A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

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Air Tight ATM-1 : A renascensa do classicismo ...

Mensagem  td124 em 22/9/2009, 16:21


No inicio da década dos oitenta o mundo da alta fidelidade està perfeitamente cristalisado e é algures muito parecido com o que conheçemos hoje. A Audio Research e a Conrad Johnson, com a ajuda dos seguidores Americanos, reinam nas mais altas esferas da hifi, ao qual os jornalistas deram o nome de topo de gama “high-end” em inglês. Pela primeira vez na historia da disciplina, sao as novas empresas que escrevem as regras do jogo e nao as marcas classicas. Estas ultimas de todas as maneiras jà perderao a essência que as animava à excepçao da McIntosh e da QUAD. A Marantz e a Harman Kardon estao na mao de grupos japoneses e apostam mais na quantidade que na qualidade. Na Inglaterra QUAD, continua a escrever a historia, mas a transistores desta vêz. As veneraveis Leak, Radford, etc jà nao existem. Em contrapartida novas marcas como a Michaelson & Austin (do Tim de Paravincini “EAR Yoshino”), Audion e Audio Innovations, estao prestes a nascer e vao perpétuar a tradiçao Inglesa. Na Dinamarca Ole Môller està prestes a lançar o Copland CTA 401, e na França a Verdier e Yves Cochet produzem confidencialmente alguns aparelhos a valvulas. Na Alemanha a Kebshull, Dr Klimo e a Orange audio estao prestes a lançar a gama deles. Como véem a valvula vive, cresce e ganha terreno, mas as nuvens no horizonte continuam escuras e ameçeadoras. E preciso ver que nesta época todas as valvulas utilisadas sao o stock existente dos anos 60/70. Os industriais nao acreditam no retorno total das valvulas, e as poucas que sao ainda produzidas em ocidente, sao com finalidades militares!!!
Sem a confiança dos industriais das valvulas, o futuro continua incerto, e o perigo de se esgotar os stock’s, està na mente de todos os constructores, e cria o receio geral. No Japao a situaçao é clara, todos os grandes construtores pararam a produçao de aparelhos a valvulas à excepçao da Luxman que tém ainda para o prestigio um modelo ao catalogo, o MQ 360, e que quer acabar de uma maneira definitiva a produçao deste ultimo. Um homem està na confidência das decisoes da Luxman, e nao por acaso, pois é ele o criador dos ultimos modelos a valvulas da marca. A ideia que o “saber fazer”, ou seja o Know-how Japonês em valvulas desapareça, nao é aceitavel. Em 1985 com a ajuda de um socio ele vai criar uma marca “testemunho” para perpétuar a arte japonesa e impedi-la de morrer. Este homem chama-se A. Miura e é o pai do primeiro aparelho, e o mais respeitado, da Air Tight, ou seja o ATM-1, que vai ser o nosso hospede durante este capitulo.


Apresentaçao : O ATM-1 é ao nivel do circuito um aparelho classico, uma espécie de herdeiro à Japonesa do Marantz 8B, que os japoneses veneram tanto. Mas isto é em aparência e em aparência somente. Na realidade o ATM-1 cristalisa a maestria da escola audiofila japonesa num aparelho comercial, e isto pela primeira vez da historia. Vamos là compreender juntos a razao da presença deste aparelho aqui, nesta saga e nestas linhas. Em aparência o ATM-1 é um aparelho a valvulas classico no design e na implantaçao dos componentes. Mas um olhar atentivo faz sair alguns elementos raros para a época. Os transformadores de saida sao de um tamanho excepcional em relaçao às EL34 que o equipam. Fabricados pela Tamura que é a “Bentley” dos transformadores japoneses e dimensionados para passar o dobro ou o triplo da potência total (36 watts), eles asseguram uma linearidade sem falha a todas as frequências. Sao uma obra prima, cujo preço faria hesitar qualquer constructor!!! Mas nao é tudo, uma olhada furtiva para o corpo “chassis”, dà a ver o nivel de perfeiçao deste ultimo. Fabricado em França nos Alpes, proximo da Suiça, é o apogeu da perfeiçao metalurgica Françesa. Nao hà defeito algum, NADA... No interior é a mesma coisa. A cablagem ponto a ponto em homenagem aos pioneiros QUAD, McIntosh é de uma perfeiçao total, e foi escolhido sobre os parametros da escuta. Os componentes sao todos de uma qualidade ultima, sem excepçao... Nenhum traço ou resto de soldadura é visivel no interior, e isto é a prova do espirito obcessional de fabricaçao deste aparelho. Ele vai utilisar diodos a valvulas em vêz dos solid state afim de puxar a tradiçao ao maximo e de obter a fineza de reproduçao que esta técnica bem utilisada procura. O ultimo ponto que faz este aparelho particular é o numero de entradas. So possede duas, uma à frente e uma atràs, o que faz dele um aparelho pouco tipico, pois nao é nem um integrado nem verdadeiramente um amplificador de potência. Dois potenciometros permitem de regular individualmente o nivel sonoro de cada canal. Pode-se considerar o ATM-1 como sendo um amplificador integrado minimalista. A maior parte dos aparelhos chineses de hoje, tentao em vao, copiar a nobreza, assim que os codigos de fabricaçao deste aparelho, o que faz dele neste aspecto um verdadeiro chefe de fila...

Avantagens : Como todo aparelho “testemunho”, ou seja, baseado sobre um esquema classico antigo, fiavel e musical, mas equipado com os melhores componentes do momento e um “saber fazer” proprietario, o ATM-1 é um amplificador “acabado” ao nivel dos resultados da escuta. A fiabilidade é excepcional e o resultado de escuta é ao nivel dos meios utilisados. A polarisaçao automatica faz dele um aparelho sem preocupaçoes de utilisaçao. As valvulas utilisadas sao faceis a encontrar. O estatuto de integrado minimalista, permite de ligar directamente uma ou duas fontes. E verdadeiramente ao nivel estético e de fabricaçao um belo e nobre objecto. Este aparelho faz renascer o estilo classico a valvulas...

Inconvenientes : Visto que o esquema nao é original, é impossivel de revolucionar a escuta. Este aparelho vai muito mais longe do que os aparelhos do qual se inspirou, mas a veia é a mesma. E este o limite destes exercicios de estilo...
Outro inconveniente é a origem. Até aos anos noventa a produçao japonesa “audiofila” é desdenhada no ocidente. Foi preciso esperar o reconhecimento, tardio no ocidente, da escola audiofila japonesa para que a Air Tight alcançe a reputaçao e o prestigio que possede hoje.

Escuta : Como todos os grandes aparelhos, o ATM-1 acumula os paradoxos. O som é contemporaneo, moderno mesmo, e muito afastado do estilo que a sua tecnologia feria imaginar. A dinamica é muito boa e em osmose permanente com o ritmo. Os timbres sao belos mas sem excesso, uma certa forma de pudor invade a escuta deste aparelho. A sua justeza e objectividade sao exemplares, e obrigam o ouvinte a ser iniciado para compreender estas qualidades. A capacidade de controle das colunas faz pensar (sem atingir) a aparelhos mais modernos com alimentaçoes complexas. Mas os finais de nota e a palete harmonica assinam a utilizaço de diodos a valvulas e a qualidade extrema dos componentes. No final o aparelho perturba, pois em se assentando entre o mundo classico e o moderno, ele cria um estilo à parte que é necessario assimilar. Um aparelho que é uma estrela que ainda està muito longe de perder o seu brilho... uma maquina excepcional!!!


Última edição por td124 em 22/9/2009, 20:59, editado 1 vez(es)
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 22/9/2009, 18:20

vinyl33 escreveu:Então ??? Ainda nada ??!!... O Paulo perdeu a veia....

td124 escreveu:Esta frase mereçe que te deixe o privilégio de acabar a saga...

Eu não disse nada....

td124 escreveu:Mas como sou grande senhor, e que os ataques da plebe nao modificam em nada o meu fundo "gentleman" aqui vai a continuaçao

Até+

Begging your pardon...Sir


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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 22/9/2009, 18:27

td124 escreveu:..... aqui vai a continuaçao

Até+

Estás-nos a habituar mal....e vai sobrar para ti....vai pensando já nos temas das futuras "histórias"

Quanto ao último capitulo da saga... Excelente....e OBRIGADO
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 22/9/2009, 20:46

vinyl33 escreveu:
vinyl33 escreveu:Então ??? Ainda nada ??!!... O Paulo perdeu a veia....

td124 escreveu:Esta frase mereçe que te deixe o privilégio de acabar a saga...

Eu não disse nada....

td124 escreveu:Mas como sou grande senhor, e que os ataques da plebe nao modificam em nada o meu fundo "gentleman" aqui vai a continuaçao

Até+

Begging your pardon...Sir



That's allright mister vinyl33

Espero que o nbunuel e o western estejam contentes de ver os aparelhos Japoneses reabilitados no topico...

E apos esta esmola aos asiaticos, posso continuar a falar dos verdadeiros aparelhos, ou seja, dos ocidentais...

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 22/9/2009, 20:48

td124 escreveu:

E apos esta esmola aos asiaticos, posso continuar a falar dos verdadeiros aparelhos, ou seja, dos ocidentais...

Até+

Que enorme tendenciosidade.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 23/9/2009, 00:19

Maravilha! Só de pensar o que isto ainda promete!...
Obrigado td124!
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  xch em 23/9/2009, 09:04

E os chineses?
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 23/9/2009, 15:28

xch escreveu:E os chineses?

Coitados, esses, deixem-nos estar lá sossegados!...
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 23/9/2009, 15:40

xch escreveu:E os chineses?

Têm a virtude de fazerem coisas que não são más a preços bastante aceitáveis. Penso que muito do que é feito hoje por marcas europeias, está a um preço melhor devido à concorrência chinesa.
Só por isso, já valeu a pena.
Mas para a história......

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  westernelectric em 23/9/2009, 17:05

td 124

Não estava à espera que a inclusão do Air Tight fosse influenciada pelos "polémicos" posts enviados por mim e pelo nbunuel.
De qualquer modo, uma marca como a Air Tight não fica nada mal nesta história.
Bem, agora, venham lá os verdadeiros aparelhos.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 23/9/2009, 21:33

westernelectric escreveu:td 124

Não estava à espera que a inclusão do Air Tight fosse influenciada pelos "polémicos" posts enviados por mim e pelo nbunuel.
De qualquer modo, uma marca como a Air Tight não fica nada mal nesta história.
Bem, agora, venham lá os verdadeiros aparelhos.

Olà westernelectric,

nao, nao hà relaçao directa, nem sequer polémica alguma. Se reparar bem, o facto que eu tenha grupado o D79 e o MV75 num capitulo, liberta um lugar para um aparelho suplementar (pois eu disse que haveria oito amplificadores). O ATM-1 està muito bem nesse lugar, a historia continua justa e bela, e nos estamos todos satisfeitos

O proximo aparelho serà um pouco particular, por varias razoes:

1° E um aparelho que gosto muito, e é o aparelho que me deu a vocaçao de fazer o que faço ...
2° Conheço muito bem o designer, pois é o meu mestre "audiofilo", amigo, e uma das ultimas lendas vivas da hifi e um dos fundadores da escola audiofila japonesa (Antonio é ele a biblia que tu procuravas...).
3° O conjunto dos dois elementos citados acima, poderiam-me fazer perder a objectividade, mas da mesma maneira que abordei (acho eu) o Thorens TD124 sem discurso tendencioso, farei a mesma coisa com o proximo amplificador...

Faltam três para fechar o anel. Espero que até agora a breve historia ... vos agrade, e que vos dê vontade de ir mais longe...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 23/9/2009, 22:21

vinyl33 escreveu:
td124 escreveu:..... aqui vai a continuaçao

Até+

Estás-nos a habituar mal....e vai sobrar para ti....vai pensando já nos temas das futuras "histórias"

Quanto ao último capitulo da saga... Excelente....e OBRIGADO

E giro que fales nisso, pois eu dizia-me para comigo que seria simpatico de fazer a Breve historia das colunas..., das células..., dos braços..., dos phonos..., dos préamplificadores... e mesmo dos CD's e dos DAC's...

NUNCA NA VIDA depois desta c'est fini até à proxima...

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 23/9/2009, 22:45

td124 escreveu: Espero que até agora a breve historia ... vos agrade, e que vos dê vontade de ir mais longe...

Claro que dá vontade de ir mais longe tanto na história dos amps a válvulas, como das células, dos braços, das colunas, ......

Não penses que a malta te vai deixar ficar por aqui. Somos poucos mas bons e exigentes.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 24/9/2009, 07:25

td124 escreveu:
NUNCA NA VIDA depois desta c'est fini até à proxima...

Até+

Obrigado Paulo....eu sabia que não nos ias desiludir....
Ficamos ansiosamente a contar para muito breve com todas essas breves histórias...

P.S. - Convêm esclarecer que aqui em Portugal o nunca e o jamais têm significado oposto àquilo que certamente estás habituado. Isto desde o célebre "Jamais....Jamais" (Mário Lino dixit)...


Última edição por vinyl33 em 24/9/2009, 20:48, editado 1 vez(es)
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 24/9/2009, 07:49

vinyl33 escreveu:

P.S. - Convêm esclarecer que aqui em Portugal o nunca e o jamais têm significado oposto àquilo que certamente estás habituado. Isto desde o célebre "Jamais....Jamais" (Mário Lino dixit)...

E também os presidentes de futebol quando dizem; "Tenho total confiança no treinador da equipa" e na semana seguinte, pimba....
Portanto o nunca, jamais, vale no máximo para uma a duas semanas.

PS: É de salientar que aqui valem as regras nacionais.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 24/9/2009, 16:14

António José da Silva escreveu:
vinyl33 escreveu:

P.S. - Convêm esclarecer que aqui em Portugal o nunca e o jamais têm significado oposto àquilo que certamente estás habituado. Isto desde o célebre "Jamais....Jamais" (Mário Lino dixit)...

E também os presidentes de futebol quando dizem; "Tenho total confiança no treinador da equipa" e na semana seguinte, pimba....
Portanto o nunca, jamais, vale no máximo para uma a duas semanas.

PS: É de salientar que aqui valem as regras nacionais.

Estás condenado!...
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 25/9/2009, 22:14

fm&stereo escreveu:
António José da Silva escreveu:
vinyl33 escreveu:

P.S. - Convêm esclarecer que aqui em Portugal o nunca e o jamais têm significado oposto àquilo que certamente estás habituado. Isto desde o célebre "Jamais....Jamais" (Mário Lino dixit)...

E também os presidentes de futebol quando dizem; "Tenho total confiança no treinador da equipa" e na semana seguinte, pimba....
Portanto o nunca, jamais, vale no máximo para uma a duas semanas.

PS: É de salientar que aqui valem as regras nacionais.

Estás condenado!...

Nao sei, nao sei... o moral hoje està sentado ao lado Uma coisa é certa, acabarei a BHAValvulas e depois,logo verei

Amanha a saga continua, ainda hà três a comer...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 26/9/2009, 10:02

td124 escreveu:

Amanha a saga continua, ainda hà três a comer...

Até+

Venham eles! Estou cá com uma fome!...
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Lectron JH30 : O manifesto da terceira via ...

Mensagem  td124 em 26/9/2009, 11:35



Desde o inicio dos anos setenta um fenomeno evidente começa a se constatar. O mundo dos audiofilos està partajado entre os aficionados da valvula e os do transistor. Os primeiros celebram a riqueza harmonica, a vida, a classe e o natural da reproduçao, mas os segundos argumentam que a transparência fina, o controle, o rigor e o equilibrio de banda està do lado do “Solid State”. Quém tém razao ? Os dois evidentemente !!! Daqui a imaginar a terceira via, ou seja o aparelho que possa regrupar as qualidades de ambos, hà um pequeno passo. A ideia do hibrido vém de nascer, e marcas como a Philips vao fazer realizaçoes interessantes desde os anos setenta. Mas é sobretudo os Amplificadores OTL do Futterman nos EUA que estabeleçem os codigos desta nova disciplina. Mas se a ideia é nobre, na pratica a concretizaçao patina, e està longe de atingir o ideal da sua promessa. Os aparelhos do Futterman sao fràgeis, às vezes instàveis e utilizao valvulas e mesmo transistores raros. Mas sobretudo o som nao é o esperado, pois é parecido ou com uma, ou com a outra das tecnologias empregadas. A terceira via està blocada, e muitos designeres começam a vê-la ou como uma utopia ou como uma disciplina rafeira e sem nobreza. Um outro fenomeno (e esta frase é medida...) vai agravar a situaçao nos anos oitenta. Um jovem engenheiro de génio (o fenomeno !!!) vem de sair uma serie de aparelhos a transistores que revolucionam a escuta e os codigos desta tecnologia. E a série ML do Mark Levinson, os verdadeiros, os unicos... O golpe é duro para o mundo das valvulas. Em apenas quinze anos o transistor atinge um nivel de evoluçao técnologica e de escuta que a valvula levou mais do dobro a atingir. A Audio Research e a Conrad Johnson ultrapassao-se a si proprios e resistem (é isto os verdadeiros mitos...), e atingem de novo os niveis impostos pelo “Solid State”. A Audio Research pelos hibridos, e a Conrad Johnson pela série Premier. Mas a terceira via continua a afastar-se da realidade concreta, e fecha-se a si propria, numa espécie de caixa da Pandora. Mas o impensavel acontéçe, e chega do lado de onde se esperava menos !!! No fim dos anos oitenta uma jovem empresa Françesa sai um amplificador hibrido a valvulas, que vai ser o manifesto da terceira via. A utopia torna-se realidade e da maneira mais brilhante que se possa imaginar. O criador deste aparelho J. Hiraga, grava de novo o seu nome no marmore, e escreve a grande historia à maneira dele. O Lectron JH30 é aclamado por uma presse unanima, da Alemanha até ao Japao, como um aparelho musicalmente extraordinario e unico. Vamos là compreender juntos a origem e as particularidades deste amplificador quase extraterrestre...
Este aparelho é ainda produzido nos dias de hoje pela Jean Maurer na Suiça.

O Pai deste aparelho é um audiofilo completo, e uma lenda viva. Filho de pai Japonês e de mae Françesa, é um jovem estudante quando a escola audiofila nasce nos anos sessenta no Japao. Ele vai ser iniciado à audiofilia por três deuses, o Sr Sugano (Koetsu), o Sr Anzaï (Anzaï Zaïka) e o maior perfecionista do Japao o Sr Tanaka. No inicio dos anos setenta três dos seus aparelhos jà foram editados pela Radio Jitsu, e o estatuto de mestre e de fundador da escola jà lhe està adquirido. Sendo o mais jovem dos pioneiros, as suas criaçoes sao quase todas a transistores. De volta a França nos anos setenta ele cria uma revista seminal, L’Audiophile, que vai influênciar até hoje a audiofilia Françesa e ocidental. Especialista dos triodos, do 300B em particular (que ele sabe metamorfosar em magia...), vai misturar o seu conhecimento das valvulas e dos transistores desde a metade dos anos oitenta. Em 1989 nasce o Lectron JH30, a partir de um exercicio de estilo começado na revista L’Audiophile.



Apresentaçao : O Lectron JH30 é um aparelho simples em aparêcia, mas um golpe de génio no detalho. Os andares de entrada a transistores sao simples e eficazes. Um andar cascodo, a ganho elevado, com um transistor Fet e um Bipolar, asseguram o andar de entrada, de ataque e desfasador, como no QUAD II. So hà dois andares, o de entrada a transistores e o de potência com um duplo Push-Pull dos maravilhosos pentodos EL84. Os transistores sao regulados individualmente por uma alimentaçao simples e diabolicamente eficaz. Os componentes sao todos de nivel audiofilo, ou seja, o melhor, do melhor à escuta da época. Os transformadores de saida sao a desmaiar. O J. Hiraga vai utilisar o seu renome afim de convençer a firma Inglesa Partridge Transformers (a Rolls-Royce absoluta da matéria...), a fazer sobre medida os transformadores audio. Dimensionados para 90 watts, eles podem passar três vezes a potência do aparelho, com uma linearidade de 10 Hz – 90 KHz a 0dB !!! O JH30 é um verdadeiro integrado, e um phono universal (a transistores Fet) separado e alimentado pelo amplificador, pode-lhe ser juntado. Uma astucia deve ser mencionada ao nivel da utilizaçao. Em façada hà dois atenuadores (um por canal) com onze posiçoes. Estes atenuadores servem a equilibrar o ganho, em funçao da fonte e das colunas, afim de utilizar o potenciometro principal, de marca audiofila NOBLE, na sua zona linear, ou seja, de um quarto a três quartos do volume, e isto é uma ideia genial e unica !!! Seriam necessarias varias paginas, para abordar cada detalho deste aparelho que por detràs de uma aparente simplicidade é na realidade de uma grande originalidade e dotado de um “saber fazer” unico. O corpo é em aluminio e os transformadores sao recobertos por um capôt em inox nao magnético. O circuito impresso é montado sobre suspensoes, para evitar o efeito microfonico sobre as valvulas de potência, os suportes destas ultimas sao arrefecidos !!!. O aparelho é integralmente autopolarisado e autoequilibrado, sem alguma necessidade de manutençao, ou de afinagem. E um aparelho que conjuga a originalidade conceptual e o rigor obcessional, a França e o Japao, e é deste choque cultural, que vao nascer a magia e o encanto ...

Avantagens : O circuito que se resume a dois andares, favorisa um nivel de transparencia excepcional. A qualidade extrema dos componentes, faz o aparelho fiavel e musical. A autopolarizaçao torna-o quase tao simples de utilizaçao que um transistor. O phono separado é de uma qualidade fantastica. O tamanho modesto do aparelho permite de o integrar em qualquer movel hifi. Visualmente é um belo aparelho, muito bem fabricado.

Inconvenientes : A potência modesta de 30 watts do aparelho, e a utilizaçao de valvulas EL84, que sao menos conhecidas que as EL34 ou KT88, nao favorisam o acolho do aparelho como sendo, um verdadeiro representante do topo de gama. O preço muito elevado, e justificado pelo emprego de componentes carissimos, vai ser mal compreendido, pois a audiofilia ainda é confidencial. O JH30 é um aparelho culto, como o 8B da Marantz...

Escuta : O JH30 é hipnotico!!! Imaginem um aparelho rigoroso, transparente e definido, mas com sonoridades em permanência humanas, anti-electronicas. E isto a terceira via, e a nobreza dos verdadeiros hibridos. O nivel de performance é absoluto, e faz dele um dos raros aparelhos a saber reproduzir “O passaro de fogo” do Stravinski em separando perfeitamente os 84 instrumentos da orquestra, e em preservando a identidade propria de cada instrumento. A subtilidade na micro-modulaçao é fantastica, e os finais de nota sao de uma complexidade formal e harmonica, que transforma o auditor em actor. Este aparelho nao faz ouvir a musica, ele faz senti-la, e a experiéncia atinge uma forma de extase sensual. Os timbres nao sao nem aveludados como nas valvulas classicas, nem austeros como nos transistores. E o espaço do meio, ou seja, o da justeza. Um aparelho que prova que a verdade é mais bela, do que o mais fantastico dos sonhos...

PS : Este capitulo é dedicado ao mestre e pai do aparelho. Foi o meu primeiro fan, e devo-lhe o que sou, e o reconhecimento geral que possuo hoje. Obrigado Jean, e longa vida...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 26/9/2009, 12:59

Pouco posso dizer mais, a não ser aquilo que tu já sabes. Estou rendido aos teus conhecimentos e ao encanto da tua escrita. Novamente, o audiopt deve-te um grande OBRIGADO.

Abraço deste Portugal cheio de sol (ainda) para Montpellier.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 26/9/2009, 13:09

Eu também já não sei que mais palavras utilizar para agradecer tão notável e cativante trabalho...
Mas penso que um grande OBRIGADO e PARABÉNS são sempre devidos.
Um abraço.
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 26/9/2009, 14:16

Um abraço para voçês desta França (do sul...) ainda cheia de sol...

Estou no trabalho a ouvir o John Coltrane em vinilo, e penso em voçês (Antonio e Artur), gostaria que estivessem aqui para descer uma garrafa de Côte Rôtie convosco, sabem, aqueles grandes nectares que so se abrem para, e com os amigos...

Paulo
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 26/9/2009, 14:25

td124 escreveu:Um abraço para voçês desta França (do sul...) ainda cheia de sol...

Estou no trabalho a ouvir o John Coltrane em vinilo, e penso em voçês (Antonio e Artur), gostaria que estivessem aqui para descer uma garrafa de Côte Rôtie convosco, sabem, aqueles grandes nectares que so se abrem para, e com os amigos...

Paulo

Isso seria sem duvida uma tarde bem passada. Sou grande apreciador tanto do John Coltrane, como de um bom vinho, apesar de não conhecer esse a que te referes, mas tenho a certeza de que só pode ser bom.

Mandei-te pm.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 26/9/2009, 14:30

Éh lá! Já temos leitura!... Logo mais vou deliciar-me!...
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 26/9/2009, 15:35

António José da Silva escreveu:
td124 escreveu:Um abraço para voçês desta França (do sul...) ainda cheia de sol...

Estou no trabalho a ouvir o John Coltrane em vinilo, e penso em voçês (Antonio e Artur), gostaria que estivessem aqui para descer uma garrafa de Côte Rôtie convosco, sabem, aqueles grandes nectares que so se abrem para, e com os amigos...

Paulo

Isso seria sem duvida uma tarde bem passada. Sou grande apreciador tanto do John Coltrane, como de um bom vinho, apesar de não conhecer esse a que te referes, mas tenho a certeza de que só pode ser bom.

Mandei-te pm.

O Torga escreveu "começa na rocha e acaba na rocha este calvario..." em falando do vale do Douro, a patria do Porto aonde "hà nove meses de inverno e três meses de inferno..."
O Côte Rôtie é a mesma coisa, uma parede ingreme que cai a pico sobre o rio Rhône em baixo de LYON. E dessa parede aonde a vindima se faz com cordas, e o sol queima tudo, pois Côte Rôtie quer dizer (encosta rotida), nasçe um nectar dos deuses. Como se Deus aprendesse a humildade aos homens, e mostrasse que mesmo do Inferno terrestre a beleza pode nascer. E um vinho iniciatico, de meditaçao e austero que te obriga a elevar até ele. E por isso que, estes simbolos raros, so tém sentido no partajar com os que apreciamos... Eles sao uma liçao de vida e uma mensagem de amizade...

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 26/9/2009, 18:33

td124 escreveu:[
O Torga escreveu "começa na rocha e acaba na rocha este calvario..." em falando do vale do Douro, a patria do Porto aonde "hà nove meses de inverno e três meses de inferno..."
O Côte Rôtie é a mesma coisa, uma parede ingreme que cai a pico sobre o rio Rhône em baixo de LYON. E dessa parede aonde a vindima se faz com cordas, e o sol queima tudo, pois Côte Rôtie quer dizer (encosta rotida), nasçe um nectar dos deuses. Como se Deus aprendesse a humildade aos homens, e mostrasse que mesmo do Inferno terrestre a beleza pode nascer. E um vinho iniciatico, de meditaçao e austero que te obriga a elevar até ele. E por isso que, estes simbolos raros, so tém sentido no partajar com os que apreciamos... Eles sao uma liçao de vida e uma mensagem de amizade...

Até+

Que belo prefácio para a breve história dos bons vinhos!!...

abraço
João

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 26/9/2009, 20:43

td124 escreveu:.... gostaria que estivessem aqui para descer uma garrafa de Côte Rôtie convosco, sabem, aqueles grandes nectares que so se abrem para, e com os amigos...
Paulo

Obrigado Paulo...agora tens que arranjar maneira de encafuar uma Côte Rôtie na bagagem de porão.
Apesar de não ter tocado em nenhum desse néctares, o que é certo é que ainda estou "inebriado". Passei uma tarde agradabilissima, a convite do mr_niceguy - a quem apresento os meus agradecimentos, extensivos também ao Manuel - a extasiar-me com um setup cujas fontes foram:
- LP12+Ekos+Blackbird;
- TD160+Mayware IV+2M Red
O alto teor vinilico que se apoderou de mim, impede-me (ainda) de dizer coisa com coisa ..
Para além disso a descrição do evento e possivelmente algumas fotos cabem, de pleno direito, ao anfitrião...
Nota negativa - o sentimento de inveja que se apoderou de mim ao ver, tactear e ouvir particularmente uma obra (para mim de eleição) ....mas que infelizmente só tenho em CD...
Vai ser dificil ..... vai vai....
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 26/9/2009, 20:57

A ver se o anfitrião coloca rapidamente essas foros da tarde bem passada. Como se bateu o Thorens em comparação com esse icon que dá pelo nome de LP12. Claro que é um comparativo um pouco injusto visto que o LP12 é do topo e o 160 era um prato mais para o económico da Thorens. Mas mesmo assim, como foi....

Só eu é que não recebo convites destes....

É de notar que o velho do vinil continua a encantar quase 30 anos depois de lhe terem vaticinado a morte. E uma coisa é certa. Quem quer ouvir musica em todo o seu esplendor, não passa ao lado do analógico.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 26/9/2009, 21:02

vinyl33 escreveu:
td124 escreveu:.... gostaria que estivessem aqui para descer uma garrafa de Côte Rôtie convosco, sabem, aqueles grandes nectares que so se abrem para, e com os amigos...
Paulo

Obrigado Paulo...agora tens que arranjar maneira de encafuar uma Côte Rôtie na bagagem de porão.
Apesar de não ter tocado em nenhum desse néctares, o que é certo é que ainda estou "inebriado". Passei uma tarde agradabilissima, a convite do mr_niceguy - a quem apresento os meus agradecimentos, extensivos também ao Manuel - a extasiar-me com um setup cujas fontes foram:
- LP12+Ekos+Blackbird;
- TD160+Mayware IV+2M Red
O alto teor vinilico que se apoderou de mim, impede-me (ainda) de dizer coisa com coisa ..
Para além disso a descrição do evento e possivelmente algumas fotos cabem, de pleno direito, ao anfitrião...
Nota negativa - o sentimento de inveja que se apoderou de mim ao ver, tactear e ouvir particularmente uma obra (para mim de eleição) ....mas que infelizmente só tenho em CD...
Vai ser dificil ..... vai vai....

Nao te procupes, vai haver Côte Rôtie quando ai for...
Senao as escutas foram boas ao que vejo, e com bons atletas, LINN, Thorens, Sumiko, Ortofon,...
Isto enquanto os outros trabalham...
Qual é a obra que te mete nesse estado tao infeliz

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 26/9/2009, 21:27

td124 escreveu:
Qual é a obra que te mete nesse estado tao infeliz
Até+

Ok....lá vou ter que me confessar....
A banda da minha predilecção foi, é, e seguramente continuará a ser os Pink Floyd. Que "cota"....estou a ouvir a alguns....
Foi uma banda que marcou a minha juventude e não só....curiosamente é uma das bandas preferidas do meu filho que tem ...26 anos...
Mas independentemente do grupo, tenho paixão por algumas das obras de alguns dos seus elementos...Richard Wrigth...David Gilmour e Roger Waters. E deste último o "Amused to Death" faz-me pairar num autêntico Nirvana...
Parafraseando o meu anfitrião desta tarde, algumas das faixas daquela obra são para ouvir de olhos fechados....100% de acordo...
O problema caro Paulo...é que depois de ouvir aquele disco (imaculado) no LP12 / Ekos / Blackbird...vai ser uma ressaca ter que ouvir o CD....
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