começou'' à 20 anos atrás, consumiu-se e consome-se em demasia, o país nada produz, tudo é importado, viveu-se e vive-se muito para além das possibilidades durante estas duas últimas décadas, era expectável que a situação culminasse assim. Veja o caso da Grécia, 15.º mês? Em nenhum país da europa civilizada e do norte existe isso. Existem bons salários, não se precisa dessas esmolas que fala ( 13.º e 14.º mês ), isso é típico de sociedades com bastantes vestígios de atraso, e veja durante anos foi a nossa salvação, agora com a ajuda externa, esses 13.º e 14.º vão-se desvanecer, e agora?

Não falo da Irlanda, um pequeno país que outrora fora próspero, o que se passou com esta foi um um pouco diferente do que se passa em Portugal, ou seja na Irlanda o estado ajudou a banca que estava falida, por cá é e foi o contrário, o estado em ruptura total pediu ajuda à banca, e esta fez o que lhe foi solicitado mas com naturais contrapartidas. Estão aí à vista. Aumento de Impostos, IVA, cortes de ordenados, nos subsídios sociais, subsídios de férias, enfim, tudo para aumentar a competitividade do país, e este cenário será o nosso durante os próximos anos, capacite-se disso caro e prezado Blink.

O grave disto tudo é que até 5 de Junho o país está à deriva, e após o 5 de Junho à deriva continuará a estar, pois serão preciso alguns dias, talvez 1 mês para se formar governo e definir propostas e estratégias, e com isso está-se em Agosto, mês tradicionalmente onde tudo funciona a meio gás, ou seja só lá para Setembro, Outubro o país começará a mexer, é grave, muito grave.

Não seria socialmente mais justo o salário mínino nacional ser €1000 ou €1100? Não seria mais justo em Portugal pagaram-se ordenados que permitissem a todos uma vida digna que e permitisse viver com alguma tranquilidade? Eu penso que sim.

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Mensagem  Blink em 7/4/2011, 21:38

PMarques escreveu:..................
Não seria socialmente mais justo o salário mínino nacional ser €1000 ou €1100?

Completamente de acordo, era muito mais dinamizada a nossa economia, comprava-se mais, o comércio e serviços tinha outra saúde, e por conseguinte a indústria produzia muito mais para satisfazer o comércio, e os nossos patrões começavam a habituar-se a comer nas cantinas junto dos empregados como fazem lá fora, começavam a comprar carros de média gama, distribuiam anualmente uma percentagem dos lucros como fazem lá fora, e assim tinham mais consideração pelos trabalhadores e deixavam de os perseguir constantemente como os culpados das crises, quando são estes que geram as riquezas para as suas bordomias dos carros de luxo, das casa de verão, etc. etc.

Isto acontecerá em Portugal talvez no século XXIII segundo as previsões do FMI... confused Question Question Question
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