A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 26/9/2009, 21:32

vinyl33 escreveu:

Ok....lá vou ter que me confessar....
A banda da minha predilecção foi, é, e seguramente continuará a ser os Pink Floyd. Que "cota"....estou a ouvir a

Também é e sempre foi a minha banda preferida, e apesar de nos últimos 10 anos me ter apaixonado pelo jazz, continuo a adorar os Floyd, que são para mim a maior banda de todos os tempos. É claro que tenho praticamente tudo em vinil.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 26/9/2009, 21:59

vinyl33 escreveu:
td124 escreveu:
Qual é a obra que te mete nesse estado tao infeliz
Até+

Ok....lá vou ter que me confessar....
...
O problema caro Paulo...é que depois de ouvir aquele disco (imaculado) no LP12 / Ekos / Blackbird...vai ser uma ressaca ter que ouvir o CD....

Atençao à moderaçao , é tabu dizer coisas dessas actualmente, vais ser acusado de tendencioso...
Mas bom, ninguém vém neste topico, e a moderaçao ainda menos, assim estas salvo

Eu também tenho esse album, a versao holandesa de 1992 que nunca ouvi , pois no TD124 so o Coltrane toca!!!
E como ouço raramente os outros giras, sao os putos que se devem regalar, pois o mais velho adora esse album.

Vejo que começas a ouvir maquinas citadas na breve historia..., entao estàs de acordo com o que foi escrito???

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 26/9/2009, 22:12

td124 escreveu:


Atençao à moderaçao , é tabu dizer coisas dessas actualmente, vais ser acusado de tendencioso...
Mas bom, ninguém vém neste topico, e a moderaçao ainda menos, assim estas salvo


Até+

Sabes que em tópicos onde reina o bom tom entre as pessoas, e onde se debatem ideias de modo saudável, não é preciso a acção interventiva da moderação, a não ser para falar de áudio como outro user qualquer.
Este teu tópico é o exemplo do que se pretende em todo o audiopt, independentemente do formato em questão.

Siga para mais valvulados.

Agradecia que o colega vinyl33 abrisse um tópico sobre a tarde que passou. Acho que é digno de tal.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 26/9/2009, 22:19

António José da Silva escreveu:
...

Siga para mais valvulados.

...

Xi patrao, amanha é domingo, posso descansar um bocadinho si faz favor...

Mas ainda à duas doses para servir, alguém tém ideia de quem sao? a marca chega...

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 26/9/2009, 22:29

td124 escreveu:
António José da Silva escreveu:
...

Siga para mais valvulados.

...

Xi patrao, amanha é domingo, posso descansar um bocadinho si faz favor...

Mas ainda à duas doses para servir, alguém tém ideia de quem sao? a marca chega...

Até+

O audiopt contratou-te para trabalhares diariamente. Aqui não há folgas, feriados, férias ou faltas com desculpas de doença. Se apresentares atestado médico, terá que ser passaso por um médico audiopt.

Quanto ao próximo aparelho, não me atrevo a adivinhar, pois o mais certo é estar errado.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 26/9/2009, 22:30

Eu também quero um JH30!
Mais uma delícia de leitura! Obrigado!
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  xch em 26/9/2009, 22:54

António José da Silva escreveu:
vinyl33 escreveu:

Ok....lá vou ter que me confessar....
A banda da minha predilecção foi, é, e seguramente continuará a ser os Pink Floyd. Que "cota"....estou a ouvir a

Também é e sempre foi a minha banda preferida, e apesar de nos últimos 10 anos me ter apaixonado pelo jazz, continuo a adorar os Floyd, que são para mim a maior banda de todos os tempos. É claro que tenho praticamente tudo em vinil.

Também os Pink Floyd se apaixonaram pelo Jazz, portanto estás sintonizado...
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Apenas um traço...

Mensagem  holbein menezes em 28/9/2009, 19:19

Meu caro td124, permita-me trazer a este "seu" espaço um "transitório" não transitório. Explico a piada aos que nos leem: transitório em áudio são registros de tons de um conjunto musical, rápidos, furtivos, sutis, sem significação maior para o conjunto da Obra, tais os toques do triângulo, por exemplo. Que "ao vivo" ouve-se porque se vê mas na reprodução eletrônica, nadinha.

Passeava pela Cinelândia, no centro da cidade do Rio de Janeiro, quando vi numa loja insignificante de uma rua insignificante um monte de carcaças de amplificadores a válvula. Em tom de gozação, bisbilhotei com o dono na lojinha: - Ofereço quinhentos mil reis pela sucata. O dono, mais esperto que eu respostou ato contínuo: "- Vendido!"

E lá me fui eu para casa, num taxi, com o banco traseiro repleto de ferro velho.

Ferro velho? Pois sim! Eram carcaças do amplificador Marantz Modelo 2!

E agora, sem esquema, como poderia enfrentar o monte de ferro velho?

Nesse tempo eu posuía na sala de música um par de painel aberto, híbrido, da marca Dahlquist; e lera na The Absolute Sound que Saul Marantz, então ainda vivo, estava associado com o projeto desse painel.

Na maior cara de pau, como se diz cá no Brasil para a desfaçatez, escrevi aos cuidados da Dahlquist para a lenda Saul. Que me respondeu passados dois meses, e me remeteu o circuito do Modelo 2 a partir do qual fiz um "up dated"! Usei um par por muitos e muitos anos até que, ao me mudar do Rio para Florianópolis, e em Floripa construir uma casa - levei com isso seis meses - ao cabo desse tempo ao ligar os dois amplificadores descuidei-me da boa norma de bancada, não recarreguei aos poucadinhos e em processo crescente os capacitores eletrolíticos e, puft! lá se foram os transformadores de áudio que eram as peças, junto com o transformador de força, únicas que restaram dos "originais" do Modelo 2.

E de quebra, perdi na mudança para Florianópolis não só a carta do Saul Marantz como também as do Peter Walker.

É o que se paga por ser-se nômade...

Holbein.


Última edição por holbein menezes em 29/9/2009, 07:57, editado 1 vez(es)

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 28/9/2009, 20:01

holbein menezes escreveu:

É o que se paga por ser-se nômade...

Holbein.

Senti na pele a dor de ser nómada, visto que mudei de país várias vezes (aos 2, 9, 12, 18, 24, 36) que trás enorme perda de identidade e também, a perda de amigos, coisa que com as tecnologias de hoje, não aconteceria.
Mas nem tudo é negativo, (como em tudo na vida) e consegue-se ganhar uma experiência de vida enorme e uma variedade de conhecimentos, opiniões e culturas que de outra forma, são difíceis de alcançar.

Mas deixando de ser lamechas, pergunto............onde pára esse meu grande amigo td124


Última edição por António José da Silva em 28/9/2009, 22:27, editado 1 vez(es)

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 28/9/2009, 21:20

António José da Silva escreveu:
holbein menezes escreveu:

É o que se paga por ser-se nômade...

Holbein.

...onde pára esse meu grande amigo td124

Olà,

obrigado Holbein por ter juntado uma pequena historia na grande!!! E sempre a pitada de sal ou de pimenta que acompanha os grandes pratos. Vejo que quando nao ponho post ninguém discute aqui tém a certeza de gostar de valvulados
Estou a preparar o penultimo capitulo Antonio, talvez amanha, espero... Ninguém adivinha quem serà???
O proximo é um Push-Pull, o ultimo um Single-ended

Até+
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Nômade mas não viajor.

Mensagem  holbein menezes em 29/9/2009, 08:29

"Notícia Social": (cabe aqui no seu espaço, td124?)

Pois é, meu querido e dileto amigo Dr. George Magalhães (e a esposa, Dra. Márcia), depois de saborear o bobó de camarão feito por Hermosa, minha adorada companheira - em comemoração, aliás, ao aniversário natalício do George, que acontece amanhã, dia 30 -, não sem antes bebericarmos na "entrada" uma garrafa inteira do branco "Chateau Peyruchett", e, no acompanhamento, outra garrafa mas dessa vez o tinto "Brunello di Montalcino", safra de 1995 (!), ambas as garrafas trazidas por George de sua inesgotável adega; após saciado foi com o Dr. Edson Buhamra (e a esposa Cristiane), também médico, ouvirem bom jazz na ótima sala do George em sua mansão na Praia do Futuro, pertinho cá de casa. Mas só... pertinho... no estrito termo da distância...

Ao registrar aqui o acontecimento social, faço público de que o "invento" com as bolas de tênis é... desculpem, a modétia me inibe de declinar o nome do "maluco".

Holbein.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  vinyl33 em 29/9/2009, 21:17

td124 escreveu:
Xi patrao, amanha é domingo, posso descansar um bocadinho si faz favor...

Até+

Domingo....segunda....terça....amanhã, quarta.... Cadê o resto ??
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 29/9/2009, 21:19

vinyl33 escreveu:
td124 escreveu:
Xi patrao, amanha é domingo, posso descansar um bocadinho si faz favor...

Até+

Domingo....segunda....terça....amanhã, quarta.... Cadê o resto ??

Ele tem horário flexível....

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 29/9/2009, 21:57

vinyl33 escreveu:
td124 escreveu:
Xi patrao, amanha é domingo, posso descansar um bocadinho si faz favor...

Até+

Domingo....segunda....terça....amanhã, quarta.... Cadê o resto ??

Estou à espera que voçês discutam, quando estou ausente, ou presente, que falem dos aparelhos, dos sentimentos que eles vos evocam, ou seja, QUE PARTICIPEM UM POUCO NESTE TOPICO, que é muito pobre em relaçao ao dos giras, que nao era là muito rico em participaçao também. Resultado, estou à vossa espera, entao AGUENTEM COMO EU

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 29/9/2009, 22:00

Mas que injustiça. A maioria não quer falar mas sim, OUVIR-TE.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 29/9/2009, 22:01

holbein menezes escreveu:
...
Ao registrar aqui o acontecimento social, faço público de que o "invento" com as bolas de tênis é... desculpem, a modétia me inibe de declinar o nome do "maluco".

Holbein.

Caro Holbein, obrigado de participar neste topico, pois os meus clientes habituais devem ter reumatismo nos dedos. Mas para ler nao sao coxos...

Senao conte-nos a historia das bolas de ténis, como lhe veio a ideia

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 29/9/2009, 22:07

td124 escreveu:
... pois os meus clientes habituais devem ter reumatismo nos dedos. Mas para ler nao sao coxos...


Até+

Ainda não reparastes que deixas os teus leitores hipnotizados? A malta quer escrever mas está debaixo do efeito hipnótico da tua escrita.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 29/9/2009, 22:08

António José da Silva escreveu:Mas que injustiça. A maioria não quer falar mas sim, OUVIR-TE.
exactamente!
nós,os amantes do audio, somos ouvintes por execelência,e se fosse-mos o contrário todos teriamos equipamento "Àiende karaoke"

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 30/9/2009, 00:19

Meu caro td124,
Eu bem que tento escrever sobre estes monomentos Cool , mas tu tiras-me as palavras. Laughing
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O "spike" tupiniquim...

Mensagem  holbein menezes em 30/9/2009, 08:17

Ora, td124, os "spike" comerciais estavam cada vez mais caros, e correspondentemente menos eficiêntes... Aí minha observação "pau-de-arara" (nordestino brasileiro) alimentada pelo sol forte no alto da cabeça chata (cabeça-chata, alcunha dada aos cearenses), "descobriu" que os dispositos comerciais ("spike") isolavam em algum tanto o componente das surperfícies que vibravam (vibrações horizontais) mas não isolavam das vibrações "air borne" (vindas pelo ar e produzidas pela pessão das ondas sonoras advindas das colunas; vibrações verticais).

Após muitos ensaios e erros, até, inclusive, o uso de câmaras de ar dessas usadas em pneus de carro-de-mão para transportar material nas construções civis, cheguei ao "sistema" das bolas de tênis, cuja "compliance" possibilitava ser ajustada à massa específica do componente suportado. "Compliance" derivada da escolha do tipo da bola: borracha nua, dessas para fresco-bola nas praias, de tênis, de poliestireno expandido etc.

Uma tábua de madeira rija, ou uma pedra de mármore na qual se faz três furos com serra-de-copo de diâmetro menor que o tipo da bola a ser usada, dois furos na frente (ou atrás) e um furo atrás (ou na frente). E só. Põem-se as bolas nos furos, na parte de baixo do suporte, às quais desse modo podem se mover horizontalmente e fletir verticalmente.

Simples, né?

E eficiente. E está ainda sem patente... Aproveitem!

Holbein.

Em tempo:
Hoje em dia, no meu sistema, uso pequeníssimas caixas de madeira cheias até a tampa com "mortite", o melhor polímero contravibratório que existe ("mortite", igual à massa de modelagem, dessa de criança brincar...), e, a exemplo da técnica com os "spike", ponho embaixo dos aparelhos.

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Em tempo, II.

Mensagem  holbein menezes em 30/9/2009, 10:20

Minha "vibrofobia" (palavra intentada por mim para significar "aversão irreprimível a vibrações") afastou-se do "status" paroxítono com os "tratamentos" específicos que dei para cada aparelho do sistema.

Embaixo dos pesados amplificadores e pré-amplificador, por exemplo, ponho caixinhas de MDF (4 x 4 x 4 cm) cheias além do nível da tampa, cheias com "mortite"; e fecho as caixinhas com as tampas de sorte a que o "mortite" flecte com o peso dos amplificadores. Assim, pois, além de isolar das vibrações da mesa de suporte o amplificador (mesa que vibra com o passar de viaturas na rua, e também decorrentes das mínimas vibrações inerentes a qualquer edifício); além disso, minimizo as vibrações "air borne" geradas pelos alto-falantes (câmaras de graves), sem o que danosos efeitos de microfonia poderiam ser produzidos nas válvulas 300B.

Já os aparelhos leves tipo ledor de CD, suspendo-os em quatro pontos com fios de náilon, que tambem flectem verticalmente. No caso de o aparelho ser tão leve quanto o Oppo, ponho sobre ele uma pedra de mármore.

As colunas "Clarity", Martin Logan, instalei-as sobre mesinhas de madeira doce - não densa - (uma mesinha para cada coluna) sem refugar o sistema de "spike" da fábrica mas sim abandonando os "spike" originais, substituindo-os com outros de aço inox que mandei tornear, com pontas bem mais agudas.

Foi assim, e com a ajuda indispensável do mago Sigmund Freud - que ninguém é de ferro! -, que me curei da vibrofobia paroxítona.

Holbein.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Manuel Duarte em 30/9/2009, 13:11

Será algo como isto?



Cumprimentos
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Sim!

Mensagem  holbein menezes em 30/9/2009, 14:38

Sim, Manuel Duarte, mas em vez da "bola" de metal, "mortite"! A massa de modelagem ("mortite") como recheio; para não grudar a massa no suporte, cobrir com um tecido, um plástico etc.

Obrigado pelo interesse.

Holbein.

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Sonic Frontiers Power One : A concepçao total ...

Mensagem  td124 em 30/9/2009, 16:23



No inicio da década de noventa, a alta fidelidade atinge uma certa forma de apogeu. A abertura e fim da URSS permite às valvulas Russas de chegar no Ocidente. Os maravilhosos triodos 6C33-CB, e vàrias outras, vao ser utilizados por muitos construtores. Os chineses atingem um nivel de copia muito elevado e começam a se atacar aos velhos triodos miticos, como a 300B, 2A3, 211 e 845, mas sem ainda igualar os originais. Paises como a Italia fazem aparelhos magnificos como os OTL da GRAAF do Giovanni Marianni (uma referência!!!). Os transistores evoluiram, estao maduros técnicamente e subjectivamente, e marcas como Etalon, Krell, Threshold, Naim, etc fazem a vida dura às valvulas de alto nivel. Mas os valvulados estao em plena ascençao, e nunca houve tanta marca especialisada nesta tecnologia. Os Chineses começam a penetrar este micro-mercado em força. Os preços sao muito mais baixos, que os dos aparelhos ocidentais, e utilizam componentes de marcas europeias ou americanas célebres para credibilisar os produtos. Mas sao essencialmente copias dos aparelhos classicos, que segundo a marca, e a fàbrica, soam bem ou mais ou menos. Mas, o importante é que essas marcas Chinesas democratisam o mercado das vàlvulas, e permetem aos que nao tinham possibilidade de comprar um aparelho ocidental, de provar ao som dos valvulados. A escola audiofila Japonesa é enfim reconhecida em todo o ocidente, e os triodos em Single-ended ou em Push-Pull tornao-se a moda. Todas as marcas se reclamam de Audiofilas (que paradoxo!!!), e empresas como a Cary e a Bel canto vao mesmo se especialisar nesse sector dos triodos. Os alquimistas Japoneses, saboreiam com ironia, a vitoria da maestria e do empirismo da escola oriental, trinta anos apos a sua criaçao. Tudo pareçe idilico e a andar pelo melhor, mas o espectro da queda jà roda. Apogeu e começo do declinio, ocupam sempre o mesmo espaço na historia!!! As grandes marcas emburguezaram-se, e tanto a Conrad Johnson, como a Audio Research, deixaram de posseder o espirito visionario que as alimentava. Elas geram tranquilamente o patrimonio do passado, sem fazer nada de verdadeiramente novo. E na brecha entre estes dois mitos (cansados...) que uma marca Canadiana, vai se enfiar, e criar a sua propria lenda. A imagem do seu nome “Fronteiras sonoras”, em quinze anos esta empresa vai revolucionar tudo o que tocarà, do digital até aos amplificadores a vàlvulas. Chris Johnson pode estar orgulhoso do caminho percorrido. A sua marca, Sonic Frontiers, continua (mesmo se jà faleceu...) a ser um diamante imaculado e um exemplo para todos os designeres do mundo inteiro. Os ultimos aparelhos da marca, os amplificadores a vàlvulas da série Power sao modelos puros, de génio conceptual e os primeiros aparelhos que os designeres vao batisar como sendo a “Concepçao total”. O que é que isto quer dizer? Como compreenderam durante esta saga, nos anos 50/60 o circuito é considerado como a alma de um aparelho, nos anos setenta a alimentaçao começa a ter uma grande importância, e nos anos oitenta o som dos componentes começa a ser admitido, e mesmo reconhecido por alguns como a CJ. Com os anos noventa uma certeza apareçe : ao mais alto nivel, nada pode ser discriminado e a atençao a TODOS os detalhes é imperativa. E isto a Concepçao total...
Vamos là juntos e pela penultima vez, analisar o ilustre representante desta filosofia, ou seja, o Sonic Frontiers Power One!




Apresentaçao : O SF Power One é o mais pequeno de uma série de três aparelhos. O One faz 55/60 watts e é um Push-Pull de tétrodos 6550, o Two faz o dobro da potência e é um duplo Push das mesmas vàlvulas, enfim o Three é uma versao em dois blocos monofonicos de potência mais elevada, com cerca de 240 Watts. O Power One cristalisa a tecnologia, que sera derivada para os seus dois irmaos mais grandes. A construçao do aparelho é muito optimisada. O corpo é feito em duas partes. Uma em aço inoxidavel nao magnético que cobre o circuito (zona activa), e outro em aço de ferro magnético (melhor blindagem electromagnética) que cobre os transformadores e a alimentaçao. O andar de entrada e desfasador simétrico e muito elaborado, utiliza três duplos triodos 6922 russos por canal. Estes andares sao estabilizados por uma alimentaçao regulada a transistores a alta velocidade de descarga e sem barulho de fundo. O aparelho é simétrico da entrada até à saida das colunas como o D78 da Audio Research. Mas a realimentaçao negativa é muito mais elaborada. Complétamente simétrica e sectorisada entre os andares, ela adopta a estrutura criada pelo Matti Otalla (fisico Finlandês, descobridor da distorçao de intermodulaçao transitoria), cujo trabalho foi aplicado desde a nascensa pela marca Norueguesa Electrocompaniet. Concebido e armado assim intelectualmente, é obvio que à medida em laboratorio, o Power One nao tém nada a perder contra um transistor, em medida de distorsao e nao so. Os componentes, todos escolhidos à escuta, sao de alta qualidade. Os transformadores de saida, perfeitamente adaptados ao aparelho permetem de atingir 10 a 70000 hertz a plena potência !!! Sim tudo isto é do mais que bom !!! O sistema de polarisaçao (bias) é muito pratico, e é uma variante do sistéma da Conrad Johnson com diodos Led, verdes e encarnados. Todos os tipos de conexao estao presentes atràs, ou seja, entrada simetrica (XLR) ou asimetrica em fase 0° ou fase inversada 180° (Cinch). Todos os conectores sao de marca Cardas, mesmo os de coluna. Do interior do aparelho até à embalagem, o sério e o rigor da construçao é presente. Um modelo do que um aparelho, verdadeiramente high-end, deve ou deveria ser. Muito haveria a dizer sobre este aparelho que eleva a tecnologia a vàlvulas (em amplificador audio) a um nivel quase ultimo. A marca garantia cinco anos o aparelho, o que é uma prova directa da qualidade do mesmo.

Avantagens : O sistema simetrico do circuito, acoplado a alimentaçoes “de corrida”, permetem um controle dos altifalantes praticamente do nivel dos melhores transistores. A distorsao muito bem controlada a todas as frequências, assegura à escuta, contornos de nota finos e puros. O aparelho pode triplicar em impulsional a potência!!! Como a musica é uma sucessao de sinais implulsionais, isto explica o sentimento de potência “infinita” à escuta do Power One. E um aparelho muito fiavel, que pode atingir cinquenta anos de idade (ou mais) se bem acompanhado no tempo (esta frase é para aqueles que pensam que o material moderno, é sempre, mais mal feito que o antigo...).

Inconvenientes : Existem aparelhos modernos classicos, e modernos avanguardistas, visionàrios... O Sonic Frontiers pertençe à segunda categoria, e isto é um inconveniente. Este aparelho nao soa como um valvulado classico, e vai ser punido por isso, pois poucas vendas ao total. Na realidade o aparelho vai ser um meio fiasco, pois bem vendido na Europa, mas isto vai acelarar o fim do cometa Sonic Frontiers...

Escuta : O Power One nao é um amplificador, é um predador de colunas. Ele ataca os altifalantes, como a leoa os antilopes. Com garra, dominaçao e controle. Nao é um valvulado como os outros, é um guerreiro. Na realidade os aparelhos que téem um som parecido com o seu, sao os série ML do Mark Levinson a transistores!!! O médio e os agudos do aparelho, possédem a riqueza harmonica das valvulas, mas sem calor excessivo. Os agudos sao ciselados, delicados e finos. De uma finesa e elegancia, que iguala os transistores bipolares. Mas é na dinamica sem limites, que o som a valvulas se reconheçe, e que a tecnologia é traida. Sim o Sonic Frontiers é diferente de tudo, e é ou uma descoberta para a vida, ou uma decepçao imensa. E um aparelho para os que vivem com as valvulas hà muito tempo, e que querem mais, sobretudo mais verdade, e menos formalismo. Este aparelho é uma prova, que ao mais alto nivel tecnologico, as valvulas e os transistores unem-se num som quase gémeo, como as rectas paralélas de Einstein se unem no infinito. Ora, na reproduçao de alta fidelidade, so hà uma verdade, mas muitos gostos e crenças... Um dos mais objectivos e rigorosos amplificadores a vàlvulas da historia...
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Sonic Frontiers Power One : A concepçao total ...

Mensagem  fm&stereo em 30/9/2009, 17:59

Espectáculo! Quem me dera ter uma coisa destas a «atacar» as colunas!

td124, o último, será o PrimaLuna Prologue Two? Este ainda não pertence à história, mas está a escrever a sua.

Obrigado por mais este belo capítulo!
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Luke Skywalker em 30/9/2009, 18:19

De volta na leitura .

Estive fora uns dias e já atualizado, aguardo o desfecho

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Abraços, Luke
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Didático, igual a simplicidade.

Mensagem  holbein menezes em 30/9/2009, 20:03

Em música erudita, eu professo a crença de que o belo está no lento; em teoria, acho que o considerado "bom" parece residir... na complexidade; já no ensinamento, tenho certeza de que o difícil é ser-se simples. Muito difícil. Às vezes chego a "editar" um pequeno texto meu, cinco vezes; porque em cada leitura que faço descubro caminho mais simples e modo de dizer mais direto. Nós que transmitimos experiências, inda que elas tenham sido difíceis e trabalhosas, temos a obrigação de nos fazer compreender.

O td124 consegue ser simples com a narração crítico/histórica que está a fazer; ainda que o assunto, às vezes seja para a maioria, desconhecido. Mas basta uma atenta leitura do seu magnífico texto, e ficamos a saber como se desenvolveu a eletrônica para a reprodução do som musical.

Que não foi fácil, não foi não.

Holbein.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Manuel Duarte em 30/9/2009, 20:38

holbein menezes escreveu:Sim, Manuel Duarte, mas em vez da "bola" de metal, "mortite"! A massa de modelagem ("mortite") como recheio; para não grudar a massa no suporte, cobrir com um tecido, um plástico etc.

Obrigado pelo interesse.

Holbein.

Antes de mais peço desculpa pela falta de qualidade da foto.

O cilindro metálico pretende representar o pé do aparelho.

A minha dúvida é a dimensão da tampa, qual a folga a deixar para a caixa, para que a mortite não saia e para que a vibração da tampa não se transmita à caixa.

Cumprimentos
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 30/9/2009, 20:43

holbein menezes escreveu:Ora, td124, os "spike" comerciais estavam cada vez mais caros, ...

Uma tábua de madeira rija, ou uma pedra de mármore na qual se faz três furos com serra-de-copo de diâmetro menor que o tipo da bola a ser usada, dois furos na frente (ou atrás) e um furo atrás (ou na frente). E só. Põem-se as bolas nos furos, na parte de baixo do suporte, às quais desse modo podem se mover horizontalmente e fletir verticalmente.

Simples, né?

E eficiente. E está ainda sem patente... Aproveitem!

Holbein.

Sim, é simples e eficaz, ou seja, o mais dificil a fazer em audio, mas é visionario também pois veja abaixo:



Este sistéma que funciona muito bem, é vendido por uma empresa Françesa, e é o mesmo principio que o seu, BRAVO entao

Agradeço o elogio sobre os meus textos. Nao quero intelectualisar as pequenas sagas que conto aqui. Quero apenas falar de paixao com as palavras da paixao! Se os que me lerem, tiverem vontade de descobrir os aparelhos dos quais falo, mas sobretudo, se desenvolverem do respeito pelos homens que os criaram. Terei a impressao de ter devolvido a estes ultimos uma parte do que me deram, e continuam a dar, ou seja, o gosto por esta apaixonante disciplina, que é o meu trabalho também...

Obrigado por me ler Holbein, e sobretudo por participar...

Até+
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 30/9/2009, 21:58

Mas onde é que ele vai buscar toda esta sabedoria.

Obrigado td.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

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