A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 11/9/2009, 22:38

vinyl33 escreveu:
td124 escreveu:E se me deixasses escrever em vez de fazer da "audiopaleontologia", o capitulo 2 jà ai estaria

...

Viva a QUAD e despacha o capitulo seguinte que esta tudo na expectativa.

Um abraço.

Logo se vê amanha, pois vou escutar com a equipa da Audioaéro, em primeira mao, o ultimo leitor de CD's deles "La Source", na versao definitiva, para o qual fiz um pouco de consulting. 30000€ a maquina ... , tenho que estar em forma

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 11/9/2009, 22:38

vinyl33 escreveu:schhhhhhhhhh que ele está a escrever.........

E vai-me fazer gastar dinheiro...

Mas depois leva com a factura....



schhhhhhhhhhhhhhhhhh

Tu hoje estás terrível... Aproveitas-te de o homem estar no seu estado de inspiração, para espetares mais uma flecha.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 11/9/2009, 22:38

schhhhhhhhhh.....
Parece um Pão Quente....tá tudo à espera que saia...

António....eis a BIBLIA do Hi-FI....

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 11/9/2009, 22:43

António José da Silva escreveu:Tu hoje estás terrível...

Só de pensar que amanhã é Sábado e depois Romingo....
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 11/9/2009, 22:46

vinyl33 escreveu:schhhhhhhhhh.....
Parece um Pão Quente....tá tudo à espera que saia...

António....eis a BIBLIA do Hi-FI....


Porra voçês hoje estao danados , nem descansar é possivel

Mas se fosse ela a biblia , o pior é que é parecida com a minha mulher , em mais feia

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 11/9/2009, 22:48

vinyl33 escreveu:schhhhhhhhhh.....
Parece um Pão Quente....tá tudo à espera que saia...

António....eis a BIBLIA do Hi-FI....



Há, então o td124 sabe tudo porque fala com a Marta,

Estamos a provocar um grande off topic. Ainda vamos ser admoestados.

Voltemos à história das válvulas. (com a leak em primeiro lugar)

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 11/9/2009, 22:53

António José da Silva escreveu:
vinyl33 escreveu:schhhhhhhhhh.....
Parece um Pão Quente....tá tudo à espera que saia...

António....eis a BIBLIA do Hi-FI....



Há, então o td124 sabe tudo porque fala com a Marta, Pois é...

Estamos a provocar um grande off topic. Ainda vamos ser admoestados. Off Topic / primeiro aviso...

Voltemos à história das válvulas. (com a leak em primeiro lugar)
Tà bem, a Leak em primeiro, e os outros sete chineses...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 12/9/2009, 11:40

António José da Silva escreveu:
td124 escreveu:

Venho de falar ao telefone com a BIBLIA da Hifi !!!

E quem será essa pessoa?

Logo saberas quem é, quando o capitulo destinado ao aparelho feito por ele chegar... Cool

E visto que partilhas com o adversario..., utilisa uma super bock para amplificar a MC... Shocked

Até+ santa
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 12/9/2009, 12:00

td124 escreveu:
E visto que partilhas com o adversario..., utilisa uma super bock para amplificar a MC... Shocked

Até+ santa

António....estamos na "lista negra"....
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Marantz 8B : Os Estados Unidos entram na dança ...

Mensagem  td124 em 12/9/2009, 14:05



Praticamente ao mesmo tempo que o QUAD II foi comercializado, do outro lado do Atlantico criava-se uma empresa que iria marcar a alta fidelidade até aos dias de hoje. O destino desta empresa é tragico e poético ao mesmo tempo. E a historia de um homem que por paixao, orgulho e espirito visionario, vai fazer o melhor elemento hifi (na sua categoria), da historia e fazer falência por causa dele. O aparelho està em foto acima, é o tuner a valvulas 10B da Marantz, é o Rolls Royce absoluto dos Radios, o TD124 da alta frequência. Em 1961 Saul B. Marantz o fundador da empresa, contrata Richard Sequerra (um jovem engenheiro de génio), para conceber o que é o seu sonho ultimo, ou seja fabricar o melhor Tuner de sempre e dà-lhe meios ilimitados para atingir o limite fixado. Em 1963 o 10B sai, mas custa uma fortuna, as raras vendas nao conseguem amorteçer os gastos no desenvolvimento do aparelho, e em 1964 ao bordo da falência ele é obrigado de vender a firma à Superscope Inc. Japonesa. Isto nao tém nada a ver com a amplificaçao a valvulas, mas permete de compreender a razao do mito Marantz, pois o 10B nunca mais foi ultrapassado, na historia dos Radios, e isto é um caso unico. Evidentemente a Marantz fazia Amplificadores e Préamplificadores, que tinham uma boa reputaçao. Um deles vai sair do ordinario e entrar na historia, é o 8B. O modelo 8 nao é um aparelho mitico, é um aparelho culto*. Foi com o tempo e sobretudo graças aos audiofilos da escola Japonesa que o Marantz ganhou o respeito e a nobreza que ele possede hoje. Vamos là compreender juntos a razao da coisa.



Apresentaçao : O 8B é bonito para a época em que saiu, ou seja 1961. 10 anos apos a saida do QUAD II o Marantz possui mais codigos estéticos de um aparelho moderno, do que os rivais Ingleses da mesma época, QUAD, Leak, Radford, etc...
O aparelho é potente (2 x 35 watts), feito com componentes de alta qualidade, e o galvanometro integrado permete de ajustar o bias com facilidade. Utilisa as pentodos europeias EL 34 em ultra-linear, que permetem de sair mais potencia que os classicos tétrodos 6L6. O transformador de saida possede varios segundarios para fazer uma realimentaçao selectiva, e é uma obra prima no seu estilo. O seu circuito é classico, quase proximo de um williamson, como a maior parte dos aparelhos da época (e mesmo de hoje), mas é muito optimisado técnicamente, e é sobretudo muito musical. Infelizmente tudo isto nao vai chegar para fazer um sucesso comercial. O mercado americano é muito claro nessa época. Os aparelhos americanos sao valorisados pela potência e pelas qualidades técnicas (performances), o que vai dar origem à escola Americana, e os Ingleses pela qualidade da escuta. O 8B vai tomar posiçao entre os dois, e o publico americano vai-lhe virar as costas. Um outro fenomeno vai intervenir, mas logo veremos mais tarde...

Avantagens : O circuito muito trabalhado, afinado peça a peça à saida da fabrica, com pequenos condensadores para equilibrar a fase, permite uma estabilidade de fase em funçao da carga (colunas) muito boa. O bias é facil a afinar, e a utilisaçao moderada em potência das EL34, assegura longevidade e fiabilidade ao aparelho. Outra coisa que é rara neste aparelho, e uma qualidade, é o seu casamento com o préamplificador da marca, que soa muito bem nesta associaçao. Esta particularidade fez do casal Marantz um sistema fàcil a associar, que seja com as colunas Inglesas ou americanas da época.

Inconvenientes : Na realidade nao hà algum !!!, fora os fenomenos comerciais da época, que jà citei, a historia provou que este aparelho é de uma qualidade fantastica para a época, e que os exemplares em funcionamento sao ainda robustos e de qualidade. Todos os pontos fracos do aparelho, sao ligados ao esquema, mas foram desenhados assim e de proposito para obter o som desejado, e isso nao pode ser criticado como um inconveniente...

Escuta : E aqui que a porca torçe o rabo, se me permetem a expressao. O Marantz 8B é simplesmente, o mais musical dos aparelhos da época classica americana. Mas o seu som é do tipo da escola Inglesa e isso vai influençar um outro mito americano que nascerà 25 ans depois. O 8B é de uma subtilidade nos timbres fantastica. E um dos raros Push-Pull que neste critério, pode ser comparado sem vergonha a um grande Single-ended de PX25 ou 300B. O nivel de detalhos nos finais de nota, na riqueza harmonica, igualam o melhor que se faz hoje. Como o QUAD II a banda nao é enorme, mas é muito mais larga que este ultimo, com um som mais aberto e alerta. E o unico Push-Pull que os fanaticos da escola audiofila Japonesa aceitam atràs de um sistema a alto rendimento do tipo Onken, Goto ou Sato. Nao é por acaso...
O 8B nao é um mito como os outros que abordaremos, é um caso à parte pela influência que terà, e pelo som que restitui. Sim, o Marantz nao é um mito, mas é um sacana de super grande pequeno aparelho gigante, e nao hà outro que mereça a ternura desta frase...

* A diferença entre objecto mitico e culto tal é definido em arte é assim : Um objecto mitico é reconhecido como obra prima, assim desde que nasce, um objecto culto é ignorado quando nasce e adquere o estatuto de obra prima com o tempo...


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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 12/9/2009, 14:37

Paulo....mais uma vez, e não querendo ser repetitivo....EXCELENTE e OBRIGADO...
Estes teus posts merecem ser impressos e coligidos numa antologia sobre a história do aúdio, porque são já míticos...
Um abraço.
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 12/9/2009, 14:43

td124 escreveu:
António José da Silva escreveu:
td124 escreveu:

Venho de falar ao telefone com a BIBLIA da Hifi !!!

E quem será essa pessoa?

Logo saberas quem é, quando o capitulo destinado ao aparelho feito por ele chegar...

E visto que partilhas com o adversario..., utilisa uma super bock para amplificar a MC...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 12/9/2009, 20:15

td124 escreveu:

E visto que partilhas com o adversário..., utiliza uma super bock para amplificar a MC... Shocked

Até+ santa

Peço à administração que puna severamente este tipo de chantagem e tortura psicológica.
Despacha-te mas é com esses transformadores de sonho, que já não me aguento com tanta expectativa.
As Super Bocks fica cá a tua espera, e geladinhas.

E tenho que (mais uma vez) dizer-te, que estas a desenvolver outro tópico espectacular.

Obrigado por tudo.

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McIntosh MC275 : Cheque e mate ...

Mensagem  td124 em 12/9/2009, 22:11


Exactamente no mesmo ano que o 8B foi comercialisado, ou seja em 1961, uma jà estabelecida empresa americana lançava o aparelho que definiu os codigos da escola Americana, e causou um choque, do qual o mundo da alta fidelidade ainda nao se remeteu. Estou a falar do McIntosh MC 275, que é a maior catedral jamais feita do audio classico. Este aparelho vai eclipsar o seu concurrente directo, o Marantz 8B. Imaginem a potência de tiro de 75 Watts reais nessa época, uma distorsao muito fraca, e uma plastica a se danar com os cromos sobre preto e o McIntosh em relevo, com as letras goticas. Um mito absoluto vinha de nascer, e com ele a base filosofica da escola Americana, ou seja, potência, tecnologia e “performance”. A empresa foi fundada nos anos 40 pelo Franck McIntosh no estado do Ohio com o nome de CRE (Consulting radio engeneering). Em 1946 o Gordon Gow torna-se o seu socio, e juntos eles vao criar o célebre circuito McIntosh “Unity coupling”. Este circuito foi optimisado entre 1946 e 1949, data em que o modelo 50-2 foi apresentado. O modelo saia 50 watts com um par de tetrodos 6L6 em classe B, o que sera a assinatura técnica de todos os Amplificadores Mac’s que vao seguir.


Apresentaçao : O McIntosh MC275 é um aparelho stéreo de 2 x 75 watts. Utilisa o tetrodo a raios dirigidos KT88. Esta valvula Inglesa fabricada e concebida pela GEC, vinha de sair, e o Mac utiliza-a ao maximo da sua potência, mas sem problema para a longevidade da valvula. E um dos primeiros aparelhos a utilisar diodos na alimentaçao em vez de valvulas, o que abaixa a impedância da alimentaçao, e favorisa a reproduçao dos graves. O circuito a 5 andares é de uma grande complexidade, mas o segredo que o torna impossivel a copiar, é o transformador de saida “unity coupled”, bobinado pela empresa, afim de preservar o segredo. O sistema “unity coupled” distribui a carga do andar de potência em cruzado, entre os anodos, ecrans e catodos. A potência igual o transformador tem duas vezes menos fio, o que permite de subir nos agudos sem distorçao. Como o sistema é cruzado no Push-Pull, a terrivel “distorsao de cruzamento” vai ser anulada, ou quase. A McIntosh patenteou este circuito, que nunca foi (nem pode ser) copiado, e é uma das unicas marcas a trabalhar em classe B, nas mais altas esferas da hifi. O transformador de saida é uma obra prima com três segundarios independentes. Até hoje a unica empresa que foi capaz de fazer uma réplica identica desse transformador foi a Millerioux em França, nos anos oitenta. O MC275 é para os designeres o maior circuito do audio classico, e um dos maiores de sempre...
Avantagens : O funcionamento em classe B permite de ter um grande rendimento, e de obter a maior potência possivel. O aparelho tém um potenciometro em entrada, o que permite de adaptar a sensibilidade ao Préamplificador que se queira. Os contactos e comandos de lado, facilitam as operaçoes de conexao e de manipulaçao. A ultima é a plastica magnifica deste aparelho, que todos reconhecem à primeira vista...
Inconvenientes : O primeiro é as valvulas de potência. As KT88 sao utilisadas quase a fundo, se nao forem de qualidade a placa vai se tornar rubra e a valvula morre em três ou quatro meses. Este aparelho prova que em média, as valvulas modernas sao muito inferiores às KT88 da década de sessenta ou setenta. Os transformadores de saida sao frageis por causa dos fios finos utilisados e muito serrados uns aos outros. Desde que uma valvula de potência agarra (oscilaçao), esses fios podem fazer faisca e se destruir, matando o aparelho. A fiabilidade do aparelho é média, pois os circuitos complexos aumentam as possibilidades de avaria, mesmo se os componentes sao da mais alta qualidade, como é o caso aqui. E por isso que um MC275 em segunda mao é sempre um risco...
Escuta : O MC275 nao soa como nenhum outro aparelho, mesmo da marca. E um som poderoso, com uma banda muito larga e graves profundos. O palco é “cinemascope” como dizem os Americanos para classificar as dimensoes muito largas da imagem estéreo. Os agudos sao bons, mas nao sao tao finos como os do 8B ou dos Radford STA25. A dinamica é explosiva, aberta, com um sentido do ritmo constante. A dinamica fina é menos subtil que nos aparelhos citados. Os timbres sao bons, mas muito inferiores a um Marantz 8B ou mesmo aos do QUAD II. Finalmente o MC275 é o modelo do som Americano, ou seja, a vida, a dinamica e a abertura e mesmo a majestuosidade. A subtilidade, os timbres finos e a elegancia da reproduçao, nao sao o seu dominio predileto. Mas os aparelhos Americanos classicos como o MC275 ou o Harman Kardon Citation II, casados com colunas Inglesas classicas, como as Tannoy ou Kef é uma experiência audiofila a viver ao menos uma vez...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 12/9/2009, 22:50

belissimo!!
por acaso acho que temos por cá um possuidor dum 240,irmão mais novo dessa beleza,o HFerrão julgo.
e por falar em Tannoy,e porque agora tenho por cá as super red monitor,dual concentric,dos anos 80,era engraçado alguem avançar com a "breve historia dos altifalantes"...
abraço e continua maravilhar-nos com essas narrativas.
Milton

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  nbunuel em 12/9/2009, 23:31

E o próximo... Só pode ser este. Provavelmente uma dos melhores equipamentos jamais produzidos.
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 13/9/2009, 00:50

Assim até me deixas a «salivar», td124!... EU TAMBÉM QUERO UM DESSES!...
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Luke Skywalker em 13/9/2009, 02:59

Luke Skywalker escreveu:Muito bom.

Gostaria de saber mais sobre as diferenças entre fontes retificadas a válvulas ou diodo, e suas influências nos projetos.

Obrigado.

td124 escreveu:
...E um dos primeiros aparelhos a utilisar diodos na alimentaçao em vez de valvulas, o que abaixa a impedância da alimentaçao, e favorisa a reproduçao dos graves...
Uma já foi
Obrigado por seus ótimos posts
E que venham mais
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Mudança de era...

Mensagem  td124 em 13/9/2009, 20:49

Caros amigos,
com o MC275 fechamos os aparelhos da era classica, ou seja antes do transistor. A partir de 1968, o transistor vai tomar o lugar das valvulas em quase todas as aplicaçoes electronicas. Mas um milagre vai se produzir (dois mesmo) que vao impedir a morte total das valvulas e fazer o panorama da alta fidelidade tal que o conheçemos hoje. Paradoxalmente nao é nehnuma das grandes marcas classicas que vai criar esse fenomeno, mas duas empresas da era moderna. O proximo artigo, nao hoje pois é domingo , sera um panorama dessa época de transiçao, e depois atacarei os ultimos cinco aparelhos. Da mesma maneira que para os GD, alguns de voçês seram desiludidos com as minhas escolhas, e os aparelhos que voçês esperavam, podem nao estar presentes. O exercicio de reduzir a historia a oito aparelhos é dificil, a escolha é dura e implacàvel, mas é assim. A certeza é que todos os aparelhos presentes, fizeram a historia e marcaram irremediavelmente o futuro. E isto ser uma referência e um mito...
Obrigado pelo apoio...


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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 13/9/2009, 21:15

td124 escreveu:O proximo artigo, nao hoje pois é domingo

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 13/9/2009, 21:23

vinyl33 escreveu:
td124 escreveu:O proximo artigo, nao hoje pois é domingo


Ele viu-te on-line e fugiu logo antes que viesses novamente com o Leak

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 13/9/2009, 21:53

td124 escreveu:Paradoxalmente nao é nehnuma das grandes marcas classicas que vai criar esse fenomeno, mas duas empresas da era moderna.

Hummmm... Bill Beard ?? O segundo... Bob Carver ??
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  westernelectric em 14/9/2009, 13:04

nbunuel

Os construtores japoneses estão fora desta história, apesar de terem fabricado e continuarem a fabricar alguns dos melhores amplificadores a válvulas do mundo. Como por exemplo o Audio Note Ongaku.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  nbunuel em 14/9/2009, 13:25

westernelectric escreveu:nbunuel

Os construtores japoneses estão fora desta história, apesar de terem fabricado e continuarem a fabricar alguns dos melhores amplificadores a válvulas do mundo. Como por exemplo o Audio Note Ongaku.
Pois é amigo... gostaria de saber porque??Anda tudo surdo ou quê??
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 14/9/2009, 14:20

nbunuel escreveu:
westernelectric escreveu:nbunuel

Os construtores japoneses estão fora desta história, apesar de terem fabricado e continuarem a fabricar alguns dos melhores amplificadores a válvulas do mundo. Como por exemplo o Audio Note Ongaku.
Pois é amigo... gostaria de saber porque??Anda tudo surdo ou quê??

é o lobbie ocidental..
ainda se verão peças made in china tratadas com muito respeito...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 14/9/2009, 14:50

westernelectric escreveu:nbunuel

Os construtores japoneses estão fora desta história, apesar de terem fabricado e continuarem a fabricar alguns dos melhores amplificadores a válvulas do mundo. Como por exemplo o Audio Note Ongaku.

Mas o Ongaku surge só nos finais dos anos 80... e a história com que o nosso prezado td124 nos está a presentear é "from the beginning"...isto é finais dos anos 30 / anos 40...
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 14/9/2009, 21:51

nbunuel escreveu:
westernelectric escreveu:nbunuel

Os construtores japoneses estão fora desta história, apesar de terem fabricado e continuarem a fabricar alguns dos melhores amplificadores a válvulas do mundo. Como por exemplo o Audio Note Ongaku.
Pois é amigo... gostaria de saber porque??Anda tudo surdo ou quê??

Efectivamente nao abordarei nenhum amplificador Japonês a valvulas... A razao é simples: Na base do que evoquei no principio, nao existe nenhum aparelho "comercial" Japonês que tenha sido um chefe de fila, seguido ou copiado por outros, ocidentais ou nao. Em contrapartida, quase todos os aparelhos Japoneses se inspiraram ou copiaram aqueles que falo no topico. O japao nunca concebeu uma so valvula em toda a sua historia. Os americanos fizeram grandes valvulas 300B, 2A3, 6DJ8, 6550, 6L6 etc, os russos também 6C33CB, 6C25PI, 6B16V etc, os françeses R120, DA20, DA30 etc, os ingleses PX25, KT66, KT88 etc, os holandeses EL34, EL84 etc, a alemanha, a checoslovaquia e mesmo a juguslavia fizeram valvulas, o Japao nunca... A escola audiofila japonesa fez muito pela audiofilia, pois foi ela praticamente que criou a disciplina. Mas os audiofilos japoneses sao os primeiros a virar as costas aos aparelhos puramente marketing como o Ongaku. Nao, nao vai haver aparelhos japoneses pois nao posso meter tudo, mas se houvesse um, seria escolhido entre um AudioTékné, Anzaî Zaîka, Takésué, Shindo labs, OTL Také ou mesmo um velho Luxman do tipo MQ 300B... mas em algum caso um Audio Note Ongaku.

E mais facil de dizer numa frase, que um amplificador é o melhor do mundo, do que explicar a razao do porquê...

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  ccavis em 14/9/2009, 22:58

Parabéns TD e obrigado .

Foi bom ver que de raspão , considerou a Luxman como uma realização Japonesa credível .

A Luxman (1925 ) facto podia também ser elevada a uma marca com distinção semelhante ás anteriores.
Fabricante de válvulas Nec ( de facto não inventou nenhuma ) adaptou algumas ás suas realizações ( 8045G derivadas das 811 ) .
Quanto aos produtos são efectivamente inspirados nos melhores (Quad ; Mc Intosh ) mas são muito , muito bem conseguidos .
Conseguiu todavia colocar no mercado os produtos em Kit com preços mais modestos , com transformadores de saída inspirados nos Dynaco .

Estas generalidades , criaram uma legião de seguidores de " construtores caseiros " no Japão e não só que elevaram o nome Luxman como marca de referência .

Mas o que me encanta nestes produtos ainda hoje , é o design ( Ver : 3045/3500 / Mq360 ) acho que continuam irrestíveis , belos enfim eternos e musicais .

Fontes de consulta : Electrónic Pratique Nº 340/ Agosto 2009

Um Abraço
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  westernelectric em 15/9/2009, 11:16

O exemplo escolhido, o Ongaku, foi com base em revistas como a hi-fi news, e conhecidos comentadores como, Martin Coloms ou Alvin Gold. Como nunca o ouvi, não posso testemunhar a sua qualidade. De qualquer modo, ouvi num audioshow os monoblocos Audio Note gakuon e tinham um som fabuloso.
Os japoneses não foram pioneiros na evolução dos amplificadores, mas foram-no, na importância que sempre atribuiram aos bons produtos, independentemente da sua antiguidade. De tal modo que o "renascimento" das válvulas e particularmente dos tríodos, nos anos 90, no ocidente, deve-se à audiofilia japonesa.

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Os tempos mudam ...

Mensagem  td124 em 15/9/2009, 21:51

Vamos prossegir a nossa saga em fazendo uma pausa. E o momento de compreender o panorama da alta fidelidade desta época, e a maneira como ele vai evoluir. Entre os anos 40/50 e a década de 60/70 o destino da alta fidelidade, vai ser determinado a todos os niveis, comercial, técnico e filosofico. Vamos là compreender juntos como os tempos mudaram radicalmente, em apenas vinte anos :




Os anos 40 / 50 : A década tragica, mas das ideias e do génio...

Nao é falso de pensar e de dizer, que foi algures, entre os anos quarenta e cinquenta que as maiores descobertas e circuitos audio nasceram. Atençao !!!, estou a falar de criaçao no sentido ideia, projecto, e nao concretizaçao, pois alguns desses esquemas so apareceram dez ou vinte anos mais tarde, quando a tecnologia vai permitir de os realisar. A segunda grande guerra vai ajudar o panorama a se definir. A Inglaterra e os Estados unidos sao os unicos paises, desenvolvidos tecnicamente, a nao serem ocupados. Isto permite um desenvolvimento do audio profissional, melhor que nos paises ocupados, como a França, ou muito envolvidos técnicamente e socialmente como a Alemanha e a Russia na guerra ...
O desenvolvimento do radar nos anos quarenta na Inglaterra, participa a um conhecimento aprofundido do funcionamento em alta frequência das valvulas. Mas é sobretudo apos guerra que em Inglaterra e nos Estados unidos (pois nao havia necessidade de reconstruçao), que a pesquisa fundamental em audio aumenta, e que as grandes descobertas se produzem. Algo que deve ser salientado é o facto desses dois paises possederem revistas especialisadas como a Wireless World e Audio Engeneering, que vao cristalisar e desenvolver os novos circuitos e distribui-los entre os designeres. Assim desde os anos 46 a realimentaçao negativa permete aos aparelhos Leak de atingir 0.1% de distorsao à potência maxima e a todas as frequências, a partir do esquema Williamson que tinha saido na Wireless World. Hoje em média nao fazemos melhor, neste parametro... O circuito Unity coupled da McIntosh sera desenvolvido duranta esta época, e a carga catodica da QUAD / Bogen também... A ideia do ultra linear do Hafler està a nascer, a Partridge faz os primeiros transformadores de saida sectorisados a bobinagem complexa, e os principais desfasadores a alta “performance” datam também desta época. Isto explica que no fim dos anos quarenta, a Inglaterra e os Estados Unidos, possedem um capital intelectual e técnologico, que ultrapassa todos os outros paises e que explica a dominaçao insolente, e sem partilha, do mercado do audio (em amplificaçao), nas décadas que vao seguir...

Os anos 50 / 60 : A década da concretisaçao, da criaçao da alta fidelidade moderna ...

A industria do cinema falado, tinha oferecido aos Estados Unidos uma grande avantagem no desenvolvimento dos amplificadores. A invençao do radar pelos Ingleses, tinha dado uma avantagem no controle das altas frequências (agudos) na amplificaçao. Graças a tudo isto (e mesmo mais..) esses dois paises estao prontos para passar ao estado industrial e começar a produzir aparelhos destinados ao publico. A Leak e a QUAD estao prontos em Inglaterra, e a McIntosh, Marantz e Harman Kardon estao prestes a fazê-lo nos Estados Unidos. Os Americanos sao mais ambiciosos e sonham verdadeiramente com o dominio técnologico. Em contrepartida os Ingleses, mais pragmàticos, querem atingir a fidelidade musical. Duas escolas, duas maneiras de ver a vida, duas filosofias...
Um fenomeno desconhecido dos amadores, e que vai ajudar a supremacia dos EUA é a apariçao na California de uma terceira escola, a escola Russa !!! Isto deve surpreender-vos, vamos là melhor compreender a coisa. Nos anos cinquenta muitos dissidentes soviéticos vao emigrar. Alguns deles sao grandes especialistas da electronica e do radar militar, um dominio aonde os russos superam os americanos. Esses dissidentes mas patrioticos nao querem meter os conhecimentos deles ao serviço dos EUA, e decidem de se especialisar em dominios civis, e alguns no audio. E assim que Yakov Aronov nasce em Los Angeles. Os aparelhos feitos por este homem (poucos na realidade) sao considerados como os Stradivarius dos Amplificadores a valvulas. Sao aparelhos muito complexos, com alimentaçoes reguladas, e sistemas de conpensaçao da distorçao activos, que ultrapassam tudo o que tinha existido até là. E verdadeiramente da tecnologia radar aplicada ao audio. Mas como os russos sao finos mélomanos, ainda por cima das “performances” incriveis, os aparelhos soam divinamente bem. Este fenomeno vai influenciar a evoluçao da escola americana que vai incorporar a filosofia da escola russa (logo se verà mais tarde...). Ainda hoje hà nos EUA marcas feitas por russos que sao os descendentes desta escola como BAT, CAT e sobretudo LAMM.

Os anos 60 / 70 : As valvulas morrem, o transistor nasce e o Single-ended renasce...

E a década da transiçao, do apogeu e da morte... Desde o inicio da década o espectro do transistor jà rodeia. A tecnologia industrial ainda nao està optimisada, mas todos sabem que as valvulas vivem os seus ultimos anos de gloria. A partir de 64 / 65 os primeiros amplificadores a transistores sao comercialisados. E um choque !!! Mais ligeiros, mais potentes, com menos distorsao, menos calor e mais fiaveis teoricamente. As valvulas estao condanadas, e o pior é que a McIntosh, Marantz e Harman Kardon embraiam rapidamente no mundo do transistor. Os japoneses estao no mercado desde a metade da década com marcas como a Sansui, Luxman e a Pioneer e fornecem uma luta dura a certas marcas ocidentais. Mas é do Japao que um fenomeno desconhecido e maravilhoso vai aparecer. Desde o começo da decénia um grupo de amadores iniciados e mélomanos, encadrados pela revista Radio Jitsu, vai duvidar da evoluçao do audio. Eles vao considerar que a tecnologia jà foi muito longe, e que a ciência nao està a servir a musica. Eles vao fazer marcha atràs e se interessar aos aparelhos dos anos 30 da RCA e Western Electric. Com novos componentes da época, escolhidos à escuta e novos transformadores de saida, vao provar que um velho triodo commo o 300B pode ser màgico. A single-ended desaparecida em finais dos anos 30 renasçe trinta anos depois... um milagre !!! Em estabelecendo o paralelo entre ciência, empirismo e escuta a escola audiofila Japonesa nasce e inventa a AUDIOFILIA, e nada mais serà igual no futuro. Os artisaos (mestres) deste milagre sao o Koïzumi, Anzaï, Asano, Hiraga, Tanaka, Kaneda,... Alguns destes ourives vao fabricar os single-ended mais perturbantes e vertiginosos da historia, e elevar a audio ao nivel de arte...
Desde 1968 o transistor é rei e as valvulas desapareceream quase completamente das aplicaçoes audio. Em 1970, a tecnologia a transistores saboreia a sua vitoria total, mas cinco anos depois dois milagres vao de novo mudar o rumo da historia...




Última edição por td124 em 15/9/2009, 22:52, editado 3 vez(es)
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

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