O MEU "SET" SYSTEM

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  ricardo onga-ku em 15/3/2010, 18:53

milton escreveu:
onga-ku escreveu:
milton escreveu:
onga-ku escreveu:[

Que os BlackGates são os mais caros não restam dúvidas agora são os melhores em quê?
Qualquer condensador com as mesmas especificações é igualmente bom.
Tal como as fichas XPTO e as frentes em alumínio de 10cm de espessura, os BlackGates são usados nos equipamentos de topo numa tentativa ridícula de justificar os preços escandalosos a que o high-end é vendido; não tem qualquer relação com o desempenho.

Cumprimentos,
onga-ku
caro onga-ku
pergunto se esta afirmação se aplica a qualquer outro componente da cadeia hifi.
obrigado

Caro Milton,

Imagine que o seu velho Swatch necessita de substituir a bateria.
Não lhe parece que usando qualquer bateria que cumpra as especificações necessárias o desempenho do relógio será o mesmo?

Cumprimentos,
onga-ku
Caro Onga-ku
parece-me que os seus conhecimentos no campo da relojoaria superam largamente os que tem neste campo (alta fidelidade) e se baseiam apenas naquilo que lê ou ouve dizer,e não naquilo que esperenciou ou viu acontecer.
as afirmações que tem proferido neste e noutros tópicos espelham isso mesmo.
corriga-me se estiver errado.
cumprimentos.

Já tive um NOS DAC baseado no circuito do Kusunoki e dois pares de colunas single driver, será que conta como experiência?
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  ricardo onga-ku em 15/3/2010, 19:24

pjaires escreveu:Caro M Fernandes
Muito obrigado pelo seu tempo...como dizia Camões...ao falar do "Velho do Restelo" (com o devido respeito!) a sua experiência é óptima pq lhe permite saber do que fala, e não fazer como muitos fazem e fizeram no meu post, ou seja, falarem sem qq propósito que não a crítica gratuita e sem qq fundamento...
Quanto às questões que levanto são meras sugestões para o "ouvir". A mim sabe-me sempre bem ouvir, de quem sabe mais do que eu, o que no mundo audio, não será muito difícil.
O meu sistema... é de facto muito bom aos meus ouvidos... e é isso que conta...Repare que chegado agora o amigo percebeu logo tudo! Nestes foruns, seja de audio, ou outra qq matéria, é suposto partilhar experiências, fazer sugestões, ensinar e aprender...é isso que procuro!
Mas tb partilho consigo as ideias pre concebidas de alguns que se julgam os gurus do audio, e afirmam sem contemplações, esse componente não vale nada!!! Os NOS DAC são lixo! O Single -ended são tretas! Enfim certezas divinas no mundo terreno
Espero pois que continue connosco e possa dar o seu modesto contributo para os temas abordados. Digo modesto pq todos nós quando opinamos apenas partilhamos a NOSSA opinião, que baseamos nos NOSSOS ouvidos...nada mais.
Cumprimentos
Paulo Aires

Caro Paulo Aires,

Existem no mundo do audio duas correntes distintas: a dos subjectivistas (que se regem pelos seus ouvidos, por vezes influenciados pela opinião das revistas) e a corrente dos objectivistas (que recorrem às leis da física para determinarem a eficiência de um componente e aos seus ouvidos para o julgamento final).
Na minha opinião, se o audio é um passatempo que tanto nos entusiasma parece-me lógico que dediquemos algum tempo a investigar como os equipamentos funcionam pois é esse o caminho para uma reprodução de qualidade, tal como se estivéssemos a praticar vela necessitaríamos de aprender alguma coisa sobre nós, velas, ventos e marés.
Não nos podemos esquecer que é graças à ciência que existem os sistemas de reprodução doméstica, que começaram com o fonógrafo e evoluiram até ao estéreo dos dias de hoje.
Deixo-lhe duas interessantes crónicas sobre o assunto:


Some years ago, many transistor amplifiers suffered from what is now known as transient intermodulation distortion, or TIM.
Perceptive listeners noticed that these amplifiers sounded bad.
But they did not know why.
At first, technical people were also at a loss to explain why.
Some, more arrogant than perceptive, claimed that no problem existed.
But others looked for the cause.
And eventually Matti Otala, a Finnish audio engineer, brought forth the technical explanation and the solution to the problem in the 1970s.

This seems to me a cautionary tale in two directions.
Listening detected a problem outside of standard technical criteria of the time.
But listening alone was helpless to solve the problem or even to identify its cause.
On the other hand, without the listening, the technical identification of the problem might have been long delayed or might never have occurred.
It was the partnership of listening and technical analysis that solved the problem.
Neither would have sufficed alone.


The need for this partnership seems obvious, but often one half or the other starts to want to go it alone, in some emotionally charged atmosphere. Or so it was in the old days.
But nowadays, it seems to me that technical people are well aware of the subtlety of human hearing and the many things that are still to be learned about it.

Every reputable book on psychoacoustics is full of notes on unresolved issues and areas where further study is needed.
And all truly serious audio designers recognize that hearing is the final arbiter of performance.

On the other hand, audiophiles seem still to be stuck with the obsolete image of the technical world as an enemy and to ignore the fact that without science there is no audio at all, no matter how dedicated to music one might be.
Mozart in an electronic parts house would not emerge with a good amplifier or indeed any amplifier at all unless you let him read some books on electronics first.
"Design by listening" has a nice ring to it, but of course it does not really exist as such.

The idea that the technical is the enemy of the musical and audibly truthful really is obsolete.
It is now just a paranoid figment of the imagination of some audiophiles.
Of course there are a few vocal remnants in the AES (Audio Engineering Society) of the everything-sounds-alike old guard.
And of course the mass market still writes advertising copy about how "Science" proves this, that or the other over-simplified thing in favor of the product in question.
But in the world of serious audio, the vast majority of the people I have gotten to know in more than 20 years of audio reviewing include listening intensively as part of their design protocols.
Like many revolutionaries, the audiophile community seems to find it disconcerting that their revolution has succeeded, and that test by listening is now standard.
Sometimes they find it so disconcerting that they do not admit even to themselves that it has happened.

This residual paranoia about the technical world has dire consequences.
Just when digital is about to fulfill[and now has: note added , April 2006] the promise that CD was supposed to have, just when digital signal processing is doing something constructive about the misbehavior of speakers and the previously recalcitrant room/speaker interaction problem - in short, just when things are about to work far better than they have ever worked before - what are many audiophiles doing?
They are embracing old and demonstrably flawed technologies and chasing after "magic" nostrums that would have embarrassed the most hard-bitten snake oil huckster of the late Nineteenth Century.

The unholy alliance of laissez faire capitalism and uncontrolled technological development really is threatening our spiritual and artistic values.
The rough beast is indeed slouching towards Bethlehem.
In a way it is a natural impulse to try to protect music, our last secular bastion of spiritual purity, from technology.
One does not make a video of the Elevation of the Host.
But actually in the one area of recorded music, it seems to me that science really is serving the human spirit.
Reproduced music, when the music is treated with respect, is life-enhancing.

Give the technical people of serious audio a chance.
They are on our side.

Robert Everist Greene


onga-ku escreveu:Caro td124,

A sua intervenção é muito pertinente e estimulante, e espelha a profundidade com que aborda o tema e que em muitos aspectos coincide com o meu ponto de vista.
Permita-me, portanto, que levante algumas questões que me parecem importantes de clarificar:

--

1. Como é que define Alta Fidelidade (fidelidade a quê?) e qual é a relação desta com o Audio?
A Alta fidelidade é um ramo do Audio que é um ramo da electronica. Tém como responsabilidade a reproduçao artificial em meio privado ou publico de uma gravaçao sonica, em preservando ao maximo a qualidade desta ultima. A Alta fidelidade (verdadeira, ou seja, de nivel audiofilo) deve preservar as caracteristicas originais da gravaçao no momento da reproduçao...
Será que o Audio de autor (ou chef de cuisine), digamos que "temperado", se pode classificar como fiel?
Teoricamente e objectivamente nao!!! Mas admito que possa depender do nivel de tempero, mas como fixar os limites a partir dos quais temperar é falsear, é dificil e muito, muito subjectivo...
2. Se um disco é "música em conserva", interessa-lhe saborear a conserva ou criar uma terceira natureza a partir da posta já cozida e mergulhada em óleo (uma questão de gosto, naturalmente, e não de fidelidade)?
Se tenho direito a uma escolha so, prefiro saborear a conserva como ela é, sem manipulaçao. Se tenho direito a varias escolhas, entao quero saborear todas as possibilidades afim de matar a curiosidade e de aprender mais, cada vez mais...
Ou seja, prefere que o sistema reproduza com fidelidade o registo ou, perdido por um perdido por mil, opta por alterar a linearidade da reprodução para melhor satisfazer o seu gosto?
Nao a Alta fidelidade deve ser fiel à gravaçao, senao é do audio sem interesse. O gosto pessoal é muitas vezes, o motor do consumidor e o anzol do fabricante. Mas apesar dos meus gostos pessoais, prefiro escolher a objectividade e a neutralidade...
3. Se opta por cozinhar o atum de conserva, que já não sabe ao mesmo que o atum natural, qual é a direcção que toma: tenta que o atum transformado se pareça mais com o atum natural ou parte para algo que "não é carne nem é peixe"?
As caracteristicas originais stockadas no disco, nao devem ser manipuladas, este é o meu ponto de vista...
Quais são as características (do sinal) que opta por manipular e com que objectivos?
A riqueza harmonica num aparelho barato, pois se nao pode ser nem justo nem neutro, entao que seja belo à escuta...
Como é que avalia essas manipulações, qual é a referência?
O conhecimento profundo e objectivo do meu "disco de referência"...
"Os designeres so tém uma obrigaçao, que é, reproduzir o mais fielmente possivel o disco,
e se a comparaçao deve existir, ela deve ser feita em relaçao ao Master."

"Mas na minha experiência, apenas os grandes sistemas audiofilos japoneses a corneta,
do tipo Onken, Sato ou Goto ou derivados, sao capazes desta proeza, sem destruir
as qualidades proprias da gravaçao…"


4. Quais são, para si, as "qualidades proprias da gravação" e qual é a sua posição no que toca à distorção eufónica?
Aqui à erro da minha parte. Por qualidades proprias eu queria dizer caracteristicas proprias. Nao vejo o que é a distorçao eufonica, em Françês deve se dizer de outra maneira, vou me informar e respondo quando visualisar o fenomeno...
Muitos dos sistemas que refere, pelo menos aqueles cujas fotografias circulam na internet, utilizam cornetas exponenciais de secção rectangular, muito menos lineares do que as de secção circular de perfil Tractrix ou Le Cleac'h e não respeitam o alinhamento temporal dos altifalantes.
Outros utilizam colunas com uma unidade de banda larga, tecnicamente muito limitadas.
E na sua opinião, a superior qualidade de reprodução desses sistemas deve-se à amplificação ou às colunas, ou a ambas?
Ambas, mas deve sobretudo à maestria das pessoas que sabem "afinar" esses sistemas, e que sao muito raras...
Será (técnicamente) possível obter os mesmo resultados com S.E. de maior potência e sistemas acústicos de radiação frontal (cones)?
Ao nivel da pressao sonora sem stress, da rapidez, e da energia imediata nao creio, mas tudo é possivel...
"Isto explica (em grande parte), que hoje a maioria dos audiofilos experimentados
(ou jornalistas) que conheço, tém como sistema, um Singlé-ended, ou outro tipo
de amplificador de alguns Watts, com colunas de qualidade, mas de tamanho médio
Nao, nao é estranho, pois eles compreenderam que é melhor (e mais justo sobretudo…),
consumir a musica em tamanho mais pequeno mas bem, do que em grande tamanho e mal,
e que ainda por cima, o efeito da sala torna-se muito fraco ou inaudivel,
em tais condições…"


5. Será que o tamanho das colunas apenas influência a escala ou também tem (ou pode ter) alguma influência na extensão da gama de frequências e na redução de distorção de intermodulação?
O tamanho das colunas influencia muitos parametros, mas as grandes colunas classicas geralmente sao mais lentas, confusas e influenciam mais as resonâncias da sala, que os modelos mais pequenos. Mas a banda das grandes colunas é superior...
Aceito que se opte por um par de colunas cuja dimensão seja adequada à dimensão da sala mas daí a afirmar que as colunas médias são mais fiéis vai um longo caminho.
E o problema de generalisar um discurso, e as suas perguntas nao sao feitas para arranjar o problema...
Hoje em dia, com os cones de longa excursão é de facto possível obter-se uma resposta de baixas frequência com colunas de menores dimensões mas estes altifalantes são pouco eficientes e desadequados à alimentação S.E., excepto em configuração de line array, mas isso aumenta e muito as dimensões.

Talvez seja devido a esta dificuldade técnica que os sistemas com amplificação S.E. recorram a colunas médias, ou a solução em que a unidade de graves é amplificada por um power de diferentes características (como as Avantgarde, por exemplo).

--

Estou de acordo que um registo de som (ou de imagem) é uma representação (limitada em diversos aspectos) da realidade pelo que a sua comparação com a realidade não faz sentido.
O que defendo é que a avaliação da qualidade de reprodução desse registo requer o conhecimento da realidade, conforme referi anteriormente com este exemplo:
A realidade em audio é o disco, a realidade do engenheiro do som é a musica...
"Imagine que lhe dão a comparar dois refrigerantes de laranja: um trinaranjus e um oranjina.
Não lhe parece necessário conhecer o sabor da laranja para se poder determinar qual deles
tem o sabor mais fiel ao sumo natural, qual deles melhor "representa" a realidade?"
Mau exemplo, pois na realidade hà o puro sumo de laranja, depois faz-se o sumo concentrado de laranja a partir do qual vamos fazer a oranjina. A oranjina deve se aproximar do sumo concentrado que a compoe, e nao do puro sumo...

Infelizmente muitos críticos e audiofilos apenas conhecem a realidade do som reproduzido, comprando artificialidades com artificialidades sem qualquer referência, e nesse caso tudo se resume a uma questão de gosto.
O resultado é a famosa piada do audiofilo que vai pela primeira vez a um concerto ao de música não amplificada e diz "é pá, o meu som é muito melhor do que isto"...
Se um critico so conheçe o som reproduzido, aqui em França vai passar a vida no desemprego, mas sem um tostao...


Última edição por onga-ku em 15/3/2010, 21:26, editado 2 vez(es) (Razão : adicionei o autor do 1º texto)
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 15/3/2010, 23:50

milton escreveu:
onga-ku escreveu:
milton escreveu:
onga-ku escreveu:[

Que os BlackGates são os mais caros não restam dúvidas agora são os melhores em quê?
Qualquer condensador com as mesmas especificações é igualmente bom.
Tal como as fichas XPTO e as frentes em alumínio de 10cm de espessura, os BlackGates são usados nos equipamentos de topo numa tentativa ridícula de justificar os preços escandalosos a que o high-end é vendido; não tem qualquer relação com o desempenho.

Cumprimentos,
onga-ku
caro onga-ku
pergunto se esta afirmação se aplica a qualquer outro componente da cadeia hifi.
obrigado

Caro Milton,

Imagine que o seu velho Swatch necessita de substituir a bateria.
Não lhe parece que usando qualquer bateria que cumpra as especificações necessárias o desempenho do relógio será o mesmo?

Cumprimentos,
onga-ku
Caro Onga-ku
parece-me que os seus conhecimentos no campo da relojoaria superam largamente os que tem neste campo (alta fidelidade) e se baseiam apenas naquilo que lê ou ouve dizer,e não naquilo que esperenciou ou viu acontecer.
as afirmações que tem proferido neste e noutros tópicos espelham isso mesmo.
corriga-me se estiver errado.
cumprimentos.

Caro Onga-ku, sinceramente penso que o seu nick aqui no Forum é uma ofensa aos soberbos Audio Note Ongaku, que para sí nem devem de ser melhores do que qualquer outro amplificador, pois desde que tenha a mesma potência ou especificação faz o mesmo efeito

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 16/3/2010, 01:27

<

Existem no mundo do audio duas correntes
distintas: a dos subjectivistas (que se regem pelos seus ouvidos, por
vezes influenciados pela opinião das revistas) e a corrente dos
objectivistas (que recorrem às leis da física para determinarem a
eficiência de um componente e aos seus ouvidos para o julgamento final).
Na
minha opinião, se o audio é um passatempo que tanto nos entusiasma
parece-me lógico que dediquemos algum tempo a investigar como os
equipamentos funcionam pois é esse o caminho para uma reprodução de
qualidade, tal como se estivéssemos a praticar vela necessitaríamos de
aprender alguma coisa sobre nós, velas, ventos e marés.
Não nos
podemos esquecer que é graças à ciência que existem os sistemas de
reprodução doméstica, que começaram com o fonógrafo e evoluiram até ao
estéreo dos dias de hoje.>>


Caro amigo,
creio que, como em muitas coisas na vida, se calhar não devemos ser, nem fanaticamente subjectivistas, nem ostensivamente objectivistas.No meu caso é sempre mais fácil ser subjectivista, pois ouvidos tenho e ouço, já conhecimentos científicos que me permitam ser objectivo....
Concordo 100 por cento consigo quando diz:
parece-me lógico que dediquemos algum tempo a investigar como os
equipamentos funcionam...
Há uma semana atrás comprei um livro que estou a ler: Introductory guide to High-Performance Audio Systems de Robert Harley.

Trata-se de um livro escrito de forma simples, que aborda um conjunto de temáticas de forma clara, e que me permitirá ter um ponto de partida para outros aprofundamentos.

Por exemplo gostaria de saber melhor as vantagens e desvantagens do amps single ended de baixa potencia (o miniwatt tem 2x 2,5 w), os méritos e limitações da colunas de maior eficiência baseadas num single drive, full range (as tekton), as inerentes limitações e benefícios dos dacs nos (o moodlab), etc...

Claro que depois lá no fundo o que conta é a nossa avaliação, se gostamos ou não do que ouvimos. Mas a grande vantagem de saber, de conhecer, de sermos sapientes, é podermos diminuir drasticamente a possibilidade de erramos, na compra ou evolução de um sistema...

A título de exemplo: qdo comprei o meu amp não sabia quais as limitações que a baixa potencia tinha na escolha de umas colunas. Então estudei, e dps de muito queimar as pestanas percebi que precisava de algo com pelo menos 93/95dB. Mas encontrar nos fabricantes correntes, mesmo os mais conceituados, a preços aceitáveis... é impossível. Cheguei então às Tekton. E fiquei satisfeito. Em relação às minhas BW CM1, as Tekton rendiam muito mais e melhor com o miniwatt, mesmo sendo as CM umas boas colunas (pelo menos qdo as comprei em 1997 eram tidas como umas boas colunas da gama de entrada da BW)

Por isso, digo...vivendo e aprendendo...é tb para isso que frequento estes foruns... apesar de tudo aprendo muito... Hoje sei incomparavelmente mais do que sabia antes de iniciar o meu post... até sei que os condensadores blackgates são os mais caros do mundo, mas para alguns, isso não serve para nada
Basicamente a ser assim, se tivessemos 3 dacs com o tda 1543, soariam exactamente iguais, pois se se trata de um dac, é o chip que conta...?!

Cumprimentos

PS- quanto aos textos que envia irei ler com atenção e cá direi da minha justiça
Paulo


Última edição por pjaires em 16/3/2010, 02:04, editado 1 vez(es)

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 16/3/2010, 01:49

Agora os textos, o primeiro de Robert Everist Greene.
É engraçado eu ter escrito o que escrevi na resposta anterior sem ler este texto...porque no fundo acertei

É preciso conhecer, estudar, ouvir os técnicos, estudar as medições, trazer a matemática para o audio...MAS... é tb preciso perceber que o ouvido... cada um tem o seu...e tb a ele devemos dar a devida atenção e respeito!

Basicamente como supra dissera em outra resposta a musica é uma arte, ouvi-la é mais do que interpretar a arte, é tb ela, a audição, parte integrante da arte...eis-nos pois condenados, enjaulados no subjectismo de que fala...

Mas tb a arte pode ser apreciada, tb a arte pode ser quantificada e avaliada, e no audio se temos aparelhos capazes de medir até o que não ouvimos...seria uma estupidez deitar ao lixo, os resultados dessa quantificação.

Uma nota final, no teste (review) que referi acerca das colunas Audioengine A2, o seu autor, dá a sua opinião baseada na sua audição, mas acompanha tudo com medições do som juntando um conjunto de quadros e esquemas que demonstram o seu ponto de vista...enfim a ciência ao serviço da arte: E ESTA HEIM?

Cumprimentos
Paulo

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 16/3/2010, 02:04

O segundo texto, confesso que é areia demais para a minha camioneta...

Será melhor não me alargar sob pena de dizer alguma asneira...daquelas que nem um lol me salvaria.

De qq das formas guardei esta passagem:

"Isto explica (em grande parte), que hoje a maioria dos
audiofilos experimentados
(ou jornalistas) que conheço, tém como
sistema, um Singlé-ended, ou outro tipo
de amplificador de alguns
Watts, com colunas de qualidade, mas de tamanho médio
Nao, nao é
estranho, pois eles compreenderam que é melhor (e mais justo
sobretudo…),
consumir a musica em tamanho mais pequeno mas bem, do
que em grande tamanho e mal,
e que ainda por cima, o efeito da sala
torna-se muito fraco ou inaudivel,
em tais condições…"


Ao ler isto fiquei contente... é no fundo algo que já lera e até citara neste meu post: a teoria defendida pelo SR Luis Ambrósio da imaginaria hifi...e por muitos outros estudiosos e amantes dos SE

Sinceramente do alto da minha ignorância proclamo: a pureza do som que resulta do meu single end, das minhas full range, single drive, sem crossover, e do meu nos dac, agrada-me mesmo que muitas vezes me pareça que falta qualquer coisa...não sei explicar...

Uma coisa sei...ouvir musica no "meu set" é relaxante...um exercício de deleite, não pq ele seja o melhor, ou nada que se pareça, mas pq em relação ao meu outro sistema estereo (amp e cd NAD, e colunas BW) tb ele simples e barato...o som é particularmente mais neutral...menos cansativo...mais honesto?! Será?!

Cumprimentos
E muito obrigado Onga-Ku
Paulo

PS- não sei por esta cena sem negrito, desculpem

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  ricardo onga-ku em 16/3/2010, 09:59

Vodoo escreveu:Caro Onga-ku, sinceramente penso que o seu nick aqui no Forum é uma ofensa aos soberbos Audio Note Ongaku, que para sí nem devem de ser melhores do que qualquer outro amplificador, pois desde que tenha a mesma potência ou especificação faz o mesmo efeito

Caro Vodoo,

O meu filho mais velho que vai fazer 5 anos têm uma capacidade de argumentação superior à sua. Rolling Eyes

Cumprimentos,
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 16/3/2010, 10:07

onga-ku escreveu:
Vodoo escreveu:Caro Onga-ku, sinceramente penso que o seu nick aqui no Forum é uma ofensa aos soberbos Audio Note Ongaku, que para sí nem devem de ser melhores do que qualquer outro amplificador, pois desde que tenha a mesma potência ou especificação faz o mesmo efeito

Caro Vodoo,

O meu filho mais velho que vai fazer 5 anos têm uma capacidade de argumentação superior à sua. Rolling Eyes

Cumprimentos,
onga-ku


Vamos tentar manter a conversação longe de ataques pessoais. Isto é para todos os intervenientes.

Obrigado.

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  ricardo onga-ku em 16/3/2010, 12:20

pjaires escreveu:O segundo texto, confesso que é areia demais para a minha camioneta...

Será melhor não me alargar sob pena de dizer alguma asneira...daquelas que nem um lol me salvaria.

De qq das formas guardei esta passagem:

"Isto explica (em grande parte), que hoje a maioria dos
audiofilos experimentados
(ou jornalistas) que conheço, tém como
sistema, um Singlé-ended, ou outro tipo
de amplificador de alguns
Watts, com colunas de qualidade, mas de tamanho médio
Nao, nao é
estranho, pois eles compreenderam que é melhor (e mais justo
sobretudo…),
consumir a musica em tamanho mais pequeno mas bem, do
que em grande tamanho e mal,
e que ainda por cima, o efeito da sala
torna-se muito fraco ou inaudivel,
em tais condições…"


Ao ler isto fiquei contente... é no fundo algo que já lera e até citara neste meu post: a teoria defendida pelo SR Luis Ambrósio da imaginaria hifi...e por muitos outros estudiosos e amantes dos SE

Sinceramente do alto da minha ignorância proclamo: a pureza do som que resulta do meu single end, das minhas full range, single drive, sem crossover, e do meu nos dac, agrada-me mesmo que muitas vezes me pareça que falta qualquer coisa...não sei explicar...

Uma coisa sei...ouvir musica no "meu set" é relaxante...um exercício de deleite, não pq ele seja o melhor, ou nada que se pareça, mas pq em relação ao meu outro sistema estereo (amp e cd NAD, e colunas BW) tb ele simples e barato...o som é particularmente mais neutral...menos cansativo...mais honesto?! Será?!
[/b]

Caro pjaires,

Espero que não leve a mal estes meus posts cuja intenção é unicamente a lançar algumas lebres para que possa aprofundar os seus conhecimentos sobre SETs e colunas de elevada sensibilidade.
No meu ponto de vista esta prática do audio merece algum investimento e dedicação, através da aquisição de conhecimentos técnicos básicos e da educação do ouvido (ouvindo música acústica ao vivo), que não só permitirá encontrar o caminho para uma franca evolução no desempenho do nosso sistema como nos fará poupar umas boas massas: o conhecimento é uma arma fenomenal.

Voltando ao tema, a realidade é bem mais complexa do que o parágrafo por si citado deixa transparecer e tal como há graves e graves, também os SET diferem na topologia e desempenho.

Para que saiba quais os sistemas a que o td124 se refere proponho a leitura do tópico Sistema ONKEN (Escuta).

Como pode verificar, o sistema recorre a três amplificadores: um solid state para o tweeter, um amplificador Single Ended de baixa potência para alimentar uma unidade de médios verdadeiramente sensível (algo como 105dB) e uns monoblocos a válvulas (talvez push-pull) de grande potência para alimentar as unidades de graves que apesar de também serem sensíveis (eu diria entre os 95 e os 100dBs) necessitam de muita potência.
Se no futuro pretende evoluir na mesma linha, fica a nota de que este sistema interessante requer bastante espaço e um investimento financeiro considerável.

Cumprimentos,
onga-ku


Última edição por onga-ku em 16/3/2010, 12:22, editado 1 vez(es) (Razão : ortografia)
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 16/3/2010, 12:48

Caro Onga-Ku
Não levo a mal as suas participações, bem pelo contrário, parecem-me muito interessantes...e permitem uma "discussão" séria e instrutiva acerca de temáticas que me interessam.
A montagem do meu sistema tem-me proporcionado momentos de prazer... aliados à audição de vários CD's que tenho guardados e que à muito não ouvia... é tb interessante ouvi-los agora e notar o som mais analógico, mais próximo do vinil...de que tanto gosto

Quanto à evolução do sistema... ainda é muito cedo para isso, vou tentar disfrutar o que tenho e quem sabe num futuro possa pensar seriamente nisso...mas ANTES... preciso de facto de estudar, de aprender...qdo acabar de ler o livro que referi espero ter já mais noções das diferenças, entre os vários "tipos" de componentes, as vantagens inerentes a este ou aquele, e sobretudo uma forma simples e eficaz de evoluir sem manchar o meu princípio de tentar sempre o melhor som, no mundo do "budget audio".

Creio que a primeira coisa a alterar será a minha fonte, o Onkyo 7355, como muito bem referiu o nosso colega vinilsuporter o meu set merece uma fonte melhor. Deixo pois duas questões simples, e peço a quem me possa ajudar duas respostas o mais concretas possíveis:

1ª- A máxima de que tendo uma boa amplificação, e boas colunas, e sobretudo um bom dac, o transporte (no caso o citado Onkyo) desempenha um papel subalterno, é verdade? E a sua substituição não trará melhorias significativas a não ser que invista em algo de qualidade mto superior e preço exponencialmente superior?

2ª- Alguma sugestão de um leitor de cd para usar como transporte, a preço convidativo?

Cumprimentos e obrigado

PS- NÃO SENDO MODERADOR DO FORUM, MAS SENDO O AUTOR DESTE POST PEÇO A TODOS AQUELES QUE PARTICIPEM QUE MANTENHAM A ELEVAÇÃO, SEM ATAQUES PESSOAIS, RESPEITANDO AS OPINIÕES UNS DOS OUTROS, SEM SARCASMOS OU IRONIAS, MAS COM FAIR PLAY. A TOLERÂNCIA É ALGO A QUE TODOS DEVEMOS ASPIRAR.

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Fernando Novais em 16/3/2010, 13:11

" PS- NÃO SENDO MODERADOR DO FORUM, MAS SENDO O AUTOR DESTE POST PEÇO A TODOS AQUELES QUE PARTICIPEM QUE MANTENHAM A ELEVAÇÃO, SEM ATAQUES PESSOAIS, RESPEITANDO AS OPINIÕES UNS DOS OUTROS, SEM SARCASMOS OU IRONIAS, MAS COM FAIR PLAY. A TOLERÂNCIA É ALGO A QUE TODOS DEVEMOS ASPIRAR. "

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 16/3/2010, 14:44

Onga-KU- Já tive um NOS DAC baseado no circuito do Kusunoki e dois pares de colunas single driver, será que conta como experiência?

Caro amigo, Sim claro que conta como experiência!!!

Só por curiosidade qual era o seu DAC, e as suas Colunas?
Que destino lhes deu? E porque?

Creio, corriga-me se estou enganado, que não foi muito feliz com aqueles.

Que amplificador usava com eles,e que fonte?

Na sua opinião, e baseando-se na sua experiência,quais foram os principais motivos que o levaram a não gostar,ou gostar menos, do som daqueles componentes?

Desculpe o numero de questões com que o "presenteei", mas as suas respostas podem-me ser muito úteis e profiláticas.

Obrigado
Paulo

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 16/3/2010, 23:28

pjaires escreveu:Onga-KU- Já tive um NOS DAC baseado no circuito do Kusunoki e dois pares de colunas single driver, será que conta como experiência?

Caro amigo, Sim claro que conta como experiência!!!

Só por curiosidade qual era o seu DAC, e as suas Colunas?
Que destino lhes deu? E porque?

Creio, corriga-me se estou enganado, que não foi muito feliz com aqueles.

Que amplificador usava com eles,e que fonte?

Na sua opinião, e baseando-se na sua experiência,quais foram os principais motivos que o levaram a não gostar,ou gostar menos, do som daqueles componentes?

Desculpe o numero de questões com que o "presenteei", mas as suas respostas podem-me ser muito úteis e profiláticas.

Obrigado
Paulo



Apenas gostaria de poder expressar aqui as minhas opiniões sem ter que ser apedrejado pelo forista Onga-ku se fosse possivel ???
E continuando e gostaria de dizer que quando comento algo por aqui apenas o faço baseado em situações de conhecimento próprio e não em situações que desconheço.
E á cerca das colunas single drive eu nada tenho a dizer e penso que cabe a cada um decidir por sí, apenas deixo uma nota de valor a uns iluminados das colunas single drive com projetos de valor e muito bons que se encontram radicados na zona sul do nosso País, concretamente no Algarve, e se algum dia tiverem curiosidade em ouvir algo excelente passem por lá que vale a pena certamente.
Eu tambêm possuo um 2º sistema vintage mas que considero baste bom constituido por um DPA Renaissence ClassA de apenas 36Watts, com umas colunas não single drive mas algo sensíveis de 90db e que me dá um imenso prazer !!!


Abraço e boas audições

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  ricardo onga-ku em 17/3/2010, 00:03

pjaires escreveu:Caro amigo, Sim claro que conta como experiência!!!

Só por curiosidade qual era o seu DAC, e as suas Colunas?

DAC - 47labs Shigaraki
Colunas - alemãs de fabrico artesanal e altifalante 5", monitoras em torno do altifalante Mitsubishi P-610 de 6,5" feitas na China com base nas especificações do fabricante (e bastante boas, para o género)

pjaires escreveu:Que destino lhes deu? E porque?

Creio, corriga-me se estou enganado, que não foi muito feliz com aqueles.

Vendi tudo.
As colunas sofriam das limitações comuns a todas as single driver: dificuldade em reproduzir os extremos de frequência, compressão dinâmica, incapacidade de tocar a volumes elevados (sem distorcer), distorção de intermodulação que reduz a claridade quando reproduz uma grande variedade de frequências (ou instrumentos) em simultâneo.
O DAC tinha um som tipado: dificuldade em reproduzir os extremos de frequência e demasiadas "colorações".

pjaires escreveu:Que amplificador usava com eles,e que fonte?

Usei o DAC com três transportes: Audio Alchemy, Shigaraki e leitor Denon DCD1450.
Amplificadores: Audio Alchemy S300.2 (válvulas), Shigaraki (op-amp), Sonic Impact (Tripath).

pjaires escreveu:Na sua opinião, e baseando-se na sua experiência,quais foram os principais motivos que o levaram a não gostar,ou gostar menos, do som daqueles componentes?

Na minha opinião as colunas single driver não são adequadas à reprodução de musica doméstica devido às limitações que atrás referi.
Quanto ao DAC, falta-lhe fidelidade.
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 17/3/2010, 13:27

Só por curiosidade qual era o seu DAC, e as suas Colunas?
[/quote]

DAC - 47labs Shigaraki


Este seu dac deve ter custado uma fortuna, pelo que andei a ver custava cerca de 5000 dolares.... ora o meu modesto moodlab com todos os custos não chegou aos 220 euros
Creio que até por esse facto, as expectativas que teria seriam bem diferentes das minhas!? Só por curiosidade não é seu o que está à venda no miau por 700 euros? (http://www.miau.pt/leiloes/leilao.jsp?offer_id=7871642)


Colunas - alemãs de fabrico artesanal e altifalante 5", monitoras em torno do altifalante Mitsubishi P-610 de 6,5" feitas na China com base nas especificações do fabricante (e bastante boas, para o género)

As minhas Tekton são baseadas nos drives FE 167E Fostex, tendo uma sensibilidade de 94,2dB em média...por isso dão-se bem com o amp. de 2,5 w por canal. Claro que o modelo a seguir baseado nas FE207E, com 97dB de média certamente trariam outro rendimento, mas o preço já levava em cima mais de 200 euros de diferença....





Vendi tudo.
As colunas sofriam das limitações comuns a todas as single driver: dificuldade em reproduzir os extremos de frequência, compressão dinâmica, incapacidade de tocar a volumes elevados (sem distorcer), distorção de intermodulação que reduz a claridade quando reproduz uma grande variedade de frequências (ou instrumentos) em simultâneo.


As colunas single drive, têm, creio eu que é suposto ser assim, são as leis da física, algumas limitações, aliás no site da Tekton, o Mr. Eric avisa para esse facto, informando que a reprodução sonora das mesma não é para todos... é preciso saber o que se espera...um som mais analógico, e "puro", no sentido de alguma crueza que não agradará a todos...a mim...após várias horas de audição cada vez me soam melhor...talvez pq tb me esteja a habituar à sua sonoridade suave...As minhas tEkton mesmo puxando pelos incríveis 5 watts do miniwatt não distorçem nem um pouco


O DAC tinha um som tipado: dificuldade em reproduzir os extremos de frequência e demasiadas "colorações".

As colorações sinceramente não entendi!? Com todo o respeito....Segundo opinião generalizada, e que comprovei com o meu moodlab, os nós dac, primam pela não introdução de "artifícios sonoros" (colorações?!), se têm alguma vantagem será essa mesma...ao não fazerem qq upsampling, ou oversampling...tendem a ter uma sonoridade própria e afastada dos dac ditos "normais"...
Claro que qdo ligo o meu sistema sinto isso mesmo...um som bem diferente do meu outro sistema estereo mais convencional...e com uma sonoridade mais preenchida, menos crua, não sei se me faço entender. Corrigam-me se estou a dizer qq asneira.


Na minha opinião as colunas single driver não são adequadas à reprodução de musica doméstica devido às limitações que atrás referi.

Neste caso permito-me discordar... há muitas pessoas com inúmera experiência que afirmam o contrário...eu próprio posso afiançar-lhe que o meu som doméstico é bastante agradável... ouvido nas Tekton...desde que se goste!? A tal subjectividade de que falavamos....

Quanto ao DAC, falta-lhe fidelidade.


Em que sentido? Não é fiel à gravação? Não reproduz que adequação todo o espectro sonoro? Ou sendo um nos dac está fatalmente limitado a uma sonoridade própria de que gosta ou não?

Cumprimentos e obrigado pelas suas respostas...a troca de experiências e opiniões deve ser isto mesmo...ouvir, interpretar, analisar e comentar...
Nunca devemos dizer NUNCA ou SEMPRE sobretudo no mundo da arte e mormente no audio
Paulo

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Porque é que se constroem amplificadores de 2,5w por canal?

Mensagem  pjaires em 17/3/2010, 20:35

Eis uma questão pertinente?

SE se pode optar por criar um amplificador com 10, 20, 40 ou 60 watts por canal, para que construir e vender amps com 2,5 watts???

Os amps do Sr. Yamamoto (JAPÃO) são mundialmente conhecidos e criados com essas especificações...

NÃO...NÃO TENHAM MEDO... não sou que vou dar a resposta

Antes o Sr. Paul Wilbur Klips, não sei sequer se ainda é vivo, pois tinha já 98 anos...aquando da publicação do artigo que irei transcrever!!!

PWK- Paul Wilbur Klips is one of the true legends of early HiFi industry, and
a most interesting person. He has a whole list of patents on his name,
starting with ballistics. Then later he choose for more piecefull
things and he had several patents on how to find minerals in the ground,
by the use of specially designed (tube) equipment that investigates the
way the soil responds to it. He had some signal filtering electronics
for that, which still today makes you wonder how nice he did that.
After the mining busines, he started up a loudspeaker company, and flew
his own company airplane. He got 98 years old, and never gave up his
principles, that first you must have the ultimate solution for a
technical problem, and only after that you should produce it.


CÁ VAI A RESPOSTA: (PEÇO DESCULPA MAS ESTÁ EM INGLES)



Why do people
build amplifiers with only 2.5 Watt per channel?







Have you ever made the experience that
a larger amplifier sounded really nice at the higher loudness it was
made for, only this loudness was too loud? Sure it sounds better at
high loudness, but latest after 5 minutes, you turn it back to normal
and then the sound gets "sterile". Do you recognize the situation? When
yes, you are ready for a Low-Watt Triode amplifier. Those amplifiers
deal with this phenomena, and for technicians it can be put into
numbers as well. There are two things you need to give attention to:



  • Rule #1. A tube
    amplifier sounds best when the tubes have something to do, like at least
    10% of maximum.
  • Rule #2. Only high
    efficiency speakers will give a tube amplifier it's required dynamics.

We'll do a simple calculation in two cases, and you will
understand it quickly.


Case 1. Amplifier 2x 50 Watt, Speakers
96 dB
.


This is a common case. Now let's see what that is going to
mean for a normal user. First we need to define the loudness you want to
have. Any terms like "loud" or "very loud" are not so clear to express
what that means. So we describe the loudness by comparing it to sounds
you know, and then we talk about the same. Suppose we can describe the
loudness like this "Loud TV, playing action movie", that is relatively
clear what that means. If you ever been inside a discotheque, you will
recognise the meaning of "idiot sound level" as well. So check this
table
to see some more examples of sound levels, and how many dB
that is.
We take as an example 90dB loudness. That is the kind of
loudness, where your neighbour in the appartment next door can hear
when you're at home, listening to some music, but without being
disturnbed by it. What does it require for the equipment to produce
this loudness (we mean 90dB). For that you go into the table, where
90dB loudness crosses 96dB speaker efficiency. You will see in the box:
0.25Watt. This is all takes to produce this loudness. Remember this
number, while reading the rest..
Now what happened with rule #1? (read above, in case you
forgot Wink The amplifier is running at only 0.5% of it's maximum output
power. It is much below the level where the amplifier starts to sound
good, and it is now sounding sterile. So this user will not be happy
with the amplifier, and eventually starts looking for "better sounding"
tubes for his amplifier, and go the wrong way with that. In some
extreme cases, the amplifier owner will even like some older (worn out)
tubes better, and complain the worn out tubes sound better than the new
ones. Well that is logical, because the new tubes will produce more
output power. Before we come to the solution of this problem, we go to
case Nr.2

Case 2. Amplifier 2x 50 Watt,
Speakers 108 dB.


This is also nothing very unusual, but actually this
combination is a concept mistake. Nevertheless, we see this often.
Let's take the table again. Suppose this customer likes it louder,
because he has very "loud" speakers. He likes a sound level that is
described in
the table
as: "Loud music. Neighbor will complain". So that's 99dB
sound pressure. With his 108dB speakers that requires 0,13 Watt only.
Engineers call that 130 miliWatt. That is less energy as you need to
make a small indicator lamp burn. As you see, the power relation
between what the amplifier can do, and what it only needs to do, is
quite extreme now. The volume control is close to zero, at which point
it may have some non linearity between the channels. A natural
reaction is, to set the pre-amp such that is will produce lower output
signal. But... no matter how you do it, in the end you will be producing
0,130 Watt from a 50 Watt per channel amplifier, and this means the
tubes need to do almost nothing. As a negative side effect, the
amplifier noise and hum will probably get audible too.

The Solution.

  1. A hard one, but a working one, is a power soak. It means
    you give the amplifier something to do again, like let it produce 5
    Watt. The output signal is connected to a resistor devider, with power
    resistors. From the devider you tap 5...10% of the signal. Like this the
    amplifier needs to generate more power then the speaker needs, and the
    amplifier is not running close to idle any more.
  2. There is a better solution is, as you already expected
    what we are getting at here: Use a lower power amplifier from the
    beginning. For speakers like the Avantgarde, of which many types have
    106dB, amplifiers of 2x 2,5 Watt give more than enough power. Let's
    use the table again, but now in another way, and let's see how the table
    applies to Avantgarde 106dB loudspeakers. We have to take 105dB,
    because 106dB is not in the table. So on the left (the red numbers) you
    find the number 105dB. From there you go horizontal, until you find the
    box with "1" written in it. This means 1Watt. From there you go
    vertical, and you read 105dB loudness (the orange line). Read at the
    bottom what that means: "Extreme loud music. Neighbor calls police". Now
    that is at 1 Watt, and the amplifier will give this power freely
    without distortion. Still, it must do something for it. When you take
    an amplifier with Type 45 tubes, it gives 2x 2,5 Watt maximum. So this
    is a total of 5 Watt. What will the loudness be from 5 Watt? This
    loudness is found (in the table again),when you go further to the right
    in the box where it says "4Watt". Go up from there and you read 111 dB
    which means "Discotheque at normal idiot sound level" at 4 Watt.
    Actually we have 5 Watt, so it is even a little bit more.
  3. Also with 96dB speakers 2x 2,5Watt is more than enough.
    Now we won't explain the table any more, you have to use it yourself.
    When you do so, we come somewhere above 99dB (say 100dB), and that is
    described as: "Very Loud music. Neighbor will complain"
  4. We close with a non working example. Suppose you have
    normal efficiency speakers like 87db types. You want real loudness for
    instance like in the above example: 111dB as we produced so easily with
    the Avantgardes, with just a few Watt. So how many Watt does 111dB
    loudness that need? To find that out, you pick from the red numbers
    on the left, the number 87. From there you go horizontal and look at the
    numbers in the orange line. At 111dB you stop. Now you read from the
    box 256Watt. This means 2x128 Watt Stereo, and when you expect low
    distortion at 2x128 Watt you need to come up with a 2x200 Watt tube
    amplifier. So even the 2x50 Watt amp we did the calculations with, does
    not even come close to it.

I hope these explanations will take away some of the
confusion. Please try to understand the above examples, and understand
each of them. This is the only real way to understand yourself what you
are doing. You don't need to get this wisdom from Forums, or by asking
so experts. With the help of this table anyone can make a good decision
himself.
If the table is giving you difficulties, try to understand
this table first.
It shows what 1 Watt will do. (1 Watt is a 2x
=0,5 Watt Stereo)



Conclusion:
It is easier to get high loudness by means of high efficiency speakers,
than by means of big size amplifiers.





TABELA:


© www.jacmusic.com Copying of this table is allowed, as long as the source is given


75 78 81 84 87 90 93 96 99 102 105 108 111 114 117 120 Loudness in dB

75 1 2 4 8 16 32 64 128 256
78 1 2 4 8 16 32 64 128 256
81 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32 64 128 256
84 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32 64 128 256
87 0,06 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32 64 128 256
90 0,03 0,06 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32 64 128 256
93 0,02 0,03 0,06 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32 64 128 256
96 0,01 0,02 0,03 0,06 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32 64 128 256
99 0,01 0,02 0,03 0,06 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32 64 128
102 0,01 0,02 0,03 0,06 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32 64
105 0,01 0,02 0,03 0,06 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16 32
108 0,01 0,02 0,03 0,06 0,13 0,25 0,5 1 2 4 8 16


0 dB Hearing Level of human beings
20 dB Noise of falling tree leaves
40 dB Noise of living room, with windows closed
60 dB Normal conversation with two people
70 dB Discussion with group of people
80 dB Loud TV, playing action movie.
90 dB Loud music. Neighbour will enjoy it too
100 dB Very Loud music. Neighbour will complain
105 dB Extreme loud music. Neighbour calls police
110 dB Discotheque at normal idiot sound level
115 dB Discotheque at full idiot sound level
120 dB Pain level
125 dB Permanent hearing damage


Speaker Efficiency in dB/ 1Meter
Loudness in dB
Required Amplifier power in Watt






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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 17/3/2010, 20:44

Caro Paulo Aires,

A causa está a ficar fina. Gosto da forma como o caro forista defende a sua dama.

Infelizmente, Paul Klipsch já não está entre nós desde 2002.

Boa música.

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 17/3/2010, 20:59

M Fernandes escreveu:Caro Paulo Aires,

A causa está a ficar fina. Gosto da forma como o caro forista defende a sua dama.

Infelizmente, Paul Klipsch já não está entre nós desde 2002.

Boa música.

Há sempre maneira de defender a sua Dama como dito e bem pelo nosso caro M Fernandes. Mas, e há sempre um mas, as coisas não são sempre assim tão lineares. Apesar da beleza de um single ended (por ex.) com 5 ou 10 w, poderá haver quem morra de amores pelo som de uma determinada coluna que por acaso até é de baixa sensibilidade. Aí não poderá simplesmente optar por uma amplificação "fraca".
No mundo do
áudio há muitas coisas que fazem despertar a alma. Há SS magníficos, e valvulados de fazer sonhar. Há aqueles com meia dúzia de Watts que soam bem, e as "bestas" que não são de se jogar fora. Tudo depende do casamento.
E ainda há as combinações completamente improváveis e sem qualquer lógica, que à partida não poderiam sequer funcionar, e que deixam um gajo de boca aberta.

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  ricardo onga-ku em 17/3/2010, 22:20

pjaires escreveu:Este seu dac deve ter custado uma fortuna, pelo que andei a ver custava cerca de 5000 dolares.... ora o meu modesto moodlab com todos os custos não chegou aos 220 euros
Creio que até por esse facto, as expectativas que teria seriam bem diferentes das minhas!? Só por curiosidade não é seu o que está à venda no miau por 700 euros? (http://www.miau.pt/leiloes/leilao.jsp?offer_id=7871642)

Custou bastante menos do que isso e já o vendi faz tempo.
O preço novo é cerca de 1300€.

pjaires escreveu:Colunas - alemãs de fabrico artesanal e altifalante 5", monitoras em torno do altifalante Mitsubishi P-610 de 6,5" feitas na China com base nas especificações do fabricante (e bastante boas, para o género)

As minhas Tekton são baseadas nos drives FE 167E Fostex, tendo uma sensibilidade de 94,2dB em média...por isso dão-se bem com o amp. de 2,5 w por canal. Claro que o modelo a seguir baseado nas FE207E, com 97dB de média certamente trariam outro rendimento, mas o preço já levava em cima mais de 200 euros de diferença...

As colunas sofriam das limitações comuns a todas as single driver: dificuldade em reproduzir os extremos de frequência, compressão dinâmica, incapacidade de tocar a volumes elevados (sem distorcer), distorção de intermodulação que reduz a claridade quando reproduz uma grande variedade de frequências (ou instrumentos) em simultâneo.

As colunas single drive, têm, creio eu que é suposto ser assim, são as leis da física, algumas limitações, aliás no site da Tekton, o Mr. Eric avisa para esse facto, informando que a reprodução sonora das mesma não é para todos... é preciso saber o que se espera...um som mais analógico, e "puro", no sentido de alguma crueza que não agradará a todos...a mim...após várias horas de audição cada vez me soam melhor...talvez pq tb me esteja a habituar à sua sonoridade suave...As minhas tEkton mesmo puxando pelos incríveis 5 watts do miniwatt não distorçem nem um pouco

Aqui acertou em cheio: tudo em audio é definido pelas leis da física.
Citando um forista famoso: "musica é arte, audio é ciência"

Conforme referi anteriormente, a distorção do seu SET sobe em flecha com o aumento de potência.
Se ouvir a níveis baixos e a sua distância às colunas for muito reduzida poderá atenuar este efeito.
E pode até dar-se o caso das distorções (colorações) serem agradáveis e você gostar da sonoridade.
Infelizmente a informação do Sr. Eric é apenas propaganda.

pjaires escreveu:O DAC tinha um som tipado: dificuldade em reproduzir os extremos de frequência e demasiadas "colorações".

As colorações sinceramente não entendi!? Com todo o respeito....Segundo opinião generalizada, e que comprovei com o meu moodlab, os nós dac, primam pela não introdução de "artifícios sonoros" (colorações?!), se têm alguma vantagem será essa mesma...ao não fazerem qq upsampling, ou oversampling...tendem a ter uma sonoridade própria e afastada dos dac ditos "normais"...
Claro que qdo ligo o meu sistema sinto isso mesmo...um som bem diferente do meu outro sistema estereo mais convencional...e com uma sonoridade mais preenchida, menos crua, não sei se me faço entender. Corrigam-me se estou a dizer qq asneira.

A palavra "Coloração" é utilizada em audio quando nos referimos a distorções.
Neste caso as colorações são exactamente esse preenchimento que refere.

Alta fidelidade significa leitura, amplificação e transdução de um registo com a maior precisão possível, e é possível de quantificar recorrendo a diversas medições (dinâmica, resposta de frequências, distorção harmónica, distorção de intermodelação, etc.).
Fidelidade é independente de gosto seja em audio ou em video, onde também é possível medir com exactidão a precisão com que um monitor reproduz as cores.
Conforme já referi, os instrumentos utilizados na realização das mesmas são consideravelmente mais sensíveis do que o ouvido humano.

Quando falo em "som tipado" refiro-me a um desvio da neutralidade, adição intencional de colorações por parte do fabricante para que os seus produtos se distingam dos de outros fabricantes, ou para que a sonoridade seja do seu agrado (p.ex.: Hiroyasu Kondo).
Não são alta fidelidade.

pjaires escreveu:Na minha opinião as colunas single driver não são adequadas à reprodução de musica doméstica devido às limitações que atrás referi.

Neste caso permito-me discordar... há muitas pessoas com inúmera experiência que afirmam o contrário...eu próprio posso afiançar-lhe que o meu som doméstico é bastante agradável... ouvido nas Tekton...desde que se goste!? A tal subjectividade de que falavamos...

A tal subjectividade é uma fuga à fidelidade de que falava, mas não duvido que o seu som seja agradável (para si).
No caso das single driver, têm limitações inerentes à configuração que são limitações à fidelidade.

pjaires escreveu:[color=orange]Quanto ao DAC, falta-lhe fidelidade.
[color=black]

Em que sentido? Não é fiel à gravação? Não reproduz que adequação todo o espectro sonoro? Ou sendo um nos dac está fatalmente limitado a uma sonoridade própria de que gosta ou não?

O meu NOS DAC (tive outros dois com oversampling e filtro digital) tinha uma sonoridade demasiado marcada que se afastava da neutralidade.
Essas colorações afectavam o timbre de forma agradável mas provocavam uma redução na claridade.
Dada a construção ultra-minimalista deste conversor, penso que é possível definir a sonoridade do mesmo como a sonoridade típica, senão do NOS+filterless, pelo menos da implementação do esquema Kusonoki (TDA1543).

Cumprimentos,
onga-ku


Última edição por onga-ku em 17/3/2010, 23:00, editado 3 vez(es) (Razão : ortografia)
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 17/3/2010, 22:23

Caros amigos
M. Fernandes e António Silva, perdoem-me a audácia de vos colocar no rol dos meus amigos...mas é sempre bom termos amigos com quem possamos falar seriamente de temas que nos interessam...
Não sei bem se estou a defender ou não qq dama A verdade, é que, sem falsas modéstias, sei pouco sobre este assunto (SET's e afins) ...mas fico um pouco espantado com certas certezas com que alguns foristas emitem as suas opiniões

Qdo comprei o meu MINIWATT não o tinha ouvido...e foi tal a surpresa, que tudo começou...até este post!

Ora, chegado onde cheguei falta-me algo que eu adoraria... que os meus amigos e outros interessados pudessem ouvir o meu set e dizerem da sua justiça. Em primeiro lugar pq a ouvidos treinados e experientes o resultado final poderia ser diferente do meu, quer para melhor, do tipo: Eh pa tens aqui um grande som!!!! ou um simples e educado: Toca bem!
Assim que, fica o convite quem um dia vier para as bandas da bracara augusta pode sempre dar uma ouvidela.

Continuando ainda na defesa da dita dama e sem maçar os leitores e foristas com textos enormes deixo alguns pontos de opinião relativos ao miniwatt, que na altura considerei interessantes:


- Jeff Dorgay da revista toneaudio magazine (online gratuita) começa o seu teste assim:

No matter what your position in the audiophile game, you need a
MiniWatt. This is one of the most fun pieces of gear I’ve seen in about
fifteen years.

You’ll never touch tubey goodness like this for $229.

Terminando desta forma:

I am happy to give the MiniWatt amplifier our Product of the Year
award in the “Budget Audio” category.
This is a great amplifier,
period. If you are just starting out in HiFi, you can make a pair of
single driver, high efficiency speakers, add a source and be digging
music on a pretty tight budget that you will really enjoy and our world
definitely needs more products like this. And I can’t think of a more
fun way to enter the world of vacuum tube audio if you haven’t yet.

This little amp is the real deal folks. Highly recommended.

Mas é claro que o dito senhor escreve o que escreve pq ouviu o que ouviu, e a única semelhança do sistema que usou com o meu foi o miniwatt

Já o senhor Nick Whetstone - TNT UK:

Acaba o seu teste ao MW assim:

-
It was tempting at the start of this
review to say that the MiniWatt is to valves, what the Sonic Impact
T-Amp was to solid state. But that would be to understate the sound
quality of the MiniWatt by quite a margin!
There is of course a huge
price differential and I doubt that we will see the same sort of
stampede to buy a MiniWatt as there was with the T-Amp. However, I
suspect that once a few more people have tried them, and spread the
word, they could just become another one of those components that will
go down as something of a cult item in hi-fi history.
If you are
interested in one, believe me, this is no toy to leave on your desk! If
you are prepared to find the right speakers, the 2.5 watts per channel
isn't the obstacle that it may appear.
If you are prepared to find the right
speakers, the 2.5 watts per channel isn't the obstacle that it may
appear.
The alternative is probably a
single-driver design of which there are many around.


VALE O QUE VALE...CADA UM QUE JULGUE POR SI


PS - Foi assim que cheguei às full-range, single drive TEKTON 6.5

PS2- Um dia cá defenderei as minhas FR, SD e mais tarde com mais audição os NOS DAC

Grande abraço a todos os que têm contribuído para o meu post, fazendo de mim um pouco mais sábio...
Paulo

pjaires
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 17/3/2010, 22:28


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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 17/3/2010, 22:35

O que acaba de dizer, faz parte daquilo que eu disse. Há muitos casamentos que são felizes. Há muitos sistemas que já ouvi que soam bem.
Podemos ser felizes com muito tipo de material. Nem sempre um amp de baixa potência será suficiente, nem sempre um amp potentissimo é a solução de todos os males.
Depois há também a condição financeira. Provavelmente não teria comprado o que comprou, se pudesse comprar outro aparelho qualquer. Isto são suposições e ideias para chegar a uma conclusão. Há muita coisa (felizmente) à venda para todo o tipo de gostos e carteiras.
O importante é que a pessoa se sinta feliz com o que tem, o que me parece claramente ser o caso.

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 18/3/2010, 01:33

Caro Onga-Ku
Obrigado pelos seus esclarecimentos...

Como deve ter reparado ando numa de defender uma dama...dizem Os SET...com os quais já sabemos teve relações conflituosas

Não pude deixar de notar que tb relativamente aos NOS DAC... a sua chama se apagou...

Hoje acredito que tenha encontrado o seu amor...embora nisto do audio...as tentações sejam mais que muitas...lol

De qualquer das formas vou-lhe contar uma coisa.

Antes de optar pelo moodlab...procurei outra soluções entre os "bargain dacs", por exemplo o Pop Pulse PCM1796 DAC 24/192 (http://www.audiophonics.fr/poppulse-pcm1796-dac-usb20-24bit192khz-p-4996.html) ...como tinha sérias dúvidas...resolvi escrever a uma pessoa que havia testado o meu amp...
Certamente conhecerá a publicação online affordableaudio.org, que publica uma revista mensal gratuita com testes, artigos de opinião, ligados como seria de esperar ao mundo do audio a preços compráveis para o comum dos mortais como eu.
Tratava-se do senhor Jeff Brown, o autor do teste ao MW.

Expus-lhe as minhas dúvidas:

Dear Mr Jeff Brown I bought a miniwatt tube amp that sounds
just great... I upgrated the tubes to a pair of Western Electric 403B
tubes, and a pair of Russin Svetlana 6P1P-EV Tetrode Tubes
As for
the speakers I have an pair of tekton 6.5 fullrange. It's a single drive (Fostex FE167E drives), 94,2 dB, without
crossover....

Speakers cables: chord carnival silver screen

Power
cable
: clearer audio copper line alpha.

RCA cable:
atlas Equator MKII

I have an ONKYO DX 7355 to use as an transport.

Now I want a external dac!

What do you think, should I go for an NOS DAC
or "normal" DAC?

A sua resposta veio quase um mês depois...já eu tinha decidido e encomendado o moodlab...

Paulo,
I'm sorry if I didn't reply to this
earlier.
For me the NOS DACs have an honesty to them of being closer to the
music
, but I
have also found that many bad recordings kind of count on the
oversampling
effect so they sound a bit better on an OS DAC. I personally really
like
the Monica III by DIY Paradise
.(Nota: é tb um nos dac mas construido em torno do tda 1545A)

Achei a sua resposta deliciosamente honesta...e ao mesmo tempo deixou-me num impasse teórico (na prática já optara pelo moodlab...portanto nada poderia fazer): tenho mtos cd's de que gosto, mas que são gravações péssimas (lembro-me por exemplo dos Trovante ao vivo no Campo Pequeno, cujo registo é sinistro, provavelmente do pior que já ouvi...). O que seria melhor: ouvir o cd tal como ele é? Péssimo? Ou pelo contrário usar a tecnologia ao nosso alcance e tornar algo péssimo em pelo menos audível?

Como um mês é mto tempo, quando se está cheio de vontade de construir...não tinha conseguido esperar...

Há uns dias atrás lembrei-me deste cd, e resolvi ouvir...e lá está: fechei os olhos e sonhei comigo em pleno campo pequeno ainda teenager a gritar "foi sem mais nem menos que me deu para arrancar a 125 azul...", na minha mão um gravador portátil com o que gravei o concerto e depois o passei para o cd...(parece que foi assim a gravação daquele concerto..tipo aqueles cdś piratas que se vendiam na Carbono ....) poucos minutos depois acordei... e realizei, e conclui que nunca mais posso ouvir este cd no meu SET.. com o meu NAD 312 e NAD 522, e as velhinhas BW CM1...ainda vá que não vá...

Ora, em resumo esta resposta veio a confirmar-se com o meu moodlab...sendo o seu som próximo da música, i.e., não criando qq artifício de sampling, está sujeito à qualidade das gravações, mais do que qq outro tipo de configuração de um dac.

Estou correcto?

À medida que me vou aprofundando neste post, começo a perceber que as nossas opções no mundo audio tem tantas componentes: estética, carteira, aproveitamento, espaço, disponibilidade, ....e também compromisso.

Se opto por algo...assumo o compromisso de respeitar as suas limitações que conheço de antemão, não posso depois dizer, romper o compromisso...seria o mesmo que casar com uma mulher cega e depois pedir o divórcio pq ela nunca passa os serões a ver tv connosco


Cumprimentos
Paulo


Última edição por pjaires em 18/3/2010, 11:16, editado 1 vez(es)

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 18/3/2010, 02:01

António José da Silva escreveu:
M Fernandes escreveu:Caro Paulo Aires,

A causa está a ficar fina. Gosto da forma como o caro forista defende a sua dama.

Infelizmente, Paul Klipsch já não está entre nós desde 2002.

Boa música.

Há sempre maneira de defender a sua Dama como dito e bem pelo nosso caro M Fernandes. Mas, e há sempre um mas, as coisas não são sempre assim tão lineares. Apesar da beleza de um single ended (por ex.) com 5 ou 10 w, poderá haver quem morra de amores pelo som de uma determinada coluna que por acaso até é de baixa sensibilidade. Aí não poderá simplesmente optar por uma amplificação "fraca".
No mundo do
áudio há muitas coisas que fazem despertar a alma. Há SS magníficos, e valvulados de fazer sonhar. Há aqueles com meia dúzia de Watts que soam bem, e as "bestas" que não são de se jogar fora. Tudo depende do casamento.
E ainda há as combinações completamente improváveis e sem qualquer lógica, que à partida não poderiam sequer funcionar, e que deixam um gajo de boca aberta.


Como Diria o outro: amei!!!

Acho que em poucas linhas linha o meu amigo disse tudo

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 18/3/2010, 02:07

António José da Silva escreveu:O que acaba de dizer, faz parte daquilo que eu disse. Há muitos casamentos que são felizes. Há muitos sistemas que já ouvi que soam bem.
Podemos ser felizes com muito tipo de material. Nem sempre um amp de baixa potência será suficiente, nem sempre um amp potentissimo é a solução de todos os males.
Depois há também a condição financeira. Provavelmente não teria comprado o que comprou, se pudesse comprar outro aparelho qualquer. Isto são suposições e ideias para chegar a uma conclusão. Há muita coisa (felizmente) à venda para todo o tipo de gostos e carteiras.
O importante é que a pessoa se sinta feliz com o que tem, o que me parece claramente ser o caso.



Caro
António
Se tivesse podido tinha comprado um YAMAMOTO A06-3, e
depois...logo se via! Mas como se o tivesse feito a minha mulher me tinha posto
às malas à porta, acabaria por não ter onde o colocar


Assim, dou-me por muito feliz com o meu Miniwatt... as Tekton...e o
Moodlab....tudo junto não chegou sequer a 750 euros.

E como muito bem disse o importante é disfrutar aquilo que temos...e olhe que
ouvir o "Hallelujah"
cantado pelo Jeff Buckley (Grace é talvez dos melhores albuns alguma vez criados...e não é um mito por ter morrido novo...é mesmo mágico...para quem não conhece corra já à Fnac e compre sem ouvir!!!), com um copo de Bushmills na mão, a ler o meu novo livro sobre os High-End Systems… tem-me dado ondas de prazer…
bem...só às vezes... qdo os meus gémeos de 1 ano me dão alguma paz!!!!!

Obrigado pelas suas sábias palavras
Paulo

pjaires
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 18/3/2010, 10:31

Caro Paulo,

»E como muito bem disse o importante é disfrutar aquilo que temos...e olhe que
ouvir o "Hallelujah"cantado pelo Jeff Buckley (Grace é talvez dos melhores albuns alguma vez criados...e não é um mito por ter morrido novo...é mesmo mágico...para quem não conhece corra já à Fnac e compre sem ouvir!!!), com um copo de Bushmills na mão, a ler o meu novo livro sobre os High-End Systems… tem-me dado ondas de prazer…
bem...só às vezes... qdo os meus gémeos de 1 ano me dão alguma paz!!!!!«


Agora, fiquei com um bocadinho de inveja ao ler este comentário...

Gémeos??? O caro amigo é definitivamente um adepto do stereo. Vão certamente crescer felizes ao som da sua música.

Eu, pela minha parte, vou ter este fim de semana, a minha neta. Já estou preparado para
andar atrás dela, e ela atrás dos botões dos Revox. Sai ao Pai que a primeira coisa que fez quando tinha idade para a asneira, foi enfiar uma chave de parafusos num Accuphase.

Boas audições.

Mário

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 18/3/2010, 10:33

M Fernandes escreveu: Sai ao Pai que a primeira coisa que fez quando tinha idade para a asneira, foi enfiar uma chave de parafusos num Accuphase.

Boas audições.

Mário


Horror. Espero que passados estes anos,, já lhe tenha perdoado.

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  Convidad em 18/3/2010, 10:54

Caro António,

Já lhe perdoei essa, mais os altifalantes que me desintegrou, mais a bendita Sumiko Talisman Alchemista IIIs (a tal que precisa de reparação), mais...

Mas pronto o rapaz lá seguiu a vocação e depois de uma formação adequada, modéstia à parte, é muito melhor que eu no que toca a matéria de som. Também é do mesmo clube de futebol, porque a mãe o obrigou. Portanto nem tudo se perdeu.

Evetualmente até Sábado, pois o Milton quer-me arrancar de casa para ir até ao Estoril. Se isso acontecer, aí é que vocês vão ver o que é um gajo muito chato com o audio.

Cumprimentos,

Mário (El Loco, aproveitando as vossas menções, noutros tópicos, aos ZZ)

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  pjaires em 18/3/2010, 11:01

Pois é nunca me tinha lembrado dessa...stereo kids

O meu Tomás e Tiago apesar de só gatinharem adoram dar sapatadas no meu LCD, e umas belas puxadelas nos botões do DVD Denon...

Cumprimentos
PA

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Re: O MEU "SET" SYSTEM

Mensagem  ricardo onga-ku em 18/3/2010, 11:25

pjaires escreveu:Caro Onga-Ku
Obrigado pelos seus esclarecimentos...

Como deve ter reparado ando numa de defender uma dama...dizem

Eu não tenho andado propriamente ao ataque, apenas a tentar trazê-lo de volta à realidade.
Conforme já percebeu, a minha experiência com esse tipo de equipamento foi bastante semelhante à sua (e estou muito grato àqueles que me mostraram o caminho de volta para a alta fidelidade).

pjaires escreveu:Antes de optar pelo moodlab...procurei outra soluções entre os "bargain dacs", por exemplo o Pop Pulse PCM1796 DAC 24/192 (http://www.audiophonics.fr/poppulse-pcm1796-dac-usb20-24bit192khz-p-4996.html) ...como tinha sérias dúvidas...resolvi escrever a uma pessoa que havia testado o meu amp...
Certamente conhecerá a publicação online affordableaudio.org, que publica uma revista mensal gratuita com testes, artigos de opinião, ligados como seria de esperar ao mundo do audio a preços compráveis para o comum dos mortais como eu.
Tratava-se do senhor Jeff Brown, o autor do teste ao MW.

Expus-lhe as minhas dúvidas:
(...)
A sua resposta veio quase um mês depois...já eu tinha decidido e encomendado o moodlab...

Paulo,
I'm sorry if I didn't reply to this
earlier.
For me the NOS DACs have an honesty to them of being closer to the
music
, but I
have also found that many bad recordings kind of count on the
oversampling
effect so they sound a bit better on an OS DAC. I personally really
like
the Monica III by DIY Paradise.(Nota: é tb um nos dac mas construido em torno do tda 1545A)

Achei a sua resposta deliciosamente honesta...e ao mesmo tempo deixou-me num impasse teórico (na prática já optara pelo moodlab...portanto nada poderia fazer): tenho mtos cd's de que gosto, mas que são gravações péssimas (lembro-me por exemplo dos Trovante ao vivo no Campo Pequeno, cujo registo é sinistro, provavelmente do pior que já ouvi...).

Não sei o que significa "closer to music" para esse reviewer... Para mim não significa nada.

Muitos reviewers são simples entusiastas do audio com nós, alguns com jeito para a escrita, outros limitam-se a transcrever a propaganda dos catálogos dando-lhe um cunho pessoal mas a maioria não tem quaisquer conhecimentos técnicos.
E são pagos para publicitar e vender pelos fabricantes.
Por isso as suas opiniões não têm qualquer valor.
Na minha opinião uma boa revista deveria apenas conter artigos técnicos e testes objectivos como a secção de medições da Stereophile ou da Hifi World, e uma secção dedicada à apresentação de novos produtos.

Os filtros passa-baixo e oversampling de que o Kusonoki prescinde existem para evitar perda de informação nas altas frequências (ver avaliação técnica do Shigaraki DAC na stereophile).
Pode ler sobre a necessidade de utilização de filtros em vários artigos publicados na internet. Esta explicação parece-me simples:

Motivation for oversampling
Most people have heard the term "oversampling" applied to digital audio devices. While it's intuitive that sampling and playing back something at a higher rate sounds better than a lower rate—more points in the waveform for increased accuracy—that's not what oversampling means.

In fact, the truth is much less intuitive: Oversampling means generating more samples from a waveform that has already been digitally recorded! How can we get more samples out than was recorded?!

For background, let's look at the "classic" digital audio playback system, the Compact Disc: The digital audio samples—numbers—are sent at 44.1 KHz, the rate at which they were recorded, to a low-pass filter. By Nyquist's Theorem, the highest frequency we can play back is less than half the recorded rate, so the upper limit is 22.05 KHz. Everything above that is aliased frequency components—where the audio "reflects" around the sampling frequency and its multiples like a hall of mirrors. The low-pass filter, also called a reconstruction filter or anti-aliasing filter, is there to block the reflections and let the true signal pass.

One problem with this is that, ideally, we want to block everything above the Nyquist rate (22.05 KHz), but let everything below it pass unaffected. Filters aren't perfect, though. They have a finite slope as they begin attenuating frequencies, so we have to compromise. If we can't keep 22 KHz while blocking everything above it, we'd certainly like to shoot for 20 KHz. That means the low-pass filter's cutoff must go from about 0 dB attenuation at 20 KHz to something like 90 dB at 22 KHz—a very steep slope.

While we can do this in an analog filter, it's not easy. Filter components must be very precise. Even so, a filter this steep has a great deal of phase shift as it nears the cut-off point. Besides the expense of the filter, many people agree that the phase distortion of the upper audio frequencies is not a good thing.

Now, what if we had sampled at a higher rate to begin with? That would let us get away with a cheaper and more gentle output filter. Why? Since the reflections are wrapped at the sampling frequency and its multiples, moving the sampling frequency that far up moves the reflected image far from the audio portion we want to preserve. We don't need to record higher frequencies—the low-pass filter will get rid of them anyway—but simply having more samples of our audio signal would be a big help.

This is where interpolation comes in. We calculate what it would look like if we had sampled with more points to begin with. If we could have, for instance, eight times as many sample points running at eight times the rate ("8X oversampling"), we could use a very gentle filter, because instead of 2 KHz of room to get the job done, we'd have 158 KHz.

In practice, we do exactly this, following it with a phase linear digital "FIR" (finite-impulse response) filter, and a gentle and simple (and cheap) analog low-pass filter. If you buy the fact that giving ourselves more room to weed out the reflections—the alias components—solves our problems, then the only part that needs some serious explaining is...

http://www.earlevel.com/Digital%20Audio/Oversampling.html


pjaires escreveu:O que seria melhor: ouvir o cd tal como ele é? Péssimo?
Ou pelo contrário usar a tecnologia ao nosso alcance e tornar algo péssimo em pelo menos audível?

Ora, em resumo esta resposta veio a confirmar-se com o meu moodlab...sendo o seu som próximo da música, i.e., não criando qq artifício de sampling, está sujeito à qualidade das gravações, mais do que qq outro tipo de configuração de um dac.

Estou correcto?[/img]

Aqui apenas posso dar a minha opinião de aquilo que é valido para mim: prefiro ouvir o que está no disco.
Também não compro discos pela qualidade da gravação; interessa-me a qualidade da performance.

Neste caso o oversampling não serve para "melhorar" a qualidade da gravação mas sim corrigir um problema técnico do suporte (Audio CD) que introduz distorções no sinal.
Na minha experiência esses "artefactos" se são audíveis afectam menos o som do que a distorção causada pela ausência dos filtros.

pjaires escreveu:À medida que me vou aprofundando neste post, começo a perceber que as nossas opções no mundo audio tem tantas componentes: estética, carteira, aproveitamento, espaço, disponibilidade, ....e também compromisso.

Se opto por algo...assumo o compromisso de respeitar as suas limitações que conheço de antemão, não posso depois dizer, romper o compromisso...seria o mesmo que casar com uma mulher cega e depois pedir o divórcio pq ela nunca passa os serões a ver tv connosco

Existe muitas formas de abordar o audio: se a maioria pratica o audio por gostar de música há quem o faço por gostar de gadgets ou aparelhos, quem se apaixone por marcas, quem se ligue à estética do objecto, quem goste de ouvir sons e comparar equipamentos, quem os coleccione, quem sinta que o prazer está em montar kits, quem veja na concepção de circuitos o climax desta práctica, quem compare gravações.

Em audio interessa-me sobretudo o desempenho de componentes e sistemas (embora também aprecie um aparelho de estética cuidada).

Cumprimentos,
onga-ku


Última edição por onga-ku em 18/3/2010, 11:27, editado 1 vez(es) (Razão : formatação)
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Re: O MEU "SET" SYSTEM

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