O MEU "SET" SYSTEM
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Re: O MEU "SET" SYSTEM
E agora pergunto ao Forista Onga-ku, o que são estes Senhores com estes aparelhos sem Fidelidade alguma ??
Audiofilos, ou outra coisa qualquer ??
Abraço
Audiofilos, ou outra coisa qualquer ??
Abraço
Última edição por Vodoo em 18/3/2010, 22:21, editado 1 vez(es)
Convidad- Convidado
Re: O MEU "SET" SYSTEM
Vodoo escreveu:E agora pergunto ao Forista Onga-ku, o que são estes Senhores ??
Audiofilos, ou outra coisa qualquer ??
Abraço
Sinto que estamos a fugir ao tópico mas ainda assim pergunto: a que Senhores se refere?
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Re: O MEU "SET" SYSTEM
A estes:
http://www.oswaldsmillaudio.com/2007.html
Convidad- Convidado
Re: O MEU "SET" SYSTEM
Vodoo escreveu:Peço desculpa.
A estes:
http://www.oswaldsmillaudio.com/2007.html
Já ouvi falar (mal) deles, que são uma espécie de seita que recorre a uma imensa colecção de velharias de desempenho mediocre para atrair e evangelizar amantes de equipamento vintage.
Do pouco que vi parece-me que se trata do cruzamento entre um club de vintageistas e uma loja de velharias chic.
Cumprimentos,
onga-ku
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Re: O MEU "SET" SYSTEM
onga-ku escreveu:paulo_m escreveu:Lembremo-nos que a física não é uma ciência acabada, fechada nem estática. Novas perspectivas abrem-se à medida que o conhecimento evolui e o abismo entre a audição e as medições só tenderá a diminuir, pois com novos níveis de compreensão explicações mais abrangentes surgirão.
Posso estar enganado mas tanto quanto sei nos últimos 50 ou 60 (?) anos não se verificaram "avanços" no conhecimento científico que tenham afectado este ramo da electrónica.
Atendendo a que 50 ou 60 anos é a idade do transistor, que é cerca de 1/3 da idade das teorias do electromagnetismo e que o electrão foi "descoberto" nos últimos anos do século XIX, estou tentado em cometer o sacrilégio de dizer que não conhecemos o suficiente para afirmar conclusivamente de que sabemos tudo o que há a saber sobre a electricidade. Pelo menos, que ainda haverá bastante para descobrir e quem sabe as surpresas que ainda nos estão reservadas.
Compare-se a evolução da teoria da gravidade e dos variados avanços desde a sua "nascença", que se pode dizer que ocorreu há cerca de 500 anos atrás. Veja-se como ela evoluiu de Galileu para Newton, para Einstein e hoje existindo já algumas "correcções" e inovações. É claro que o Newton é suficiente para pousar na Lua e para construir pontes, mas isso não é suficiente para explicar aquelas coisas esquisitas que acontecem...
O electromagnetismo irá eventualmente integrar-se com a mecânica quântica, mas eu diria que esta última ainda não tem a maturidade suficiente para mostrar claramente como interage com o electromagnetismo.
onga-ku escreveu:No que toca a cabos, não duvido que mesmo em double blind tests bem elaborados se consigam ouvir diferenças entre topologias com características eléctricas diferentes.
O que defendo é que uma das topologias é adequada e a outra é deficiente.
Isso é um argumento falacioso, porque pretende demonstrar a validade das medições com medições. Falta definir com rigor o que é "adequado".
onga-ku escreveu:Por outro lado a informação obtida através das medições (seja um termómetro, um sismógrafo ou uma fita métrica) é muito mais precisa e se nos dermos ao trabalhos de aprender a lê-la conseguiremos até antecipar as nossas sensações auditivas.
A minha tese é a de que o tipo de medições encontradas nas revistas é largamente insuficiente para ser absolutamente inequívoca. "Se mede mal e soa bem, estás a medir a coisa errada. Se mede bem e soa mal, estás também a medir a coisa errada".
Importa salientar que a teoria das medições faz lembrar o grande entusiasmo que se sentia no século XVIII pelos avanços recentes e que anteviam uma visão "absoluta" do universo: "Diz-me a posição e velocidades de todas as partículas do universo e conseguirei descrever todo o passado e todo seu o futuro". Isso, claro está, foi antes da visão probabilística e estatística ter acabado com todo o romantismo absolutista. De repente, alguém percebe que um gás é demasiado complexo e só pode ser descrito por propriedades "gerais". A quantidade de informação necessária para descrever o sistema é de tal ordem que não há como medir rigorosamente todas as partículas do sistema. O mesmo se passa com as medições no audio; elas dão uma noção "geral" de como o sistema se comporta, mas não têm a capacidade de ir ao mais ínfimo detalhe (e logo, de poder ser de utilidade e rigor suficientes para se substituírem ao uso nos nossos ouvidos e ao que temos entre eles).
onga-ku escreveu:paulo_m escreveu:Hoje em dia ouço com os meus ouvidos e não quero saber de medições ou de valores RLC de cabos ou se as válvulas são as coisas com menos fidelidade que há no planeta. Se me agrada e (consequentemente) soa àquilo que estou habituado a ouvir e a tocar, isso significa que está completamente aprovado. Em vez de discutir a medição de A ou B prefiro pôr uma coisa a tocar e deliciar-me porque o dia não tem 48 horas.
Infelizmente esse argumento de que "no fundo a vida é só um dia" e "o que me interessa é ouvir música" aparece sistematicamente neste tipo de discussão, o que não deixa de ser estranho vindo de pessoas que gastam milhares de euros em equipamento de alta fidelidade em busca do melhor som.
Nesse caso porque não optar um "tijolo" e carpe diem?
Talvez porque existem muitos audiófilos (estimulados pela imprensa da especialidade) que retiram prazer no acto de comparar equipamentos e acessórios (infelizmente esta tarefa requer que esqueçamos a música para nos concentrarmos nos sons).
Mas o que interessa não é ouvir música? Ou é apenas saber que o sistema desempenha bem, mesmo que seja "horrível" ao ouvido?
Eu tive a felicidade de poder gastar milhares de euros no meu sistema--ou talvez seja maluco o suficiente para preferir ter um sistema a ter um carro--e não vejo como essa posição possa parecer estranha... Afinal, eu gosto de ouvir música o bastante para achar que se justifica essa despesa. E garanto que faço um "carpe diem" muito mais satisfatório do que com um "tijolo"

paulo_m- utilizador dedicado

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Re: O MEU "SET" SYSTEM
Caros amigos
Obrigado pelas vossas participações no "meu" post
Sinto-me sinceramente feliz por ler certas respostas...bem fundamentadas, estruturadas e experimentadas.
A última resposta do forista Paulo-m é um exemplo disso mesmo... quando a li só me ocorreu uma palavra: BRILHANTE
Confesso que a participação do forista Onga-Ku tem sido fundamental para alimentar e apimentar a discussão, o que se traduz numa maior participação/motivação de todos nós...mas meu caro...sem qualquer desprimor, e sem obviamente por em causa os seus conhecimentos e muito menos a sua opinião, acho que dá demasiadamente uma cravo outra na ferradura!
Os ouvidos não servem para nada...mas afinal algum tempo depois já têm alguma importância....
Os SET's são lixo, nunca alta fidelidade...algum depois... se bem emparelhados com as colunas certas podem ser mto bons...
O que interessa é a ciência e as medições... e dps bem tb há alguma subjectividade...
O efeito placebo é real qdo se alteram cabos...mas há certas ocasiões em que afinal existem diferenças....
Não leve a mal as minha palavras...o que digo é apenas aquilo que me parece acontecer
O meu amigo refere que: Posso estar enganado mas tanto quanto sei nos últimos 50 ou 60 (?) anos
não se verificaram "avanços" no conhecimento científico que tenham
afectado este ramo da electrónica.
O ramo da electrónica a que se refere deve ser o audio ...como pode afirmar isso quando o som digital, o CD foi inventado e goste-se mais ou menos revolucionou o mundo audio!!!!! Há pouco anos surgiu o mp3, e hoje com um aparelho do tamanho de um maço de cigarros posso transportar mais de 500 cd's, 5000 ou mais músicas (não discuto a sua qualidade)...
Não serão estes dois exemplo prova cabal de se verificaram avanços sérios no conhecimento científico do audio?
Creio que todos nós temos sempre um pouco a aprender... no mundo do audio...e em tudo...mas não duvide de que no final de contas...o que conta...é o que sentimos, ouvimos, cheiramos, provamos...enfim experenciamos.
Já antes disse isto mas reduzir o audio à mera matemática dos numeros seria um erro crasso
Como tb seria substimar os avanços tecnológicos e fechar as portas à ciencia que é sempre a responsável pelo progresso...e do audio tb
Assim, termino com uma citação de um físico Rómulo de Carvalho, tb um grande poeta António Gedeão: "Eles não sabem que o sonho..é uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer!!!"
Grande abraço a todos e mais uma vez obrigado pelo vosso interesse...por mim vou continuar a sonhar...
Obrigado pelas vossas participações no "meu" post
Sinto-me sinceramente feliz por ler certas respostas...bem fundamentadas, estruturadas e experimentadas.
A última resposta do forista Paulo-m é um exemplo disso mesmo... quando a li só me ocorreu uma palavra: BRILHANTE
Confesso que a participação do forista Onga-Ku tem sido fundamental para alimentar e apimentar a discussão, o que se traduz numa maior participação/motivação de todos nós...mas meu caro...sem qualquer desprimor, e sem obviamente por em causa os seus conhecimentos e muito menos a sua opinião, acho que dá demasiadamente uma cravo outra na ferradura!
Os ouvidos não servem para nada...mas afinal algum tempo depois já têm alguma importância....
Os SET's são lixo, nunca alta fidelidade...algum depois... se bem emparelhados com as colunas certas podem ser mto bons...
O que interessa é a ciência e as medições... e dps bem tb há alguma subjectividade...
O efeito placebo é real qdo se alteram cabos...mas há certas ocasiões em que afinal existem diferenças....
Não leve a mal as minha palavras...o que digo é apenas aquilo que me parece acontecer
O meu amigo refere que: Posso estar enganado mas tanto quanto sei nos últimos 50 ou 60 (?) anos
não se verificaram "avanços" no conhecimento científico que tenham
afectado este ramo da electrónica.
O ramo da electrónica a que se refere deve ser o audio ...como pode afirmar isso quando o som digital, o CD foi inventado e goste-se mais ou menos revolucionou o mundo audio!!!!! Há pouco anos surgiu o mp3, e hoje com um aparelho do tamanho de um maço de cigarros posso transportar mais de 500 cd's, 5000 ou mais músicas (não discuto a sua qualidade)...
Não serão estes dois exemplo prova cabal de se verificaram avanços sérios no conhecimento científico do audio?
Creio que todos nós temos sempre um pouco a aprender... no mundo do audio...e em tudo...mas não duvide de que no final de contas...o que conta...é o que sentimos, ouvimos, cheiramos, provamos...enfim experenciamos.
Já antes disse isto mas reduzir o audio à mera matemática dos numeros seria um erro crasso
Como tb seria substimar os avanços tecnológicos e fechar as portas à ciencia que é sempre a responsável pelo progresso...e do audio tb
Assim, termino com uma citação de um físico Rómulo de Carvalho, tb um grande poeta António Gedeão: "Eles não sabem que o sonho..é uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer!!!"
Grande abraço a todos e mais uma vez obrigado pelo vosso interesse...por mim vou continuar a sonhar...
pjaires- utilizador iniciado
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Re: O MEU "SET" SYSTEM
A minha anterior resposta foi enviada antes de ler a do amigo Paulo-m... mais uma vez parabéns
- Mas o que interessa não é ouvir música? Ou é apenas saber que o sistema
desempenha bem, mesmo que seja "horrível" ao ouvido?
É para mim claro que isso é o que realmente conta...
Eu não posso gastar milhares de euros num sistema, mas tenho pena...gastei centenas e montei o meu SET... e com ou sem placebos, sem qq medição, gosto imenso de o ouvir...e espero que daqui a uns anos os meus dois malandrecos, os TT, também possam disfrutar, sem estragar
Cumprimentos
Paulo
- Mas o que interessa não é ouvir música? Ou é apenas saber que o sistema
desempenha bem, mesmo que seja "horrível" ao ouvido?
É para mim claro que isso é o que realmente conta...
Eu não posso gastar milhares de euros num sistema, mas tenho pena...gastei centenas e montei o meu SET... e com ou sem placebos, sem qq medição, gosto imenso de o ouvir...e espero que daqui a uns anos os meus dois malandrecos, os TT, também possam disfrutar, sem estragar
Cumprimentos
Paulo
pjaires- utilizador iniciado
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Re: O MEU "SET" SYSTEM
Caro Paulo,
Fico satisfeito por finalmente podermos discutir este tema.
Não contesto o seu domínio do assunto que é nitidamente mais vasto do que o meu.Apenas lhe pergunto qual ou quais são os parâmetros que podem estar a ser ignorados pelas medições que podemos efectuar com o equipamento disponível hoje.
Aos olhos do conhecimento actual, eu diria que "adequado" se refere a uma tipologia de cabo que provoque as menores alterações ao sinal possíveis.
Na sua perspectiva de conhecimento em evolução, é possível que eu esteja enganado.
Não disse que as medições substituíam a audição, apenas que permitiam uma melhor compreensão dos diversos parâmetros como dinãmica, distorção harmónica a várias frequências, intermodulação, etc.
As medições de THD podem ajudar a compreender porque preferimos a sonoridade de um Stradivarius à de um violino da loja dos 300, da mesma forma que nos permitem identificar características que nos incomodam como irregularidades na resposta de frequências ou a causa de uma distorção incómoda causada pela refracção no bordo de uma coluna.
Aqui voltamos ao princípio: escolhemos de ouvido o que nos agrada mas sem o auxílio de medições é difícil quantificar ou determinar qual de dois componentes de sonoridade diferente é efectivamente mais neutro e transparente, até porque o som de (quase) todos os equipamentos comerciais têm um ligeiro sabor maison.
Na minha experiência a fidelidade impõe-se se queremos ouvir tudo o que está registado no disco.
Além disso sou da opinião que uma audição subjectiva desse ser feita recorrendo a gravações de música acústica não amplificada ao vivo, e quem avalia deverá ter algum conhecimento deste tipo de som para poder determinar o realismo e naturalidade do som reproduzido.
Cumprimentos,
onga-ku
Fico satisfeito por finalmente podermos discutir este tema.
paulo_m escreveu:onga-ku escreveu:paulo_m escreveu:Lembremo-nos que a física não é uma ciência acabada, fechada nem estática. Novas perspectivas abrem-se à medida que o conhecimento evolui e o abismo entre a audição e as medições só tenderá a diminuir, pois com novos níveis de compreensão explicações mais abrangentes surgirão.
Posso estar enganado mas tanto quanto sei nos últimos 50 ou 60 (?) anos não se verificaram "avanços" no conhecimento científico que tenham afectado este ramo da electrónica.
Atendendo a que 50 ou 60 anos é a idade do transistor, que é cerca de 1/3 da idade das teorias do electromagnetismo e que o electrão foi "descoberto" nos últimos anos do século XIX, estou tentado em cometer o sacrilégio de dizer que não conhecemos o suficiente para afirmar conclusivamente de que sabemos tudo o que há a saber sobre a electricidade. Pelo menos, que ainda haverá bastante para descobrir e quem sabe as surpresas que ainda nos estão reservadas.
Compare-se a evolução da teoria da gravidade e dos variados avanços desde a sua "nascença", que se pode dizer que ocorreu há cerca de 500 anos atrás. Veja-se como ela evoluiu de Galileu para Newton, para Einstein e hoje existindo já algumas "correcções" e inovações. É claro que o Newton é suficiente para pousar na Lua e para construir pontes, mas isso não é suficiente para explicar aquelas coisas esquisitas que acontecem...
O electromagnetismo irá eventualmente integrar-se com a mecânica quântica, mas eu diria que esta última ainda não tem a maturidade suficiente para mostrar claramente como interage com o electromagnetismo.
Não contesto o seu domínio do assunto que é nitidamente mais vasto do que o meu.Apenas lhe pergunto qual ou quais são os parâmetros que podem estar a ser ignorados pelas medições que podemos efectuar com o equipamento disponível hoje.
paulo_m escreveu:onga-ku escreveu:No que toca a cabos, não duvido que mesmo em double blind tests bem elaborados se consigam ouvir diferenças entre topologias com características eléctricas diferentes.
O que defendo é que uma das topologias é adequada e a outra é deficiente.
Isso é um argumento falacioso, porque pretende demonstrar a validade das medições com medições. Falta definir com rigor o que é "adequado".
Aos olhos do conhecimento actual, eu diria que "adequado" se refere a uma tipologia de cabo que provoque as menores alterações ao sinal possíveis.
Na sua perspectiva de conhecimento em evolução, é possível que eu esteja enganado.
paulo_m escreveu:onga-ku escreveu:Por outro lado a informação obtida através das medições (seja um termómetro, um sismógrafo ou uma fita métrica) é muito mais precisa e se nos dermos ao trabalhos de aprender a lê-la conseguiremos até antecipar as nossas sensações auditivas.
A minha tese é a de que o tipo de medições encontradas nas revistas é largamente insuficiente para ser absolutamente inequívoca. "Se mede mal e soa bem, estás a medir a coisa errada. Se mede bem e soa mal, estás também a medir a coisa errada".
Importa salientar que a teoria das medições faz lembrar o grande entusiasmo que se sentia no século XVIII pelos avanços recentes e que anteviam uma visão "absoluta" do universo: "Diz-me a posição e velocidades de todas as partículas do universo e conseguirei descrever todo o passado e todo seu o futuro". Isso, claro está, foi antes da visão probabilística e estatística ter acabado com todo o romantismo absolutista. De repente, alguém percebe que um gás é demasiado complexo e só pode ser descrito por propriedades "gerais". A quantidade de informação necessária para descrever o sistema é de tal ordem que não há como medir rigorosamente todas as partículas do sistema. O mesmo se passa com as medições no audio; elas dão uma noção "geral" de como o sistema se comporta, mas não têm a capacidade de ir ao mais ínfimo detalhe (e logo, de poder ser de utilidade e rigor suficientes para se substituírem ao uso nos nossos ouvidos e ao que temos entre eles).
Não disse que as medições substituíam a audição, apenas que permitiam uma melhor compreensão dos diversos parâmetros como dinãmica, distorção harmónica a várias frequências, intermodulação, etc.
As medições de THD podem ajudar a compreender porque preferimos a sonoridade de um Stradivarius à de um violino da loja dos 300, da mesma forma que nos permitem identificar características que nos incomodam como irregularidades na resposta de frequências ou a causa de uma distorção incómoda causada pela refracção no bordo de uma coluna.
paulo_m escreveu:onga-ku escreveu:paulo_m escreveu:Hoje em dia ouço com os meus ouvidos e não quero saber de medições ou de valores RLC de cabos ou se as válvulas são as coisas com menos fidelidade que há no planeta. Se me agrada e (consequentemente) soa àquilo que estou habituado a ouvir e a tocar, isso significa que está completamente aprovado. Em vez de discutir a medição de A ou B prefiro pôr uma coisa a tocar e deliciar-me porque o dia não tem 48 horas.
Infelizmente esse argumento de que "no fundo a vida é só um dia" e "o que me interessa é ouvir música" aparece sistematicamente neste tipo de discussão, o que não deixa de ser estranho vindo de pessoas que gastam milhares de euros em equipamento de alta fidelidade em busca do melhor som.
Nesse caso porque não optar um "tijolo" e carpe diem?
Talvez porque existem muitos audiófilos (estimulados pela imprensa da especialidade) que retiram prazer no acto de comparar equipamentos e acessórios (infelizmente esta tarefa requer que esqueçamos a música para nos concentrarmos nos sons).
Mas o que interessa não é ouvir música? Ou é apenas saber que o sistema desempenha bem, mesmo que seja "horrível" ao ouvido?
Eu tive a felicidade de poder gastar milhares de euros no meu sistema--ou talvez seja maluco o suficiente para preferir ter um sistema a ter um carro--e não vejo como essa posição possa parecer estranha... Afinal, eu gosto de ouvir música o bastante para achar que se justifica essa despesa. E garanto que faço um "carpe diem" muito mais satisfatório do que com um "tijolo"... been there, done that, thank you very much. Odeio a imprensa da especialidade (e desafio a que encontrem uma análise das minhas colunas na imprensa) com a relação mal explicada entre a crítica do audio e os anunciantes das revistas. O que fiz foi ouvir, ouvir, ouvir... e ouvir, mais ouvir seguido de mais ouvir.
Aqui voltamos ao princípio: escolhemos de ouvido o que nos agrada mas sem o auxílio de medições é difícil quantificar ou determinar qual de dois componentes de sonoridade diferente é efectivamente mais neutro e transparente, até porque o som de (quase) todos os equipamentos comerciais têm um ligeiro sabor maison.
Na minha experiência a fidelidade impõe-se se queremos ouvir tudo o que está registado no disco.
Além disso sou da opinião que uma audição subjectiva desse ser feita recorrendo a gravações de música acústica não amplificada ao vivo, e quem avalia deverá ter algum conhecimento deste tipo de som para poder determinar o realismo e naturalidade do som reproduzido.
Cumprimentos,
onga-ku
Última edição por onga-ku em 19/3/2010, 00:02, editado 1 vez(es) (Razão : formatação)
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Re: O MEU "SET" SYSTEM
pjaires escreveu:Confesso que a participação do forista Onga-Ku tem sido fundamental para alimentar e apimentar a discussão, o que se traduz numa maior participação/motivação de todos nós...mas meu caro...sem qualquer desprimor, e sem obviamente por em causa os seus conhecimentos e muito menos a sua opinião, acho que dá demasiadamente uma cravo outra na ferradura!
Os ouvidos não servem para nada...mas afinal algum tempo depois já têm alguma importância....
Os SET's são lixo, nunca alta fidelidade...algum depois... se bem emparelhados com as colunas certas podem ser mto bons...
O que interessa é a ciência e as medições... e dps bem tb há alguma subjectividade...
O efeito placebo é real qdo se alteram cabos...mas há certas ocasiões em que afinal existem diferenças....
Não leve a mal as minha palavras...o que digo é apenas aquilo que me parece acontecer
Seguindo o mote dos ditados populares, o meu caro está a puxar demasiado a brasa à sua sardinha.
Ou seja, agradam-lhe os posts que suportam a sua posição, o que é perfeitamente natural.
Se tiver paciência para ler todas estas páginas verá que refiro sempre que o juizo final é o do ouvido.
E que há SET (muitos dos SET comerciais têm um som intencionalmente quente/distorcido/valvulado) e há SET e que a distorção harmónica e "instabilidade" destes aumenta consideravelmente quando se puxa por eles, que as colunas certas são...as colunas certas.
O efeito placebo é real e um bom exemplo é a descrição que fez da sonoridade do seu equipamento, um quase copy-paste possivelmente inconsciente da lenga-lenga propagandista muito persuasiva a que os reviewers recorrem para venderem esse tipo de equipamento. Como já referi, também vivi essa experiência.
Se de facto existirem diferenças entre cabos, elas serão certamente mensuráveis e nesse caso resta saber qual dos cabos é o culpado da má condução pois na realidade é disso que se trata.
O mesmo se passa com as colunas.
Posso dar o exemplo das Monitor Audio RS8, que têm os extremos de frequência exagerados o que faz com que pareçam melhores numa comparação directa mas que na realidade têm uma resposta deficiente que vai levar o comprador a procurar um amplificador e fonte com a deficiência inversa, ou uns ""maus cabos para afinar o som.

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Re: O MEU "SET" SYSTEM
pjaires escreveu:Já antes disse isto mas reduzir o audio à mera matemática dos numeros seria um erro crasso
Essa perspectiva só pode existir do lado do audiófilo porque da perspectiva do designer só existe a ciência e é graças a ela que temos energia eléctrica em nossas casas para alimentar os nossos sistemas, eles próprios concebidos segundo as leis da física.
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Re: O MEU "SET" SYSTEM
"O efeito placebo é real e um bom exemplo é a descrição que fez da
sonoridade do seu equipamento, um quase copy-paste possivelmente
inconsciente da lenga-lenga propagandista muito persuasiva a que os
reviewers recorrem para venderem esse tipo de equipamento. Como já
referi, também vivi essa experiência."
Caro Ong-Ku
- Não creio que possa dizer que o que ouço...é um paliativo, um placebo, sem sequer o meu amigo ter ouvido o meu sistema
Vamos lá ver...
Se eu digo que o meu miniwatt a valvulas tem um som quente, em relação ao meu NAD 312 não valvulado, que apresenta uma sonoridade bem menos quente...estou a dizer o que ouço...e tb o que 99% das pessoas dizem, incluindo o que os reviewers afirmam...não é nenhuma lenga lenga...é um facto!!!
Pois se é o meu amigo que afirma que os SET, as colunas SD e FR, os DAC NOS têm uma sonoridade muito própria, que a si não lhe agrada (tudo bem gostos não de discutem...) não acha que sendo o meu sistema baseado nesses componentes a descrição que faço da sua audição seja de facto consonante com tudo aquilo que a esmagadora maioria dos seus utilizadores/"testadores"/defensores e até vendedores afirmam ouvir?!
Não seria mais estranho eu dizer que o Miniwatt tem um timbre agudo, frio, ...que o meu dac nos, me soa pouco neutro, pouco suave, pouco relaxante...?!
Como sabe antes do meu dac chegar tinha tudo o resto ligado directamente ao dac do Onkyo, que usa um chip Wolfson® (WM8716) 192 kHz/24-Bit DAC, ora comparando o som antes com o onkyo e dps com o moodlab, não lhe parece óbvio que a minha audição e a forma como a descrevo seja coerente, se calhar um copy paste, com o que se espera de um nos dac e é dito em muitos sitios, por muita gente?
Não me parece que puxo a brasa para a minha sardinha...apenas posso não ser original e requintado na forma como descrevo a minha audição...mas daí a chamar-lhe um placebo...vai um longo e tortuoso caminho...
Cumprimentos
Paulo
sonoridade do seu equipamento, um quase copy-paste possivelmente
inconsciente da lenga-lenga propagandista muito persuasiva a que os
reviewers recorrem para venderem esse tipo de equipamento. Como já
referi, também vivi essa experiência."
Caro Ong-Ku
- Não creio que possa dizer que o que ouço...é um paliativo, um placebo, sem sequer o meu amigo ter ouvido o meu sistema
Vamos lá ver...
Se eu digo que o meu miniwatt a valvulas tem um som quente, em relação ao meu NAD 312 não valvulado, que apresenta uma sonoridade bem menos quente...estou a dizer o que ouço...e tb o que 99% das pessoas dizem, incluindo o que os reviewers afirmam...não é nenhuma lenga lenga...é um facto!!!
Pois se é o meu amigo que afirma que os SET, as colunas SD e FR, os DAC NOS têm uma sonoridade muito própria, que a si não lhe agrada (tudo bem gostos não de discutem...) não acha que sendo o meu sistema baseado nesses componentes a descrição que faço da sua audição seja de facto consonante com tudo aquilo que a esmagadora maioria dos seus utilizadores/"testadores"/defensores e até vendedores afirmam ouvir?!
Não seria mais estranho eu dizer que o Miniwatt tem um timbre agudo, frio, ...que o meu dac nos, me soa pouco neutro, pouco suave, pouco relaxante...?!
Como sabe antes do meu dac chegar tinha tudo o resto ligado directamente ao dac do Onkyo, que usa um chip Wolfson® (WM8716) 192 kHz/24-Bit DAC, ora comparando o som antes com o onkyo e dps com o moodlab, não lhe parece óbvio que a minha audição e a forma como a descrevo seja coerente, se calhar um copy paste, com o que se espera de um nos dac e é dito em muitos sitios, por muita gente?
Não me parece que puxo a brasa para a minha sardinha...apenas posso não ser original e requintado na forma como descrevo a minha audição...mas daí a chamar-lhe um placebo...vai um longo e tortuoso caminho...
Cumprimentos
Paulo
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Re: O MEU "SET" SYSTEM
onga-ku escreveu:Não contesto o seu domínio do assunto que é nitidamente mais vasto do que o meu.Apenas lhe pergunto qual ou quais são os parâmetros que podem estar a ser ignorados pelas medições que podemos efectuar com o equipamento disponível hoje.
Como saber? Podem ser inteiramente novos, ou podem ser os antigos, mas com correcções ou outros termos que devam ser considerados mediante as circunstâncias. Para dar um exemplo concreto, veja-se a gravitação Newtoniana. Como disse, chega para pôr um homem na Lua, mas em determinadas circunstâncias (em velocidades relativistas, ou seja, próximas da da luz), há termos que influenciam os resultados e eis que começam a acontecer coisas que ninguém imaginaria (dilatação do tempo, contracção do espaço). Todos esses fenómenos foram teorizados muitas décadas antes de conseguirem ser medidos; a teoria condicionou e orientou a prática.
onga-ku escreveu:Aos olhos do conhecimento actual, eu diria que "adequado" se refere a uma tipologia de cabo que provoque as menores alterações ao sinal possíveis.
Na sua perspectiva de conhecimento em evolução, é possível que eu esteja enganado.
Mas... isso é apenas teoria, uma posição conceptual. Para determinar que as alterações são o menor possível é preciso... medir. E como saber se a definição de "adequado" é adequada? Há no meio disso tudo um ponto de referência implícito, que pode ser o universalmente aceite hoje mas não ser exactamente o mesmo amanhã.
onga-ku escreveu:
Aqui voltamos ao princípio: escolhemos de ouvido o que nos agrada mas sem o auxílio de medições é difícil quantificar ou determinar qual de dois componentes de sonoridade diferente é efectivamente mais neutro e transparente, até porque o som de (quase) todos os equipamentos comerciais têm um ligeiro sabor maison.
Na minha experiência a fidelidade impõe-se se queremos ouvir tudo o que está registado no disco.
Assumamos por momentos que as medições detêm a verdade toda. Como absoluta neutralidade e transparência são inexistentes, fica difícil escolher uma combinação que seja no todo o mais neutra e transparente possível, porque o componente A vai desviar-se um pouco de uma certa maneira e o componente B vai desviar-se de outra. Multiplicando estas diferenças por todos os componentes, dá para ter uma ideia das variações inerentes às várias combinações. Proponho, nesse caso, que as medições sejam feitas ao sistema como um todo (incluindo sala) e não aos componentes individuais. Como bónus, explica-se então o fenómeno de boa sinergia e casamento entre certos componentes, enquanto outras combinações simplesmente não "funcionam". Talvez seja por isso que as unidades de correcção como os Tact gozem de alguma popularidade, já que se calibram naquele espaço e com aqueles componentes.
Mas eu prefiro ser um pouco mais humilde e dizer que medições, sim, são úteis, mas elas não dizem tudo. É como julgar um vinho apenas pela côr e pela densidade e esperar que outro vinho com a mesma côr e densidade seja exactamente igual. Uma vez provei um Porto com 200 anos. Côr boa, profunda, cheiro bastante aromático, sabor horrível.
Como explicar que amplificadores high end que medem todos bem sejam tão diferentes ao ouvido? Quando andei a avaliar as minhas colunas ouvi um Pass Labs X350.5. Sem dúvida nenhuma, um senhor amplificador, bastante respeitável no papel--dá para fazer o sacrifício de ouvir música com ele
Nessa mesma audição ouvi um par de monoblocos deHavilland Aries 845G, que são SETs de 30 W/canal. Características técnicas muito diferentes das dos Pass Labs (para pior). Entretanto, um som muito mais "natural", com a profundidade perfeitamente definida em camadas, um som glorioso nas vozes e nos instrumentos acústicos. E isto alimentando colunas de painel de 2 m e 10. "Natural" aqui sendo a qualidade subjectiva de realmente me fazer imaginar uma pessoa a cantar, ou um violino ou um piano ali a tocar à minha frente. É o deHavilland "melhor" do que os Pass Labs? Não sei, só sei que me arrepiou os cabelos da nuca! De que me servem as medições?
onga-ku escreveu:
Além disso sou da opinião que uma audição subjectiva desse ser feita recorrendo a gravações de música acústica não amplificada ao vivo, e quem avalia deverá ter algum conhecimento deste tipo de som para poder determinar o realismo e naturalidade do som reproduzido.
Bem, quer isso dizer então que o ponto de referência é a experiência subjectiva? "Ter algum conhecimento", "poder determinar o realismo e sonoridade" usando os ouvidos parece indicar que sim. Enfim, parece que concordamos, afinal!

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