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Made in Portugal

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Made in Portugal - Página 23 Empty Re: Made in Portugal

Mensagem  joevalve em 9/7/2013, 14:07

A propósito deste ataque sem precedentes na história que a Europa está a fazer a Portugal e à Grécia vale a pena lembrar este poema.

Estados Unidos da Europa
Poema de Pedro Barroso
– in “Das Mulheres e do Mundo” Ed Mirante, 99

Disponivel no cd do livro "palavras mal ditas" edição do mesmo autor.

Quando a Europa existir
E o velho escudo das quinas
for apenas uma saudade
nesse dia hei-de subir
ao castelo de Penedono
e gritar uma saúde
ao tempo de nunca vir
mais ao tempo de lembrar
hei-ir ao Restelo contar
histórias de marinheiros
falar aos jovens de Alcácer
de Gonçalo Mendes da Maia
Jerumenha, Évoramonte
Aljubarrota, Atoleiros

Hei-de subir aos penhascos,
às torres de Marialva,
à menagem de S Jorge,
de Belver e Guimarães
e recordar outra vida,
outro país que já houve
de gente dada à bravura
que ao Sul criou espaços
na conquista da planura
gente com alma e com espada
e artes de marear
e hei-de ficar cansado
mas hei-de ficar saciado
nesse espaço fabuloso
recriado do passado
em sonho particular

esquecido da tal verdade
corridos trinta ou cem anos
Estados Unidos da Europa
país novo e florescente
tal me orgulha e me transcende...
- Ah! Mas nunca me arrepende
ter feito Alcácer Quibir
ou batalha do Salado
com o estandarte entre dentes!...

Nesse dia, em mirandum
cantarei ao desafio
navegarei pelo Douro
até ao fim desse rio
onde brindarei com Porto
e perdido na montanha
beberei águas de fonte
da pátria de Portugal
e serei europeu, sim
serei até, mundial
mas primeiro,
vai uma alheira
do fumeiro de Mirandela;
moreia frita de Sagres;
cozido ilhéu na panela;
e as amêijoas de S Jorge;
as bananas da Madeira;
os verdes do velho Minho;
os cavalos do Ribatejo
mais as camisas de linho;
e o cante do Alentejo;
e este mar frente a Lisboa,
onde a ralé marinheira
canta o fado cacilheiro
e atraca corpo e navio
em romances de inventar

Levem a fama, a bandeira
levem o nome e o preito
quem vai mandar no meu peito
vai ser o nome esquecido
de um velho país ao canto
desse novo Espaço Unido
onde tudo, campo e praia
ao falar-nos do passado
vai falar-nos dum Futuro
outra vez por restaurar

Portugal era seu nome.
- Crianças desse reinado
aprendam a soletrar...

Existiu na sua Língua
nos seus artistas e heróis
nos pensadores e no mar.
Já foi um país inteiro
de palavras e aventura
e se então, nesse lameiro
de Babel no linguajar,
nos obrigarem ao sonho
embalado na censura,
empacotado e vulgar,
que me sobre essa loucura
de ir para a rua gritar,
nesta língua de Camões,
pelo tempo que há-de vir
no país que não morreu
no país que há-de voltar !

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Made in Portugal - Página 23 Empty Re: Made in Portugal

Mensagem  joevalve em 4/8/2013, 10:54

Noticia extraida do site do jornal "a bola".


Acidente com candidato à câmara de Lagoa provoca um morto e três feridos graves

Gaspar Costa, candidato do PSD à Câmara de Lagoa, nos Açores, este esta madrugada envolvido num acidente de viação. De acordo com a SIC Notícias, o despiste do carro que conduzia - que tinha cinco ocupantes - causou um morto, um jovem de 19 anos, e dois feridos graves, por volta das 2 da manhã.

Adianta ainda o canal que o carro era descapotável, tendo as três pessoas do banco de trás sido projetadas. A SIC Notícias refere, através do correspondente nos Açores que Gaspar Costa acusou 1,65 gramas de álcool no sangue, estando detido.

Os ocupantes do carro seriam todos colaboradores da campanha de Gaspar Costa.

Segundo o Açoriano Oriental, o corpo do jovem está na morgue do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.

É caso para perguntar: a ser verdade este facto como é possivel eticamente alguém continuar a ser candidato ao que quer que seja ?

o paraquedista que saltou de viana do castelo para ser candidato à câmara de gaia pelo PSD criticou outro dia o Guilherme de Aguiar porque era um comentador da bola que se candidatava à CMG, gostava de saber o que é que esse senhor agora vai dizer do seu colega de partido açoreano.

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Mensagem  joevalve em 7/8/2013, 11:15


A IMPORTÂNCIA DO CAFEZINHO

Dois leões fugiram do Jardim Zoológico.
Na fuga, cada um tomou um rumo diferente. Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou.
Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto, alquebrado. Assim, o leão foi reconduzido a sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde.
Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer ... !!!
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários?
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Tinha comido o diretor geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que eu comi quem fazia e servia o cafezinho... Estraguei tudo!!!

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Mensagem  nole em 14/8/2013, 01:58

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Mensagem  Blink em 7/9/2013, 20:32

Made in Portugal - Página 23 29xm




Portugal é um dos países mais ricos da UE, e não dos mais pobres!

Portugal é um dos poucos países no mundo que pode fechar as suas fronteiras, pois a natureza da-lhe uma grande riqueza que contém tudo o que é necessário para que a sua povoação possa viver feliz e em paz!

A maior parte dos portugueses desconhece que o seu “pobre” país possuí:
- A maior Zona Económica Exclusiva da UE, que é tão grande como todo o continente europeu.
- 80% de solo arável, mas está quase em completo abandono.
- Invejável rede hidrográfica a nível mundial.
- Grandes reservas de água doce, em aquíferos subterrâneos, quase inesgotáveis.
- As maiores reservas de ferro, da UE, de excelente qualidade.
- As maiores reservas de cobre da Europa (segundas do mundo).
- As maiores reservas de tungsténio (volfrâmio) da Europa.
- As maiores reservas de lítio da Europa.
- As maiores reservas de terras raras.
- As segundas maiores reservas de urânio da Europa.
- Grandes reservas mineiras de ouro, prata e platina.
- Grandes reservas de carvão mineral de excelente qualidade.
- E as incomensuráveis riquezas que as águas do Atlântico escondem.
- Uma das maiores reservas de petroleo da europa ,que ja vão ser exploradas na costa do Algarve, por companhias alemães e espanhola. Vão pagar a Portugal apenas 20 centimos por barril, enquanto ele já passou à muito tempo os 100 dólares por barril.
-Reservas de gás natural e de gisto, que dá para Portugal pelo menos para 100 anos sem precisar de ninguém.

E isto é apenas a ponta do iceberg que circula pela internet,…
Portugal, é possivelmente o país mais rico da UE, na sua dimensão, e é levado à ruína pelos seus governantes.

Caros Governantes, por favor valorizem o vosso país, em vez da vossa carteira!

PARTILHA e ajuda a divulgar o que o nosso país tem de bom!
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Mensagem  nole em 20/9/2013, 01:10

PORQUE NÃO, IMPLEMENTAR COM URGÊNCIA ESTAS SUGESTÕES?

Façam circular às toneladas para não nos tomarem por parvos...


Made in Portugal - Página 23 1

Made in Portugal - Página 23 2

http://1.bp.blogspot.com/-sblHYNUP2r4/UaCmdiRHPOI/AAAAAAAAEYw/XWq2aPBFrqA/s1600/3.PNG

Made in Portugal - Página 23 5


Estas propostas foram feitas há pouco tempo num programa da SIC

Haja vontade e coragem que os problemas resolvem-se!
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Mensagem  nole em 29/9/2013, 20:45

Nenhuns dos direitos adquiridos foram dados. Tiveram de ser arrancados às forças do poder com revoltas, motins, revoluções, mortes….

Que aconteceu à revolução sindical onde era reivindicado 8 horas para dormir, 8 horas para trabalhar e 8 horas para viver… se agora as pessoas trabalham horas sem receber?




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Mensagem  nole em 7/10/2013, 21:53

Afinal Cavaco Silva sempre tem razão quando diz que
Portugal não é a Grécia!


http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3463606

Mas, Alguém tem duvidas?
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Mensagem  nole em 13/10/2013, 00:05

Declarações do Sr. Cavaco Silva:
"...os portugueses viveram acima das possibilidades..."


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Mensagem  Blink em 13/10/2013, 10:10

nole escreveu:Declarações do Sr. Cavaco Silva:
"...os portugueses viveram acima das possibilidades..."


Podemos viver perfeitamente sem nenhum Presidente da Repúbilca, é puro simbolismo porque de resto eles não fazem nada em prol do País a não ser gastar dinheiro dos cofres públicos e viverem á grande.

Ainda por cima este bacano é mais presidente do PSD do que dos Portugueses, estamos a alimentar esta corja de abutres que mais não fazem do que enriquecerem os próprios bolsos e os dos seus comparsas...
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Mensagem  joevalve em 17/10/2013, 15:10

Fortíssimo texto de Clara Ferreira Alves sobre Mário Soares:

Sua Alteza Real, D. Mário Soares “o chulo de Portugal”
Clara Ferreira Alves, no Expresso

Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me.
Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica. A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma “brilhante” que se viu o processo de descolonização.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os “dossiers”..
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com “testas de ferro” no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, “Contos Proibidos”, que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as “ligações perigosas” com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países (“record” absoluto para a Espanha – 24 vezes – e França – 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes
oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo
Grande.
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal
fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na… Fundação Mário Soares.
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era… João Soares.
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do “Público”, José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates “o pior do guterrismo” e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos “O Polvo” de Joaquim Vieira na “Grande Reportagem”, baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai…. e não volta mais.
Clara Ferreira Alves

Sua Alteza Real, D. Mário Soares
Enquanto tivemos empréstimos, já se lembrou que éramos pobres e que a regra é deixar património para os filhos e não uma herança de dividas? Para quem tem memória curta! Não é por acaso que foi cognominado de viajante…
A Moral dum exímio gastador!!!!!
Alguém se lembra do nosso Presidente Soares e das suas viagens?
Vamos lá fazer um resumo de onde foram gastos milhões dos nossos impostos, só em viagens, com a sua comitiva… tudo pago pelo
contribuinte, claro!

1986
11 a 13 de Maio – Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho – França
12 a 14 de Setembro – Espanha
17 a 25 de Outubro – Grã-Bretanha e França
28 de Outubro – Moçambique
05 a 08 de Dezembro – São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro – Cabo Verde

1987
15 a 18 de Janeiro – Espanha
24 de Março a 05 de Abril – Brasil
16 a 26 de Maio – Estados Unidos
13 a 16 de Junho – França e Suíça
16 a 20 de Outubro – França
22 a 29 de Novembro – Rússia
14 a 19 de Dezembro – Espanha

1988
18 a 23 de Abril – Alemanha
16 a 18 de Maio – Luxemburgo
18 a 21 de Maio – Suíça
31 de Maio a 05 de Junho – Filipinas
05 a 08 de Junho – Estados Unidos
08 a 13 de Agosto – Equador
13 a 15 de Outubro – Alemanha
15 a 18 de Outubro – Itália
05 a 10 de Novembro – França
12 a 17 de Dezembro – Grécia

1989
19 a 21 de Janeiro – Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro – Venezuela
21 a 27 de Fevereiro – Japão
27 de Fevereiro a 05 de Março – Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março – Itália
24 de Junho a 02 de Julho – Estados Unidos
12 a 16 de Julho – Estados Unidos
17 a 19 de Julho – Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro – Hungria
02 a 04 de Outubro – Holanda
16 a 24 de Outubro – França
20 a 24 de Novembro – Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro – Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro – Zaire
27 a 30 de Dezembro – República Checa

1990
15 a 20 de Fevereiro – Itália
10 a 21 de Março – Chile e Brasil
26 a 29 de Abril – Itália
05 a 06 de Maio – Espanha
15 a 20 de Maio – Marrocos
09 a 11 de Outubro – Suécia
27 a 28 de Outubro – Espanha
11 a 12 de Novembro – Japão

1991
29 a 31 de Janeiro – Noruega
21 a 23 de Março – Cabo Verde
02 a 04 de Abril – São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril – Itália
17 a 23 de Maio – Rússia
08 a 11 de Julho – Espanha
16 a 23 de Julho – México
27 de Agosto a 01 de Setembro – Espanha
14 a 19 de Setembro – França e Bélgica
08 a 10 de Outubro – Bélgica
22 a 24 de Novembro – França
08 a 12 de Dezembro – Bélgica e França

1992
10 a 14 de Janeiro – Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro – India
09 a 11 de Março – França
13 a 14 de Março – Espanha
25 a 29 de Abril – Espanha
04 a 06 de Maio – Suíça
06 a 09 de Maio – Dinamarca
26 a 28de Maio – Alemanha
30 a 31 de Maio – Espanha
01 a 07 de Junho – Brasil
11 a 13 de Junho – Espanha
13 a 15 de Junho – Alemanha
19 a 21 de Junho – Itália
14 a 16 de Outubro – França
16 a 19 de Outubro – Alemanha
19 a 21 de Outubro – Áustria
21 a 27 de Outubro – Turquia
01 a 03 de Novembro – Espanha
17 a 19 de Novembro – França
26 a 28 de Novembro – Espanha
13 a 16 de Dezembro – França

1993
17 a 21 de Fevereiro – França
14 a 16 de Março – Bélgica
06 a 07 de Abril – Espanha
18 a 20 de Abril – Alemanha
21 a 23 de Abril – Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio – Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio – Espanha
17 a 19 de Maio – França
22 a 23 de Maio – Espanha
01 a 04 de Junho – Irlanda
04 a 06 de Junho – Islândia
05 a 06 de Julho – Espanha
09 a 14 de Julho – Chile
14 a 21 de Julho – Brasil
24 a 26 de Julho – Espanha
06 a 07 de Agosto – Bélgica
07 a 08 de Setembro – Espanha
14 a 17 de de Outubro – Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro – Japão
28 a 31 de Outubro – Hong-Kong e Macau

1994
02 a 05 de Fevereiro – França
27 de Fevereiro a 03 de Março – Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março – Brasil
08 a 12 de Maio – África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio – Itália
27 a 31 de Maio – África do Sul
06 a 07 de Junho – Espanha
12 a 20 de Junho – Colômbia
05 a 06 de Julho – França
10 a 13 de Setembro – Itália
13 a 16 de Setembro – Bulgária
16 a 18 de Setembro – - França
28 a 30 de Setembro – Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro – Malta
11 a 16 de Outubro – Egipto
17 a 18 de Outubro – Letónia
18 a 20 de Outubro – Polónia
09 a 10 de Novembro – Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro – República Checa
17 a 19 de Novembro – Suíça
27 a 28 de Novembro – Marrocos
07 a 12 de Dezembro – Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 – Brasil

1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro – França
12 a 13 de Fevereiro – Espanha
07 a 08 de Março – Tunísia
06 a 10 de Abril – Macau
10 a 17 de Abril – China
17 a 19 de Abril – Paquistão
07 a 09 de Maio – França
21 de Setembro – Espanha
23 a 28 de Setembro – Turquia
14 a 19 de Outubro – Argentina e Uruguai
20 a 23 de Outubro – Estados Unidos
27 de Outubro – Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro – Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro – Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro – França
17 a 24 de Novembro – África do Sul
24 a 28 de Novembro – Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro – Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro – Macau
11 a 16 de Dezembro – Japão

1996
08 a 11 de Janeiro – Angola

Durante os anos que ocupou o Palácio de Belém, Soares visitou 57
países (alguns várias vezes como por exemplo Espanha que visitou 24
vezes e a França 21 vezes), percorrendo no total 992.809 KMS o que
corresponde a 22 vezes a volta ao mundo…

Para quê?
Expliquem ao povo para que serviu tanta viagem… Eis um dos porquês do nosso recurso ao acordo da troika.
Para o qual esta Alteza agora quer deixar de ser ” fiel “…

Mário Soares: A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim – Economia – Jornal de Negócios

(Já ninguém se lembra disto…)

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Mensagem  nole em 21/10/2013, 15:59

Made in Portugal - Página 23 Ng2822668

Com ordenado de 6 ou 10 mil euros por mês não consegue poupar mas quem ganha 600 euros consegue comer!
A falsa moralidade, sensibilidade e capacidade intelectual parece que não tem limite.
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Mensagem  Blink em 21/10/2013, 16:12

Não é necessário ser-se Economista nem as TVs estarem a pagar a Comentadores para se fazerem algumas contas de cabeça.

Um País tem que ter pelo menos uma Economia Interna para a pirâmide social não ruir, senão vejamos.

Um exemplo simples, a classe média-baixa e média senão tiverem poder de compra não compram os produtos saídos das fábricas Portuguesas ou da agricultura Portuguesa, essas fábricas vendem muito menos, têm menos lucros e algumas até fecham, o mesmo se passa na agricultura, se os produtos não são vendidos os agricultores não têm dinheiro para pagar as jornas, os tratores e o gasoleo, abandonam as terras aráveis, etc, e isto acontece em muitos e variados sectores.

Só não vê isto quem não quer vêr, se os salários mínimos forem aumentados os Portugueses vão consumir mais, as fábricas vão produzir mais, vão ter mais lucros e toda a economia interna vai ganhar com isso.

Muito sinceramente nunca entendi esta burridade dos partidos de direita em quererem baixar os salários, ou são mesmo burros ou são estúpidos, porque estão a lutar contra eles próprios.

A Direita na sua psicose doutrinária nem se apercebe que está a ser ultrapassada pela Extrema-Direita que cria o caos para fazer riquezas rápidas, e destroi o tecido empresarial.
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Mensagem  nole em 21/10/2013, 16:49

Boas Blink

Mas isto parece que está a correr tudo muito bem...

Na altura do resgate não conseguíamos ir aos mercados porque estávamos falidos e a divida era de 110% do PIB, mas agora com a divida a 140% do PIB, afinal parece, que já vamos poder regressar aos mercados!!!

140% fictícia... porque a verdadeira deverá passar muito para além dos 200%...

Só não vê isto que não quer.

E quanto ao correr bem, claro que está, para quem empresta 78 mil milhões e só de juros leva 38 mil milhões claro que está a correr tudo muito bem.

Pergunto para que foi o resgate???

Sem as pessoas se revoltarem e pararem de trabalhar, isto é, pararem de colaborar e deixarem de pagar contas ou  aparecerem no trabalho e não trabalharem... isto não vai mudar!
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Mensagem  Blink em 21/10/2013, 17:33

Não temos povo para isso...

Veja-se a Revolta dos Estudantes Universitários, eu disse revolta, enganei-me, aquilo foi um peditório que fizeram á entrada do Metro a entregar panfletos!!!

Ainda levei algumas cacetadas em 76 na Av. dos Aliados e só estava de passagem, agora estão adormecidos, enquanto os pais e avós lhes alimentarem os vicios eles lá querem saber do futuro, desde que dê para o cigarro e tomar uns shots está-se bem... Os velhos cheios de reumatico que façam as manifes...

O povo português levou na trombeta no estado Novo durante 48 anos, durante estas quase 4 décadas voltou a ser enganado e espoliado e mesmo assim não se mexe.

Devem estar á espera que sejam os Espanhois ou os Brasileiros a lutarem por eles... Até mete dó vêr pessoas que eu conheci da classe média-alta passarem a subsídio-dependentes, mas como sempre votaram nos partidos do arco governativo não mudam, está no ADN dos portugas esta passividade e o fado de se levarem por meia-duzia de artolas chamados Ministros.

Carecia de um estudo coletivo este estado anestésico de um povo a pagar o que outros roubaram do erário público e nos Bancos, e ficar resignado, no futebol aí quase que matam os árbitos...
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Mensagem  Blink em 22/10/2013, 20:49

Vale a pena lêr:


http://nossomoscapazes.blogspot.pt/2013/10/social-versus-pensionistas-reformados-e.html
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Mensagem  nole em 29/10/2013, 23:28

Para que a memória não se apague… Fez no passado dia 27 de Fevereiro, 60 anos!
Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs | Entre os países que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda.


O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essencial da dívida. A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra. Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os países que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920. O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento. O acordo adoptou três princípios fundamentais: 1. Perdão/redução substancial da dívida; 2. Reescalonamento do prazo da dívida para um prazo longo; 3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.

O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida não poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %. A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida. O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros. Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos países endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha. Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.

EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem. Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais.

Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.
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Mensagem  joevalve em 8/11/2013, 18:31

Num congresso internacional de medicina.

O médico alemão diz: Na Alemanha, fazemos transplantes de dedo. Em 4 semanas o paciente está procurando emprego.

O médico espanhol afirma: A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro. Em 6 semanas o paciente está procurando emprego.

O médico russo diz: Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar emprego.

O médico grego disse: Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo pode procurar emprego.

O médico português diz orgulhoso: Isso não é nada! Em Portugal, nós arranjamos um homem sem cérebro, sem consciência, sem peito, mentiroso, corrupto, e elegêmo-lo primeiro ministro.

Em 24 meses o país inteiro está quase todo à procura de emprego.

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Mensagem  nole em 10/11/2013, 21:54

As reformas de 3 ex-Presidentes da REPÚBLICA
A pergunta que se põe perante estes dados é:

Porquê a diferença ? Não consigo entender porque o ÚNICO Presidente da República Eleito, DECENTE, que este desgraçado Portugal teve desde 1974, ganha quase 10 vezes menos que os outros que, se também fossem Decentes, não aceitariam esta incompreensível discrepância.

Quanto custa aos PORTUGUESES a reforma de 3 ex-Presidentes da REPÚBLICA ?

Os ex- Presidentes da República  General Ramalho Eanes, D. Mário e D. Sampaio

recebem de reformas 1 MILHÃO de EUROS/Ano, distribuídos da seguinte forma:


General Ramalho Eanes ................... €  65.000/Ano

D. Mário €500.000/Ano     (fora a Fundação !!!)

D. Jorge Sampaio € 435.000/ano

SE O GENERAL PODE VIVER COM €65.000/ANO,
ESTES CIVIS QUE SE DIZEM SOCIALISTAS,TAMBÉM.

Isto fora aos carros, condutores, gasolina, manutenção das viaturas, seguros e proteção policial...

O Zé Povinho a passar fome, desempregados e sem poderem pagar as suas despesas...

Eis, o porquê da crise que vivemos... Agora imaginem isto multiplicado por todos os filhos, sobrinhos e amigalhaços que ajudam a manter.........
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Mensagem  nole em 26/11/2013, 23:11

Carta enviada de Bruges, pelo Infante D. Pedro a D. Duarte, em 1426, resumo feito por Robert Ricard e constante do seu estudo «L’Infant D. Pedro de Portugal et “O Livro da Virtuosa Bemfeitoria”», in Bulletin des Études Portugaises, do Institut Français au Portugal, Nova série, tomo XVII, 1953, pp. 10-11).

«O governo do Estado deve basear-se nas quatro virtudes cardeais e, sob esse ponto de vista, a situação de Portugal não é satisfatória. A força reside em parte na população; é pois preciso evitar o despovoamento, diminuindo os tributos que pesam sobre o povo. Impõem-se medidas que travem a diminuição do número de cavalos e de armas. É preciso assegurar um salário fixo e decente aos coudéis, a fim de se evitarem os abusos que eles cometem para assegurar a sua subsistência. É necessário igualmente diminuir o número de dias de trabalho gratuito que o povo tem de assegurar, e agir de tal forma que o reino se abasteça suficientemente de víveres e de armas; uma viagem de inspeção, atenta a estes aspetos, deveria na realidade fazer-se de dois em dois anos. A justiça só parece reinar em Portugal no coração do Rei [D. João I] e de D. Duarte; e dá ideia que de lá não sai, porque se assim não fosse aqueles que têm por encargo administrá-la comportar-se-iam mais honestamente. A justiça deve dar a cada qual aquilo que lhe é devido, e dar-lho sem delonga. É principalmente deste último ponto de vista que as coisas deixam a desejar: o grande mal está na lentidão da justiça. Quanto à temperança, devemos confiar sobretudo na ação do clero, mas ele [o Infante D. Pedro] tem a impressão de que a situação em Portugal é melhor do que a dos países estrangeiros que visitou. Enfim, um dos erros que lesam a prudência é o número exagerado das pessoas que fazem parte da casa do Rei e da dos príncipes. De onde decorrem as despesas exageradas que recaem sobre o povo, sob a forma de impostos e de requisições de animais. Acresce que toda a gente ambiciona viver na Corte, sem outra forma de ofício.»

NADA PARECE TER MUDADO…
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Mensagem  Julião em 27/11/2013, 01:47

Este é que tinha razão, e já naquela altura os topava á légua !
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Mensagem  nole em 27/11/2013, 21:24

ESTE É UM GOVERNO QUE DESPEDE OS PAIS, NEGA EMPREGO AOS FILHOS E ASSALTA OS AVÓS.
É assim que este Governo fora-da-lei pode continuar a roubar aos milhares de milhões os portugueses, roubando-lhes os bolsos, os empregos, as pensões, os ordenados, os subsídios, os serviços públicos que eles pagam, o património que construíram, as empresas públicas que são de todos, destruindo o progresso que se alcançou nas últimas décadas apenas para poder enriquecer ainda mais os muito ricos e para poder aniquilar os resquícios de soberania que possam teimar em existir, espalhando a miséria e reduzindo os portugueses à inanição e à subserviência.

No entanto, parece que o ministério público anda preocupado e a ocupar os tribunais com um puto que roubou 30 euros em pizzas...


Última edição por nole em 28/11/2013, 15:54, editado 1 vez(es)
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Mensagem  Julião em 27/11/2013, 23:56

Nem mais !!!

Mas a realidade é ainda mais dura, senão vejamos:

Viver não custa! O que custa é saber! E o Passos sabe-a toda!

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Mensagem  joevalve em 12/12/2013, 18:15

Num qualquer lugar de Portugal, um menino regressa da escola cansado por andar a pé uma grande distância. O governo subiu os preços e não há dinheiro para o passe.

Faminto, pergunta à mãe;
- Mãe, o que temos para comer?...
- Nada, filho!...

O menino olha para o papagaio que têm em casa e pergunta:
- Mamã, porque não comemos papagaio com arroz?...
- Não há arroz!...
- E papagaio no forno?...
- Não há gás!...
- E papagaio no grelhador eléctrico?.
- Não há electricidade!...
- E papagaio frito?...
- Não há azeite!...

Então o papagaio felicíssimo gritou:

P... QUE PARIU. VIVA O PSD!

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Mensagem  nole em 15/12/2013, 19:51

Digam-me uma coisa.

O indivíduo chamado Aguiar Branco não é sócio de um escritório de advogados que tem a divida da Martifer para resolver?
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Mensagem  Blink em 15/12/2013, 20:48

nole escreveu:Digam-me uma coisa.

O indivíduo chamado Aguiar Branco não é sócio de um escritório de advogados que tem a divida da Martifer para resolver?

Parece-me que não está a haver independência jornalística para fazerem investigações neste caso levantado pela Ana Gomes...
Os proprios jornalistas fazem auto-censura para não perderem os empregos, quase como no tempo do salazar

Não podia ter melhor vingança desse anormal do que a que fiz num bar da praia na Povoa de Varzim, andava ele na campanha a distribuir panfletos e a cumprimentar as pessoas, o bar estava cheio, começou a apertar as mãos ás pessoas, quando chegou á minha mesa disse-lhe de latas que não o cumprimentava, a sorrir afastou-se e continuou o circo... pirat  confused 
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Mensagem  nole em 16/12/2013, 23:02

Blink escreveu:
nole escreveu:Digam-me uma coisa.

O indivíduo chamado Aguiar Branco não é sócio de um escritório de advogados que tem a divida da Martifer para resolver?

Parece-me que não está a haver independência jornalística para fazerem investigações neste caso levantado pela Ana Gomes...
Os proprios jornalistas fazem auto-censura para não perderem os empregos, quase como no tempo do salazar

Não podia ter melhor vingança desse anormal do que a que fiz num bar da praia na Povoa de Varzim, andava ele na campanha a distribuir panfletos e a cumprimentar as pessoas, o bar estava cheio, começou a apertar as mãos ás pessoas, quando chegou á minha mesa disse-lhe de latas que não o cumprimentava, a sorrir afastou-se e continuou o  circo... pirat  confused 

Então está tudo dito.
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Mensagem  Blink em 29/12/2013, 22:00

Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários.

Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a atitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas.

Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar mas cujos objetivos foram claros e contundentes.
- Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários

Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o fator determinante do produto; quando tiverem feito ajoelhar todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maleáveis para fugir ao inferno do desespero, então a crise terá terminado.

Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rastro visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, então terá acabado a crise.

Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (exceto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e se tenham destruído todas as pontes de solidariedade. Então anunciarão que a crise terminou.

Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Somente cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra.
Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.

Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.

Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: Um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e“voila”: A sua obra estará concluída.

Quando o calendário marque um qualquer dia do ano 2014, mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.
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Mensagem  enxuto em 29/12/2013, 22:10

A privatização das águas então, é demais.

E estão os ricos e poderosos a governar para os ricos e poderosos.

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Mensagem  Blink em 1/1/2014, 17:57

Tribunal constitucional alemão considera que as reformas são um direito dos trabalhadores idêntico à detenção de uma propriedade privada, cujo valor não pode ser alterado.

Tribunal Europeu dos Direitos do Homem segue a mesma linha.

O Tribunal Constitucional alemão equiparou as pensões à propriedade, pelos que os governos não podem alterá-las retroactivamente. A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade. A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam. Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

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