Espaço Holbein Menezes
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Re: Espaço Holbein Menezes
Para evitar que o que houver escrito, entretanto, desapareça, talvez escrever o texto num processador de texto externo e depois cortar e colar para a mensagem do forum?
Machado
Machado

Machado- utilizador iniciado
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Re: Espaço Holbein Menezes
Haja humor...

VTR©- utilizador iniciado
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Seria risível se não fosse trágico.
Meu caro VTR, não só me capam o tempo, que é o do saite e não o necessário para uma resposta responsável; note que me castraram o nome do meu saite onde estou a sua disposição para falar com o Brasil e seu Portugal querido pelo tempo que quiser!
Mesmo porque de "mau humor", desisto de vez!
Pra valer!
Holbein.
Mesmo porque de "mau humor", desisto de vez!
Pra valer!
Holbein.
Última edição por holbein menezes em 9/3/2011, 17:33, editado 2 vez(es)
holbein menezes- utilizador dedicado

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Masoquismo,não!
Isso, Machado, seria a prática moderna do masoquismo... Camões escreveu seu "Lusíadas" a mão, muitas vezes até mandar para a gráfica. Hoje, se ele agisse assim seria não o gênio que foi mas um doido a tentar atirar pedras na Lua...
Holbein.
holbein menezes- utilizador dedicado

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Re: Espaço Holbein Menezes
Referia-me a processadores de texto externos a este site, Word ou Word Pad, por exemplo. Seria melhor escrever num destes e depois marcar o que se escreveu, copiar e colar no espaço de resposta do site. Para não estar limitado à temporização. Nada a ver com maquinaria ou teclar fora do computador...

Machado- utilizador iniciado
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Aos moderadores
Que são, entre outros, meu fraternal amigo Ricardo França (onga-ku), EU e outros diletos amigos:
Por que foram retiradas do ar duas mensagens meio "aborrecidas" (leia-se: p.davida) que eu mandei, foram divulgados no "Espaço" e aqui não estão mais?
Censura!?!
Salazar já morreu, minha gente!
Fiquiei deveras meio-pt.
Holbein, carrancudo!
Por que foram retiradas do ar duas mensagens meio "aborrecidas" (leia-se: p.davida) que eu mandei, foram divulgados no "Espaço" e aqui não estão mais?
Censura!?!
Salazar já morreu, minha gente!
Fiquiei deveras meio-pt.
Holbein, carrancudo!
holbein menezes- utilizador dedicado

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Re: Espaço Holbein Menezes
Um Concerto em dBs
Um audiófilo levou um Medidor de Nível de Pressão Sonora para o ensaio de um concerto de Música Sacra.
O agrupamento era composto por uma pequena orquestra de cordas, quatro dezenas de vozes femininas e duas solistas.
Sentou-se na segunda fila e o NPL máximo registado neste lugar foi de 86dBs, tanto com o coro e a orquestra como com a solista e a orquestra, e o valor médio situou-se entre os 76 e os 80dBs.
Segundo o autor da experiência os valores máximos teriam facilmente atingido mais 10dBs se os naipes das madeiras e dos metais fizessem parte da orquestra.
Refere ainda que os violinos soavam menos brilhantes e as baixas frequências eram mais fortes e bem definidas do que é habitual na maioria das gravações.
Um audiófilo levou um Medidor de Nível de Pressão Sonora para o ensaio de um concerto de Música Sacra.
O agrupamento era composto por uma pequena orquestra de cordas, quatro dezenas de vozes femininas e duas solistas.
Sentou-se na segunda fila e o NPL máximo registado neste lugar foi de 86dBs, tanto com o coro e a orquestra como com a solista e a orquestra, e o valor médio situou-se entre os 76 e os 80dBs.
Segundo o autor da experiência os valores máximos teriam facilmente atingido mais 10dBs se os naipes das madeiras e dos metais fizessem parte da orquestra.
Refere ainda que os violinos soavam menos brilhantes e as baixas frequências eram mais fortes e bem definidas do que é habitual na maioria das gravações.
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onga-ku- Equipa Audiopt - Colaborador

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Re: Espaço Holbein Menezes
onga-ku escreveu:
Um audiófilo levou um Medidor de Nível de Pressão Sonora para o ensaio de um concerto de Música Sacra.
O agrupamento era composto por uma pequena orquestra de cordas, quatro dezenas de vozes femininas e duas solistas.
Sentou-se na segunda fila e o NPL máximo registado neste lugar foi de 86dBs, tanto com o coro e a orquestra como com a solista e a orquestra, e o valor médio situou-se entre os 76 e os 80dBs.
Um fff de orquestra moderna consegue facilmente dar picos que ultrapassam os 100 dB, por isso não é de estranhar que numa orquestra menor e num cenário mais íntimo os dBs estejam nas gamas indicadas. Aliás, medindo as intensidades de vários tipos de música clássica a níveis "realistas" no meu sistema, os valores indicados estão de acordo com a minha experiência.
onga-ku escreveu:Segundo o autor da experiência os valores máximos teriam facilmente atingido mais 10dBs se os naipes das madeiras e dos metais fizessem parte da orquestra.
Os valores médios de cada tipo de instrumento na gama pp-ff, medidos a 10 m são:
Cordas - 45-60
Madeiras - 50-60
Metais - 60-75
(ainda que enquanto solistas cada um dos instrumentos tenha obviamente uma gama mais larga)
onga-ku escreveu:
Refere ainda que os violinos soavam menos brilhantes e as baixas frequências eram mais fortes e bem definidas do que é habitual na maioria das gravações.
Pondo de parte o factor das gravações, há também a ter em conta que a construção do instrumento introduz diferenças significativas. Isto é particularmente notório quando se comparam instrumentos de época com instrumentos modernos. Quem já tenha ido a concertos de música antiga já deve ter percebido que normalmente a música toca mais "baixinho" do que num concerto com uma orquestra moderna que tenha os mesmos efectivos. Em geral, isto está relacionado com as diferenças de "tom" do instrumento, que tende a ser mais "redondo" nos instrumentos antigos, com uma curva de resposta mais uniforme e suave (há um estudo de acústica comparando um Stradivarius de 1713 com um violino vulgar, indicando diferenças nos picos de frequência de 3-5 dB entre os dois, o vulgar tendo as medições mais altas).
Há também a tendência do aumento da frequência padrão (os 440 Hz de hoje já tiveram grandes variações, com a mesma nota--o Lá na oitava central do piano--normalmente afinada nos 415 para música barroca, p.ex.). Isto tem a ver com a tendência natural dos naipes dos instrumentos em produzir um som que sobressaia mais (mais intenso, mais brilhante), com as consequências bastante curiosas de "desaparecerem" notas nos registos mais agudos (por outras palavras, um instrumento que chegava a uma nota x no extremo agudo só consegue chegar uns passos abaixo, logo não conseguindo reproduzir o que está escrito na partitura).

paulo_m- utilizador dedicado

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Re: Espaço Holbein Menezes
Só agora li a tua resposta.
Obrigado!
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onga-ku- Equipa Audiopt - Colaborador

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Re: Espaço Holbein Menezes
"Pondo de parte o factor das gravações, há também a ter em conta que a construção do instrumento introduz diferenças significativas. Isto é particularmente notório quando se comparam instrumentos de época com instrumentos modernos. Quem já tenha ido a concertos de música antiga já deve ter percebido que normalmente a música toca mais "baixinho" do que num concerto com uma orquestra moderna que tenha os mesmos efectivos. Em geral, isto está relacionado com as diferenças de "tom" do instrumento, que tende a ser mais "redondo" nos instrumentos antigos, com uma curva de resposta mais uniforme e suave (há um estudo de acústica comparando um Stradivarius de 1713 com um violino vulgar, indicando diferenças nos picos de frequência de 3-5 dB entre os dois, o vulgar tendo as medições mais altas).
Há também a tendência do aumento da frequência padrão (os 440 Hz de hoje já tiveram grandes variações, com a mesma nota--o Lá na oitava central do piano--normalmente afinada nos 415 para música barroca, p.ex.). Isto tem a ver com a tendência natural dos naipes dos instrumentos em produzir um som que sobressaia mais (mais intenso, mais brilhante), com as consequências bastante curiosas de "desaparecerem" notas nos registos mais agudos (por outras palavras, um instrumento que chegava a uma nota x no extremo agudo só consegue chegar uns passos abaixo, logo não conseguindo reproduzir o que está escrito na partitura).."
Concordo.
Penso que há aínda a referir, pelo menos as questões organológicas, acrescidas de outros pontos:
- as madeiras e metais utilizados (muito mais frágeis no passado);
- a evolução dos arcos (utilizados nos instrumentos de corda);
- as cordas (começaram por construir-se com "tripa");
- o formato dos tubos e o aumento e reposicionamento do nº de orifícios e chaves ou válvulas dos instrumentos de sopro (madeiras e metais).
- a evolução dos processos técnicos de construção de todos os instrumentos.
- o aperfeiçoamento das técnicas de execução dos instrumentistas.
Cumprimentos,
Fifas
Há também a tendência do aumento da frequência padrão (os 440 Hz de hoje já tiveram grandes variações, com a mesma nota--o Lá na oitava central do piano--normalmente afinada nos 415 para música barroca, p.ex.). Isto tem a ver com a tendência natural dos naipes dos instrumentos em produzir um som que sobressaia mais (mais intenso, mais brilhante), com as consequências bastante curiosas de "desaparecerem" notas nos registos mais agudos (por outras palavras, um instrumento que chegava a uma nota x no extremo agudo só consegue chegar uns passos abaixo, logo não conseguindo reproduzir o que está escrito na partitura).."
Concordo.
Penso que há aínda a referir, pelo menos as questões organológicas, acrescidas de outros pontos:
- as madeiras e metais utilizados (muito mais frágeis no passado);
- a evolução dos arcos (utilizados nos instrumentos de corda);
- as cordas (começaram por construir-se com "tripa");
- o formato dos tubos e o aumento e reposicionamento do nº de orifícios e chaves ou válvulas dos instrumentos de sopro (madeiras e metais).
- a evolução dos processos técnicos de construção de todos os instrumentos.
- o aperfeiçoamento das técnicas de execução dos instrumentistas.
Cumprimentos,
Fifas
Fifas- utilizador iniciado
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