Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

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Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 16/11/2009, 14:54

A questão do Vinil versus CD tem sido palco de muitos e acalorados debates, principalmente na internet, onde existem várias publicações sobre o tema. Contudo, notam-se defeitos muito graves na abordagem de um tema que é um misto de científico e sociológico, sendo o principal deles a falta de uma pesquisa profunda e fundamentada. Numa visão inicial, já para apresentar este interessante tema, ingresso nas diferenças que marcam um e outro: Partindo do ponto de vista técnico-científico, iniciaremos com o problema do sampleamento para o digital (sintetização imperfeita), o que quer dizer o seguinte: O sinal analógico é especializado; é um espelho do som real da banda; o sinal digital é simples, é uma amostra, nem cópia pode ser chamado já que cópia deve ser fiel; trata-se de uma semelhança do sinal, não um espelho do sinal elétrico real; ou seja, o primeiro é mais complexo nas suas informações e o segundo muito menos complexo; no CD o método é eletrônico-óptico-digital; no vinil o método é eletrofísico (o vinil é uma grande palheta - seus sulcos tocam a agulha como quem toca o captador de uma guitarra); falam que o analógico "colore" o som (Pelo menos ele acrescenta, não retira, acrescenta coisas boas e possivelmente ruins, estas últimas a depender da afinação do equipamento e cuidados com a lavagem do vinil); o digital purifica o som, é certo, mas sacrifica a especialização do sinal; isso aparece com alguma percepção de seu ouvido na péssima definição dos agudos altos; falam em distorção tanto no analógico quanto no digital, uma vez que se você coloca um equalizador na cadeia do sinal a ser gravado, já estaria distorcendo - Inverdade, pois não há somente o conceito eletrônico de distorção, há o conceito musical que é mais útil aos ouvidos e se isso fosse verdade, então ao girarmos os botões de graves e agudos para mais ou menos já estaríamos distorcendo o sinal, pois não há diferença física entre um sinal original e um amplificado, os níveis matemáticos dos milivolts sobem na mesma proporção; fala-se dos grandes cuidados que requer o equipamento analógico: Como instrumento, um toca-discos requer afinação mas os benefícios são extremamente compensatórios; o vinil tem visual; o CD não tem, o CD sofre com a corrosão e ataque de fungo (Geotrichum); o Vinil é imune à qualquer danificação por fungo e oxidação: Uns são mais bem fabricados e demoram mais anos a corroer a camada fina de alumínio refletiva, tanto o industrial (CD WORM - Write Once Read Many) portanto ele é perecível (Uma mídia óptica com a estrutura de um CD pode tanto durar 1 ano como 26 anos) (Os fabricantes de CD-R só conferem 2 anos de garantia atualmente, encarte original vide Sony-Phillips, (Embalagem original); inclui-se aí os DVD's - o mesmo princípio do CD - (Testemunhei ambos os casos, houve teste em vários tocadores). Isto porque há perigo de defeito por corrupção da "reflective layer" (Camada fina refletiva de alumínio protegida pela camada de policarbonato) por fungos ou sua oxidação. O vinil não, sua durabilidade é indeterminadamente longa, dado comprovado, pois o LP tem mais de 63 anos tocando; não se pode nem falar que um CD tem "durabilidade indeterminada" porque a palavra indeterminada sozinha nada diz e precisa de um complemento, um adjetivo, e o adjetivo "longa" não pode ser sob pena de soar enganoso, já que já aconteceu desta mídia durar apenas 1 ano e isso não é "dirabilidade indeterminada longa". O mais honesto seria falar-se em "durabilidade imprevisível", já que absolutamente não se pode prever a existência funcional de um CD; há que dizer-se que ouvir um excelente som analógico custa caro (Um mediano nem tanto e com sorte ou acompahamento técnico, comprar usados compensam); um "set" digital que já toca bem é barato; um vinil já falei; um vinil (LP) você ouve até sem eletricidade (só com um cone de papel e uma agulha), o CD não, o vinil é natural, autêntico, o CD é sintético, uma semelhança do que a banda tocou e não um espelho dessa banda, falo do sinal elétrico, no CD esse sinal elétrico é uma simulação da senóide (Senóide é sinal elétrico que traz o som até o CD ou Vinil), é um sinal inautêntico, embora puro; o vinil, quando gravado em processo totalmente analógico, representa o som analógico original e especializado, que é uma cópia verdadeira do som ao vivo, um espelho do som real; o digital é uma cópia do analógico (E como já disse nem cópia pode ser - É uma semelhança já que não reproduz matematicamente exatos os níveis que formam o sinal elétrico); e ainda uma vez que, obrigatoriamente, microfones são analógicos (não existe microfone digital) e há que haver a famigerada conversão de eletricidade em posições de chaves dentro de memórias "flip-flop", traduzindo, conversão de eletricidade em dados, em informações eletro-mecânicas a serem retiradas dali no momento certo. E finalmente o vinil "tal qual boa gasolina só depende de um bom motor, já o CD nem tanto, não depende tanto do tocador para exibir sua pureza de som e suas qualidades, que são discutíveis e também auditivamente (Tonalmente) preferenciais. Do ponto de vista sociológico, não faltam preconceitos e abordagens parciais, extremamente subjetivas, como se a sociedade não fosse plural e todos devessem sempre caminhar para um único lugar. Como se não fosse permitida a diversidade. E o mais impressionante: Como se o universo da questão fosse só o Brasil, como se tudo que ocorre e ocorreu no Brasil fosse obrigatoriamente válido para o resto do mundo, num flagrante e despudorado etnocentrismo... Tentarei, neste texto, em várias etapas, abordar, além da parte técnica, os pontos de vista mais comuns, assim como também os preconceitos. Para amarrar a discussão: o CD pretende uma fidelidade de aparência, por semelhança; o vinil é fidelidade de essência. No CD há um exemplo do sinal, uma semelhança na realidade, que quase nem se pode chamar de cópia, pois a cópia é "quase igual", enquanto o semelhante é apenas "parecido". No sulco do vinil, há um espelho do sinal elétrico, que por sua vez, é um espelho do som real. Vale lembrar que o mundo é analógico, a vida é analógica, assim como o ser humano também. E finalmente na vida não existe o silêncio absoluto: O silêncio absoluto só existe no CD (!), razão porque o LP se assemelha ainda mais nesse ponto à realidade do som. Uma orquestra sinfônica ou uma banda, não tocam só para você: Tocam para uma platéia, e há ruídos, que, nem por isso, prejudicam a fidelidade do som.

Bom, está aí o texto inicial para dar partida às possíveis discussões.

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 16/11/2009, 21:00

Este tema vai ser do agrado de muitos. Falando por mim, não tenho a mínima duvida da superioridade da reprodução analógica e não acredito que o digital venha um dia a estar à altura.
Posso dizer que o analógico é sem duvida a minha paixão e um hobby maravilhoso. Cd só se for no carro e mesmo assim prefiro o relato na TSF....

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  vlopes em 16/11/2009, 21:34

Há uns dias alguem escrevia aqui, que a diferença entre ouvir um Vinyl, e um CD, era assim como:
« a banalidade de fumar um cigarro, e o prazer e ritual de "saborear" um charuto »

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 16/11/2009, 21:38

vlopes escreveu:Há uns dias alguem escrevia aqui, que a diferença entre ouvir um Vinyl, e um CD, era assim como:
« a banalidade de fumar um cigarro, e o prazer e ritual de "saborear" um charuto »


Foi o RuiGsousa. E quão verdade isso é. Como se dizia antigamente, é como a sorte grande e a aproximação, tal a diferença.

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  vlopes em 16/11/2009, 21:41

António José da Silva escreveu:
vlopes escreveu:Há uns dias alguem escrevia aqui, que a diferença entre ouvir um Vinyl, e um CD, era assim como:
« a banalidade de fumar um cigarro, e o prazer e ritual de "saborear" um charuto »


Foi o RuiGsousa. E quão verdade isso é. Como se dizia antigamente, é como a sorte grande e a aproximação, tal a diferença.


Ainda hoje, a 1ª coisa que fiz quando cheguei a casa foi ouvir dois disquinhos que ele fez o obzequio de me lavar naquela "infernal" maquina dele..
Ficaram que nem novos (!!!)

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Mango em 17/11/2009, 08:19

Eu acho sinceramente que há mercado para os dois formatos.

Quanto à amostragem já existe por aí material com 352000 amostras por segundo,que depois são quantizadas e codificadas em words de 24bit...se há grande diferença para os normais 44khz a 16bit ou mesmo para os 192khz a 24bit não faço ideia...mas a grande moda agora é os downloads da web

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  SOUND em 17/11/2009, 12:23

[size=12]Olha que belo topico

Eu sou daqueles que ja acreditou mais na superiodade do vinil sobre o cd.

A reproducao do som dos cds evoluiu imenso nos ultimos anos. Actualmente com o dinheirao que tem de se gastar para ter um bom som no vinil e ja possivel comprar uma fonte digital de muito bom nivel tambem.

Hoje em dia ja se pode ouvir um cd ou um formato digital com muita qualidade e depois estes sao muito praticos e so sentar confortavelmente no sofa, carregar no botao e voila.


As vezes tou aqui confortavelmente e deleciado a ouvir os meus formatos digitais e de repente lembro-me do Antonio, oh, coitado, ali esta ele a esfregar aqueles Lps todos, mal lhe sobra tempo para ouvir a musica pois tem de gasta-lo a limpar as bolachinhas pretas. E eu aqui a ouvir muisica no bem bom e so carregar no botao do play[/size]

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Mango

Mensagem  Convidad em 17/11/2009, 13:30

Claro, há sim. E não só para dois formatos: Para muito mais, como a fita cassette, a fita de deck de rolo, etc., não importando se o mercado os (as) fabrica ou não como música em conserva. Fitas virgens, nenhum problema em encontrar: As cassette encontra-se em qualquer lugar e cassette decks modernos também, totalmente automáticos (Ajuste de azimuth e velocidade) e as fitas de Decks de Rolo são encontradas na RMGI.

*Temos que admitir a diversividade do mundo e respeitá-la, pois não somos todos iguais. E não teria graça, né?

Consumidor preferencial de Vinil é um e tem um perfil completamente diferente do consumidor preferencial de CD, DVD-A, blue-ray e etc. E são muitas as diferenças sonoras e gráficas dos dois objetos.

Já houve muita discriminação, que hoje em dia está menor. Ninguém é obrigado a engolir o que a indústria quer que botemos goela abaixo.

E mais: Agora sim, não há mais ditadura digital: O mundo está musicalmente mais democrático.

Joaquim Cutrim.

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Sound

Mensagem  Convidad em 17/11/2009, 13:39

Há quem prefira a sonoridade em detrimento da praticidade. E o prazer de manipular e cuidar de um vinil. Como disse acima, não somos iguais. Exemplo: Há quem goste de carro 1.000 cilindradas... (Eu não, quem gosta de motorzinho é dentista, brinco...) e há quem goste de carros que atendem a uma ultrapassagem segura não importando quantos pneus a carreta tem, principalmente numa estrada com vento de frente e na subida...

Eu prefiro o vinil ou LP porque o acho tonalmente melhor. E a garantia de que ele nunca ficará inválido, como muitos CD's repentinamente ficam. Além da mídia, há uma capa que dá prazer de ver, uma fotografia que pode olhar-se até de longe e uma letra também que dá pra se ler sem sacrifício. Agora isso é perfil. Cada um tem o seu.

Eu costumo dizer que ouço com os ouvidos e não com as mãos. E não gosto de sedentarismo na hora de escutar música: Gosto de ação.

E viva a diversividade e a longa duração de vida de um vinil: 63 anos sem morrer, tocando. Alguma mídia digital chegará a isso, sem troca?

Abraços, Joaquim Cutrim.

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Amostragem - Mango

Mensagem  Convidad em 17/11/2009, 13:53

A amostragem, seja ela em PCM que é disco de áudio real (44.1 a.s por 16 bits) ou Modulação Sigma Delta (DSD - Digital Stream Digital - 28244 MHZ[a.s] a 1 bit), ou 196 a.s a 24 bits, que não é disco de áudio real (Aqui já não é mídia de áudio e sim de software, pois é lida de forma diferente de um CD de áudio cuja leitura é direta, que independe de software para lê-lo), a tonalidade metálica e a curva típica de transientes e faixa dinâmica de uma mídia digital não mudarão. Jamais perderá a metalização característica e nem de perto parecerá com a tonalidade/faixa dinâmica/transientes de um LP. Cada um escolhe.

Acho muito boa a qualidade das mídias digitais hodiernas, embora prefira o real e orgânico e prazeiroso vinil. O problema das mídias digitais é a durabilidade que é imprevista e a fragilidade ao seu maior inimigo: o fungo, que abre caminho para a oxidação, câncer mortal dessas mídias. E ele tem nome: Geotrichum familiae.

Também esqueci de dizer que não gosto do fatiamento da onda original anlógica e nem do sampleamento S.O.S na hora da leitura. Fora as diferenças de Clock (Velocidade - Um problema real e que está sendo discutido em seminários de engenharia).

Joaquim Cutrim.

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 17/11/2009, 14:22

O que pode "limitar" um LP (bem gravado) é um gira-discos inferior.
Já o que "limita" um CD (bem gravado) é ele mesmo, o próprio CD, pois não há CD player que faça milagre!

Abraços

José Augusto

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Hugus em 17/11/2009, 14:25

Na minha modesta opinião, a questão do vinil vs cd não se pode focar apenas na sonoralidade, há muito mais do que isso.
É claro que é importante, mas quem gosta do vinil não gosta só porque o som é melhor do que o digital, há muito mais do que isso.

É o prazer de ter que fazer a manutenção do disco, limpar, tirar o pó, limpar a agulha do gira-discos, ver se está de nível, se está equilibrado, poder fazer upgrades, comprar agulhas novas, células novas; estar sentado ou deitado no sofá a ouvir o disco, acaba o lado A, temos que levantar o cú e meter a tocar o lado B.

Onde é que um cd nos proporciona tanta acção? Praticamente a única coisa que fazemos é carregar no botão do comando e pronto, se for um leitor de mp3 ou um ipod tá-se com um dedo a mudar de música, e se calhar a maioria dessas pessoas que tem um mp3 ou ipod só tem singles, não chega a ter um álbum inteiro, uma música daqui outra dali...

Um vinil é como um carro antigo, para trabalhar precisa de manutenção, limpeza, paciência; enquanto o digital é meter lá para dentro carregar no botão e ouvir.

Basta ver as fotos que há aqui no forum, onde o pessoal mostra com prazer os gira-discos, os pormenores das agulhas, dos braços, dos pratos...

É por isso que digo, quem gosta do vinil não é só pelo som, há muito mais por detrás disso.

Hugus
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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 17/11/2009, 14:36

O MP3, por exemplo, está associado ao isolamento do indivíduo, que "baixa" esses "troços" da net e ouve em fones de ouvido, tudo "sozinho".

Já o LP é uma mídia "social", você vai à loja ou sebo e acaba conversando com os vendedores e/ou outros compradores, até fazendo amigos. Até mesmo pela net se faz amigos. Eu por exemplo, fiz grandes amizades por causa do LP!

Um imponente gravador de rolo, com os carretéis de 10" girando... é uma das coisas mais lindas de se ver em áudio! Nem precisavam tocar tão bem! Laughing

Abraços

José Augusto

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  Convidad em 17/11/2009, 15:51

Assunto por demais debatido nestas bandas, muito sunsitamente, beleza, prazer,
leitura (consegue ler as letras nos cds) , qualidade, obrigatoriedade (no cd ouve a faixa ou faixas que mais gosta no vinil conhece o artista).

Bem haja o Vinil, lamentavelmente penso que o cd morrerá em breve.

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Re: Disco de Vinil versus CD: Dúvidas.

Mensagem  vinilsuporter em 17/11/2009, 15:55

Hugus escreveu:É o prazer de ter que fazer a manutenção do disco, limpar, tirar o pó, limpar a agulha do gira-discos, ver se está de nível, se está equilibrado, poder fazer upgrades, comprar agulhas novas, células novas; estar sentado ou deitado no sofá a ouvir o disco, acaba o lado A, temos que levantar o cú e meter a tocar o lado B.


por estas razões é que eu cada vez ouço menos LP, já não há mesmo pachorra.

aquilo que para muitos é um prazer para mim é uma seca, uma coisa dispensável. cheguei a ter mais de 2000 discos de vinil e se num Lp a coisa ainda se aguenta, ouvir eps e singles é mesmo horrivel. e já nem falo da batata frita, contaminações e outras coisas que tal.

por isso sendo o prazer uma coisa individual, acho bem que os que têm prazer nisso o continuem a fazer e a apreciar o som do vinil sem fundamentalismos e pretensas superioridades.

eu continuo a apreciar esse som, nos poucos discos com que fiquei, mas é só para ouvir de vez em quando, naquelas ocasiões especiais.

sobre a velha questão do que é melhor, acho que são sons diferentes, preocupo-me fundamentalmente em ouvir música e naturalmente que no meu tipo de música favorito (que não é rock nem música anglo saxónica - com algumas excepções) o cd preenche perfeitamente o meu gosto musical até porque deixou de existir produção de vinil de música portuguesa.

às vezes esta questão do vinil vs cd traz-me à ideia a caixa de velocidades dos carros (manual vs automática). quando me dizem que dá prazer meter as velocidades, carregar na embraiagem, fazer reduções, etc etc eu até me arrepio pois devo ser um tipo insensível a esses prazeres e para mim caixa de velocidade só automática.

como eu costumo dizer "o homem é sempre o fruto das suas circunstâncias" e contra isso nada a fazer.

boas audições, sejam elas de vinil, cd, multimédia, dcc, radio a pilhas......

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