Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Página 2 de 4 Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Mango em 17/11/2009, 23:43

O problema é que os cristais que geravam o clock nos anos 80 não permitiam frequencias de amostragem muito elevadas e por isso é que não se conseguiu melhor que as 44100 amostras por segundo.Se a tecnologia tivesse permitido muita coisa teria sido diferente.E o problema tambem é que cada bit são 6dB...por muito que se estique o alcance dinâmico está sempre "preso" aos 16bit que dá 96dB...o vinil dá mais que isto mas não sei os valores de cor.Independentemente da gravação ser feita a 20,32 ou mesmo 64 o final são sempre os 16bit...

Mango
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 540
Idade : 44
Localização : Lisboa
Data de inscrição : 23/08/2009
Pontos/Reputação : 716

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 12:24

Nobre colega Mango,

Essas amostragens não se aplicam ao LP, pois ele é analógico.

Abraços

José Augusto

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Bandwidth 1

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 12:42

Acredito certamente que o amigo mango tenha querido referir-se aos 100 Khz atingidos pela banda quase infinita do LP (Disco de vinil), pois a senóide comporta-se matematicamente como uma reta infinita em valores absolutos, que seriam as amostragens do sinal digital. Agora imagine esta mesma reta infinita transformada em ondas curvas e você passa a ter uma idéia da perfeição do que seja o sinal gerado pelo registro de um LP, pelo seu sulco. É contínua a informação e espelhada do som real. Especializada e não discreta e simples como a senóide que é resultante da conversão. (Reta: +0, +1, 1,01, + 1,75, + 4,12 mv a +oo [infinito]). Na reprodução de graves gravados, há uma limitação técnica de corte de sulco a 7 hz, embora o limite comercial seja de até 30 hertz, que é a média mais baixa dos alto-falantes de graves. Mas na reprodução, não há limitação de graves - Tanto que o simples empeno de um LP pode provocar uma onda grave de 2 hertz, quase inaudível mas visível pelo cone do alto-falante deslocando-se bruscamente para frente e para trás em risco de queimar a bobina que pistoneia o núcleo. É importante e elucidativo ler o texto abaixo:

Obs. (O termo sub-grave é uma invenção comercial, grave é grave no espectro sonoro em ociloscópio. Fizeram isso porque há dificuldades técnicas em se produzir um alto-falante de grave com uma faixa de 30 hz a 3.500 hertz, por exemplo. O corte em 3.500 hertz é apenas uma média).

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Bandwidth 2

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 13:03

"Na teoria, o Vinil tem largura de faixa infinita, por ser analógico. Na
prática, um vinil novo, bem prensado, tem largura banda de freqüência de aproximadamente 100 Khz. Já o CD tem uma "taxa de amostragem" de 44100 Hz, o que dá uma largura de faixa aproximada de 22 Khz segundo o teorema de Nyquist. Os críticos do CD argumentam que com uma amostragem de aproximadamente 44.1
Khz, um som analógico, senoidal de 8 Khz terá apenas 5 ou 6 amostragens, tornando-o uma escada de sinais "quadrados". Outro problema do CD é a quantidade de níveis em amplitude, pois usa tecnologia de 16 bits, o que dá 65536 níveis em amplitude. Para corrigir isso, existem hoje duas novas tecnologias digitais, o
DVD-Audio e o SACD (Super Audio CD). O DVD-Audio tem uma amostragem de até
192 Khz (96 Khz de largura de banda de freqüência) por 24 bits em amplitude (16777216 níveis em amplitude). O SACD, criação da Sony, trabalha com conversores Digitais Analógicos diferenciais que usam tecnologia de 1 bit por
frequências de amostragem de 1,98 Mhz. Ambas as tecnologias propõem-se a
dar a mesma qualidade do Vinil, mas não chegam lá. Chegam muito próximo. Para ouvir-se bem um Vinil você tem que dispor dos seguintes recursos: Um vinil de boa procedência e bem conservado, um toca discos Hi-Fi (Muitos consideram os Direct Drive com controle estroboscópico os melhores), de audiófilo, uma cápsula MM ou MC de boa construção técnica e tradição e um amplificador ou receiver com boa resposta em frequência, caixas acústicas também com boa resposta em freqüência. São muitos os fatores envolvidos, como relação sinal-ruído, qualidade da gravação, qualidade da masterização em CD e outros. No geral, em igualdade de condições, a qualidade do LP é superior".
(Texto. Eng° trazido do blog http://vinilnaveia2.blogspot.com - ver parte final do blog).

Obs.1: Há um texto em inglês também muito bom no início do referido blog, mostrando a limitação na gravação de uma mídia digital e mostrando a superioridade de uma excelente cápsula de toca-discos (Célula) e como ela "cria" problemas para a gravação digital na conversão de LP para CD. Isso comprova a questão dos transientes na não-linearidade de uma cápsula ou célula de toca-discos.

Obs.2: Vale lembrar que a integridade da camada refletiva com o passar dos anos do CD e mídias do mesmo gênero, influem na sua qualidade, pois na mesma inicia-se um processo lento de oxidação (Redox) desde a saída da fábrica, principalmente pelo ataque de fungos, cujas hifas perfuram a camada de polipropileno abrindo caminho para o oxigênio (Vide blog http://limpezadecds.blogspot.com)

Joaquim Cutrim.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

António: Bonito seu texto.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 13:55

Bonito seu texto "O céu sonoro é o limite". Há tanta coisa no universo de envolver-se com o vinil, que implicam em toca-discos, células, braços, selos, colecionismo, o prazer de encontrar selos que não existem mais, LP's antigos e raros, cuja gravadora na época não valorizou o cantor, músicas que jamais serão lançadas comercialmente, seja em DVD ou CD ou iguais, capas, fotografias, posters, encartes, textos históricos escritos em encartes... Um mundo cultural. Daí a diferenciação clara entre o perfil cultural de ambos consumidores. (Cultura, Herskovits, "Toda parte do meio ambiente feita pelo homem").

Tenho em um LP uma Carta de Caetano Veloso desabafando, em linguagem cifrada, a dor do exílio forçado na Inglaterra, na época da ditadura no Brasil. A carta foi impressa como no original.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Mango em 18/11/2009, 15:02

Joaquim Cutrim escreveu:"Na teoria, o Vinil tem largura de faixa infinita, por ser analógico. Na
prática, um vinil novo, bem prensado, tem largura banda de freqüência de aproximadamente 100 Khz. Já o CD tem uma "taxa de amostragem" de 44100 Hz, o que dá uma largura de faixa aproximada de 22 Khz segundo o teorema de Nyquist. Os críticos do CD argumentam que com uma amostragem de aproximadamente 44.1
Khz, um som analógico, senoidal de 8 Khz terá apenas 5 ou 6 amostragens, tornando-o uma escada de sinais "quadrados". Outro problema do CD é a quantidade de níveis em amplitude, pois usa tecnologia de 16 bits, o que dá 65536 níveis em amplitude. Para corrigir isso, existem hoje duas novas tecnologias digitais, o
DVD-Audio e o SACD (Super Audio CD). O DVD-Audio tem uma amostragem de até
192 Khz (96 Khz de largura de banda de freqüência) por 24 bits em amplitude (16777216 níveis em amplitude). O SACD, criação da Sony, trabalha com conversores Digitais Analógicos diferenciais que usam tecnologia de 1 bit por
frequências de amostragem de 1,98 Mhz. Ambas as tecnologias propõem-se a
dar a mesma qualidade do Vinil, mas não chegam lá. Chegam muito próximo. Para ouvir-se bem um Vinil você tem que dispor dos seguintes recursos: Um vinil de boa procedência e bem conservado, um toca discos Hi-Fi (Muitos consideram os Direct Drive com controle estroboscópico os melhores), de audiófilo, uma cápsula MM ou MC de boa construção técnica e tradição e um amplificador ou receiver com boa resposta em frequência, caixas acústicas também com boa resposta em freqüência. São muitos os fatores envolvidos, como relação sinal-ruído, qualidade da gravação, qualidade da masterização em CD e outros. No geral, em igualdade de condições, a qualidade do LP é superior".
(Texto. Eng° trazido do blog http://vinilnaveia2.blogspot.com - ver parte final do blog).

Obs.1: Há um texto em inglês também muito bom no início do referido blog, mostrando a limitação na gravação de uma mídia digital e mostrando a superioridade de uma excelente cápsula de toca-discos (Célula) e como ela "cria" problemas para a gravação digital na conversão de LP para CD. Isso comprova a questão dos transientes na não-linearidade de uma cápsula ou célula de toca-discos.

Obs.2: Vale lembrar que a integridade da camada refletiva com o passar dos anos do CD e mídias do mesmo gênero, influem na sua qualidade, pois na mesma inicia-se um processo lento de oxidação (Redox) desde a saída da fábrica, principalmente pelo ataque de fungos, cujas hifas perfuram a camada de polipropileno abrindo caminho para o oxigênio (Vide blog http://limpezadecds.blogspot.com)

Joaquim Cutrim.

Bom tarde,

Vai-me desculpar mas eu não sou muito deste tipo de discussões técnicas.Acabam por se tornar maçadoras e parece que estamos aqui a esgrimir conhecimentos.
O que eu quis simplesmente dizer no meu último post é que no principio dos anos 80 não tinhamos cristais capazes de gerar clocks como temos hoje.É o cristal do oscilador que vai determinar a frequência de amostragem.O número de bits como você referiu vai influenciar o numero de intervalos de quantização disponiveis.2 levantado a 16 dá os 65536 que referiu.Na altura a Philips propunha 14 e a Sony 16bit. Se na altura houvesse tecnologia para isso então tinhamos desde o principio mais intervalos de quantização porque a limitação para isto é apenas o número de bits.

O CD quando foi criado já se sabia perfeitamente que tinha limitações.Não obstante isso foi um marco do ponto de vista de inovação extremamente importante.
Mais tarde surgiram coisas como o oversampling e outras técnicas que pretendiam minimizar estas limitações. O oversampling basicamente é quadriplicar a frequencia de amostragem à custa de interpoloção,etc,etc..

Ao fim destes anos continuo sem perceber muito bem porque é que estas discussões vêm à baila.São dois formatos de armazenamento de dados completamente diferentes.E é curioso que este tipo de discussão seja sempre iniciado por pessoas mais ligadas ao vinil.O formato é bom, e eu pessoalmente gosto e reconheço-lhe virtudes senão não o comprava, mas não vejo necessidade nenhuma de andar a massacrar as pessoas e a bater sempre na mesma tecla com esta retórica técnica.

O CD já fez 25 anos de existência.Tenho alguns com mais de 15 e não têm problemas nenhuns,como você alega com os fungos.Até parece que o problema é apenas do CD...quem é que nunca viu um vinil com bolor? Isso tem mais a ver com o cuidado e as condições de armazenamento em cada casa que outra coisa.

Tenho gravações em CDs que são uma autêntica bosta.Já ouvi outras tantas em vinil. Ambos os formatos, se a source for boa e masterização tambem, conseguem dar prazer a qualquer audiofilo.

Mango
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 540
Idade : 44
Localização : Lisboa
Data de inscrição : 23/08/2009
Pontos/Reputação : 716

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 15:28

Nobre colega Mango,

Ninguém está aqui para "massacrar" ninguém, apenas expor detalhes técnicos das mídias e, por que não, descontrair também.
Eu tenho CDs, logicamente, inclusive comprei recentemente um CD player profissional da Tascam, mas sou ciente das limitações do CD, pois a comparação entre os dois formatos é inevitável no dia a dia, o LP dá show!

Se o CD é inferior ao LP, a culpa não é nossa, a culpa é da indústria.

Abraços

José Augusto

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Mango em 18/11/2009, 16:11

José Augusto escreveu:Nobre colega Mango,

Ninguém está aqui para "massacrar" ninguém

A escolha das minhas palavras não foi a mais feliz...aceite as minhas desculpas.

Mango
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 540
Idade : 44
Localização : Lisboa
Data de inscrição : 23/08/2009
Pontos/Reputação : 716

Voltar ao Topo Ir em baixo

Mango, a abertura e o tema são meus.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 16:34

Mango, a abertura do tópico e o tema são meus, a convite do António, pois havia saído do Audio PT e resolvi retornar pela gentileza do email. Se o senhor não quer participar dessa discussão, simplesmente não participe. Mas o tema e o texto provocativo do tema são meus.

Estudo o tema CD e Vinil há mais de 05 anos e dou entrevistas a revistas e em sites em meu país (Brasil). A minha pesquisa é muito, mas muito séria. Aqui referendou-me e convidou-me também Holbein Menezes, no seu espaço, antigo nome, Joaquim do Vinilnaveia. Em razão de meu blog http://vinilnaveia.blogspot.com Vale dizer que são 05 os blogs Vinil Na Veia no Brasil e mais outros 05 sobre LP.

Sobre fungo (Geotrichum, descoberto em 2001 por um grupo de cientistas), a diferença é que ele "mata" o CD. No LP, ele apenas significa um sujo a mais. Não o ameaça. E eu não alego: Provo. Alegações são para leigos.

E longe de massacrar alguém. Seria uma descortesia vir a um país como convidado e ter tal atitude. A intenção é aprofundar a verdade científica. Os participantes devem abster-se de diminuir a amplitude das discussões técnicas levando para o lado pessoal, aliás, coisa já avisada nas regras desse forum.

Joaquim Cutrim.

- Continuemos com as dúvidas e com aqueles que pretendem aprofundar-se no tão empolgante tema.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Conan em 18/11/2009, 18:16

Cada qual com a sua opinião.

Quanto a mim, trabalhei cerca de 20 anos com vinil e 18 com cd, e embora reconheça as virtudes do vinil (som analogico, quente, natural, blá,blá, blá), reconheço também que a sua aquisição manipulação e manutenção são bastante complexas e onerosas.
Nos dias que correm, acho que todo o ritual em volta do vinil completamente desnesseçario ( só mesmo para quem tem muito tempo live e muitos €€€ também)

O cd para além de ser bem mais pratico, pode-se ouvir no carro, é mais facil de transportar, mais economico e existem bastantes mais titulos em cd do que em vinil.

Se o cd vai morrer e o vinil vencer: o cd certamente irá morrer para dar lugar a um formato digital bem mais evoluido e melhor (espero), o vinil não será o nº1 das fontes, pois a humanidade caminha no sentido de cada vêz mais criar produtos que sejam fáceis de utilizar, o vinil irá fazer parte de um pequeno grupo de apreciadores (como o faz agora), nunca reconquistar o mundo com uma vez já fez.

Se acho que o vinil soa melhor que o cd: Sim, mas o meu leitor satizfas-me completamente na tarefa de tocar música como eu gosto de ouvir.

Se acho que o vinil vale a pena: Não, tem muitos contras, o cd para mim chega.

PS: Antes que me caiam o Carmo e a Trindade encima, esta é somente a minha opinião para juntar a todas as outras que fazem parte deste tópico.
avatar
Conan
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 574
Idade : 43
Localização : Albufeira débs
Ocupação : DJ
Interesses : Curtir
Data de inscrição : 29/05/2007
Pontos/Reputação : 63

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Hugus em 18/11/2009, 19:36

As últimas respostas têm sido muito técnicas, se é que percebi alguma coisa, diz-se que o cd não consegue obter as mesmas frequências que o vinil; o vinil tem uma onda sinusoidal pois é analógico e o cd uma onda quadrada pois é digital, a minha pergunta (se é que faz sentido) é a seguinte, o ouvido humano é capaz de distinguir? Isto é, na passagem da onda sinusoidal para a onda quadrada, as frequências que se perdem são perceptíveis ao ouvido humano?

Não sei se entendem a pergunta.

Hugus
utilizador iniciado
utilizador iniciado

Número de Mensagens : 41
Data de inscrição : 19/10/2009
Pontos/Reputação : 72

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 21:24

Nobre colega Hugus,

Sua pergunta veio em boa hora. Sobre essa questão existe esse link:

http://www.stereophile.com/features/203/index.html

Espero que seja o que procura.

Abraços

José Augusto


Última edição por José Augusto em 18/11/2009, 21:28, editado 1 vez(es)

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Perdem-se sim, harmônicos e freqüências importantes.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 21:27

Segundo o engenheiro de áudio do grupo Nirvana, sim, e outros engenheiros de áudio.

Quanto à minha assertiva, também se perdem, em razão da inexatidão da replicação dos milivolts representados graficamente pelos níveis cartesianos que compõe a onda senoidal elétrica no momento da conversão. E isto irá influenciar nos Compostos da série Harmônica de Fourier (Cap. 19, blog Vinil Na Veia).

Quanto ao tema estar muito técnico ou não, tal irá depender das perguntas sobre o assunto já que o tópico é "Dúvidas" (Em relação ao vinil e CD e outras mídias digitais). Me foi dada liberdade para falar aqui neste forum. Aceitei. O rumo, se mais ou menos técnico será fruto da interação entre os membros e a mim, assim como entre si.

Quero agradecer a participação de todos e re-frisar que ninguém é obrigado a participar deste tópico que defino como extremamente técnico, embora aceite responder perguntas mais simples.

Joaquim Cutrim.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Títulos em CD.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 21:38

Realmente, hodiernamente, existem muito mais títulos novos gravados em CD. Mas em relação ao passado, são 63 anos de vinil ainda por superar. E a questão não é que "um supere" o outro: A questão é o ganho que se tem, além dos títulos atuais em CD, DVD-A, SACD, etc., encontrarmos e descobrirmos os "Sons do Passado", as músicas de uma época que não foi a nossa ou próxima à nossa, títulos antigos que jamais serão lançados em digital dada a sua quantidade extraordinariamente grande, vale lembrar que na época do LP vendia-se muito mais unidades do que em épocas magras de CD (Ver disco de Platina, disco de ouro e comparar com o que sejam essas mesmas categorias em números hoje, sem falar que foi extinta a categoria Platina) ou simplesmente ter em casa a gravação original, já que não muito raro há cortes nas masterizações destinadas à gravação em CD e congêneres, como retirada de frases "off-playing", integrantes em algumas gravações e inexistentes nas atuais. E embora não queira desmerecer, mas a verdade é para ser dita: Como tenho também formação musical clássica, tenho mídia digital onde foi simplesmente excluído um compasso inteiro de determinada gravação, que não irei mencionar publicamente. Fatos são fatos.

Quanto ao se ouvir acima de 20 khz, o assunto não é por aí: Os transientes de altos agudos (Picos dessas freqüências) que ultrapassam o volume de 0dB VU (Zero decibel) fazem com que os agudos do LP sejam, digamos assim, mais "finos", mais perfeitos. Quem tem ambos sistemas em boa categoria pode confirmar o que ora digo. É audível.

E sempre será nebuloso, a medicina sempre está reformando seus conceitos, há quem diga que o corpo sente qualquer freqüência (Pelos, etc.) não só pelos ouvidos.

Mais: Não é só na ponta do espectro quanto aos kilohertz: É no aveludamento e emadeiramento das freqüências (Wooding and Silking - John Vestaman - Secrets of Mixing, fala, inclusive nisso). E não podia deixar de ser diferente, pois para se adquirir tanta pureza de som algo teria que ser perdido no formato binário atual. Uma cópia nunca será igual ao original: A primeira conversão do som em eletricidade ocorre em analógico e não em digital. E os registros elétricos replicados no sulco, se sem interferência digital, serão a primeira cópia do som real. Se digitalizado este sinal, será cópia de cópia.

Joaquim Cutrim.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  vlopes em 18/11/2009, 21:50

Conan escreveu:Cada qual com a sua opinião.

.................................
Se o cd vai morrer e o vinil vencer: o cd certamente irá morrer para dar lugar a um formato digital bem mais evoluido e melhor (espero), o vinil não será o nº1 das fontes, pois a humanidade caminha no sentido de cada vêz mais criar produtos que sejam fáceis de utilizar, o vinil irá fazer parte de um pequeno grupo de apreciadores (como o faz agora), nunca reconquistar o mundo com uma vez já fez.

Subscrevo esta opinião, sou um apreciador do Vinyl, e para as minhas preferencias musicais, a primeira opção de compra é um Vinyl sem qualquer hesitação, mas tenho a noção que o Vinyl jamais voltará a liderar o mercado, pois vivemos um mundo demasiado "fast" para o ritmo "slow" do Vinyl.
avatar
vlopes
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 510
Localização : Azeitão
Ocupação : Gestor
Data de inscrição : 18/10/2009
Pontos/Reputação : 673

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 22:15

Nobre colega vlopes,

Eu também concordo.
Ou seja, eu acredito que o LP sempre vai existir, embora restrito a um "nicho" pequeno de apreciadores do mesmo, mas estará sempre presente quando o assunto é música reproduzida em alta fidelidade, pois o LP sempre foi referência nesse sentido e continuará sendo.

Abraços

José Augusto

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 18/11/2009, 23:25

Para quem gosta de ouvir musica com a qualidade que só o analógico nos pode proporcionar, não vejo qualquer problema no (pouco) trabalho que o vinil possa dar. Assim como quem gosta de comer não vai ás hambúrguers porque é mais rápido.
O prazer do analógico em todas as suas vertentes, (qualidade de som, conhecimento, técnica) é algo que só ouvindo. Quanto ao custar muito dinheiro em relação ao cd, só me pode der vontade de rir....

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Um pouco fora do tema, mas com intuito de re-focalizá-lo.

Mensagem  Convidad em 19/11/2009, 02:09

Percebo, pelas postagens que já li até agora, que algumas demonstram uma dificuldade enorme de conviver com a diversidade cultural. A diversidade cultural também se manifesta nos
produtos que compramos e na forma como queremos lidar com eles. Quando leio
"A humanidade caminha para a produção de bens mais fáceis de utilizar", algo assim, não exatamente com essas palavras, "gelo", e percebo que há um equívoco quando se tenta colocar todas as pessoas em um espaço comum, num lugar comum ou como se diz na boca do povo: Numa vala comum. Como se esta fosse a realidade indiscutível. Quem lê sociologia, sabe o que é consumo de massas. Há dois blocos grandes no mundo: As pessoas que têm consciência do seu consumo e do máximo que deles podem retirar, juntamente com seu nível mental e as pessoas que não tem essa consciência e que são facilmente manipuláveis pelo status quo, pelo estabilishment, que no caso aqui, são os interesses econômicos, leia-se, indústria. Resumindo: Os materialistas e os idealistas.


É óbvio que a grande massa de seres humanos do planeta é facilmente manipulável. Mas resta uma grande e boa parte, certamente hoje ainda muito invisível mas que já reage a esta manipulação. Contudo, é real, que a maior parte “segue o caminho dos bois": O pasto, e,
depois, o matadouro.


A diversidade é sadia. A não-discriminação também é sadia. O meu papel aqui, hoje, novembro de 2009, neste espaço, é apenas discutir com quem quer, as diferenças técnicas sob uma
ótica bastante rigorosa e científica, de duas mídias polêmicas e isto se faz necessário até hoje em face da manipulação e propaganda e publicidade escancaradamente enganosa que a mídia industrial fez econtinua fazendo (Também com a imagem pastel), a bem de seus lucros, pelo que foi chamado de "evolução digital". Muita coisa simplesmente não é dita: Vendem-se as penas do pavão, e não a sola de seus pés.


Acontece que, ninguém aqui, muito menos eu, é desfavorável às empreitadas do "progresso" e do
progresso sem aspas (Este real). O “Progresso” é um “senhor” nem sempre bem-sucedido em todas as suas empreitadas nas diversas áreas da humanidade. Muita coisa inventada e anunciada a 4 ventos não pegou. O que defendo radicalmente isso vou até o fim é a democracia aliada a uma escolha consciente, e, livre de propagandas inescrupulosas e manipuladoras dirigidas a pessoas menos avisadas e com uma formação humana e cultural a desejar, infelizmente, não por suas culpas.em parte. Afinal, homem é misto de produto do meio e de sua coragem de se parir, de renascer como pessoa.


Não vim aqui com um discurso subliminar de propor uma revolução midiática. Nem tento "fazer a cabeça" de ninguém. Apenas sou um ser humano que luta pela democracia em todos os seus estágios e manifestações. E pela consciência. E não adianta dizerem que sou um ingênuo de 50 anos de idade, porque isto será um elogio. Sou do gupo dos idealistas – Graças a Deus – e não dos materialistas ligados à corrente sociológica do utilitarismo.

Não pretendo e nunca pretendi, nestes cinco, anos que o disco de áudio-vinil voltasse a ser o
“preferido” mundial. Apenas o defendi ferrenhamente da mentira que o retirou do mercado em 1990, inclusive com propagandas flagrantemente enganosas como a já clássica do “CD na boca do cachorro” e sob produções dividosas. E sob um contexto inflacionário (No Brasil) desfavorável e no mundo, desfavorável a ele tecnicamente, como as Lathes Cutter Neumman VMS de 70 watts por canal e limitações de inserção de freqüências em sulcos. E faço isso até hoje com muito orgulho. O que pretendo é que cada um tenha liberdade de escolher aquilo que quer ouvir ou ter em casa, sem perseguições ou patrulhas ideológicas até inconscientes, dada a lavagem cerebral feita pela mídia comercial e industrial, sem discriminações de ser anacrônico, saudosista e anti-prático ou metódico. Estes os paradigmas inculcados por propagandas milionárias ao longo de vinte anos na cabeça das pessoas indefesas com menos poder de reflexão. Pretendo sim, a democratização do áudio, que cada um escute o que quer escutar sem ter que ouvir que a humanidade necessariamente deva caminhar para este ou para aquele lugar, como fôssemos bois [digitais]. Não: Somos livres para escolher sem ter que ter como um referencial algo como "seja mais prático", "tenha menos trabalho", "descanse mais", "economize espaço"... Ora! isso é um problema de cada um: E detalhe: O que parece ser trabalho para um certamente será prazer para o outro. Eu, por exemplo, jamais disputaria uma medalha de ouro em um volei de praia ou disputaria um rali no deserto, como o Paris-Dakar ou o Rali do Sertão no Nordeste Brasileiro. Mas respeito quem gosta de tal e nem digo que os esportes “caminham” para se tomar menos sol ou comer menos poeira, ou o inverso. Não digo: Sinto e vejo como se organiza a cada momento o caleidoscópio social. A cada volta do mundo, uma imagem, várias escolhas livres.


Não é verdade que humanidade caminha para isto ou aquilo: Só com tempo saberemos.
Até percebo que a humanidade está procurando a nostalgia, alguma beleza perdida
nestes tempos sem ideais, sem romantismo, sem ingenuidade, com tantas
facilidades gratuitas e fúteis. Percebo que parte da humanidade está de “saco cheio”
de tanto automatismo; a exemplo tanto justificativa aerodinâmica inventada para cada vez
jogar pessoas como bólidos no espaço a espatifar-se nos seus momentos incautos,
no primeiro poste ou mureta de uma estrada. Isso tornou os carros pobres em detalhes por fora
e ricos de”frescuras” desnecessárias por dentro. Ninguém sabe o caminho da humanidade... Para onde ela quer ir, mesmo com os desejos dos interesses das altas corporações econômicas transnacionais. A regra parece ser a goela abaixo: “Toma que é bom, tá provado”. É apenas isso que quero dizer: Liberdade para escolher sem um paradigma na frente tal qual a ordem de um antolho na cara de um quadrúpede serviçal, posto tal qual um guia (Ou um algoz da liberdade?) que mostra sempre com uma placa para onde deveremos seguir.


Que deixemos uns aos outros em paz nas suas escolhas e prazeres livres de discriminações gravadas pela lavagem cerebral da indústria trilionária e fria. Não somos, nós, seres humanos, uma mercadoria da indústria. Podem ter certeza disso.

Joaquim Cutrim.


Última edição por Joaquim Cutrim em 19/11/2009, 04:36, editado 1 vez(es)

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Sem lado pessoal, só no foco da questão.

Mensagem  Convidad em 19/11/2009, 03:55

Em preto, as afirmações do colega de forum: E branco, as minhas considerações.

Porque a limitação para isto é apenas o número de bits. Não é verdade que a limitação digital esteja apenas no número de bits. Se 24 ou o Digital Stream Digital. O assunto é muito mais complexo: A limitação está na forma de captura das células independentemente se seu vinil veio de uma gravação com etapas e digitais ou se foi gravado analógico ponta a ponta. Transiente livre e saturação sem distorção musical é a resposta.

O oversampling basicamente é quadriplicar a freqüência de amostragem à custa de interpoloção, etc, etc... O oversampling também não resolve o problema, pois os erros de quantização e dithering (Distribuição aleatória de ruídos) e a limitação binária zero e um, é que são um problema para quem vê isso como um problema (Os apreciadores exclusivos de vinil), bem frisado. Na prática, a decisão e a tomada de decisão pela tonalidade de som que quer ouvir-se é que fará a diferença e pelos acessórios que um tem e o outro não tem.

E é curioso que este tipo de discussão seja sempre iniciado por pessoas mais ligadas ao vinil. Isso é apenas uma coincidência política, talvez. Ou uma paixão, porque não? No nosso país existe uma liberdade de pensamento que não pode ser enquadrada neste ou naquele ponto de vista. E não é retórica técnica: É paixão, amor e para quem quiser, a distância de vinis está à disposição. Há outros tópicos igualmente interessantes.

Fungo: Isso tem mais a ver com o cuidado e as condições de armazenamento em cada casa que outra coisa. Não. O fungo é o ser uni ou pluricelular mais resistente do mundo. Só para ter uma idéia, o Criador o fêz para que ele decompusesse tudo, para reciclar a naturêza. Não é verdade que basta ter cuidados que você não terá fungo. Uma mentira de quem um dia te disse isso. O Fungo, para proliferar-se, ele apenas quer um pouco de pele esvoaçante depositada no CD, ácaros esvoaçantes (E isso tem minhões de pedaços no ar, gordura - Isso nas casas é fortuna (!), ou mesmo o sujeira de qualquer espécie. E ar úmido. E não precisa ser tão úmido: Basta de 50% ou 60% em diante que já haverá a água necessária para ele se alimentar. Curiosamente, o ar das capas de CD é suficiente para o lançamento de seus esporos, já que há espaço de ar nelas. Esporos são suas sementes. E o fungo é tão resistente, que mesmo uma lavagem com a ponta dos dedos como eu recomendo, apenas tira o apenas "chapéu" do fungo e o seu pedículo, não retirando o mais importante que é a hifa ou raiz de onde dali nascerá um dia outro fungo, assim que a umidade reaparecer. O Fungo só não existe em umidades muito baixas, próximas a 20%, o que não é a média mundial. Até porque essa umidade faz mal ao corpo humano.

Ambos os formatos, se a source for boa e masterização também, conseguem dar prazer a qualquer audiófilo. Não é verdade. Por causa da diferença de tonalidade das duas mídias e a saturação equilibrada do vinil, abaixo ou acima de 0 dB no sinal fornecido para a amplificação. (No CD isso não é possível). Postarei diferenças entre estas duas mídias, resumidademente, no que diz respeito ao som e posteriormente eu irei enumerá-las.


Cada qual com a sua opinião... Não foi bem assim: A minha opinião é "matemática". O que o colega fez foi criticar a minha forma de enquadrar o tema, que por mim foi proposto. Agora não admito críticas às minhas abordagens técnicas: LIBERDADE DE PENSAMENTO, como já adverti em tópico passado. E pensamento embasado. Será que é tão difícil aceitar a diferença na escolha das coisas? Quem não quer, não vem aqui, ora.

Quanto a mim, trabalhei cerca de 20 anos com vinil e 18 com CD, e reconheço também que a sua aquisição manipulação e manutenção são bastante complexas e onerosas. Mais uma inverdade. Já tive aparelhagens bem mais modestas e que se bem afinadas, com caixas de alta sensibilidade e regulagem perfeita da sala de som em termos de absorção e reflexão. Não existe esta coisa de ser muito oneroso para se escutar vinil. É um factóide. Uma falsa impressão. Talvez escutar CD é que seja muito barato e sacrificador da qualidade. Acho que oneroso é trocar uma leitora ou até trocar o tocador inteiro a cada período.

"Nos dias que correm, acho que todo o ritual em volta do vinil é completamente desnecessário...". Cai exatamente naquilo que disse anteriormente: É a dificuldade de lidar com o diferente. O diferente é o gosto pelo vinil que está surgindo e abrindo seu espaço. No mundo. Democraticamente.

Só mesmo para quem tem muito tempo livre e muitos €€€ também. Não é verdade: Todos nós seres humanos, por mais trabalho que temos durante a semana, temos um espaço de lazer que deve ser livre de filhos e esposa: Quem não tem isso, está escravo do casamento. E sem lazer, vai ficar doente.

O CD para além de ser bem mais pratico, pode-se ouvir no carro... Não se escuta bem nada em carro: Aquilo é apenas uma distração, um passar de tempo. A própria lataria do carro não é propícia para reproduzir corretamente o espectro de frequências: Ressoa em quase tudo, e há cancelamento de muitas delas (frequências). Quem diz que ouve bem em algum em carro não está falando a verdade ou desconhece o que seja som de espectro total, ou simplesmente som sem "buracos" de frequências. Na realidade não é um bom som. (Os buracos já foram demonstrados em computador).

É mais facil de transportar, mais econômico e existem bastantes mais títulos em CD do que em vinil. Já respondida a segunda parte; respondo agora a primeira: Há quem não se importe com transporte ou com economia: Tudo vai de acordo com interesse de quem lida com um objeto e seus objetivos. E 63 anos de vinil não há que tenha tantos títulos. Disco de Platina senão me engano eram 2 milhões de cópias. Essa categoria nem existe mais devida a péssima venda de CD's e a categoria ouro passou de um milhão de discos para 250 mil discos, se não me engano. Na internet tem isso. É uma vergonha o que a Sony-Phillips fez: Matou sua galinha de e ovos de ouro e deu um tiro no pé com a invenção da pirataria quase perfeita, isso sem falar no empobrecimento dos cantores e a demissão em massa de funcionários que lotavam as grandes gravadoras do passado.

Se o CD vai morrer e o vinil vencer: O CD certamente irá morrer para dar lugar a um formato digital bem mais evoluído e melhor (espero). Lamento decepcioná-lo, mas nenhum sistema binário (0 e 1) será capaz de reproduzir um sinal como ele deve ser na verdade. Ou seja, enquanto a informática estiver limitada à Lógica" "0" e "1", não haverá honestidade na replicação do sinal em termos de fidelidade; repare que não estamos falando em pureza de som (Pureza de som não é pureza de música). Agora se vier um sistema "nonário" (DE 0 a 9), aí sim.

O vinil não será o nº 1 das fontes, pois a humanidade caminha no sentido de cada vez mais criar produtos que sejam fáceis de utilizar. Já respondi. A humanidade não caminha como num curral de boi.

O vinil irá fazer parte de um pequeno grupo de apreciadores (Como o faz agora), nunca reconquistar o mundo com uma vez já fez. Com todo respeito da brincadeira, mas é inevitável: Você tem bola de cristal? Como pode prever o futuro com tanta certeza? Opinião é diferente de previsão, não acha? Já respondi isso acima. O interessante é a diversidade: A convivência de várias mídias e não a imposição de uma ditadura digital.

Se acho que o vinil soa melhor que o CD: Sim, e o meu leitor satisfaz-me completamente na tarefa de tocar música como eu gosto de ouvir. Perfeito, nada contra. Sua opinião e sentimentos pessoais, merecem respeito em nome da democracia do som.

Se acho que o vinil vale a pena: Não, tem muitos contras. O CD para mim chega. Você tem todo direito de achar e sentir assim. Isso é democracia e isso é o que se quer aqui e no mundo para todos: Liberdade de escolha sem referências artificiais e mentirosas além de inescrupulosas, como já falei.

Joaquim Cutrim.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Hugus em 19/11/2009, 10:34

Eu não me importo do rumo mais técnico ou menos técnico que a discussão está a levar.
Existe um ditado que diz: "O saber não ocupa lugar"
Por aqui lendo as opiniões de uns e de outros sempre se aprende qualquer coisa.

A maioria das pessoas que compra um vinil ou um cd não sabe ou nem imagina a tecnologia que há por trás, se calhar nem lhes interessa saber, só quer mesmo é meter o vinil no giradiscos ou o cd no leitor e ouvir, já no meu caso é diferente, sou curioso (pior que as mulheres) Laughing e por isso gosto saber o que há além do som que se ouve.

Daí a minha pergunta atrás, se o ouvido humano só consegue ouvir até determinada frequência, se calhar o que se perde em transformar uma onda sinusoidal numa onda quadrada não é assim tão importante...mas pelo que tenho lido se calhar não é assim tão linear.

Seja como for, se o tópico se estar a tornar muito técnico ou não, isso não importa, o que importa é que a malta está aqui a conviver, aprender e o mais importante, ninguém ofende ninguém apesar das diferentes opiniões.

Hugus
utilizador iniciado
utilizador iniciado

Número de Mensagens : 41
Data de inscrição : 19/10/2009
Pontos/Reputação : 72

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 19/11/2009, 10:47

Hugus escreveu:Eu não me importo do rumo mais técnico ou menos técnico que a discussão está a levar.
Existe um ditado que diz: "O saber não ocupa lugar"
Por aqui lendo as opiniões de uns e de outros sempre se aprende qualquer coisa.

A maioria das pessoas que compra um vinil ou um cd não sabe ou nem imagina a tecnologia que há por trás, se calhar nem lhes interessa saber, só quer mesmo é meter o vinil no giradiscos ou o cd no leitor e ouvir, já no meu caso é diferente, sou curioso (pior que as mulheres) Laughing e por isso gosto saber o que há além do som que se ouve.

Daí a minha pergunta atrás, se o ouvido humano só consegue ouvir até determinada frequência, se calhar o que se perde em transformar uma onda sinusoidal numa onda quadrada não é assim tão importante...mas pelo que tenho lido se calhar não é assim tão linear.

Seja como for, se o tópico se estar a tornar muito técnico ou não, isso não importa, o que importa é que a malta está aqui a conviver, aprender e o mais importante, ninguém ofende ninguém apesar das diferentes opiniões.

Ora nem mais, sábias palavras. O que importa é participar. (quem quer)
Em relação ás frequências, é sabido que há um limite para o ser humano, (uns mais outros menos) mas segundo alguns estudos, há frequências não audíveis mas perceptíveis pelo ser humano. Descobriu-se que certas vibrações não audíveis, são "ouvidas" pela estrutura óssea que ajudarão a uma audição mais completa. Num concerto ao vivo, muita da emoção que sentimos, são de frequências não audíveis directamente, mas sim indirectamente e que se transformam na emoção que sentimos nesses concertos.
Segundo os entendidos, a questão das frequências não é assim tão linear.

Ainda há pouco tempo, estivemos na casa de um amigo a ouvir o dia inteiro vinil, quando no fim ele diz, "agora vou por um cd que por acaso está bastante bem gravado". Se estava bem gravado ou não, já não me lembro. O que me lembro foi da decepção geral em relação ao som digital que se ouvia. E a nível monetário, não creio que a diferença fosse grande entre os dois sistemas.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Elso em 19/11/2009, 11:30

É verdade sim senhor...
avatar
Elso
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 1014
Idade : 48
Localização : Barreiro
Ocupação : Muito ocupado
Interesses : Capri/2CV/Carocha/Road King/Baterias e muita musica
Data de inscrição : 14/12/2007
Pontos/Reputação : 594

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  ricardo felisberto em 19/11/2009, 11:46

Mango escreveu: ... E é curioso que este tipo de discussão seja sempre iniciado por pessoas mais ligadas ao vinil.O formato é bom, e eu pessoalmente gosto e reconheço-lhe virtudes senão não o comprava, mas não vejo necessidade nenhuma de andar a massacrar as pessoas e a bater sempre na mesma tecla com esta retórica ...


É efectivamente curioso, e recorrente... A cada 2 meses repete, não se vá correr o risco de esquecimento.

É a veia evangelisadora.

ricardo felisberto
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 508
Localização : Almada/Lisboa
Ocupação : Infelizmente tenho de trabalhar ...
Interesses : Isto, gastronomia e viagens
Data de inscrição : 06/06/2007
Pontos/Reputação : 430

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Conan em 19/11/2009, 11:56

Joaquim Cutrim escreveu:Em preto, as afirmações do colega de forum: E branco, as minhas considerações.



Cada qual com a sua opinião... Não foi bem assim: A minha opinião é "matemática". O que o colega fez foi criticar a minha forma de enquadrar o tema, que por mim foi proposto. Agora não admito críticas às minhas abordagens técnicas: LIBERDADE DE PENSAMENTO, como já adverti em tópico passado. E pensamento embasado. Será que é tão difícil aceitar a diferença na escolha das coisas? Quem não quer, não vem aqui, ora.


Joaquim Cutrim.

O meu post não foi dirigido a ninguém, foi somente a minha opinião relativamente aos 2 formatos.

A minha opinião não é matemática mas sim baseada nos meus ouvidos.

Irra, há pessoas que levam os seus hobbys demasiado a sério, eu só estou aqui pela música.

Chill out


Última edição por Conan em 19/11/2009, 12:08, editado 1 vez(es)
avatar
Conan
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 574
Idade : 43
Localização : Albufeira débs
Ocupação : DJ
Interesses : Curtir
Data de inscrição : 29/05/2007
Pontos/Reputação : 63

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Conan em 19/11/2009, 12:01

Joaquim Cutrim escreveu:Em preto, as afirmações do colega de forum: E branco, as minhas considerações.

Não se escuta bem nada em carro: Aquilo é apenas uma distração, um passar de tempo. A própria lataria do carro não é propícia para reproduzir corretamente o espectro de frequências: Ressoa em quase tudo, e há cancelamento de muitas delas (frequências). Quem diz que ouve bem em algum em carro não está falando a verdade ou desconhece o que seja som de espectro total, ou simplesmente som sem "buracos" de frequências. Na realidade não é um bom som. (Os buracos já foram demonstrados em computador).

Joaquim Cutrim.

E é por isso que vou deixar de ouvir música quando ando de carro??
avatar
Conan
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 574
Idade : 43
Localização : Albufeira débs
Ocupação : DJ
Interesses : Curtir
Data de inscrição : 29/05/2007
Pontos/Reputação : 63

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Mango em 19/11/2009, 12:02

Joaquim Cutrim escreveu:Agora não admito críticas às minhas abordagens técnicas

Enough said.

António José da Silva escreveu:O que importa é participar.

Viva António...quando a discussão e o debate começar avisa.Porque sinceramente até agora o que li foi apenas uma pessoa a contrariar tudo e todos.Fica bem ouvir e respeitar as opiniões diferentes de cada um.É assim que as pessoas evoluiem.Uma pessoa que não sabe conviver com as diferentes opniões dos outros está sempre a olhar para o seu umbigo a pensar que é dona da razão e o resto são uns nabos que não percebem nada disto.Uma boa discussão é sempre bem-vinda...monólogos não.É essa a grande diferença entre um fórum de partilha comum de conhecimento e um blog.

abraço


Última edição por Mango em 19/11/2009, 12:04, editado 1 vez(es)

Mango
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 540
Idade : 44
Localização : Lisboa
Data de inscrição : 23/08/2009
Pontos/Reputação : 716

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Mango em 19/11/2009, 12:03

ricardo felisberto escreveu:É a veia evangelisadora.

Viva Ricardo,

O vinil é um excelente formato e não deveria precisar de evangelisadores Wink

Mango
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 540
Idade : 44
Localização : Lisboa
Data de inscrição : 23/08/2009
Pontos/Reputação : 716

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  ricardo felisberto em 19/11/2009, 12:56

A Italico as minhas observações.


....



E é curioso que este tipo de discussão seja sempre iniciado por pessoas mais ligadas ao vinil. ... No nosso país existe uma liberdade de pensamento ...

...

Fungo: Isso tem mais a ver com o cuidado e as condições de armazenamento em cada casa que outra coisa. Não.



Este tema é tipico e exemplificativo da dificuldade em admitir as vantagens obvias do CD (porque reconhecidamente tem desvantagens). Quando tentamos (auto?)convencer sobre a vantagem da durabilidade/facilidade de manutenção dos discos vinil vs CD.

...

Ambos os formatos, se a source for boa e masterização também, conseguem dar prazer a qualquer audiófilo. Não é verdade.

...

Cada qual com a sua opinião... Não foi bem assim: A minha opinião é "matemática". ... LIBERDADE DE PENSAMENTO ...

...

Quanto a mim, trabalhei cerca de 20 anos com vinil e 18 com CD, e reconheço também que a sua aquisição manipulação e manutenção são bastante complexas e onerosas. Mais uma inverdade.

E o que é inverdade? Apenas o que lhe interessa debater, ou toda a afirmação?

Tal como acontece com os argumentos técnicos por si usados (e bem), apenas se debruça sobre a parte que lhe convém. Porque nunca se refere aos inumeros e conhecidos problemas técnicos do vinil? Note que acima questiona aquilo que decorre da interpretação de cada um (o oneroso), mas nada diz sobre a manipulação e manutenção.


...

Só mesmo para quem tem muito tempo livre e muitos €€€ também. Não é verdade:

Vê? O que constesta? O tempo?

Não deixa de ser curioso que use tantas vezes o termo liberdade, quando a percepção que tende a fazer passar, ao responder quase repetidamente "Não." ou "Não é verdade", é de pouca tolerância sobre opinião divergente de terceiros, mesmo nos casos em que os contra-argumentos não têm qualquer sustentação matemática.

...

O CD para além de ser bem mais pratico, pode-se ouvir no carro... Não se escuta bem nada em carro

Mais uma vantagem estraçalhada. Reconhecerá alguma?

...

É mais facil de transportar, mais econômico e existem bastantes mais títulos em CD do que em vinil. Já respondida a segunda parte; respondo agora a primeira: Há quem não se importe com transporte ou com economia.

Há (imensamente pequenas) minorias para tudo, concretamente no que à economia respeita. Desculpe-me dizê-lo, mas chegado a este ponto apetece-me dizer: Intratável.

Se o CD vai morrer e o vinil vencer: O CD certamente irá morrer para dar lugar a um formato digital bem mais evoluído e melhor (espero). Lamento decepcioná-lo, mas nenhum sistema binário (0 e 1) será capaz de reproduzir um sinal como ele deve ser na verdade.
...

O vinil irá fazer parte de um pequeno grupo de apreciadores (Como o faz agora), nunca reconquistar o mundo com uma vez já fez.... Você tem bola de cristal? Como pode prever o futuro com tanta certeza? Opinião é diferente de previsão, não acha?

Uma contradição quando comparada com a resposta anterior. Acima determina que jamais, aqui encara com dificuldade o mesmissímo tipo de argumentação. O que chega a ser engraçado é que ambas as opiniões anteriores são virtualmente inquestionáveis ou 'la palissadas', sobretudo para quem reconhece a existêmcia de evolução (que não os 'velhos de restelo').

ricardo felisberto
Membro Audiopt
Membro Audiopt

Número de Mensagens : 508
Localização : Almada/Lisboa
Ocupação : Infelizmente tenho de trabalhar ...
Interesses : Isto, gastronomia e viagens
Data de inscrição : 06/06/2007
Pontos/Reputação : 430

Voltar ao Topo Ir em baixo

Não estão entendendo o objetivo do tópico.

Mensagem  Convidad em 19/11/2009, 13:00

NÃO ESTÃO ENTENDENDO O OBJETIVO DESTE TÓPICO CRIADO POR MIM.

Certamente não foi avisado a todos que não seria um tópico comum, mas uma sala de aula. Quem não quiser ser aluno meu, não precisa comparecer.
António já sabia disso.
E Conan, sei que seu post não foi dirigido a mim. Não foi do senhor a quem me referi. Fique despreocupado: Suas colocações técnicas, sim, impulsionaram mais informações técnicas. Esse é o objetivo.

ENTENDENDO O OBJETIVO DO TÓPICO E CONHECENDO SEU EDITOR:


Primeiro: Aqui o objetivo não são opiniões e sim argumentos técnicos e científicos que possam ser demonstrados, ou pelas ciências que conhecemos, ou por sites, links, etc.

Segundo: Quando fui chamado aqui, vim como especialista em vinil e CD que sou e não como um mais um membro para opinar e achar. Não que opiniões pessoais não possam ser bem vindas, mas elas são apenas acessórias aos argumentos rigorosos e científicos sobre o tema aberto.

Terceiro: É lamentável ter que responder a pequenas ofensas, descortesias; mas não irei permitir que os ofensores ou descortezes, ou mesmo formuladores de grosserias tumultuem este TÓPICO TÉCNICO. Mas vou pela última vez responder: Não sou um evangelizador do vinil. Sou um ESPECIALISTA que se doa com seriedade em prol de verdades dialéticas científicas e bem conceituado em meu país, onde coleciono e-mails de perguntas de todos os estados, dou entrevistas em sites e revistas nacionais e tenho conceito no meio dos artistas nacionais quando o assunto é vinil e toca-discos. Obviamente, cada aluno procura seu livro, seu doutrinador preferido. Não sou, nessa linguagem leiga, DONO DA RAZÃO. Sou doutrinador sim, e com o suor de minhas pesquisas que estão armazenadas em papel e registros digitais. Quem quiser considerar-me como tal, quem quiser aceitar-me como mestre no assunto, professor, que aceite. Quem não quiser, não precisa comparecer a esta sala de aula. Aceito a presença de engenheiros, pesquisadores e membros do forum que sejam estudiosos e queiram aprender e ensinar-me com suas perguntas e certamente com suas correções (Porquê não?) bem vindas. Mas também sei dar valor às perguntas mais simples e mal-formuladas, pois como professor na vida real aqui no Brasil, dou valor tanto ao aluno "de Dez" como ao aluno que luta para sair da nota baixa, da nota vermelha.

É isso que tinha a dizer, para que mais insatisfações não venham a surgir. Estão advertidos os que se insurgiram. Não precisam comparecer aqui: Aqui é lugar de quem aceita o professor de áudio Joaquim Martins Cutrim, editor de 10 blogs sobre o assunto e pesquisador, a bem do vinil, de Música, Física do Som, Eletrônica Digital e Analógica, Biologia e Física Pura. Quem quiser creditar ao doutrinador, está livre para isso. Quem não quiser, por favor, não tumultue com indiretas, pequenas ofensas e coisas do gênero, pois a ciência pede passagem.

Espero não ter que voltar a chamar atenção para esses contratempos.

E lembro em tempo, que estou doando o meu tempo aqui.

Joaquim Cutrim, pesquisador em Vinil e mídias digitais.


Última edição por Joaquim Cutrim em 19/11/2009, 13:25, editado 1 vez(es)

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Matemática

Mensagem  Convidad em 19/11/2009, 13:10

Prosseguindo, o vinil é matematicamente superior a qualquer mídia digital. O Plano Cartesiano milivolts X freqüência demonstra isso. Mais tarde, postarei o site do professor Iazzeta, da USP. (Pontifícia Universidade de São Paulo - Brasil)

Joaquim Cutrim.

Convidad
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 4 Anterior  1, 2, 3, 4  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum