Espaço Holbein Menezes

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Orion em 29/7/2010, 13:00

onga-ku escreveu:Infelizmente, este tipo de olhar crítico à audiofilia e às armadilhas da indústria nem sempre é bem recebido.

Actualmente a moda gira em torno de um efeito especial denominado "palco" e este interesse de críticos e audiófilos pelo som visual™ tem desviado os objectivos dos mesmos e até da própria indústria de aquilo que interessa: a reprodução da música.
Nem todos queremos ou temos de praticar o Audio de uma forma séria e "pesada", o que não devemos, na minha opinião, é deixar que o nosso sistema e a forma como o escutamos se interponha entre nós e a música: isso seria o desvirtuar da raison d'être da música enlatada.


In deed caro Ricardo, in deed. Tal como o Mestre Holbein, tocaste num dos pontos mais importantes hoje em dia, que é motivo de grande mitologia por parte de muita gente nesta área, esquecendo-se por vezes o que é mais importante.

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Obrigado

Mensagem  Luke Skywalker em 3/8/2010, 01:11

Holbein, serei sempre grato pela ótima leitura e aprendizado tirados de seus posts.

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Entrevista a Peter Walker

Mensagem  onga-ku em 13/9/2010, 11:11

Ontem cruzei-me com esta entrevista ao Peter Walker, pai da Quad, tantas vezes mencionado pelo mestre HM aqui neste espaço:

http://www.onethingaudio.net/FOR/QUA/GEN/9512-QUA-GEN-HIS-PW.htm

e achei curiosa esta resposta:

The Audio Amateur: How do you rate the merits of listening tests to instrument tests?

Peter Walker: We designed our valve (tube) amplifier, manufactured it, and put it on the market, and never actually listened to it.
In fact, the same applies to the 303 and the 405.
People say, "Well that's disgusting, you ought to have listened to it."
However, we do a certain amount of listening tests, but they are for specific things.
We listen to the differential distortion - does a certain thing matter?
You've got to have a listening test to sort out whether it matters.
You've got to do tests to sort out whether rumble is likely to overload pickup inputs, or whether very high frequency stuff coming out of the pickup due to record scratch is going to disturb the control unit.
But we aren't sitting down listening to Beethoven's Fifth and saying, "That amplifier sounds better, let's change a resistor or two. Oh yes, that's now better still."
We never sit down and listen to a music record through an amplifier in the design stage.
We listen to funny noises, funny distortions, and see whether these things are going to matter, to get a subjective assessment.
But we don't actually listen to program material at all.


The Audio Amateur: Que importância dá aos testes subjectivos (audições) comparativamente às avaliações técnicas (medições)?

Peter Walker: Nós desenhámos, construímos e colocámos no mercado o nosso amplificador a válvulas sem alguma vez o ter escutado.
Na verdade, o mesmo se passou com o 303 e o 405.
As pessoas dirão "Isso é repugnante, deviam tê-lo escutado!".
Contudo, nós efectuamos algumas audições, mas são direccionadas para questões específicas.
Procuramos escutar a distorção diferencial - será que certo aspecto tem importância?
É necessário recorrer a testes de escuta para determinar se tem ou não importância.
Temos de recorrer a testes de escuta para determinar se o rumble vai saturar a entrada de phono, ou se as frequências muito elevadas resultantes da leitura de um LP riscado podem perturbar a unidade de controlo.
Mas não nos sentamos a escutar a 5ª de Beethoven e dizemos "Aquele amplificador soa melhor, vamos mudar uma ou duas resistências. Ah, assim está melhor."
Nunca nos sentamos a escutar um álbum através de um dado amplificador durante a fase de design.
Procuramos escutar ruídos estranhos, distorções estranhas, e determinar de forma subjectiva se estas têm importância.
Mas não escutamos qualquer música durante esse período.

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Orion em 13/9/2010, 16:35

Shocked Shocked affraid affraid

Confesso que também achei curioso e... estranho, no mínimo. Mas por outro lado, talvez nem surpreenda tanto nos dias de hoje Wink .

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Luke Skywalker em 16/9/2010, 13:35

Muito interessante Onga.


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Os "achados" do Holbein.

Mensagem  holbein menezes em 13/11/2010, 07:54

(Texto dedicado ao Luke Skywalker).

"Achei" que aquela quimera com a qual alguns audiotas acalentam-se, e acalentam os leitores, de que o melhor cabo é cabo nenhum poderá ser verdadeira,"mutatis mutandis ". Porque depois de muito destruir para experimentar,
– destruí um exemplar do cabo “The Second”, do Van den Hul para ver o que tinha dentro e vi que tinha muito mais metal do que carbono;
-- destruí alguns exemplares de cabos da grife “Logical Cable” e notei que não utilizavam da técnica indicada por Jean Hiraga em 1979 – e hoje adotada por quase todas as boas fábricas do mundo – de dois condutores idênticos para o positivo e o negativo, respectivamente, e mais o “schield” – mas sim e inexplicavelmente a velha técnica dos primórdios do rádio, de fazer da blindagem (“schield”) o condutor negativo...
-- destruí e destruí SEM PARAR... Inclusive um caro exemplar do cabo digital “Transparent” e nada vi de “criação”, a mesma configuração de todo e qualquer cabo digital... Enganem-lhes que eles gostam!
Depois dessa destruição toda, "achei" que nenhum cabo por mais caro que tenha custado e melhor aparência que possa exibir; ou usar topologia ortodoxa ou heterodoxa, de cobre comum, cobre livre de oxigênio, prata ou banhado a ouro; nenhum cabo, pois, jamais desempenha SEU MELHOR se for revestido com o famigerado "schield", ainda que na forma flutuante.
O "schield" torna-se necessário e até indispensável apenas pela circunstância de as impedâncias de saída dos "apparatus" do sistema de som musical, tais saídas são ou serem em sua maioria maior que 50 Ohms.
"Descobri", entretanto, e também que – louvado seja meu santo padim pade ciço! –, que alguns ledores ("players"), tipo OPPO, têm impedância de saída abaixo do valor de 50 Ohms!

Assim, portanto, se tais ledores forem interconectados diretos aos amplificadores – e se os ledores possuírem controle de intensidade, e em geral possuem –, nessa situação podemos usar cabo sem "schield" algum! Nessa circunstância, o cabo barato torna-se SOBERBO em termos de som, musicalidade, transparência e ilusão de palco!

Duvida?

Faça você no seu “laboratório caseiro” (sua sala de som) esta experiência: dote um de seus pré-amplificadores de impedância de saída em redor dos 10 Ohms (se a impedância original de fábrica for maior que 100 Ohms), pegue dois pedaços de fio de cobre de boa qualidade, de preferências com capa de teflon e rijo, torça um fio contra o outro em espirais de 1 e ½ polegadas, solde as pontas em terminais RCA comuns mas desde que façam bom contato, e vá ouvir seu disco predileto; ou então, tenha o trabalho e a despesa de cortar a capa externa de um par de cabo de grife tipo ZEN, depois cortar e retirar o "schield", e, em seguida, ouça o disco com o qual testa seus aparelhos.

A diferença de “qualidade musical” é tamanha, tal a diferença de musicalidade que se constata entre um amplificador comum com válvulas comuns e um “singled end” com uma 300B.

Mas tal “achado” requer que mande um técnico de sua confiança – o Rui Fernando, de São Paulo, por exemplo (Tel. (11) 3104.7160; ou e-mail: termiônica@terra.com.br), peça ao Rui para construir e instalar, após o circuito de saída de seu pré-amplificador (melhor seria do seu ledor!) um chipe ou um transistor “descrete”, alimentados a pilha, de modo a lograr ter na saída impedância em torno de 10 Ohms.

[Em outros tempos, naqueles tempos em que se enganavam menos aos audiófilos e as grifes não eram, apenas, assinadas por projetistas de conhecimento e experiência e fama, para efeito de receber “direitos autorais ; nesses tempos um Engenheiro de qualidade conhecido no mundo inteiro como A. Stewart Hegeman; Stewart “bolou” um aparelho a que deu o nome de “Hegeman Input Probe” (“probe” é um “device”, um aparelho para ser intercalado entre aparelhos de áudio com a finalidade de compatibilizar suas impedâncias inter-relacionadas) , alimentado a pilha, para fazer baixar as impedâncias das cápsula fonocaptoras.

O impiedoso crítico da “The Absolute Sound”, Patrick Donleycoat, analisou o “device” de Stewart Hegeman, em comentário de 1978, do qual dou abaixo um resumo (em tradução livre):

“... parece que o “Input Probe” pode ter valor quando utilizado após pré-amplificadores menos esotéricos (os high-end de hoje, HM); e, igualmente, quando usado seguido de cabos de longo comprimento...”

Já o Editor da revista, o célebre Harry Pearson, comentou ao pé do texto do Donleycoat:
“... aquilo que o Hegeman fez com o “Probe” foi para reduzir , ou eliminar, os efeitos das capacitâncias interagindo nas interconexões...”

Que é, “mutatis mutandis”, aquilo que faz o “schield” presente em todos os cabos de interconexão: agir sobre os efeitos das capacitâncias dos cabos de interconexão, e um desses efeitos é o de “antena”, isto é, a captação de zumbidos “air borne”, isto é, circulando na atmosfera da sala de música. Mas quando a impedância de saída de ledores ou pré-amplificadores é baixa (e “impedância” é o nome que se dá, num dado circuito, ao efeito combinado de indutância, capacitância e resistência, fatores que impedem a livre circulação da corrente de áudio), quando a impedância é baixa ou abaixo de 50 Ohms, quer isso significar que a capacitância é baixíssima ou inexistente no cabo de interconexão. Assim, portanto, desnecessitando da presença do “schield”.
Por isso que o “schield” ou blindagem constitui-se um “corpo estranho” no circuito LCR que é um cabo de interconexão; estranho e prejudicial, e prejudicial porque aumenta sem ser preciso a capacitância de tal circuito. E quando um construtor de cabo, como é o caso da Logical Cable, põe o “schield” para conduzir o sinal negativo, comete não só o crime de lesa fidelidade como o pecado de vender gatos por lebres.

Ainda que, antigamente, as demonstrações públicas realizadas por Gilbert Briggs e Harold Leak cuja finalidade eram comparar a reprodução ao vivo com a reprodução em conserva, nesses tempos ambos utilizavam cabos de interconexão com o “schield” a conduzir o sinal negativo; assim como praticavam a ligação de falantes com cabos ordinários, duplos e flexíveis, e multiveias, de eletricidade...

E durma-se com uma situação dessa!

Conclusão apressada: os de antigamente não tínhamos os ouvidos apurados dos audiotas de hoje... que se especializaram em ouvir diferenças de “coisas” as quais, por serem abstratas, dão o nome de “organicidade”, “dinâmica”, “pegada”, “micro detalhes”, ”corpo harmônico” , “palco sonoro”, “textura” etc. Eles todos os antigos, ouvíamos musicalidade, sim, e equilibro total, também. E mais, ouvíamos a articulação, prestávamos atenção ao andamento, gostávamos ou não da sonoridade e da afinação e ficávamos parados nos temas.

E não era isso, ou não era só isso: os aparelhos dos de antigamente, QUAD, Marantz e McIntosh e Leak e Scott etc. não atingiam as especificações ótimas dos equipamentos “high-end” de agora; por isso que uma distorção harmônica da ordem de 1% era tolerável, em especial nos amplificadores valvulados “singled-end”, pentodos.

Mas os musicistas de então, estes estávamos ligados não nas especificações técnicas que não as sabíamos avaliar convenientemente – como ainda hoje os audiotas não sabem pois em geral leem os números metafisicamente, isto é, como se fossem números absolutos desassociados de seus contextos (uma câmara anecóica é tudo por tudo diferente de uma sala de música situada numa casa ou num apê); e também os audiotas de hoje estão “conectados” nas grifes e na wattatagem de seus aparelhos mas não na peça musical que porventura ouvem, nos temas dessa peça musical, na musicalidade da orquestra, no andamento da regência etc.

Aliás, tal como hoje acontece com as transmissões dos jogos de futebol pela técnica HD: encantam-nos, sem dúvida encantam-nos os detalhes das chuteiras multicoloridas dos jogadores e as camisas furta-cores dos clubes; interessam-nos se o bico da chuteira do jogador do ataque que fez um lindo gol de letra contra o time pelo qual torcemos, pelo tira-teima da TV do Galvão Bueno o bico da chuteira do atacante estava adiante do bico da chuteira do jogador da defesa de seu time – e por isso o gol foi feito em impedimento“(off-side”) – ainda que a jogada do atacante tenha sido uma obra-prima de uma “folha-seca”, de um bate-pronto, de um drible, de uma caneta, de um chapéu etc.

Da mesma forma agimos os audiotas. Mesmo porque não estamos mais acostumados, nem interessados em ouvir música, uma sinfonia inteira, uma longa ópera. Nos habituamos a ouvir tons isolados, um triângulo que bate lá no fundo da orquestra, o trac-trac da palheta do saxofone do Dexter Goldon, no seu disco “Ballads”; ou, como é avaliação do Fernando Andrette, se a batequeta bateu doze vezes nas bordas do tambor... Para ele, isso é alta-fideliade, isso é “high-end”, isso merece uma capa da sua revista.
Importa nada aos audiotas que os cabos da grife “Logical Cable”, e os cabos ditos de carbono do Van den Hul aproveitem o “schield” como condutor negativo, técnica condenada pelo cientista de áudio Jean Hiraga desde 1977 (!!!) quando afirmou em artigo na publicação “Revue Du Son”: Tradução livre, HM): “É recomendável que o sinal use a mesma qualidade de cabo (ou fio) TANTO PARA O SINAL POSITIVO QUANTO PARA O SINAL NEGATIVO, OTERRA. E a razão é simples: se se usa o “schield” como condutor , ele apresenta 1/3 de resistência a mais (grifo meu,HM) que o condutor positivo do sinal. A melhor solução é usar os dois condutores do sinal, positivo e negativo, similares e tanto quanto possível iguais, além do “schield.” O “schield” pode ser conectado apenas numa das pontas do cabo a fim de minimizar o seu efeito deletério.

O meu “achado” mais recente é que SEM ‘SCHIELD” NENHUM qualquer cabo de interconexão desempenha melhor do que com “schield”; devido ao que Jean Hiraga chama de efeito do “schield”.

Ora, se você já gosta do desempenho do cabo que usa, se lograr baixar a impedância de saída do ledor ou do pré-amplificador, e assim puder usar o seu cabo sem o “schield” com que vem dotado de fábrica, sentirá imediatamente que o som fica mais aberto, desaparece um certa “névoa” mui tênue que encobre o som musical replicado, dificultando sua visibilidade plena e total, que a sua topologia enseja . Fiz essa experiência em casa de um Amigo, comparando um cabo com “schield” Cardas Golden com um singelo cabo feito por mim, sem “schield” nenhum; e até o dono da casa sentiu a diferença na “aeração”... Os instrumentos pareciam mais “purificados”.

Amém.



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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  onga-ku em 13/11/2010, 09:14

Estimado Holbein,

Seja bem aparecido!

Em tempos escrevi isto sobre a diferença entre escutar música e ouvir sons:

onga-ku escreveu:

No meu ponto de vista, quando ouvimos sons não retiramos prazer da música mas dos sons.
E infelizmente as revistas e os os "críticos" (talvez porque muitos deles não têm qualquer cultura musical) são os grandes responsáveis por esta obsessão pelo "som arejado", o "palco tridimensional", o "agudo cristalino" e o "grave seco, tenso e extenso"...

Essa doutrinização da audiofilia (que faz mover o mercado, e enche os bolsos dos ditos "críticos") levou a uma transformação dos objectivos tanto de fabricantes como de consumidores, de tal forma que hoje se valorizam mais essas características acessórias do que a naturalidade ou musicalidade em equipamentos ou gravações (ou mesmo a própria música).
Tanto a electrónica como as colunas se têm desenvolvido neste sentido e muitos audiófilos preferem uma sonoridade analítica para melhor detectarem as ínfimas diferenças entre equipamentos, cabos e outros acessórios disparatados: não ouvem música, fazem comparações com duas ou três gravações aprovadas pelo "sistema".
Mas esses sistemas estão longe de terem uma sonoridade natural, com a riqueza tímbrica, a suavidade e a dinâmica dos bons sistemas, transparentes e de resposta linear (basta visitar uma feira de audio ou uma loja da especialidade), e como tal apenas se conseguem ouvir gravações audiófilas, extremamente manipuladas para soarem audiófilas; as outras ferem-nos os ouvidos, ou então soam amorfas e desprovidas de vida.


Conforme tenciono desenvolver no tópico O Subjectivismo e os "Efeitos Acessórios" de gratificação instantânea, nos dias que correm a maioria das pessoas procura para o seu prazer apenas aquilo que lhes dá uma gratificação instantânea, ou seja, algo que é consumido no momento sem qualquer esforço ou envolvimento emocional e intelectual: os casamentos desfazem-se ao primeiro "desentendimento", a comida quer-se em dozes volumosas, quente e já, a tão necessitada (?) perda de peso não é conseguida pelo "esforço" da dieta ou exercício mas com "produtos dedicados" que sabe-se-lá como são compostos, os "problemas" do quotidiano resolvem-se com o psicólogo ou com um qualquer guru que pode até vir em forma de video ou livro, os livros abandonam-se assim que se tornam "chatos", os filmes querem-se "leves" para entreter e a música uma simples amálgama de estímulos primários para consumo imediato e sem participação activa do intelecto...
É a era do telecomando e dos "comprimidos".

Um abraço,
Ricardo

Nota: se o carbono é um mau condutor eléctrico porque raio é que alguém quer usar carbono numa ligação eléctrica?



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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  onga-ku em 13/11/2010, 09:39

Aliás, o que são para nós as revistas de Audio senão os psicólogos e gurus que nos apoiam na nossa insegurança de consumidor audiófilo?

Em vez de combatermos a ignorância pelo esforço da aprendizagem e experimentação, de levarmos luz onde existe escuridão, optamos antes por deixar esse trabalho um tanto árduo mas indispensável para os outros, por forma a que o possamos consumir de forma fácil e rápida...

Mas esta nossa opção pelo fácil e pela ignorância é uma faca de dois gumes pois os nossos gurus não estão do nosso lado, não têm como objectivo o nosso bem estar mas o lucro deles e dos fabricantes, que é feito à nossa custa.

Comparamos estrelas, devoramos listas de componentes recomendados, acreditamos, queremos acreditar.
E somos enganados...

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Guilherme em 13/11/2010, 12:40

Boa tarde a todos.

Eu estou nisto dos fóruns há muito pouco tempo, descobri este, e tenho descoberto outros, e tenho gostado bastante dos posts de alguns users, e o que mais tenho gostado é o do Onga-Ku, escreve muito bem, e com muita sabedoria. Entretanto resolvi ir ver outros fóruns que descobri, e vejo que existem verdadeiros sabedores na matéria, e na escrita, pois fiquei espantado com artigos que outros users escrevem, dignos de uma verdadeira imprensa e de terem uma coluna num jornal, mais parecem veraddeiros jornalistas, se calhar até o são, e até pedi ao meu pai para vir ler, e gostei muito mesmo muito de outros users, e há artigos de Mozarteano que me deixaramm sem fõlego. Li também do VinilSuporter, do Sr. Holbein, acho eu ser assim que se escreve, de um tal Nochoi Ghost, entre outros, mas de facto o que foi escrito pelo Mozarteano e pelo Onga-Ku é fantástico, nem sei como é que alguns não estão inscritos neste fórum.

Gostava imenso de escrever assim, e ter alguma sabedoria nesse sentido, talvez com o tempo.

Cumprimentos a todos
Guilherme

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Machado em 16/11/2010, 10:51

Bravo, Holbein!

Bravo, Onga-ku!

Opiniões desassombradas, esclarecedoras e contra o "politicamente correcto" de quem quer (empresas/vendedores/seguidores/bajuladores) impor receitas e sugestionar compradores incautos.

Infelizmente, também vou sendo vítima (mas assumida e voluntária) de alguns cantos de sereia, mesmo que só acredite em 20% das sugestões que leio ou recebo quando me disponho a "upgradar" a maquinaria - agora deverei pausar por longo tempo...será? Nestas ocasiões, concedo que deve haver 20% de "conselheiros" bem intencionados (variando as fontes), que não tentam ser só porta-vozes das marcas. Pode haver um "complot" para vender uma determinada "relojoaria" (ai! as revistas inglesas são tão suspeitas às vezes - e em Portugal, como é, sem contraditório à Audio?) mas se descobrirmos uma dúzia de opiniões coincidentes sobre um "produto" já será mais desculpável que se sigam (os tais 20%?), mas sempre com a dose de espírito crítico necessária.

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Pô! Paulo André

Mensagem  holbein menezes em 21/11/2010, 07:58


Meu amigo, assim desisto! Fiz dez tentativas para responder a mensagem do Ricardo França e o fórum resgistra que eu não tenho autorização para responder mensagens. Pô! no "meu espaço"! Se eu não tenho autorização para responder mensagens no "meu espeço" é que a Administrção não gosta do que escrevo. Nesse caso, "chau"! Tô velho demais para receber o desagrado de ser rejeitado.

Até nunca mais!

Holbein Menezes.


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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Paulo André em 21/11/2010, 10:35

Meu Caro Holbein, ninguem da administração alguma vez disse que não gostava daquilo que escreve, seja o que for que aconteceu a administração do audiopt é alheia a esse facto, verificou se tinha o login feito? é que essa mensagem aparece quando isso acontece.
Se o tivessemos bloqueado não teria conseguido escrever aqui!!!! No seu espaço você têm todas as permissões activas, tal qual todos os colaboradores.
Se o problema não foi do login, (atenção que já conseguiu cá escrever) provavelmente aconteceu alguma coisa com o seu provedor de internet, lembra-se daquilo que aconteceu faz algum tempo atrás? que aí no Brasil os fornecedores de internet barraram os forumeiros.
Mais uma vez refiro que o audiopt é alheio ao que aconteceu.

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Cumprimentos
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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  Orion em 21/11/2010, 18:43

Ó caro Holbein, antes de perder a calma, tente primeiro saber as razões do sucedido. Não tem lógica esse comportamento, até pela forma como aqui sempre foi bem recebido. Portanto procure saber o que se passa aí com os servidores de internet Wink .

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  anonym em 21/11/2010, 18:43

Nobre Holbein, o problema por aqui deve ser o mesmo por lá no HTforum.

siga as dicas que postei lá para vc.

abraços

luke

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Re: Espaço Holbein Menezes

Mensagem  VTR© em 3/12/2010, 13:54

Nem sei como vc dá conta disso Luke...
Pelá enésima vez...
Vc ainda não desconfiou: gosta-se é de aparecer, gosta-se é de platéia.
Qd satura no HTF pula-se prá cá.
E versa vice...

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