Espaço Holbein Menezes

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Mensagem  ricardo onga-ku em 17/1/2014, 10:36

A possibilidade de podermos escutar, a qualquer hora e em qualquer lugar, um evento musical é já de si um acontecimento maravilhoso; e hoje isso é ainda mais fácil graças ao audio digital e à miniaturização dos componentes electrónicos que vai "pingando" da indústria de equipamentos de telecomunicações para as outras áreas.
Depois há alguns de nós que não nos contentamos com as coisas simples da vida e procuramos uma reprodução com maior qualidade, mais fiel.
Mas apesar de tudo penso que mesmo os audiófilos mais empedernidos que gostam realmente de música conseguem desfrutar de uma boa música mesmo que esta esteja a ser reproduzida por um pequeno rádio a pilhas de bolso ou num simples auto-rádio.

A internet e em particular os fóruns vieram exacerbar ainda mais este desassossego que caracteriza os audiófilos, esta maldita mas prazenteira necessidade de comprar, de trocar, de experimentar, de optimizar e de acreditar nas "cantigas" mercantilistas que a indústria vai emitindo pelos teclados da sua guarda avançada, os críticos ou reviewers.
Nem sempre os caminhos mais fáceis são os que dão maior prazer…

R
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Mensagem  Mozarteano em 17/1/2014, 11:00

Ricardo, concordo e subscrevo inteiramente com o que foi dito, é uma matéria sempre interessante e com muita susbtância para falar e teria muito gosto em debatê-la, mas convém não esquecer que este tópico é do Holbein, foi criado especificamente para ele escrever o que lhe vai na alma, sob pena de sermos corridos do tópico.

Holbein, então essas crónicas? estão no forno e preparadas para serem servidas?

Abraço aos dois
Fernando
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Mensagem  holbein menezes em 17/1/2014, 11:42

O setup para a reprodução do som musical tem sua importância; ouvir-se Mozart num bem ajustado sistema eletrônico é mais prazeroso (ou pode vir a ser) do que ouvi-lo através da Internet ou por meio de um sistema dito de entrada ("coisa" que nunca soube o que significava); uma vez que a arte de Mozart está nas nuanças, nos detalhes, nos transitórios, nas miniaturas; assim como na TV o HD possibilitou a percepção do drible, da joga de gênio de um Ronaldo, um Neymar etc.

Por exemplo: num acorde de uma obra pianística de Mozart há notações diversas em as quais até às vezes dissonâncias foram criados pelo gênio; que ELE sabia ressaltar ao interpretá-las no seu pianoforte. Especificidades que se consubstanciam nas múltiplas e variadas pressões sobre as teclas do teclado: há-as quase inaudíveis, para criar um clima.

Mozart é o simples do complexo ou o complexo se tomado no geral; é o singelo grandiloquente sem aparência pomposa ainda que rebuscada; é a renda de bilro e não o rendado do tear; é a produção artesanal, nota por nota, acorde por acorde, harmonia sobre e contra harmonia (contraponto), é a eloquência do silêncio quando a privação do som se faz necessária. E para reproduzir todos esses cambiantes é preciso a mais alta fidelidade; ainda que a música de Mozart seja um tanto ou quanto ubíqua: pode ser apreciada de qualquer jeito. E nisso reside a singularidade do Amadeus!

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Mensagem  Mozarteano em 18/1/2014, 15:21

holbein menezes escreveu:O setup para a reprodução do som musical tem sua importância; ouvir-se Mozart num bem ajustado sistema eletrônico é mais prazeroso (ou pode vir a ser) do que ouvi-lo através da Internet ou por meio de um sistema dito de entrada ("coisa" que nunca soube o que significava); uma vez que a arte de Mozart está nas nuanças, nos detalhes, nos transitórios, nas miniaturas; assim como na TV o HD possibilitou a percepção do drible, da joga de gênio de um Ronaldo, um Neymar etc.

Por exemplo: num acorde de uma obra pianística de Mozart há notações diversas em as quais até às vezes dissonâncias foram criados pelo gênio; que ELE sabia ressaltar ao interpretá-las no seu pianoforte. Especificidades que se consubstanciam nas múltiplas e variadas pressões sobre as teclas do teclado: há-as quase inaudíveis, para criar um clima.

Mozart é o simples do complexo ou o complexo se tomado no geral; é o singelo grandiloquente sem aparência pomposa ainda que rebuscada; é a renda de bilro e não o rendado do tear; é a produção artesanal, nota por nota, acorde por acorde, harmonia sobre e contra harmonia (contraponto), é a eloquência do silêncio quando a privação do som se faz necessária. E para reproduzir todos esses cambiantes é preciso a mais alta fidelidade; ainda que a música de Mozart seja um tanto ou quanto ubíqua: pode ser apreciada de qualquer jeito. E nisso reside a singularidade do Amadeus!

Caro Holbein, estou em perfeita harmonia tal como um sinfonia de Mozart com o que disse. Por vezes tenho também alguma dificuldade em compreender certos termos qu se utilizam na gíria audiófila, como o tal que refere: sistema audio de entrada, ma enfim seria tem pa outro debate, mas para mim um bom sistema de audio se estiver bem construído de inicio e se este tiver uma boa electrónia de base tocará bem de certeza seja ele de baixo ou alto custo.

Eu por vezes também nos meus textos tenho feito sentir isso a alguma comunidade que gosta de audio, ou seja, a base de tudo no audio é a qualidade da electrónica, e se esta não fôr nem que o sistema de audio custe €50.000 ou £50.000, ou $50.000 que não adiantará, e por vezes julgo estar num deserto falar para o boneco, mas enfimm.

Como tive a oportunidade de dizer, este espaço é seu Amigo Holbein e não o quero invadi-lo sem sua permissão, mas confesso que as suas crónicas são fascinantes é não pude resistir a vir dar um pézinho de dança também, sem porém e antes de me embora só para dizer uma curiosidade histórica sobre D.Giovanni de Mozart, e que é a seguinte:

Há uns bons anos em Portugal, 1991 tive a oportunidade de assistir na Cinemateca Portuguesa em Liboa (espaço cultural muito aprazível para exibição de filmes na sua maioria de produção independente), assisti a uma grandiosa longa-metragem produzida por Franco Zeffiirelli, produtor de filmes e de Ópera, e ele retrata nessa grandiosa, genial e das mais brilhantes árias de toda a história da ópera a famosa ária do catalogo, onde Leporello, servo de D.Giovanni, descreve as centenas de milhar de conquistas românticas que este tivera e cito do libretto:
Madamina, il catalogo é questo...in Itália seicento e quarenta, In Lamagna duccento e trent' una, Cento in Francia, in Turchia novent' una, Ma in Ispagna son mille e tre..., terão sido alegadamente para esconder a orientação sexual, ou seja, dizem alguns estudiosos de Mozart, que este ao criar o personagem D.Giovanni, terá sido um espelho do sua própria homosexualidade, e nesse filme de Zefffirelli, nessa referida ária é curioso que o realizador mostra esse pormenor onde se vê D.Giovanni espreitando pela cortina do seu quarto e sorrindo com um olhar sedutor para Leporello enquanto este desesperado pelos maus tratos de servo cantava a referida ária, é muito dúbia esta interpretação dos factos, mas gostaria de falar com o próprio Zeffireli acerca disso. Dizem ainda os estudiosos de Mozart que D.Giovanni sentia alguma atracção física por Leporello, não sei se será verdade ou não, mas lá que D.Giovanni era um sedutor, era e ''ninguém o poderá negar''... e na época a promiscuidade era o prato do dia.

São estes detalhes na obra de Mozart que fazem deste o maior e o mais genial compositor de sempre.

Abraço
Fernando
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Mensagem  holbein menezes em 18/1/2014, 16:32


Na verdade é uma das árias mais conhecidos mundo em fora, só a se igualar com "L'amour" da Carmen de Bizet. Porém tanto esta quanto "Madamia" são árias de óperas do gênero cômico; este toque ainda que não desmereça as duas peças tira das duas obras, seriedade. E esse toque vulgar impede que uma e outra óperas possam ser consideradas obras-primas... Este é meu ponto de vista.

Outra coisa, Fernando, o "Espaço" destina-se a abrigar textos meus e os comentários consequentes; não é meu, com exclusividade; nem eu "mando" nele; quem o gerencia é a Administração do Fórum por intermédio de seus moderadores. E eu não estaria aqui se fosse diferente ou se quem que que seja tivesse que pedir meu "consentimento" para ler textos e mensagens e comentá-los. Não se esqueça, Fernando, meu bom Amigo, que meu lema tem sido faz mais de 90 anos (!!!): livre, liberto, liberal, libertário e libertador. Filosoficamente: materialista-dialético; comportamentalmente: anarquista mas não anarquizado.

Entendo o mundo em constante movimento: do ser para o vir a ser;da tese à inevitável antítese para produzir a síntese; nada mais longe isso do que a metafísica de Kant.

Boa-tarde.




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Mensagem  Mozarteano em 18/1/2014, 16:38

90 e poucos anos, que bonita idade Amigo Holbein, se Deus me desse a certeza de chegar lá... Já agora qual o segredo dessa longevidade?

Abraço de melómano
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Mensagem  Mozarteano em 18/1/2014, 19:24

Eu sou bem mais novo que o Holbein, tenho menos só 40 anos,mas quando me perguntam qual o segredo não da minha longevidade mas da minha juventude, e eu respondo: Ouço muito Mozart! Será qu no seu caso Amigo Holbein o seu segredo da sua bonita idade também será por escutar u ter escutado Mozart?, ou será por ser invadido todos os seus dias por esse sol carioca?

Esta nossa aprazível troca de ideias sobre Mozart, fez-me novamente pegar na interpretação cnduzida por Karajan e com Anna Tommowa-Sintow, Kathleen Battle, Samuel Ramey, Ferrucio Furlanetto e Agnes Baltsa no papel de Donna Elvira e deus meus que bela e fenomenal interpretação, na Aria Ah!chi mi doce mai .

Se há pouco falava da ária do catálogo, esta D.Elvira só pode ser de origem divina, e toda esta ópera de Mozart tem a mesma origem , eu estou a ouvi-la neste momento e o duettino que está em audição agora mesmo é a de D.Giovanni com Zerlina, ( Samuel Ramey e Kathleen Batle respectivamente) e pergunto a mim mesmo como foi possivel um ser humano escrever isto há 200 anos, só deus teria esse poder.

Abraço
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Mensagem  Mozarteano em 18/1/2014, 20:37

Quem é que se lembraria de em qualquer trabalho operático de numa ária como a de D.Giovanni, onde este está no seu banquete e pede a Leporello para trazer músicos e que toquem para ele, e nada mais do que isto ao reconhecer o que eles tocam  um pequeno excerto das Bodas de Fígaro, e ele apenas diz: (...) Bravi'' cosa rara'' e depois mais á frente Leporello ao ouvir também esse excerto diz (...) Questa poi la conosco pur troppo(...) É em minha opinião o mais genial, divinal, que alguma vez se poderia ter escrito em toda a cen operática, não concorda Amigo Holbein?

''Mi tradi quell'alma ingrata'' mais outra divinal aria de Donna Elvira.

Abraço melómano e prometo não aborrecê-lo mais com Mozart, Amigo e Prezado Holbein.
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Mensagem  ricardo onga-ku em 25/1/2014, 21:37

Esta foi a minha primeira compra do ano e não podia ter sido mais feliz:

http://www.bis.se/index.php?op=album&aID=BIS-SACD-1568

discos - Espaço Holbein Menezes - Página 35 2z8yx3s

A música só por si já é bastante intensa de emoções mas esta interpretação parece-me bastante bem temperada e o som (em CD) é muito bom.

Boas escutas,
Ricardo
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discos - Espaço Holbein Menezes - Página 35 Empty Estou de volta.

Mensagem  holbein menezes em 9/9/2014, 13:59

A última mensagem no "Espaço", da lavra do Ricardo França, data de 25 de janeiro deste ano de 2014; eu tinha então completado no ano anterior, 90 anos! O que já é um feito. Neste 2014, completei os 91! Que é mais que um feito!! Ora, como hoje estou mais "desocupado" do que antes, e se nada tenho para fazer, vou fazer aqui. Não prometo a atividade de antanho, mas estarei presente sempre que me desejarem.

Holbein Menezes.

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Mensagem  luis lopes em 9/9/2014, 15:21

então que os teus "feitos" perdurem por mais umas decadas Very Happy
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Mensagem  holbein menezes em 9/9/2014, 18:18

Então vai aí, Moderador Luis Lopes:

Na extensa reportagem de Jean Hiraga, publicada na AUDIO nº 248, de setembro/outubro deste ano, nas entrelinhas o sábio Mestre diz mais sobre o som reproduzido, como arte, do que sobre as técnicas acústicas e eletrônicas, como ciências exatas. Mesmo porque, a base de suas pertinentes observações é a sala do Senhor K, lá no distante Japão, situada numa “pequena povoação perdida no meio dos campos”; por via de qual exemplar situação (calma e silêncio) é favorecida sobremaneira uma das condições empíricas fundamentais à boa reprodução da conserva musical: a relação sinal/ruído externo!

As entrelinhas a que me refiro começam com as seguintes palavras de Hiraga: “... criou-se como que um certo protocolo, que se inicia com as apresentações mútuas... o percurso da personalidade audiófila, a descrição detalhada da instalação e a sua história.” E conclui: “No caso da instalação em causa, o acaso das circunstâncias (grifo meu, HM) propiciou que as coisas se desenvolvessem ao contrário”.

E o Senhor K informou que dedicara trinta anos na “procura do seu ideal sonoro” e desse tempo, gastara dez anos “a um dos aspectos da reprodução sonora – a acústica”; que só foi considerada pelo dono da sala, como satisfatório, após “um vasto número de experiências”; nada, portanto, da aplicação de conceitos e regras dos compêndios acadêmicos.

Até a forma da sala não seguiu, rigorosamente, às normas acústicas: as proporções do Golden Ratio para sala de pé-direito de 4 metros serviram apenas como referência...

Porém, o mais importante da reportagem é a descrição pormenorizada do “casamento” das peças: subgrave, grave, baixo médios, médios, agudos e super agudos; caixas e equipamentos.

E agora, vou puxar a brasa para minha sardinha (pô! não é por eu não me chamar Senhor K. que na minha gessofilled eu não tenha feito parecido, e igualmente a usar o método do ensaio e erro, só que eu levei 60 anos!): vejamos o grave (de 100 Hz abaixo): na sala do Senhor K ele utilizou duas vias com amplificações próprias e cortes distintos; na gessofilled, também: cada uma dessas vias são amplificadas por diferentes amplificadores: de 80Hz para baixo uso dois alto-falantes Wharfedale, W-15, ressonância ao ar livre de 27 Hz, instalados no modo “true infinite baffle”, ou seja, em parede divisória e contígua à sala de escuta; para os baixos médios, ou seja, de 80 Hz a 560 Hz, uso dois woofers KB-6 (ressonância de 32 Hz), da AkronAudiotec brasileira, instalados em caixa de ferro, formato triangular, posicionadas as caixas nos cantos da sala de escuta, elevadas do piso cerca de 35 cms.; que trabalham em paralelo com dois fullrange KB-6FR (AkronAdiotec), ressonância 32 Hz, instalados nas câmaras curvilíneas das caixas “Clarity” – Martin Logan, elevadas do piso 80 cm e afastadas dos cantos, 50 cm (nestes fullrange pus dois filtros passivos LRC, para quebrar picos de resposta em redor dos 3.500/5.000 Hz; acima de 8kHz, dois pares de tweeter, um de unidades ribbon e outro de MC, distantes um do outro cerca de 50 cm, alto-falantes virados para cima. E usei em três paredes, painéis difusores; e quase nada, se alguma coisa, de absorvedores.

O ajuste final foram anos de afinações, para o que contei com os muitos recursos do leitor de compactos, OPPO 83. E louvado ele seja!

E não me chamo Senhor K.

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Mensagem  holbein menezes em 10/9/2014, 12:22

Jean Hiraga ressalta na sua reportagem sobre a parafernália do Senhor K, matéria publicada no último número da revista AUDIO, de Lisboa, ressalta os “... detalhes na parte mais elevada do espectro áudio”, o “... grau de transparência... e limpidez dos impactes”, um “... conjunto de sons difíceis de definir” os quais “... quando são bem reproduzidos, não é nada raro que beneficiem da duração de outras mensagens contidas na gravação”, dando “... uma enorme legibilidade de interpretação, com notas bem destacadas uma das outras”; ou seja, Hiraga resalta a articulação.

Sobre a minha parafernália, o Economista e experiente audiófilo, Dr. Édison Christianini, de São Paulo, assim se reportou:
 
“Estive, de novo, na sala do Holbein, recentemente (em julho último, HM).

“Achei-a ainda melhor do que das outras vezes, e ainda mais heterodoxa. Os elementos acústicos ativos e passivos são combinados ad hoc, de acordo com seu papel, sua função, no espaço de audição. À direita, à esquerda, acima, abaixo, atrás, defronte.

“Enfim, como resultado de uma determinada configuração eletroeletrônica, casada minuciosamente com essa função de cada elemento acústico, ele conseguiu uma sonoridade clara, límpida, fiel, que descreve com muita perfeição os componentes tímbricos, tonais e dinâmicos da performance musical.

“Ou seja, distingue-se muito bem que instrumento toca, ou que conjunto de instrumentos toca e quais naipes o compõem. Por exemplo, distingue-se de pronto, de forma clara, a voz e a personalidade da viola dentro de um conjunto de cordas. Sua função, seu papel no conjunto, sua conjugação com os demais no mesmo todo. A mesma percepção de clareza, integridade e função individual e no conjunto vale para a percussão, metais, madeiras, etc..

“Igualmente, os aspectos da expressividade, os chamados transientes, a microdinâmica, as ênfases, acentos e entonações, todos ficam bastante claros para quem presta atenção nesses componentes da apresentação.

“Portanto, a performance, a apresentação e a expressividade musicais são privilegiados, colocando-se em uma perspectiva superior aos aspectos meramente acústicos do áudio propriamente dito, tais como brilho, impacto, suavidade, doçura, eufonia etc., que são menos privilegiados, embora também não sejam ruins. Pareceu-me mais um sistema destinado a tocar bem e a descrever com propriedade o acontecimento musical, do que um equipamento voltado para impressionar, arrebatar, sensibilizar.”

As duas grandes contradições entre o “som musical” do Senhor K e o meu parece que reside em dois aspectos irreconciliáveis:
- a forma e o tamanho das salas de escuta, e
- o custo dos equipamentos eletrônicos auxiliares.

Minha atual salinha de escuta, a que denomino de “gessofilled” em contraposição proposital à aclamada “sandfilled” de Florianópolis, esta, além de construída com costaneiras de madeira, paredes duplas ensanduichadas com areia de rio, tinha forma retangular e área de 36 m², no rigor das medidas do Golden Ratio para pé-direito de 3 metros; e a “gessofilled”, quadrada e com apenas 10 m², foi apenas trabalhada em gesso (e eu já construíra uma outra, no Rio de Janeiro, retangular, com 50 m² - a minha atual salinha de escuta proporciona-me prazeres auditivos nunca dantes experimentados. O que me leva a cismar sobre os padrões estabelecidos pela Técnica Acústica, e remete-me à proclamação bíblica: “Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14:2).

Há, pois, muitas salas de escuta mundo em fora; só nas luxuosas instalações da empresa de produtos de áudio, SOM MAIOR, de Joinville, existem cerca de dez... construídas sob supervisão de Acústico estadunidense... e nenhuma agradou aos meus ouvidos cismarentos porém experimentados; nem os dos meus convidados, não é Jorge Gonçalves?

E quanto ao segundo ponto irreconciliável, o custo dos equipamentos, a sala do Senhor K é alfa, a minha, ômega; “32.000 euros por par” custaram os tweeters GEM do Senhor K; meu par de tweeters ribbon puro, AKRON, brasileiro, custaram 266 euros...

É; em casas de escutadores de música há audiófilos e audiotas; muitas e diversas “moradas”, portanto.

Amém.

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Mensagem  holbein menezes em 15/10/2014, 17:20

Nenhum comentário sobre meus dois posts recém postos aqui; que foi meu sinal de desejar voltar a ter conversas com meus amigos do além-mar. A ausência de comentários, entretanto, pode indicar que... Esqueçamos. Vai um texto, uma crônica recente; vamos ver se gostam:

A VELHICE E O FINAL DOS DIAS.

Minha macróbia e sábia avô Aninha, “parteira diplomada pela Natureza” como ela se dizia – em quatro das primeiras décadas do Século XX “pegou” na cidade de Aracati, Ceará, mais de 1.500 bebês (!), “sem perder nenhum!” como se jactava. Avó Aninha costumava dizer que “véio morre de três Ks: “keda”, “katarro” e “kaganeira”: a corresponder: o ato de cair, pneumonia e disenteria.

Aliás, foi dela que ouvi pela primeira vez a expressão “morte morrida” para significar morte natural: que correspondia à morte por doença, incluindo a velhice que é a doença final, e derradeira.

Avó Aninha nos contava aos netos histórias de caráter ardiloso, que ela própria inventava; como se fossem estórias de João Grilo, espertezas de Bocage e as “sabedorias” de Camões. Do seu vasto arsenal de sabedoria a velha não perdia vez para sacar uma frase sentenciosa; como por exemplo: “veio que não anda, desanda...

Meu compositor preferido atual é Dimitri Shostakovich; antes, eu preferira Bach, e depois, Mozart, em seguida, Bàrtok, nessa ordem; após me tornar ancião, passou a ser Shostakovich, principalmente seus Quartetos para Cordas – sobretudo o 15º composto em 1975, um ano antes de sua morte; e as sinfonias, mormente a XIV, uma sinfonia fúnebre.

Por que cheguei a isso? Porque a morte morrida não é um fato e sim um processo, e sinto com uma lucidez que me espanta que estou a viver meus derradeiros tempos...

Não obstante meus últimos exames de laboratório terem sido excelentes, e meu médico ortopedista dizer que meu tônus muscular é de uma pessoa de 60 anos, meu recente eletrocardiograma de esforço ter causado exclamações positivas do cardiologista; e também, pelo fato de aos 91 anos eu não tomar remédios; só reposições, e algumas.

Apesar disso, sinto que estou a morrer aos poucadinhos: a cada dia constato sinais característicos: acordo cedo demais, 4 hs; não consigo mais fazer solda eletrônica, a mão treme; o aparelho digestivo claudica (o terceiro K de Anninha); sinto dormência nas extremidades das mãos e dos pés...!

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Mensagem  manel1 em 15/10/2014, 21:21

Pois é amigo Holbein, há coisas que a idade não perdoa, mas nem tudo é mau, afinal, provavelmente é a única pessoa que conheço com essa idade ainda se mantém lúcida, ainda escreve por aqui como poucos, quem ler aqui os seus comentários, não diria tratar-se de uma pessoa da sua idade.

Provavelmente li todos os seus comentários aqui no fórum, mas quem abraça este hobby com a paixão você evidencia, certamente que terá sempre algo novo para nos contar, sendo assim, há algumas perguntas que me vêm à mente tendo em conta os seus imensos anos de dedicação ao áudio, cada uma delas da pano para mangas, portanto , vamos com calma...

Uma das perguntas que certamente passou pela cabeça de todos os audiófilos é acerca da importância relativa das fonte, amplificação e colunas no sistema de som, ou seja, a qual destes três componentes deveremos dar mais importância e gastar a maior fatia do nosso orçamento? E certo que o politicamente correcto seria dizer que são todas muito importantes e deveremos manter o sistema equilibrado sem grandes discrepâncias no investimento feito em cada uma delas, mas todos temos as nossas preferências, a esta altura do campeonato qual é a sua preferência e porque?

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Mensagem  holbein menezes em 16/10/2014, 10:12

Ora, meu caro Manel 1, vejamos se nos entendemos: a reprodução do som musical em conserva pode ser considerada um "fenômeno" inda que não "natural": inventado. Na Natureza (e na Vida) todos os fenômenos são constituídos de partes, e tais partes são interligadas, e, ao mais vezes, dependentes entre si. Não é diferente o "fenômeno" da replicação eletrônica da música.

O elo essencial do sistema de som é o primeiro, o começo, a leitura da mídia uma vez que, diz a música anônima: "Pau que nasce torno/Nunca se endireita./Menina que requebra/A mãe pega na cabeça". Considere: o sinal de aúdio registrado na mídia é de alguns milivoltes; no ledor sofre amplificação de duas mil vezes. Portanto, qualquer "irregularidade" na leitura da mídia será magnificada duas mil vezes! Do ledor o sinal vai ao pré ou amplificador, e aí no amp o sinal só é amplificado algumas centenas de vezes. Portanto... todos os cuidados ainda são pouco com a otimização do ledor, desde sua instalação até sua alimentação elétrica. Sim, alimentação elétrica! Você sabia, Manel 1, que qualquer vibração no ledor é captado pelo sinal de áudio via capacitores da fonte dos ledores?

Portanto, Meu irmão lusitano, nenhum exagero é "exagero" quando se trata de instalar o ledor em condições nirvanescas!!

Amanhã escrevo sobre as outras perguntas. Mas tenha minha opinião como, ora! uma opinião. Em alta-fidelidade não há vez para "magister dixit".

Obrigado por ler-me.

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Mensagem  manel1 em 16/10/2014, 12:14

Viva

Na sua resposta mencionou factores que influenciam a reprodução do som, que apesar de serem desde longa data alvo de especial atenção por parte de alguns fabricantes de aparelhos de audio com créditos bem firmados nesta área, so mais recentemente começam a ser levados a sério por parte desta indústria, um deles é a qualidade da corrente eléctrica que alimenta os circuitos, refiro-me concretamente às fontes de alimentação, o outro factor são os cuidados postos no sentido de minimizar vibrações.

Uma corrente bem estabilizada e livre de impurezas contribui de forma marcante para que nos apercebamos de todos os detalhes presentes na gravação da obra musical, cada nota emerge assim de um background mais negro, onde mais facilmente se destaca. Os cuidados postos na redução das vibrações acabam por ter um efeito algo semelhante ao das melhorias da corrente eléctrica.

Que nos pode dizer acerca destes dois pontos, tem alguns cuidados especiais nos seus sistemas que queira compartilhar connosco, utiliza alguns "acessorios" para filtrar a corrente, cabos de corrente de melhor qualidade ou dispositivos anti-vibracao?

Obrigado por partilhar da sua experiência.

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Mensagem  holbein menezes em 16/10/2014, 19:22


Esta coisa de "corrente estável", hoje em dia, não é essencial para uma boa e autêntica replicação do som musical; porque a miniaturização resolveu em grande parte os problemas de instabilidade elétrica em AC; uma vez que a corrente em DC dos aparelhos modernos é mínima, e baixa a amperagem. No tempo das válvulas...

Eu cá no meu setup, que uso o OPPO como ledor - e em razão dos muitos recursos do OPPO - não me utilizo de pré-amplificador, o sinal do ledor vai direto aos amplificadores, no meu caso, um par de Marantz MA 700U. Ainda assim, "isolo" o OPPO dos espúrios da rede elétrica por via de um transformador isolador toroidal de 500 W; e tem me parecido suficiente. Os amplificadores Marantz, de muito maior consumo de energia, em vista de suas excelentes fontes de poder, ligo-os a dois rebaixadores de tensão (os Marantz são 110 AC) os quais são conectados em outro transformador isolador toroidal de 2.5K (sim! dois mil e quinhentos watts, e esse detalhe é importante!); o toroidal de 2.5K é ligado direto no medidor de entrada da elétrica residencial, sem desvios.

Entretanto, a qualidade da corrente elétrica não se torna indispensável para o ledor - repito do outro post, que amplifica o sinal de leitura em cerca de duas mil vezes - em virtude do baixo consumo de energia.

Embora o elo essencial do sistema de reprodução do som musical seja o ledor, o fator determinante da boa qualidade da reprodução está na caixa de falantes. Do que falarei em outro post.

Por que toroidal e não um transformador de lâminas? Porque NENHUM transformador de lâmina, por mais apertadas que estejam as lâminas, é isento de vibração (mínimas, mas vide o fator de amplificação de que falei). O toroidal, cujo enrolamento é feito sobre um núcleo maciço de ferro, se bem construído não cria vibração alguma. E, não esqueça, Manel 1, que para um fator de amplificação de duas mil vezes, qualquer vibração vira VIBRAÇÃO!

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Mensagem  ricardo onga-ku em 17/10/2014, 09:36

Bom dia Holbein e António,

É verdade que as caixas acústicas são o componente que mais afecta (negativamente) o sinal e como tal é vulgar dizer-se que seja este o equipamento que deve consumir a maior fatia do orçamento (se a fonte for um sistema de reprodução de vinil — gira-discos, célula, braço, prévio — a proporção altera-se) mas concordo que todos os equipamentos de um sistema (fonte, amplificação, transdução) têm igual importância, exactamente porque o papel desempenhado por cada um deles é único e indispensável à reprodução do sinal gravado.

Na minha experiência o desempenho da quase totalidade dos equipamentos comerciais pode ser mais ou menos melhorado.
Infelizmente há até bastantes equipamentos que sofrem de falhas graves ao nível da concepção e o seu desempenho está irremediavelmente comprometido.
Isto é natural pois quase todos os fabricantes sofrem de constrangimentos orçamentais (que afectam a pesquisa e o desenvolvimento), de mercado (os custos de produção e a estética influenciam de forma profunda a concepção) e nem sempre as soluções técnicas ou topologias escolhidas são as mais eficazes; além disso muitos deles procuram dar aos seus equipamentos uma "sonoridade" maison que nem sempre é a mais "neutra" ou aquela que melhor se adapta ao nosso "gosto".
Como tal, sou levado a crer que a modificação e optimização dos equipamentos do sistema é muito mais importante e afecta o desempenho de maneira muito mais profunda e eficaz do que o recurso a acessórios como os cabos de sinal ou de corrente, filtros e outros; no meu ponto de vista esses acessórios procuram minimizar os efeitos dos sintomas em vez de minimizar as causas dos problemas.
Posso dar como exemplos o recurso a cabos de capacidade elevada para atenuar o agudo demasiado proeminente de uma certa caixa acústica ou a um filtro de corrente quando há um problema nas massas ou uma deficiência de concepção nas fontes de alimentação.

A meu ver faz mais sentido olhar para (o interior de) cada um desses elementos, fonte-amplificador-transdutor, e analisar a sua concepção bem como estudar as medições publicadas (quando estas existem) e perceber se e como e onde podem ser melhorados (p.ex.: fonte de alimentação, grounding, eliminação de componentes/circuitos supérfluos, substituição de componentes por equivalentes de melhor desempenho, redução de vibrações, etc.).
E aqui começam os problemas porque essas intervenções cirúrgicas estão condicionadas pelas nossas capacidades técnicas e pelo nosso conhecimento empírico; além disso, a "desvirginização" de um equipamento não só reduz drasticamente o seu valor comercial como pode danificá-lo, de onde se conclui que a prática séria do audio requer uma abundância de fundos bastante considerável.

Boas escutas,
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Mensagem  manel1 em 17/10/2014, 12:40

Viva Ricardo, bem vindo de volta. É sempre instrutiva a participação regular de alguém com uma visão predominantemente teórica do áudio. Guardarei a minha opinião para mais tarde, para não influenciar estas "conversas" embora os meus pontos de vista se possam entrever nas minhas intervenções.

Holbein, voltando à conversa, pelo que nos vai dizendo, na sua opinião embora a fonte de sinal seja em grande parte responsável pela informação que o sistema é capaz de reproduzir, as colunas são para si o factor determinante na reprodução de música gravada. Na sua opinião, que características devem as colunas possuir para desempenharem cabalmente a sua funcao? O que acha determinante numa coluna?

Existem no mercado vários tipos de colunas, electrostáticas, open baffle, de caixa, entre outras, para qual delas vai a sua preferência, qual delas poderá criar melhor a ilusão de termos uma orquestra, um quarteto de cordas ou apenas um voz, a actuar na nossa sala? Rejeitaria algum destes tipos por serem limitados de alguma forma?

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Mensagem  vfarias em 17/10/2014, 16:27

ricardo onga-ku escreveu:Bom dia Holbein e António,

É verdade que as caixas acústicas são o componente que mais afecta (negativamente) o sinal e como tal é vulgar dizer-se que seja este o equipamento que deve consumir a maior fatia do orçamento (se a fonte for um sistema de reprodução de vinil — gira-discos, célula, braço, prévio — a proporção altera-se) mas concordo que todos os equipamentos de um sistema (fonte, amplificação, transdução) têm igual importância, exactamente porque o papel desempenhado por cada um deles é único e indispensável à reprodução do sinal gravado.

Na minha experiência o desempenho da quase totalidade dos equipamentos comerciais pode ser mais ou menos melhorado.
Infelizmente há até bastantes equipamentos que sofrem de falhas graves ao nível da concepção e o seu desempenho está irremediavelmente comprometido.
Isto é natural pois quase todos os fabricantes sofrem de constrangimentos orçamentais (que afectam a pesquisa e o desenvolvimento), de mercado (os custos de produção e a estética influenciam de forma profunda a concepção) e nem sempre as soluções técnicas ou topologias escolhidas são as mais eficazes; além disso muitos deles procuram dar aos seus equipamentos uma "sonoridade" maison que nem sempre é a mais "neutra" ou aquela que melhor se adapta ao nosso "gosto".
Como tal, sou levado a crer que a modificação e optimização dos equipamentos do sistema é muito mais importante e afecta o desempenho de maneira muito mais profunda e eficaz do que o recurso a acessórios como os cabos de sinal ou de corrente, filtros e outros; no meu ponto de vista esses acessórios procuram minimizar os efeitos dos sintomas em vez de minimizar as causas dos problemas.
Posso dar como exemplos o recurso a cabos de capacidade elevada para atenuar o agudo demasiado proeminente de uma certa caixa acústica ou a um filtro de corrente quando há um problema nas massas ou uma deficiência de concepção nas fontes de alimentação.

A meu ver faz mais sentido olhar para (o interior de) cada um desses elementos, fonte-amplificador-transdutor, e analisar a sua concepção bem como estudar as medições publicadas (quando estas existem) e perceber se e como e onde podem ser melhorados (p.ex.: fonte de alimentação, grounding, eliminação de componentes/circuitos supérfluos, substituição de componentes por equivalentes de melhor desempenho, redução de vibrações, etc.).
E aqui começam os problemas porque essas intervenções cirúrgicas estão condicionadas pelas nossas capacidades técnicas e pelo nosso conhecimento empírico; além disso, a "desvirginização" de um equipamento não só reduz drasticamente o seu valor comercial como pode danificá-lo, de onde se conclui que a prática séria do audio requer uma abundância de fundos bastante considerável.

Boas escutas,
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Caros foristas,

antes de mais perdoem-me a intromissão, apesar de subscrever algumas das considerações aqui expostas.

É certo que o desempenho dos equipamentos pode ser melhorado; é certo que (com mais ou menos restrições orçamentais) existem equipamentos com falhas graves no desenho, concepção e implementação, onde o compromisso entre desempenho/ valor se encontra de facto comprometido, e conquanto a optimização dos equipamentos de um sistema seja relevante, temos de adicionar outros elementos à equação, que não apenas a componente tecnológica ou audiófila se preferirem.

Não podemos descurar que os consumidores, para além de terem gostos diferentes na forma em como ouvem música, possuem também restrições orçamentais, razão principal (na grande maioria dos casos) que os leva a adquirir elementos de mais baixa qualidade, de fazer sidegrades, etc., já para não falar de que poucos são os que possuem o conhecimento técnico para manusear os componentes necessários, para efectivar mudanças reais aos seus equipamentos e sistemas. Importa referir que não existiria mercado sem consumidores e são os consumidores que "ditam" ao mercado as suas preferências e requisitos. É desta forma que, por consequência, se condiciona o desenvolvimento que os fabricantes aportam aos seus produtos e soluções, i.e., para corresponder às exigências/ necessidades dos (seus) clientes.

Dito isto, uma modificação/ optimização de componentes, afectará proporcionalmente o desempenho dos equipamentos de forma notória, ao invés da utilização de cabos ou outros elementos que por vezes mascaram apenas as ineficiências dos equipamentos, mas, se é verdade que existe quem recorra p.ex. a cabos para atenuar ou potenciar determinadas frequências, não é menos verdade que nem todos tem a possibilidade de escolher equipamentos para os seus sistemas, cujo design, implementação e performance sejam realmente dignos de nota. Mesmo no caso de quem tem reunidas as condições necessárias para adquirir equipamentos (na teoria) irrepreensíveis, quer ao nível da sua concepção e desempenho, não existe o garante (mesmo com a observação de todos as métricas e gráficos disponíveis) de que, como sistema, funcionem bem juntos ou melhor dizendo que agradem.

É por isso que para alguns fará mais sentido um determinado upgrade, para outros a modificação de componentes, melhorando equipamentos existentes, e para a grande maioria, a adequação dos seus recursos (financeiros) face ao compromisso que estão dispostos a fazer pelo prazer que lhes dá ouvir música.

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Mensagem  manel1 em 17/10/2014, 18:16

Vivam

Sim, Vfarias, estou plenamente de acordo com os seus comentários, como em tudo, neste hobby, cada um faz as suas opções consoante os conhecimentos que tem do áudio e a sua disponibilidade financeira.

Já tive oportunidade de fazer upgrades, não apenas com os ditos acessórios, mas também com recuso à modificação/optimização de alguns componentes, qualquer uma das vias, pode ter resultados surpreendentes, mas estas duas opções não são mutuamente exclusivas, mas complementam-se.

A modificação de qualquer equipamento, regra geral, leva á invalidação da garantia, razão pela qual alguns audiófilos nem sequer pondera esta opção. Por outro lado os ditos acessórios podem ser usados sem contra-indicações. Chamo no entanto a atenção para o facto de que a maioria dos componentes de alto gabarito, já trazem ''de série'', para além de componentes de alta qualidade, soluções que minimizam vibrações e permitem uma corrente mais ''limpa'', por isso (mas não só) tocam tão bem, mas, mesmo estes podem sentir o beneficio de alguns acessórios.

Provavelmente muita gente não faz ideia da quantidade de acessórios que existem e certamente que 90% dos audiófilos não faz ideia das melhorias que estes podem trazer para o sistema de som. Só para citar alguns: Cabos (interligação, colunas e corrente); plataformas isoladoras; dispositivos antivibração para acoplar debaixo dos equipamentos, colunas e cabos e também por cima destes, pedras de granito por baixo dos equipamentos e colunas; fusíveis nos equipamentos e quadro eléctrico, porta-fusiveis do quadro eléctrico; materiais para minimizar interferencias EMI e RFI; dispositivos de filtragem da corrente e regeneradores de corrente; circuito eléctrico dedicado ao áudio. Depois ainda temos o tratamento acustico e ressoadores, que fica ao critério de cada um considerar como acessórios, uma vez que tratam a sala e não o sistema. Meus amigos... todos estes ''acessórios'' se bem escolhidos alteram por completo o sistema de som.

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Mensagem  holbein menezes em 17/10/2014, 20:23

Sabem os irmãos do além-mar, e sabem os que me conhecem de algum tempo que não considero equipamento de áudio como o fac-totum da boa reprodução do som musical; e por equipamento de áudio estou a referir-me às grifes. Em outras palavras: o dinheiro não é sinônimo de boa reprodução, que se não compra nem se adquire em loja: faz-se em casa; ainda que o dinheiro possa vir a ajudar.

Todos os ledores de mídia que conheço - e meus mais de sessenta anos de atividade como audiófilo dão-me credencial -, todos os ledores que experimentei (e experimentei muito, desde o velho Garrard 301 para ler discos de cera (78rpm), long paying até um gravador AMPEX profissional de estúdio para ler fitas pré-gravadas, e agora a maravilha do blu-ray através de um OPPO de imensos recursos), TODOS puderam desempenhar BEM ou MAL ou SOFRÍVEL (as mesmas unidades) a depender do modo como eu os utilizava. Quer dizer, o equipamento em si, a marca, fosse GARRAD, WHARFEDALE, QUAD, AMPEX, o escambau, uma dita unidade física per se não produzia boa reprodução musical. E sim, boa, regular ou péssimo, A MANEIRA como em dadas circunstâncias eu as utilizava.

Ainda agora, na minha "moderna" sala dedicada (mínima em tamanho mas o máximo de qualidade que logrei criar até hoje, aos 92 anos de idade), ainda agora estou a usar o blu-ray e um par de Wharfedale W-15 em "true infinite baffle". Todos meus cabos de interconexão foram feitos por mim; e não acredito em cabo de força nem tomada "hospital grade"; só creio em BOM CONTATO!

Claro que não vou partir para a radicalização: a melhor grife, o cabo mais caro, as mídias modernas, esses apetrechos se não causam "melhoras" também não produzem "pioras"; eles em si. O modo como utilizados, ou seja, o ouvinte, é que pode fazer a diferença.

Construí para mim três salas dedicadas: no Rio, uma sala de 50 m², em Florianópolis, um estúdio de 36 m², nas rigorosas medidas do Segmento Áureo para pé-direito de 3 m; e aqui em Fortaleza - e é a "melhor (ou seja, que me agrada mais enquanto músico), tem só 10 m². Ainda agorinha mesmo acabei de ouvir com um agrado excepcional, a ópera L'OLIMPIADE, de Pergolesi, orquestra com instrumentos da época e cantantes soberbos, peça com duração de 170 minutos! Sim, quase três horas de audição; e ninguém consegue ficar sentado numa cadeira, três horas, sozinho, se a reprodução não estiver prazerosa.

Mais ainda: eu que já fui de QUAD (sou - ou fui - amigo de Ross Walker, representei a QUAD no Brasil durante cinco anos), Marantz, McIntosh, Jeff Rowland etc., e meus equipos atuais são tupiniquins: as caixas eu mesmo as fiz, os eletrônicos não me custaram além de 5.000 dólares! E É O MELHOR SOM QUE JÁ TIVE!!

Portanto, e que me desculpem Manel 1 e vfarias, a sala de escuta tem que ter "a cara da gente"; ora, se a gente é abonada de dinheiro, as grifes pululam; mas se não é, como eu, obedeçamos à Biblia: "fiat lux"!

É assim que penso, e ajo.

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Mensagem  Julião em 17/10/2014, 21:52

holbein menezes escreveu:Em outras palavras: o dinheiro não é sinônimo de boa reprodução, que se não compra nem se adquire em loja: faz-se em casa;
Todos os ledores de mídia que conheço - e meus mais de sessenta anos de atividade como audiófilo dão-me credencial -, todos os ledores que experimentei (e experimentei muito, desde o velho Garrard 301 para ler discos de cera (78rpm), long paying até um gravador AMPEX profissional de estúdio para ler fitas pré-gravadas, e agora a maravilha do blu-ray através de um OPPO de imensos recursos), TODOS puderam desempenhar BEM ou MAL ou SOFRÍVEL (as mesmas unidades) a depender do modo como eu os utilizava. Quer dizer, o equipamento em si, a marca, fosse GARRAD, WHARFEDALE, QUAD, AMPEX, o escambau, uma dita unidade física per se não produzia boa reprodução musical. E sim, boa, regular ou péssimo, A MANEIRA como em dadas circunstâncias eu as utilizava.

Ainda agora, na minha "moderna" sala dedicada (mínima em tamanho mas o máximo de qualidade que logrei criar até hoje, aos 92 anos de idade), ainda agora estou a usar o blu-ray e um par de Wharfedale W-15 em "true infinite baffle". Todos meus cabos de interconexão foram feitos por mim; e não acredito em cabo de força nem tomada "hospital grade"; só creio em BOM CONTATO!

Claro que não vou partir para a radicalização: a melhor grife, o cabo mais caro, as mídias modernas, esses apetrechos se não causam "melhoras" também não produzem "pioras"; eles em si. O modo como utilizados, ou seja, o ouvinte, é que pode fazer a diferença.

quase três horas de audição; e ninguém consegue ficar sentado numa cadeira, três horas, sozinho, se a reprodução não estiver prazerosa.

Portanto, e que me desculpem Manel 1 e vfarias, a sala de escuta tem que ter "a cara da gente"; ora, se a gente é abonada de dinheiro, as grifes pululam; mas se não é, como eu, obedeçamos à Biblia: "fiat lux"!

É assim que penso, e ajo.
É a primeira vez que tenho oportunidade de participar neste espaço, e desde já Aproveito para felicitar o anfitrião de Alêm Mar por tão sábias palavras.
E eu já agora aproveito com apenas pouco mais de um terço do tempo destas lides que o Meu Amigo para dizer que não poderia estar mais de acordo !
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Grande Abraço e boas audições.
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Mensagem  vfarias em 17/10/2014, 23:07

@Holbein: Totalmente de acordo: "fiat lux"!
@Manel1: Não o teria dito de forma mais assertiva.

Um abraço a ambos.

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Mensagem  ricardo onga-ku em 18/10/2014, 10:38

Algumas imagens das salas do Holbein:



discos - Espaço Holbein Menezes - Página 35 Salinhas_holbein_2



discos - Espaço Holbein Menezes - Página 35 FZAfrente

discos - Espaço Holbein Menezes - Página 35 Holbein_fza_2

discos - Espaço Holbein Menezes - Página 35 FZAatras







discos - Espaço Holbein Menezes - Página 35 Hrgc5j

Holbein Menezes escreveu:Esclarecimentos sobre as fotos de minhas salas:

Na do Rio os falantes eram um par dos eletrostáticos QUAD-55, acrescidos de super tweeters de bobina móvel; o sistema subgrave ficava atrás dos assentos; instalação em estéreo (dois canais).

Na foto da sala de Floripa pode-se ver lá no fundo meia corneta em true infinite baffle. Sistema estéreo com o diferencial de fase para efeito de ambiência, via uma única caixa posicionada atrás dos assentos.

A situação da sala de Fortaleza não é mais a registrada pela foto.

Em uma foto vê-se as Clarity Martin Logan, e um par de painel aberto (estava desligado).

Cortina e "gaiolas" acústicas que se observam em duas fotos foram retiradas.

Três fotos contemplam o processo de confecção do true infinite baffle em parede lateral.

A última fotografia é o triste retrato de uma experiência fracassada, porquanto subgrave em caixa de madeira é uma piada!

Em tempo: notem em uma foto o teto rebaixado em forma de escada, portanto irregular; para evitar o paralelismo entre piso e teto.
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Mensagem  holbein menezes em 18/10/2014, 12:01


ATENÇÃO!, as fotos vistas de baixo para cima, as 5, 6 e 7 são de uma sala do apartamento da Rua Frei Mansueto que aluguei quando voltei à Fortaleza; a sala de hoje é a da foto 3, de cima para baixo, da Rua Vilebaldo Aguiar, apartamento que minha mulher Hermosa Maria comprou... (Nada como um velho viúvo voltar a casar... com uma mulher de dinheiro! Ah! Ah! Ah!)

E parabéns ao Ricardo! Tem mais fotos das minhas salas do que eu próprio, pode?

Mas atentem para um fato intrigante: a sala do Rio (tratada acusticamente) tinha 50 m²; a de Florianópolis, toda de madeira (cedro) em modo costaneiras, paredes duplas ensanduichadas com areia de rio, medidas no rigor do Golden Ratio, tinha 36 m²; as duas salas de Fortaleza, ambas quadradas, pequenas etc. só foram "tratadas" com vistas às reflexões, e não à acústica. E FORAM AS MAIS MUSICAIS DAS QUANTAS CONSTRUÍ! Não é de pasmar?

Porque a partir do "achado" do Dr. Amar Bose, Professor da Universidade de Massachusett, "achado" consubstanciado pelas pesquisas que fez em teatro e "aritmectizadas" pelas percentagens de que 89% dos sons que chegam aos ouvidos dos espectadores SÃO REFLETIDOS, e apenas 11%, diretos(!!), a partir disso deixei de preocupar-me com a fajutice das absorvibilidade para cuidar do disciplinamento das reflexões.

E tenho sido feliz!!!!

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Mensagem  holbein menezes em 18/10/2014, 14:50

Atenção Moderador Manel 1!

Pretendia criar um novo tópico no "meu" espaço (talvez melhor seria dizer, no "espaço que leva meu nome"), e recebi nas fuças as seguintes advertências:

1 - "Você não está mais controlando este tópico".

2 - Desculpa, mas apenas usuários (sic) com acesso especial podem colocar tópicos neste forum".

Diante disso, a não ser que me liberem dessas proibições, volto a minha insignificância, torno-me ausente MAIS UMA VEZ.

Holbein Menezes.

Sou do "partido" do CAETANO VELOSO: ´"é PROIBIDO PROIBIR!".

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Mensagem  manel1 em 18/10/2014, 15:33

holbein menezes escreveu:Atenção Moderador Manel 1!

Pretendia criar um novo tópico no "meu" espaço (talvez melhor seria dizer, no "espaço que leva meu nome"), e recebi nas fuças as seguintes advertências:

1 - "Você não está mais controlando este tópico".

2 - Desculpa, mas apenas usuários (sic) com acesso especial podem colocar tópicos neste forum".

Diante disso, a não ser que me liberem dessas proibições, volto a minha insignificância, torno-me ausente MAIS UMA VEZ.

Holbein Menezes.

Sou do "partido" do CAETANO VELOSO: ´"é PROIBIDO PROIBIR!".

Calma Holbein, este espaço é somente para você, se não pode criar tópicos deve-se a um problema técnico, que penso só pode ser resolvido pela administração. Estamos a tratar disso, logo que esteja resolvido enviamos mensagem.
Agradecemos a sua compreenção.

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