ANALOGICAMENTE ...
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Re: ANALOGICAMENTE ...
MikeF escreveu:Pois, mas depois da lavagem o sulco é uma auto-estrada ou um caminho de cabras enlameado, cheio de lama no fundo que a agulha vai ter de despejar para a berma?
E até que ponto isso é saudável para a agulha?
Na lavagem que eu uso (vácuo) o disco fica completamente seco, pelo menos visualmente. Lavo à muitos anos e só tenho visto vantagens. A diferença na ausência de ruídos e estática fazem com que seja adepto incondicional de dar banho ao meu ouro negro.
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Re: ANALOGICAMENTE ...
E quando o tocas a seguir a lavar, a agulha fica normal, ou mais suja que o normal?
É que com uma knosti, mesmo deixando secar (eu normalmente não deixo só escorrer, limpo com papel para absorver bem), quando toco a seguir à lavagem é notória a porcaria na agulha.
É que com uma knosti, mesmo deixando secar (eu normalmente não deixo só escorrer, limpo com papel para absorver bem), quando toco a seguir à lavagem é notória a porcaria na agulha.
Re: ANALOGICAMENTE ...
MikeF escreveu:E quando o tocas a seguir a lavar, a agulha fica normal, ou mais suja que o normal?
É que com uma knosti, mesmo deixando secar (eu normalmente não deixo só escorrer, limpo com papel para absorver bem), quando toco a seguir à lavagem é notória a porcaria na agulha.
Sim, isso na knosti pode acontecer, apesar de não ser o fim do mundo (entra a teoria do outro em acção) mas lavado a vácuo, muito raramente (quase nunca) tenho lixo na agulha. Eu uso uma bolha Zerodust e raramente lá fica algo. Ainda hoje rodaram quatro acabados de lavar, e nada.
Convidad- Convidado
Re: ANALOGICAMENTE ...
:confused1:
Boas
Eu tenho esta "cabeça e agulha" da Shure

SHURE WHLB Whitelabel
Será que este tipo agulha é das tais que danificam os discos ?
:confused1: :confused1: :confused1:
Omar
MikeF escreveu:No entanto, quanto a outras agulhas esféricas - as de DJ são quase todas, a Ortofon concorde, p ex - ninguem discute que desgastam o vinyl mais rapidamente.
A agulha esférica é a que tem menor área de contacto com as faces laterais dos sulcos, e à medida que se sobe na qualidade (e no preço) o perfil do diamante tende ter maior área de contacto. Eu por acaso até tenho uma que tem supostamente um diamante com a maior área de contacto de todos os cortes de agulhas - um replicant - e o resultado é soberbo.
Boas
Eu tenho esta "cabeça e agulha" da Shure

SHURE WHLB Whitelabel
Será que este tipo agulha é das tais que danificam os discos ?
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Omar

Omar- Membro Audiopt

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Re: ANALOGICAMENTE ...
bem ... tenho uma colecção de discos mediana e nunca me passou pela cabeça em comprar uma maquina para os lavar.
costumo limpar a maior sujidade daqueles discos herdados ou que costumo adquirir nas feiras de sao paulo com um produto em spray que pode ser adquirido em qualquer loja mainstream - "am - denmark".... em casos extremos junto uma pequena dose de soluçao de sabao.
nos casos de pouca sujidade em discos dou um pouco de spray, passo com um pano , deixo secar um pouco e a agulha acaba por limpar a sujidade mais entranhada.
maquina acho que só mais tarde quando a colecçao aumentar e muito.
cumprimentos
costumo limpar a maior sujidade daqueles discos herdados ou que costumo adquirir nas feiras de sao paulo com um produto em spray que pode ser adquirido em qualquer loja mainstream - "am - denmark".... em casos extremos junto uma pequena dose de soluçao de sabao.
nos casos de pouca sujidade em discos dou um pouco de spray, passo com um pano , deixo secar um pouco e a agulha acaba por limpar a sujidade mais entranhada.
maquina acho que só mais tarde quando a colecçao aumentar e muito.
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Re: ANALOGICAMENTE ...
António José da Silva escreveu:... e raramente lá fica algo. Ainda hoje rodaram quatro acabados de lavar, e nada.
E viste com a lupa
Re: ANALOGICAMENTE ...
td124 escreveu:António José da Silva escreveu:Não me importo que seja a agulha a tirar algo que tenha ficado depois da lavagem.Agora não lavar....
Muitas pessoas que ouvem um vinil na minha casa, admiram-se que os discos não fazem aqueles barulhos de batata frita de que se lembravam. Porque será...
Nao sei, na minha casa é a mesma coisa
, mas deve ser porque tenho verdadeiros giras, equipados com braços a sério e casados com autenticas células que despejam todo esse amor num verdadeiro phono, ligado a um pré que é uma obra de arte e que dirije um amplificador de sonho que adora as colunas que ele ataca...
Acho eu...
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Até+
Certamente que vai incluir as unidades de fono num capítulo futuro.
Gostaria que nessa altura explicasse se há alguma razão na construção da unidade de fono, tão na moda neste fórum, que permita a regulação da curva RIAA.
Será que terá aplicação ao possibilitar a leitura de discos 78 rpm (gravados sem curva RIAA) num mesmo gira discos?
Fica assim aqui a questão a aguardar a sua abordagem às unidades de fono.
Cumprimentos e parabéns pela lucidez dos seus posts.
pedromdf
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Re: ANALOGICAMENTE ...
Respondendo um pouco à tua questão (que o td124 irá decerto abordar lá mais para a frente) os discos gravados em schellack (78 mono) também têm equalização, só que não se regia pela norma que mais tarde foi (lentamente) adoptada por todas as editoras. (RIAA) Todavia, uma grande parte dos 78 rpm, não está muito longe da norma RIAA.
Mas mesmo sem serem 78 rpm, muitos lp's também eram prensados segundo a norma do próprio fabricante, e isso, mesmo depois de se ter estabelecido uma norma. Ainda levou uns anos até todos adoptarem a mesmo.
Para se fazer um puro pré para o schellack, o que se faz vulgarmente é usar (no caso das válvulas) uma válvula só (ECC83 por ex.) visto se tratar de mono. Também é importante o uso de uma agulha dedicada. Um dos problemas no schellack, é que à demasiadas gravações de má qualidade e portanto, mesmo após a correcção a qualidade sonora não é assim tão boa.
Mas o nosso especialista na matéria é o amigo td124, que depois passará ao ataque.
Mas mesmo sem serem 78 rpm, muitos lp's também eram prensados segundo a norma do próprio fabricante, e isso, mesmo depois de se ter estabelecido uma norma. Ainda levou uns anos até todos adoptarem a mesmo.
Para se fazer um puro pré para o schellack, o que se faz vulgarmente é usar (no caso das válvulas) uma válvula só (ECC83 por ex.) visto se tratar de mono. Também é importante o uso de uma agulha dedicada. Um dos problemas no schellack, é que à demasiadas gravações de má qualidade e portanto, mesmo após a correcção a qualidade sonora não é assim tão boa.
Mas o nosso especialista na matéria é o amigo td124, que depois passará ao ataque.
Convidad- Convidado
Re: ANALOGICAMENTE ...
Do que sei a indefinição referida face à norma de equalização, verificou-se entre 1940, data em que se sentiu necessidade desta solução de gravação, e 1954, data em que a equalização RIAA foi constituída em norma e foi adoptada por todas as companhias de gravação.
Eventualmente haverá uma zona nebulosa à volta do ano 1954, talvez alguns meses.
Quanto à qualidade de gravação, esta terá que ser analizada em função da sua época e da qualidade dos equipamentos, exactamente como hoje em dia temos equipamentos e gravações de qualidade muito medíocre ou muito boa.
Cumps
pedromdf
Eventualmente haverá uma zona nebulosa à volta do ano 1954, talvez alguns meses.
Quanto à qualidade de gravação, esta terá que ser analizada em função da sua época e da qualidade dos equipamentos, exactamente como hoje em dia temos equipamentos e gravações de qualidade muito medíocre ou muito boa.
Cumps
pedromdf
Convidad- Convidado
CELULAS : Capitulo 2 / a luz ...
No primeiro capitulo fizemos conhecimento com os dois principais tipos de células e com o sofrimento que elas vivem para tentar ler o sulco do vinilo. Cada construtor tentou remediar os problemas de leitura à sua maneira em jogando sobre os parametros existentes. Vamos là compreender juntos como eles tentao de aliviar o calvario das células, e dos nossos ouvidos :
Ponta : Este elemento é quase sempre fabricado com um diamante talhado e polido. O objectivo é de conseguir deslizar no sulco da melhor maneira possivel, ou seja, sem descolar do sulco, e sem perder o contacto lateral (trackability), sem danificar o acetato de vinilo (matéria do disco). Afim de corresponder a estas exigencias, cada construtor imaginou formas do diamante que fossem geometrias de leitura perfeitas. As principais sao as seguintes :
Conico : Boa acoplagem lateral, pouco sensivel au angulo de ataque lateral (overhang), agressivo para as arestas e fundo do sulco segundo o angulo vertical (VTA), tendencia a descolar nas altas frequencias.
Conico/esferico : Como o conico mas menos agressivo para o disco e com uma melhor precisao de leitura (tracking ou trackability).
Eliptico : Em forma de bala, é um profil muito utilizado e que ofereçe um bom equilibrio entre a qualidade de leitura vertical e lateral com pouca agressividade. E sensivel ao angulo de ataque lateral e vertical.
Super ou hiper-eliptico : E uma versao amelhorada e mais longa do eliptico. E o que procura a melhor qualidade de deslize e de contacto. E muito sensivel ao angulo de ataque nos dois eixos, lateral e vertical. Pode ser muito agressivo se o peso e o braço nao forem ideais.
Profil pessoal : Sao variantes das outras geometrias utilizados por alguns construtores ou desenhados por certos designer. O profil Shibata, Van den Hull e Koetsu sao exemplos. Em geral esses profilos reagem como os elipticos e sao variantes deste ultimo.
Um dos elementos que joga muito no desgaste do vinilo é o polido do diamante independentemente do profil. Um polido de alta qualidade desgasta muito menos, mas pesa muito no preço final, geralmente.
Tubo de ponta : Este composante é de uma qualidade critica numa célula. O tubo de ponta é um micro-braço submetido a imperativos ainda mais drasticos. Do tubo de ponta vai depender em grande parte a frequencia de resonancia, uma parte da compliance (elasticidade), assim que a capacidade de guia e de tracking da ponta. E o tubo de ponta que faz a ligaçao entre a ponta e o sistema de leitura electrica (a equipagem movél). Este tubo deve ter a massa mas pequena possivel e a rigidez maior que se possa !!! Estas qualidades sao pouco compativeis e obrigam os construtores a fazer grandes esforços técnicos e de imaginaçao para resolver o problema. O tubo pode ser feito em aluminio rigido ou oco como no caso da Denon DL-103, em Boro no caso das Koetsu, em titanio para as Satin, em folha de berilio no exemplo da Shure V15-V etc…
E evidente que mais o metal sera leve e rigido e melhor sera a precisao da leitura. O tubo de ponta atravessa a suspensao e vai ser diretamente acoplado aos imanes ou às bobinas de leitura. O minimo movimento é detectado (como jà disse uma célula MC pode detectar um movimento de cinquenta vezes inferior ao micrao), se o tubo se torde a identificaçao do movimento sera falsa, o que provocarà distorsao. Mais o tubo serà leve e mais a frequencia de resonancia serà elevada do tipo 30 ou 50Khz, ou seja fora da zona audio audivel.
Suspensao : Como o seu nome indica, a tarefa deste elemento é de permitir à equipagem movél de oscilar à volta do seu ponto de equilibrio. Na realidade hà saida da fabrica e ao repouso a suspensao està desiquilibrada. E no momento estatico em que se aplica o peso de funcionamento que o tubo da célula se verga e se estabiliza no ponto 0 (ponto de repouso). Dai a importancia de aplicar o peso exacto, dado pelo construtor. Hà varios tipos de suspensao: As MM geralmente so téem um anel em matéria elastica e estavel (por causa do sistema de mudança da agulha). As MC tém geralmente um anel e micro-molas, ou fois, que ajudam o tubo a vir à posiçao de repouso. Isto também é uma avantagem das MC sobre as MM. A suspensao deve vergar-se rapidamente (tempo de subida), e descer imediatamente e sém solavancos (tempo de descida e estabilidade de paragem), isto entre temperaturas de 10° até 35°, o que exige materiais caros e de grande estabilidade. E preciso lembrar que a compliance (elasticidade) da suspensao é dada para uma frequencia fixa, e que mais se sobe em frequencia e mais ela endureçe. No caso da DL-103 a compliance de 6 transforma-se em apenas 1 a 1000 Hz !!!. E um braço pesado que lhe vai permitir de subir nos agudos.
Imanes : Varios tipos de imanes miniatura podem ser utilisados. Mas para as MM vai-se procurar os imanes mais potentes e leves que seja possivel, afim de diminuir o peso da equipagem movél, sem perder em eficacidade. Nas MC os imanes estao fixos no corpo e vao participar ao peso e à estrutura deste ultimo. Mais a célula vai ser de topo de gama e mais os imanes vao ser potentes e pequenos do tipo liga de metais (Ticonal, Alnico, Neodimio, …) ou do tipo terra rara (Samarium Cobalto). Evidentemente o tipo de iman e a sua talha vai influenciar o preço assim que a eficacidade iman/bobinagem o que vai dar o nivel de saida electrico da célula.
Bobinagem : E o elemento que vai determinar a eficacidade da célula (nivel de saida e impedancia). Nas MM as bobinas (é como um micro-transformador) estao fixas sobre o corpo e como nao jogam sobre o peso da equipagem movél, vai-se poder fazer muitas voltas de fio entre 1000 e 5000, o que permete de sair com um nivel à volta dos 3 mv, e com uma impedancia de carga à volta dos 47000 ohms. Nas MC as bobinas estao fixas no tubo de ponta, e muitas voltas torna-as muito pesadas, o que faz que em média téem 10 vezes menos de voltas e niveis de saida à volta dos 0.3 mv e uma impedancia muito mais baixa, ou seja de alguns ohms (entre 3 e 100 em média). O fio é muito fino (capilar), e é uma proeza a bobinar as MC, que na maior parte do tempo sao bobinadas à mao, pois os fios de 15 microes de espessura, nao podem ser bobinados por maquina pois sao de grande fragilidade. Certos construtores utilisam a prata e mesmo o ouro para o fio das bobinas, considerando que esses metais amelhoram a reproduçao das altas frequencias.
Corpo da célula : Deve-se ao Sr Sugano (o pai das Koetsu (as verdadeiras !!!)), a descoberta da influencia do material do corpo na escuta. Ele provou através de experiencias que a madeira de rosa (rosewood), soava melhor que todos os metais ou plasticos à volta da mesma célula, e isto antes de 1970 !!! Hoje sabe-se a importancia das resonancias do corpo e da caixa (capot) na escuta das boas MM e MC, o que explica que cada vez haja mais construtores que fazem as células sem capot de proteçao, ou que utilizam para o corpo zamac moldado (liga de aluminio), ou plasticos inertes (policarbonato) como as Ortofon. Algumas células de topo de gama artisanais continuam a utilizar materiais naturais inertes como a madeira (Grado), o Bambu (Dynavector), ou a pedra como a Onix (a Koetsu onyx moderna). A bakelite provou dar bons resultados à escuta e as SPU e a célebre Shindo sao feitas com esse material.
Conclusao : Estas explicaçoes permetem de compreender que uma grande célula é um equilibrio entre todos estes elementos, a sabedoria do construtor e um pouco de magia, de arte… Uma célula Koetsu dos anos 70 com materiais, profilos e formas antigas é superior a uma Shure V15 V, mas esta ultima é uma MM e portanto é superior a uma grande maioria de MC !!! E isto o vinilo, um mundo magico e cientifico aonde o empirismo beija a tecnologia, o saber a fé, e que nos obriga a ser modestos para poder progredir… A célula é uma equaçao impossivel, e no entanto homens bateram-se e batem-se para obter um resultado de qualidade. Mereçem o meu (nosso) respeito e a este nivel a ciência torna-se visionaria e filosofica.
Continuaçao e fim das células no capitulo 3
Até+
Ponta : Este elemento é quase sempre fabricado com um diamante talhado e polido. O objectivo é de conseguir deslizar no sulco da melhor maneira possivel, ou seja, sem descolar do sulco, e sem perder o contacto lateral (trackability), sem danificar o acetato de vinilo (matéria do disco). Afim de corresponder a estas exigencias, cada construtor imaginou formas do diamante que fossem geometrias de leitura perfeitas. As principais sao as seguintes :
Conico : Boa acoplagem lateral, pouco sensivel au angulo de ataque lateral (overhang), agressivo para as arestas e fundo do sulco segundo o angulo vertical (VTA), tendencia a descolar nas altas frequencias.
Conico/esferico : Como o conico mas menos agressivo para o disco e com uma melhor precisao de leitura (tracking ou trackability).
Eliptico : Em forma de bala, é um profil muito utilizado e que ofereçe um bom equilibrio entre a qualidade de leitura vertical e lateral com pouca agressividade. E sensivel ao angulo de ataque lateral e vertical.
Super ou hiper-eliptico : E uma versao amelhorada e mais longa do eliptico. E o que procura a melhor qualidade de deslize e de contacto. E muito sensivel ao angulo de ataque nos dois eixos, lateral e vertical. Pode ser muito agressivo se o peso e o braço nao forem ideais.
Profil pessoal : Sao variantes das outras geometrias utilizados por alguns construtores ou desenhados por certos designer. O profil Shibata, Van den Hull e Koetsu sao exemplos. Em geral esses profilos reagem como os elipticos e sao variantes deste ultimo.
Um dos elementos que joga muito no desgaste do vinilo é o polido do diamante independentemente do profil. Um polido de alta qualidade desgasta muito menos, mas pesa muito no preço final, geralmente.
Tubo de ponta : Este composante é de uma qualidade critica numa célula. O tubo de ponta é um micro-braço submetido a imperativos ainda mais drasticos. Do tubo de ponta vai depender em grande parte a frequencia de resonancia, uma parte da compliance (elasticidade), assim que a capacidade de guia e de tracking da ponta. E o tubo de ponta que faz a ligaçao entre a ponta e o sistema de leitura electrica (a equipagem movél). Este tubo deve ter a massa mas pequena possivel e a rigidez maior que se possa !!! Estas qualidades sao pouco compativeis e obrigam os construtores a fazer grandes esforços técnicos e de imaginaçao para resolver o problema. O tubo pode ser feito em aluminio rigido ou oco como no caso da Denon DL-103, em Boro no caso das Koetsu, em titanio para as Satin, em folha de berilio no exemplo da Shure V15-V etc…
E evidente que mais o metal sera leve e rigido e melhor sera a precisao da leitura. O tubo de ponta atravessa a suspensao e vai ser diretamente acoplado aos imanes ou às bobinas de leitura. O minimo movimento é detectado (como jà disse uma célula MC pode detectar um movimento de cinquenta vezes inferior ao micrao), se o tubo se torde a identificaçao do movimento sera falsa, o que provocarà distorsao. Mais o tubo serà leve e mais a frequencia de resonancia serà elevada do tipo 30 ou 50Khz, ou seja fora da zona audio audivel.
Suspensao : Como o seu nome indica, a tarefa deste elemento é de permitir à equipagem movél de oscilar à volta do seu ponto de equilibrio. Na realidade hà saida da fabrica e ao repouso a suspensao està desiquilibrada. E no momento estatico em que se aplica o peso de funcionamento que o tubo da célula se verga e se estabiliza no ponto 0 (ponto de repouso). Dai a importancia de aplicar o peso exacto, dado pelo construtor. Hà varios tipos de suspensao: As MM geralmente so téem um anel em matéria elastica e estavel (por causa do sistema de mudança da agulha). As MC tém geralmente um anel e micro-molas, ou fois, que ajudam o tubo a vir à posiçao de repouso. Isto também é uma avantagem das MC sobre as MM. A suspensao deve vergar-se rapidamente (tempo de subida), e descer imediatamente e sém solavancos (tempo de descida e estabilidade de paragem), isto entre temperaturas de 10° até 35°, o que exige materiais caros e de grande estabilidade. E preciso lembrar que a compliance (elasticidade) da suspensao é dada para uma frequencia fixa, e que mais se sobe em frequencia e mais ela endureçe. No caso da DL-103 a compliance de 6 transforma-se em apenas 1 a 1000 Hz !!!. E um braço pesado que lhe vai permitir de subir nos agudos.
Imanes : Varios tipos de imanes miniatura podem ser utilisados. Mas para as MM vai-se procurar os imanes mais potentes e leves que seja possivel, afim de diminuir o peso da equipagem movél, sem perder em eficacidade. Nas MC os imanes estao fixos no corpo e vao participar ao peso e à estrutura deste ultimo. Mais a célula vai ser de topo de gama e mais os imanes vao ser potentes e pequenos do tipo liga de metais (Ticonal, Alnico, Neodimio, …) ou do tipo terra rara (Samarium Cobalto). Evidentemente o tipo de iman e a sua talha vai influenciar o preço assim que a eficacidade iman/bobinagem o que vai dar o nivel de saida electrico da célula.
Bobinagem : E o elemento que vai determinar a eficacidade da célula (nivel de saida e impedancia). Nas MM as bobinas (é como um micro-transformador) estao fixas sobre o corpo e como nao jogam sobre o peso da equipagem movél, vai-se poder fazer muitas voltas de fio entre 1000 e 5000, o que permete de sair com um nivel à volta dos 3 mv, e com uma impedancia de carga à volta dos 47000 ohms. Nas MC as bobinas estao fixas no tubo de ponta, e muitas voltas torna-as muito pesadas, o que faz que em média téem 10 vezes menos de voltas e niveis de saida à volta dos 0.3 mv e uma impedancia muito mais baixa, ou seja de alguns ohms (entre 3 e 100 em média). O fio é muito fino (capilar), e é uma proeza a bobinar as MC, que na maior parte do tempo sao bobinadas à mao, pois os fios de 15 microes de espessura, nao podem ser bobinados por maquina pois sao de grande fragilidade. Certos construtores utilisam a prata e mesmo o ouro para o fio das bobinas, considerando que esses metais amelhoram a reproduçao das altas frequencias.
Corpo da célula : Deve-se ao Sr Sugano (o pai das Koetsu (as verdadeiras !!!)), a descoberta da influencia do material do corpo na escuta. Ele provou através de experiencias que a madeira de rosa (rosewood), soava melhor que todos os metais ou plasticos à volta da mesma célula, e isto antes de 1970 !!! Hoje sabe-se a importancia das resonancias do corpo e da caixa (capot) na escuta das boas MM e MC, o que explica que cada vez haja mais construtores que fazem as células sem capot de proteçao, ou que utilizam para o corpo zamac moldado (liga de aluminio), ou plasticos inertes (policarbonato) como as Ortofon. Algumas células de topo de gama artisanais continuam a utilizar materiais naturais inertes como a madeira (Grado), o Bambu (Dynavector), ou a pedra como a Onix (a Koetsu onyx moderna). A bakelite provou dar bons resultados à escuta e as SPU e a célebre Shindo sao feitas com esse material.
Conclusao : Estas explicaçoes permetem de compreender que uma grande célula é um equilibrio entre todos estes elementos, a sabedoria do construtor e um pouco de magia, de arte… Uma célula Koetsu dos anos 70 com materiais, profilos e formas antigas é superior a uma Shure V15 V, mas esta ultima é uma MM e portanto é superior a uma grande maioria de MC !!! E isto o vinilo, um mundo magico e cientifico aonde o empirismo beija a tecnologia, o saber a fé, e que nos obriga a ser modestos para poder progredir… A célula é uma equaçao impossivel, e no entanto homens bateram-se e batem-se para obter um resultado de qualidade. Mereçem o meu (nosso) respeito e a este nivel a ciência torna-se visionaria e filosofica.
Continuaçao e fim das células no capitulo 3
Até+

td124- Membro Audiopt

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Re: ANALOGICAMENTE ...
Bravo, td124! Mais uma deliciosa leitura que nos serviste!
Já agora, depois de ler sobre braço/DL103, mais um ou dois dias e mudo a minha novamente para o meu 12".
Quanto à lavagem do vinilo, que também foi referido atrás, a lavagem ideal deve ser seguida da socução (aspiração). Os discos novos devem ser lavados antes de usados, pois por serem novos não quer dizer que estejam limpos.
Entretanto, iremos certamente ter oportunidade de aprofundar isto.
Bem-haja e uma vez mais, obrigado td124.
Já agora, depois de ler sobre braço/DL103, mais um ou dois dias e mudo a minha novamente para o meu 12".
Quanto à lavagem do vinilo, que também foi referido atrás, a lavagem ideal deve ser seguida da socução (aspiração). Os discos novos devem ser lavados antes de usados, pois por serem novos não quer dizer que estejam limpos.
Entretanto, iremos certamente ter oportunidade de aprofundar isto.
Bem-haja e uma vez mais, obrigado td124.

fm&stereo- Membro Audiopt

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Re: ANALOGICAMENTE ...
pedromdf escreveu:...
Certamente que vai incluir as unidades de fono num capítulo futuro.
Gostaria que nessa altura explicasse se há alguma razão na construção da unidade de fono, tão na moda neste fórum, que permita a regulação da curva RIAA.
...
Olà,
de facto um dia ou outro là nos atacaremos aos Phonos (sujeito imenso e desconhecido ...
1) Em permitindo de fazer variar a amplitude da correçao nos graves e nos agudos, isso vai permitir de fazer uma correçao de sala (acustica) ou de colunas (material), de maneira a encontrar um equilibrio tonal bom. O gesto nao é ortodoxo, nem habitual mas é elegante (do ponto de vista audiofilo) pois é o unico sitio aonde uma correçao tonal nao destroi a transparencia, nem a fase.
2) Nos dias de hoje a associaçao braço célula é geralmente mà pois as pessoas nao conheçem as velhas regras, e nao é raro de ver um braço 9" de base Project com uma DL-103, o que é equivalente a tirar uma roulote com um Smart
Nao creio que haja relaçao com os 78 vpm, pois um interruptor chegaria, para cortar a curva RIAA e meter o pré em linearidade de funcionamento. Sao estas as explicaçoes visiveis por mim, talvez haja outras, em todos os casos, mesmo se o Norbert perturba os puristas, o gesto é interessante, à condiçao que haja um método visual ou mecanico para meter a curva na norma justa.
Até+

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Re: ANALOGICAMENTE ...
Penso que quem não sabia, passou a saber
Ainda hoje se esteve a ouvir musica na casa do colega Brás através de uma MM da Clearaudio, e o som que dela emanava era realmente muito bom, apesar de eu preferir as MC's.
Neste momento estou a ouvir Back To Back - Duke Ellington e Johnny Hodges que está a ser lida por uma Shure V15III com agulha da Jelco SAS
Espero que já estejas a preparar a próxima saga...
Ainda hoje se esteve a ouvir musica na casa do colega Brás através de uma MM da Clearaudio, e o som que dela emanava era realmente muito bom, apesar de eu preferir as MC's.
Neste momento estou a ouvir Back To Back - Duke Ellington e Johnny Hodges que está a ser lida por uma Shure V15III com agulha da Jelco SAS
Espero que já estejas a preparar a próxima saga...
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Re: ANALOGICAMENTE ...
fm&stereo escreveu:...
Já agora, depois de ler sobre braço/DL103, mais um ou dois dias e mudo a minha novamente para o meu 12".![]()
...Os discos novos devem ser lavados antes de usados, pois por serem novos não quer dizer que estejam limpos.
Entretanto, iremos certamente ter oportunidade de aprofundar isto.
...
Olà,
ao nivel do braço tens razao
Até+

td124- Membro Audiopt

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Re: ANALOGICAMENTE ...
como já nos vens habituando,foi mais uma aula bem dada
e aproveito para perguntar acerca das M/C de alto ganho,tenho cá a denon dl110 no meu tp11mkIII,de mass ef 7,5 e pergunto se é em teoria um bom casamento com o braço, e se esse tipo de celulas são uma boa a posta ou é preferivel uma "normal" com transformador.
obrigado
abraço
Milton
e aproveito para perguntar acerca das M/C de alto ganho,tenho cá a denon dl110 no meu tp11mkIII,de mass ef 7,5 e pergunto se é em teoria um bom casamento com o braço, e se esse tipo de celulas são uma boa a posta ou é preferivel uma "normal" com transformador.
obrigado
abraço
Milton
Convidad- Convidado
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