Usher R-1.5 + P-307

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Usher R-1.5 + P-307

Mensagem  paulo_m em 18/4/2010, 18:13

O dealer onde comprei as Amphitryon trouxe recentemente um par amp + pre Usher (R-1.5, P-307) para ele comparar com o meu Pathos Logos. Creio que ele está com ideias de comercializar a marca italiana e desta maneira pode comparar com uma combinação de peças que tem grosso modo o mesmo preço e renomadamente "soa a válvulas".

A Usher é mais uma das marcas originárias do oriente. Esse facto causa naturalmente alguma desconfiança em termos de qualidade de construção e dos componentes usados, mas posso dizer que tanto uma como outra peça demonstram ter uma construção de grande nível e uma olhadela rápida através da grelha de arejamento do amplificador não revela falta de cuidado no interior.

Enquanto o Logos é um integrado híbrido de 110 W/canal a 8 ohms (220 a 4), com apenas os primeiros 10 W em classe A, a combinação Usher tem um power amp de 150 W/canal a 8 ohms (260 a 4), com os primeiros 50 W em classe A. O Logos tem um design completamente balanceado e de feedback nulo, onde o pre a válvulas (um par matched de 6922) funciona, como seria de esperar, sempre em classe A. O Usher é um preamp de linha, com fonte num chassis separado, um detalhe raro nesta gama de preços.

Impressões negativas primeiro:
- A combinação Usher tem um som mais in your face, com certos transientes bastante salientados do resto. O Pathos tem um som mais suave e refinado e com as coisas mais "no sítio".
- No Usher, aumentando o volume as imagens aumentam de tamanho distorcendo a escala do palco e as posições relativas dos instrumentos, encavalitando-os. As imagens no Pathos ficam imóveis, com apenas mais som saindo delas (p.ex. com vozes, elas apenas cantam mais alto em vez de ficarem maiores).
- O baixo do Usher não deixa nada a desejar, mas por vezes torna-se dominador e sobrepõe-se em demasia ao resto.
- Dependendo da gravação o Usher pode levar a fadiga auditiva, coisa que no Pathos é mais raro.

Impressões positivas:
- Para uma combinação ss, o Usher consegue ser agradável e aguentar uma audição crítica longa. Enquanto as vozes no Pathos têm uma naturalidade acrescida (particularmente depois do upgrade às válvulas), fiquei surpreendido com a consistência e naturalidade delas através do Usher. Depois das más impressões gerais com o Spectron III, não estava à espera que esta amplificação estivesse a este nível.
- O som do Usher não é nada frio nem emocionalmente distante. Pelo contrário, é envolvente, morno e chega a ser cativante.
- Com um certo cuidado em nivelar o volume do pre, o palco no Usher é bem definido e relativamente fundo, com os instrumentos bem dimensionados e dispostos no espaço. A sensação do ar da sala onde a gravação foi feita está lá, apesar de não estar ao nível do Pathos.

Veredicto:
Surpreendentemente, ver-me-ia capaz de montar um sistema centrado no Usher. É claro que tendo o Pathos à mão escolheria passar as minhas horas de audição com este último (para quê sacrificar uma dose de prazer adicional?), mas para quem tenha um sistema que por algum motivo não funcione sinergisticamente com o Pathos, o Usher é uma excelente alternativa--certamente melhor do que as opções Krell e Musical Fidelity dentro do mesmo orçamento. Encontrando possivelmente o Usher no mercado de usados a escolha ficaria então mais óbvia (nb: O pre P-307 foi descontinuado pelo fabricante, pelo que o mercado de usados é a única via para essa peça).
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