A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

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A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 8/9/2009, 22:31

Caros amigos,

a partir da mesma base que a Breve historia dos gira discos..., vou fazer a mesma coisa para os amplificadores a valvulas.
O objeto nao é o mesmo, e a electronica é certamente mais misteriosa para alguns de voçês que a mecanica. Vou fazer uma introduçao às bases de um amplificador e depois atacaremos os aparelhos. Como é um dominio que conheço melhor que os gira-discos, tentarei continuar conciso e com uma linguagem que possa ser compreendida por todos, como espero ter feito antes.

Espero que a ideia vos agrade...

Até+

td124
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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 8/9/2009, 22:41

Se agrada. Parece que lês pensamentos. É claro que por muito simples que a tua linguagem seja, um burro como eu não vai perceber quase nada, mas não faz mal. Vejo só os bonecos como se costuma de dizer.

Mais uma vez, estás a estragar-nos com mimos.

Venha a história.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Paulo André em 8/9/2009, 23:03



Mais tópico excelente é o que irá sair daqui vou ficar pacientemente à espera

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  jmddf em 8/9/2009, 23:28

Excelente ideia vai contribuir, novamente, para aumentar o interesse dos temas do Audiopt e os cenhecimentos de todos nós (falo por mim).
Obrigado TD124!

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 9/9/2009, 01:26

Oh, olha para mim!...

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  InThaVines em 9/9/2009, 10:42

O nosso amigo td 124 caiu no fórum como por milagre!!!
É um privilégio contar com todos os ensinamentos que ele nos pode transmitir!
Eu, como leitor assíduo da saga dos GD, apesar de nunca ter participado, vou estar bastante atento a este tema também!
Gostava é de pedir uma coisa, que primeiro houvesse uma explicação como aquela que foi dada no meio da história dos GD, depois de o forista mn61 ter dito que não percebia nada,mas em relação aos amps. Penso que seria pertinente...
Um abraço,

Gonçalo

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  td124 em 9/9/2009, 11:33

InThaVines escreveu:...
Gostava é de pedir uma coisa, que primeiro houvesse uma explicação como aquela que foi dada no meio da história dos GD, depois de o forista mn61 ter dito que não percebia nada,mas em relação aos amps. Penso que seria pertinente...
Um abraço,

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  fm&stereo em 9/9/2009, 12:44

td124 escreveu:
InThaVines escreveu:...
Gostava é de pedir uma coisa, que primeiro houvesse uma explicação como aquela que foi dada no meio da história dos GD, depois de o forista mn61 ter dito que não percebia nada,mas em relação aos amps. Penso que seria pertinente...
Um abraço,

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Paulo André em 9/9/2009, 13:00

td124 escreveu:
InThaVines escreveu:...
Gostava é de pedir uma coisa, que primeiro houvesse uma explicação como aquela que foi dada no meio da história dos GD, depois de o forista mn61 ter dito que não percebia nada,mas em relação aos amps. Penso que seria pertinente...
Um abraço,

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Luke Skywalker em 9/9/2009, 15:04

Mais um esperando

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 9/9/2009, 19:38

Luke Skywalker escreveu:Mais um esperando


Já estamos todos sentados, e caladinhos..... com o caderno e lápis na mão.

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Introduçao aos amplificadores...

Mensagem  td124 em 9/9/2009, 20:31

Ao contrario de um préamplificador que se contenta (como o seu nome indica) de préamplificar o sinal, o Amplificador realisa duas funçoes. Amplifica o sinal e transforma o sinal amplificado em muito baixa impedância, ou seja em potência. Isso explica que as valvulas utilisadas no andar de potência tenham dimensoes geralmente superiores às outras, e proporcionais à potência de saida do mesmo. Na maior parte do tempo os amadores classificam os Amplificadores, segundo as valvulas utilisadas, a potência e a configuraçao do andar de saida. Na realidade a classificaçao é mais complexa, vamos là ver juntos as diferenças nos detalhes que podem existir entre estas maquinas :

Configuraçao geral do Amplificador : Um amplificador vai ser classificado no principio segundo dois critérios:

A valvulas : Todos os componentes activos sao valvulas (qualquer que seja o tipo destas ultimas) e o sinal so atravessa as valvulas e os componentes passivos associados.

Hibrido : O sinal atravessa valvulas e transistores, o que faz com que o som seja a soma destes componentes activos. Existem dois tipos destes aparelhos :

Hibrido a transistores : Os andares de entrada sao a valvulas e o de saida a transistores.

Hibrido a valvulas : Os transistores estao em entrada e o andar de potência é a valvulas.

O numero de andares define também o tipo do aparelho. Cada andar tém uma funçao propria, e vamos là aprender a conhecê-los :

Andar de entrada ou de tensao : Este andar faz o mesmo trabalho que um préamplificador, ou seja, amplifica o sinal numa proporçao determinada pelo designer.

Desfasador (fase-splitter) : Este andar separa o sinal de entrada em dois sinais identicos mas com a polaridade inversada, ou seja um negativo (180°) e um positivo (0°). So os amplificadores Push-Pull utilisam este andar.

Andar de ataque : As vezes é necessario de atacar as valvulas de potência com muita energia e contrôle, este andar serve a isso mas às vezes nao existe.

Andar de potência : E o andar final aonde os volts sao transformados em ampéres, o que quer dizer que a tensao se transforma em potência.

Um amplificador pode entao ter ao minimo dois andares (entrada e desfasador juntos e potência) ou quatro do tipo (entrada + desfasador + ataque + potência). Existém aparelhos com um so andar mas com potências muito fracas, entre 0.5 e 6 watts em média.

Um dos criterios técnicos de classificaçao é a (muito controversada) realimentaçao negativa. Esta astucia técnica que consiste a injectar uma porçao do sinal de saida na entrada (em oposiçao de fase), visa a aumentar a linearidade e baixar a distorçao. Se a astucia é utilisada diz-se que o circuito é realimentado e se nao existe o circuito nao é realimentado.

Configuraçao do andar de potência :

Single ended : O amplificador possede um tubo por canal, (ou vàrios em paralélo), no andar de saida. Neste caso a classe de funcionamento é obrigatoriamente em classe A. As valvulas utilisadas podem ser, triodos, tétrodo ou pentodo. A potência é fraca, pois o rendimento em classe A é muito baixo, de 10 a 20%.

Push-Pull : O andar de saida possede dois tubos por canal (ou mais em paralélo, mas sempre por pares). Um ocupa-se da parte positiva do sinal e o outro da parte negativa, o transformador de saida vai « colar » as duas metades. Podem ser feitos com todos os tipos de tubos jà citados, e neste caso a classe de funcionamento pode ser A, AB, B.

Classe A : O aparelho està sempre polarisado ao màximo da potência. O rendimento é mau, a potência fraca, mas a distorçao e a linearidade sao excelentes.

Classe AB : Nos sinais fracos o amplificador esta polarisado em classe A, e quando passa a sinais mais fortes comuta em classe B. O rendimento é bom, a potência é muito superior à classe A, a linearidade é boa mas a distorçao tém de ser controlada.

Classe B : As valvulas estao bloqueadas e so se desbloqueiam quando o sinal chega. Quando uma trabalha a outra esta parada. Muito alto rendimento, a potência é a maior que se possa obter, a linearidade é media e depende da concepçao, a distorçao é muito mà pois a « colagem » dos dois sinais é quase sempre errada e dà a « distorçao de cruzamento », muito desagradàvel à escuta. Pouca marcas utilizam e dominam esta classe em alta fidelidade.

OTL : (Output transformer less) Neste caso vamos utilisar valvulas especiais (a resistência interna muito fraca), e o Amplificador nao tém transformador de saida. A valvula é ligada à carga (colunas), em directo, como os transistores. Esta familia é uma minoridade dos Amplificadores a valvulas, mas tém os seus adeptos e pode ser fabulosa à escuta. Os OTL podem ser Single-ended, o que é raro, ou do tipo Push-Pull, o que representa a maioria dos casos.

Configuraçao das valvulas de potência :

Triodo : O amplificador possede valvulas triodo em Single-ended ou Push-Pull ligadas classicamente ao transformador de saida. (ex: Air Tight 300B, Shindo Petrus, ...)

Pseudo-Triodo : O amplificador possede valvulas do tipo tétrodo ou pentodo, aonde se ligou os écrans ao anodo para os obrigar a funcionar como um triodo. A configuraçao pode ser em Single-ended ou Push-Pull e estao ligadas classicamente ao transformador de saida. (ex: Ear Yoshino, Luxman, ...)

Tétrodo ou Pentodo : O amplificador possede valvulas do tipo tétrodo ou pentodo, aonde se ligou os écrans à alimentaçao, ou seja no funcionamento normal deste tipo de valvulas. A configuraçao pode ser em Single-ended ou Push-Pull e estao ligadas classicamente ao transformador de saida. (ex: Audio Research, Sonic Frontiers, ...)

Ultra-linear : O amplificador possede valvulas do tipo tétrodo ou pentodo, aonde se ligou os écrans ao transformador de saida segundo uma técnica inventada pelo Hafler nos anos 50 / 60. Isto permite às valvulas de ter o rendimento de um Tétrodo ou Pentodo, com a linearidade de um Triodo. O transformador de saida é especial e adaptado a este funcionamento. (ex: Dynaco, Conrad Johnson, ...)

Mixto : O amplificador possede valvulas do tipo triodo (raro), tétrodo ou pentodo, aonde se ligou os anodos e catodos ao transformador de saida segundo uma técnica inventada pelo Bogen nos anos 40 / 50. Isto permite às valvulas de ter o rendimento de um Tétrodo ou Pentodo, com quase a linearidade de um Triodo, um pouco à maneira do Ultra-Linear. O transformador de saida é especial e adaptado a este funcionamento. (ex: Quad II, Audiomat, Jadis, ...)

Outros tipos podem existir mas sao confidenciais e raros...

Em todos estes casos o BIAS (polarisaçao) pode ser do tipo automatico (como o nome indica isto faz-se “sozinho”, fixo (fixed-bias) o que significa que sao voçês ou um sistema electronico que o adapta e afina, ou mixto (mixed-bias) que é uma maneira de combinar os dois e proteger o aparelho contra erros de polarisaçao, o que destroi as valvulas de potência e que pode ser grave para a integridade fisica do aparelho.

Parece-me ter feito rapidamente a volta a tudo o que é necessario para seguir a Breve historia dos amplificadores a valvulas... , espero ter sido claro, pois a electronica é um bocado mais misteriosa do que a mecanica dos gira discos. Peço a todos que compreendam uma coisa, os gira-discos é a minha paixao, os amplificadores a valvulas sao o meu trabalho !!!, vou tentar ser tao conciso e envolvente (como alguns me disseram), como fui para os GD, mas falar de trabalho e de paixao nao é a mesma coisa. Como Camoes pediu às musas do Tejo ajuda para os Lusiadas, peço a voçês indulgência se me desvio do caminho. No proximo capitulo vamos atacar o pai de todos os amplificadores hifi (no sentido civil), o primeiro, feito pela empresa que criou a alta-fidelidade tal a conhecemos e apreciamos...

Até+


Última edição por td124 em 9/9/2009, 21:14, editado 1 vez(es)

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QUAD II: A Inglaterra abre o baile...

Mensagem  td124 em 9/9/2009, 20:40



Na mesa redonda da corte real da alta fidelidade, e à direita do rei dos audiofilos, vamos encontrar o Sir Peter Walker. Este nobre cavaleiro foi o fundador de uma empresa especialisada na sonorisaçao em 1936 a “Acoustical manufactoring company”, e rebatisada QUAD “Quality unit amplified domestic” ou seja, “Elemento amplificador a utilizaçao domestica” em 1949. A alta fidelidade “civil” nasceu assim !!!, e foi das maos de um dos mais sensiveis artisaos (musico amador, e talvez um verdadeiro artista) que a hifi moderna se forjou … Toda a sua vida (até aos anos 90), este homem puxou a alta fidelidade atè aos limites da imaginaçao e da utopia, sempre no respeito da arte, ou seja da musica. E um dos maiores, e dos mais respeitàveis (e respeitados) designeres de sempre …

O amplificador QUAD II monofonico nascido em 1951 (segundo do nome) é o sucessor do QA12/P, e é entao o pai de todos os amplificadores modernos, nao é o primeiro nao, mas é o primeiro que se destina a uma utilizaçao domestica, o que é o objectivo da alta fidelidade. Vamos là compreender juntos (frase culto que voçês jà conhecem), a razao do mito, da nobreza e da grandeza deste ançiao de 58 anos de idade, que foi concebido para resistir aos assaltos do tempo …




Apresentaçao : O QUAD II é um aparelho de dimensoes modestas. Nasceu durante a monofonia, e quando a estéreo nasceu, bastava comprar outro para a segunda coluna. Foi concebido para acompanhar a QUAD ESL (primera coluna electroestatica da historia), que participou, ou fez, a originalidade e a personalidade da marca, e tornou QUAD num mito eterno. Nunca um Push-Pull foi tao simples : 4 valvulas, 12 resistências, 6 condensadores, 1 transformador de alimentaçao e um de saida !!! Uma demonstraçao de puro génio conceptual, simples, estavel e terrivelmente eficaz…A escola Inglesa grava em ouro sobre azul a sua supremacia em matéria de audio contra os fundadores americanos. O QUAD II so tém dois andares, o primeiro utilisa os pentodos EF86 para combinar a entrada, desfasador e ataque num so andar !!! O andar de potência é concebido com as maravilhosas KT66 que acabaram de nascer, e segundo uma configuraçao mixta, inspirada pelo amplificador americano do BOGEN. Os transformadores de saida, fabricados pela sublime empresa inglesa Partridge, sao de uma qualidade unica para a época (e talvez mesmo hoje). Mas o génio absoluto é o andar de entrada. O desfasador do tipo « Parafase », é modificado para se auto equilibrar. As colunas electroestaticas sao cargas dificeis para os amplificadores, pois sao como imensos condensadores, o que faz oscilar (fenomeno grave) os andares de potência. Graças a uma resistência no bom sitio !!!, Peter Walker faz com que o QUAD II compense o efeito da coluna electroestatica, e que o Amplificador se autoequilibre em permanência. Genial, pois o QUAD II é um Jeep capaz de atacar, qualquer coluna da terra, sem micro oscilaçoes. Isto em 1951 !!! Compreendem a razao do mito ?



Avantagens : Uma muito importante veio de ser citada, ou seja a estabilidade. O QUAD II pode atacar qualquer carga, sem modificaçao sensivel dos seus parametros técnicos. Em si, este facto é rarissimo, memo no seio dos aparelhos modernos. A fiabilidade é legendaria, pois a soma de poucos componentes, e o facto que estes ultimos sejam de alta qualidade é muito propicio à longevidade de um aparelho. A qualidade dos transformadores de saida e da concepçao, fazem com que as medidas técnicas (mesmo se estao ultrapassadas), sejam de um nivel muito alto visto a idade do aparelho. A estrutura monofonica assegura um palco (imagem estéreo), estavel e de alto desempenho. A ultima qualidade é puramente subjectiva, é que acho este aparelho lindo, e tenho uma ternura especial por ele. Uma espécie de brinquedo para grandes pessoas, que esconde a sua generosidade por detràs de uma carapaça austera. E o Garrard 301 dos Amplificadores, ou quase …



Inconvenientes : Alguns, varios mesmo !!! Antes de tudo a alimentaçao é muito fraca. Nessa época a tecnologia nao permete de fazer condensadores de forte valor, e a reserva energética é pequena. Os graves e o contrôle destes, vao sofrer disso. A potência é pequena (cerca de 16 watts), e isso limita-o a colunas com rendimento alto de mais de 90 / 92 dB. A simplicidade do circuito nao permete de controlar todos os parametros, e assim a distorçao e a estabilidade da fase (contornos dos instrumentos) vao sofrer à escuta. As resistências em carbono aglomerado (tecnologia da época), sao menos definidas que as modernas e participao à espessura sonora (o que pode ser também uma qualidade). Enfim, o andar de entrada com pentodos é austero nos limites da banda, que nao sao do mesmo nivel que o médio, e a coerência geral vai sofrer disso.


Escuta : Este aparelho define o que serà chamado o som QUAD, e de uma certa maneira, o som dito « Inglês » em geral. Antes de tudo o QUAD II é um médio de uma beleza que entontéce, e que dà vontade de vender a alma ao diabo !!! E uma experiência a viver, por todos os que (com certa razao) so admitem os Single-ended, e que (sem verdadeira razao) criticam os Push-Pull. Um médio espesso, feltrado e rico harmonicamente (timbres), que se perdeu com o tempo, e que dà às vozes uma humanidade inesperada, anti-electronica. A banda nao é muito grande e os graves sao pouco controlados, devido à alimentaçao deficiente. Os agudos sao belos sem atingir o nivel do médio, devido às limitaçoes técnicas do andar de entrada e à escolha (voluntària) de pentodos neste lugar. O QUAD II faz pensar a um altifalante Full-Range, ou seja a banda larga, pois ele nao faz tudo nas duas extremidades da banda, mas o que faz no meio é de uma coerência e de uma qualidade que o tornam perturbante, e unico. Casado com as colunas QUAD ESL, este Amplificador hipnotisa, e faz pensar a alguns que a alta fidelidade nao evoluiu muito depois !!! Nao é o caso (penso eu), mas a experiência é destabilisante. Um Amplificador feito à imagem sensivel do homem que o criou, ou seja, um objecto raro. Uma das joias da coroa…



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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 9/9/2009, 21:37

Mais uma vez, Bravo.

Não só te elogio o que escreves, mas também como escreves.
Falando nos Quad, também eu os acho lindos e na cor original. Já tive mais do que um na mão, mas nunca pude ouvir nenhum pessoalmente.
Já estou recomposto desta primeira lição. Pode vir a segunda.

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Re: A breve historia dos Amplificadores a valvulas...

Mensagem  Convidad em 9/9/2009, 21:54

Fantástico!
por acaso amanhã vou confrontar o meu asl com um desses(presumo que virei de lá com uma asa descaída...),e vão ser ligados áquilo que espero serem as novas(mais umas) colunas residentes,que são umas Tannoy com o famoso altofalante dual concentric, as Super Red Monitor! Vamos ver...
abraço
Milton

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