Breve historia dos GD...
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27042009
Breve historia dos GD...

Olà,
Afim de alimentar a secçao analogico do Forum e de ajudar « modestamente » a formaçao dos jovens interessados pelo vinilo, vou escrever uma especie de saga sobre a evoluçao das maquinas de leitura. No fim de semana Pascoal fiz uma experiencia interessante. Comparei a Garrard 301 dum amigo meu com a Thorens TD124 no mesmo sistema. O objectivo nao era de saber a qual das duas soa melhor, mas de tentar compreender o interesse actual por esses modelos de gira discos em todos os lados do mundo e aqui em França em particular. Como animo um clube de audiophilos/melomanos aqui, eles pediram-me para que faça uma apresentaçao dos Giras que marcaram a evoluçao do analogico e que representam uma evoluçao « flagrante » na qualidade de reproduçao. Dividi esta historia em 5 episodios. Os membros teém direito a duas horas de apresentaçao do GD, escuta do mesmo, petisco e vinho e discussao sobre o assunto acompanhado de escutas tranquilas. Ou seja um total de 5 horas de gozo. Aqui vou ter que fazer um resumo da apresentaçao das maquinas. Se tiverem perguntas ponham, eu tentarei responder. Se acharem o topico inutil digam porque assim economiso em escritura. Certos termos tecnicos nao vao ser exactos pois fiz os meus estudos aqui e nao conhéço todos os termos em português. A voçês o trabalho de corrigir esses mesmos erros.
O GARRARD 301
[img]
[/img]Apresentaçao : Primeiro GD considerado verdadeiramente de alta-fidelidade o G301 é um mito absoluto e a sua procura continua actualmente e os preços continuam elevados para uma maquina que tém mais de cinquenta anos. E um « idler drive » o que quer dizer que o prato é movido por uma roldana em borracha. O motor possede 3 polias, que em contacto com a roldana (que esta em contacto com o interior do prato) permetem de obter as velocidades de 78, 45, e 33 voltas por minuto. Um travao magnetico permete de variar a velocidade de +/- 3%. Nao é um GD no sentido proprio mas um motor de reproduçao « transcription motor », pois de origem nao tem braço nem base, é feito para ser encastrado num movel e ligado ao braço que se quizer. Cerca de 100000 foram produzidos entre 1944 e 1966. Existem dois tipos o « grease bearing » e o « oil bearing » que corresponde à lubrificaçao do eixo central por massa “grease” e a oleo “oil”. Os mais antigos sao de cor cinzenta martelada, pois eram feitos com os restos do armamento da segunda grande guerra, depois a cor ficou a ser creme branqueado. O motor de 16 Watts é potente e uma das suas maiores qualidades e defeitos. O pai desta linda maquina é o E.W.Mortimer.
Avantagens : A trilogia motor potente, mecanica simples e pragmatismo concetual inglês, fazem da G301 um verdadeiro camiao. Isto nunca avaria e roda sempre a uma velocidade relativamente justa. O sistema de roldana impede as micro-travagens quando os sulcos sao profundos ou com celulas com força de apoio elevadas. O sistema de roldana permete tambem de auto-amortecer o prato que permete um grave profundo e uma frequencia de resonancia estavel. A escolha de um braço de 9 a 12 polegadas é mais facil e a base pode ter a estetica que se deseja. O gira pode ser facilmente amelhorado com varios « tweeks » disponiveis. Tudo ou quase é metalico e se desmonta com uma chave de fendas o que permete de reparar facilmente um problema qualquer.
Inconvenientes : Muitos !!! A sagrada rigidez braço/prato nao é optimal (é mesmo muito mà) neste GD, o motor « polui » magneticamente as celulas com resultados estranhos (é o unico ponto em que o G401 é superior), e vibra muito devido a potencia e a equilibragem que nao é muito precisa, a polia de pequeno diametro que roda a 1500 vpm, derrapa (micro-derrapagem) sobre a roldana e faz variar a velocidade do prato, a ausencia de suspensao e as vibraçoes do motor conferem-lhe um rumble importante. A simplicidade de fabricaçao e as toleranças largas do eixo principal fazem com que a precisao de leitura dos micro-sulcos nao seja ideal. Ultimo ponto, o barulho de ferro-velho dos cardans de comando, dao uma sensaçao de rafeiro ao GD, mas os aficionados (como eu) adoram, pois faz parte do objeto.
Escuta : O G301 é um aparelho magico. A soma dos seus defeitos daria em todo outro GD um lamentavel fiasco. No G301 esses defeitos se tornam em qualidades hipnoticas. A dinamica do 301 é fantastica, quase selvagem. A musica tem vida, ritmo e abertura. As vozes teem uma materia e uma espessura unica, devido ao braço separado do suporte do prato. A ausencia de rigor fina (devido entre outras, às tolerancias largas de fabricaçao) produz um som aveludado nas vozes, e nos saxophones que nao existem em nenhum outro GD. O 301 transforma a ausencia de justeza e rigor, num som humano que enfeitiça o auditor. E um dos raros giras que marca o som da mesma maneira, qualquer que seja o braço, célula, ou phono associados. Em resumo o G301 brilha pela dinamica e pela vida que confere à musica, a subtilidade, a elegancia e a justesa ele deixa aos outros colegas que fazem melhor. Um gira de raça, um pouco rock, que quando se ama nao hà equivalente. Um mito justo ...
Até+

td124- Membro Audiopt

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Breve historia dos GD... :: Comentários
td124 escreveu:Eu sempre disse que gostaria, que à volta das cronicas que escrevi, o debate positivo se instalasse.
Caro td124,
Uma vez mais, os meus parabéns pelo fantástico "romance" sobre os GD's que aqui tem postado.
Tem sido com o maior interesse que tenho acompanhado, e, por minha parte, se não participei mais, as minhas desculpas, mas estive tão ocupado a aprender...
Espero que este seja o primeiro de muitos outros, pois certamente todos teremos a lucrar com as suas participações.
Um grande Bem Haja
Cumprimentos
Rui Sousa
Obrigado mais uma vez, td124. Tem sido excelente esta rua mostra.
O AVID segue a filosofia do SME, o Plutos... e foi também o que me inspirou numa experiência.
Na minha experência, segui basicamente este princípio, apenas o meu prato não é assim tão pesado. Mas em relação à suspenção, eu utilisei não só uma mola, mas um sistema de mola e contra-mola, ou seja, dentro de cada uma das três molas de suporte, utilizava uma segunda mola de baixa pressão com regulação para afinação. Assim tinha, por um lado, uma maior estabilidade, por outro a «facilidade» de utilizar qualquer brasso, aliás, podia utilizar dois braços.
Para assegurar a estabilidade lateral, também usava as ditas borrachas.
Devo dizer que realmente funcionava muito bem. No entanto, como podem ver, não bastou.
Os meus melhores cumprimentos.
O AVID segue a filosofia do SME, o Plutos... e foi também o que me inspirou numa experiência.
Na minha experência, segui basicamente este princípio, apenas o meu prato não é assim tão pesado. Mas em relação à suspenção, eu utilisei não só uma mola, mas um sistema de mola e contra-mola, ou seja, dentro de cada uma das três molas de suporte, utilizava uma segunda mola de baixa pressão com regulação para afinação. Assim tinha, por um lado, uma maior estabilidade, por outro a «facilidade» de utilizar qualquer brasso, aliás, podia utilizar dois braços.
Para assegurar a estabilidade lateral, também usava as ditas borrachas.
Devo dizer que realmente funcionava muito bem. No entanto, como podem ver, não bastou.
Os meus melhores cumprimentos.
Em relação ao Avid, gostaria de chamar à atenção para uma coisa. O prato tem mais massa na extremidade sendo mais oco no meio. Esta técnica foi descoberta bem cedo. Já a Thorens há muitos anos atrás fazia o mesmo. (e outros) Assim, o peso do prato, está aonde mais interessa para dar estabilidade de rotação ao gira. Só por curiosidade, o prato dos Thorens's (a maioria) pesam 3 Kg e qualquer coisa, e quando em rotação, ficam com uma massa de mais de 10 Kg.
É claro que também era usado por razões da própria disposição das peças, mas a razão maior é a enorme estabilidade que dá.
Caro td124. Prece que o Avid bebé, também é muito bom em relação ao preço, pelo menos é o que tenho lido.
Abraço
É claro que também era usado por razões da própria disposição das peças, mas a razão maior é a enorme estabilidade que dá.
Caro td124. Prece que o Avid bebé, também é muito bom em relação ao preço, pelo menos é o que tenho lido.
Abraço
António José da Silva escreveu:Em relação ao Avid, gostaria de chamar à atenção para uma coisa. O prato tem mais massa na extremidade sendo mais oco no meio. Esta técnica foi descoberta bem cedo. Já a Thorens há muitos anos atrás fazia o mesmo. (e outros) Assim, o peso do prato, está aonde mais interessa para dar estabilidade de rotação ao gira. Só por curiosidade, o prato dos Thorens's (a maioria) pesam 3 Kg e qualquer coisa, e quando em rotação, ficam com uma massa de mais de 10 Kg.
É claro que também era usado por razões da própria disposição das peças, mas a razão maior é a enorme estabilidade que dá.
Caro td124. Prece que o Avid bebé, também é muito bom em relação ao preço, pelo menos é o que tenho lido.
Abraço
O AVID bébé não tem nada que ver com Acutus, o seu prato é MDF, como o Pro-Ject RPM5.
Pos caso sempre que ia à interlux ficava pra lá a olhar para os AVid que coabitavam aquele espaço.Quando estavam a tocar entao.. ui ui..Apesar de nao perceber nada do assunto e ser um leigo na materia, sempre gostei muito dos avid e sempre os tive em grande consideração
E mais fixes até que os famosissimos clearAudio (apesar do clearaudio emotion ser lindissimo.). Resumindo, Gostei muito deste ultimo post.
Gorogoro escreveu:Pos caso sempre que ia à interlux ficava pra lá a olhar para os AVid que coabitavam aquele espaço.Quando estavam a tocar entao.. ui ui..Apesar de nao perceber nada do assunto e ser um leigo na materia, sempre gostei muito dos avid e sempre os tive em grande consideraçãoE mais fixes até que os famosissimos clearAudio (apesar do clearaudio emotion ser lindissimo.). Resumindo, Gostei muito deste ultimo post.
AVID na Interlux?
Se não estou em erro a Audioelite é que era o respresentante legal da AVID a par e presumo que ainda continua a sê-lo da Canadiana Oracle.
Já agora se fizeres favor Gorogoro corrige-me se estiver enganado.
fm&stereo escreveu:António José da Silva escreveu:
...
Caro td124. Prece que o Avid bebé, também é muito bom em relação ao preço, pelo menos é o que tenho lido.
Abraço
O AVID bébé não tem nada que ver com Acutus, o seu prato é MDF, como o Pro-Ject RPM5.
Olà amigos,
Efectivamente o prato do AVID Diva II é em MDF. O que é neste caso uma boa coisa. O Diva II é fantastico para o preço e mesmo mais... A base é a mesma que o Volvere, Sequell e de uma qualidade unica nesta gama. Eixo inversado e de mesma geometria que o Acutus, base em aluminio massivo nervurado e motor separado e alimentado em externo. Mesma fixaçao de braço (rigidez) que o Acutus. Nao tém suspensao mole (apenas elastica por sorbotano), o que lhe dà contorno de notas e estabilidade da imagem extraordinaria. Uma bomba, que adaptado a um bom braço e à célula que vai bem é dificil a ultrapassar sem meter três vezes mais...
P.S. Venho de recusar de fazer a traduçao e a copia deste topico para um forum Françês (a pedido de um amigo jornalista hifi, que tinha criticado as minhas escolhas e agora esta convencido que eu tinha razao) e estou muito contente, pois por uma vez que fazemos inveja aos outros, é sempre um prazer
A breve historia dos gira discos é a propriedade por a eternidade de audio PT, e estou feliz...
Visto a vossa participaçao e apoio amigavel vou fazer um BIS (como nos concertos...
Até+
Tens toda a razao! Tava a confundir os AVID com os VPI :S Uups..Sao os VPI's que sempre me despertaram muito a atençãoMozarteano escreveu:Gorogoro escreveu:Pos caso sempre que ia à interlux ficava pra lá a olhar para os AVid que coabitavam aquele espaço.Quando estavam a tocar entao.. ui ui..Apesar de nao perceber nada do assunto e ser um leigo na materia, sempre gostei muito dos avid e sempre os tive em grande consideraçãoE mais fixes até que os famosissimos clearAudio (apesar do clearaudio emotion ser lindissimo.). Resumindo, Gostei muito deste ultimo post.
AVID na Interlux?Não terá sido antes VPI? Que me lembra nunca vi por lá AVID, posso estar enganado óbviamente, até pode ser que a empresa em questão seja o novo agente para portugal, o que não me parece, mas como nunca fui cliente... O que via vi por lá eram VPI'S, e antes de estarem ali paar os lados do Marquês, tinham em exibição um outro salvo erro, Goldmund, ou outro que não me recordo que ainda chegeui a ouvir, ali para os lados do Intendente.
Se não estou em erro a Audioelite é que era o respresentante legal da AVID a par e presumo que ainda continua a sê-lo da Canadiana Oracle.
Já agora se fizeres favor Gorogoro corrige-me se estiver enganado.
Isso mesmo sempre mais
Por acaso tenho curiosidade acerca dos emt...
cumprimentos
Por acaso tenho curiosidade acerca dos emt...
cumprimentos
É claro que na Interlux devemos encontrar o VPI. No entanto, é possível que se vejam outros, como já vi, de retoma, inclisive já tive a oportunidade de receber a informação na Interlux de um a Acutus para venda por parte de um cliente.
Pois é, por o prato ser em MDF não quer dizer que seja mau. O próprio RPM 5 está muito bem visto pela sua capacidade reprodutora, sendo este um dos mais apetecidos da Pro-Ject.
Quanto ao AVID, naturalmente que penso ser merecedor de todos os créditos.
Boas td124,
Espero ansiosamente por essa ultima postada!... E quem quizer saber o que por aqui vai, que aprenda português, pois só lhe fará bem.
Pois é, por o prato ser em MDF não quer dizer que seja mau. O próprio RPM 5 está muito bem visto pela sua capacidade reprodutora, sendo este um dos mais apetecidos da Pro-Ject.
Quanto ao AVID, naturalmente que penso ser merecedor de todos os créditos.
Boas td124,
Espero ansiosamente por essa ultima postada!... E quem quizer saber o que por aqui vai, que aprenda português, pois só lhe fará bem.

Caros amigos, vamos voltar au começo afim de analisar um produto exceptional. Nao estava previsto ao programa pois trata-se de um GD profissional, o que implica um estudo e uma concepçao diferente de o de uma maquina civil. Os profissionais tém necessidade de funçoes especiais e esses giras sao concebidos para responder a essas exigencias bem proprias. O arranque imediato, o travao, a fiabilidade extrema, a facilidade de intervençao, a iluminaçao do prato, o phono integrado e universal, etc, sao funçoes primordiais e basicas nos meios profissionais (especialmente na radiodifusao), que os particulares como nos nao téem necessidade. Para a analise deste aparelho vamos nos concentrar sobre a sua mecanica e funcionamento, afim de fazer uma comparaçao logica e equivalente à dos outros giras, de que jà falà-mos. Vamos là juntos fazer uma volta atràs de 53 anos !!!

O EMT 930 é o herdeiro do 927, que era um monstro de 41 kg, com um prato de 44 cm de diametro, pois estes discos largos existiram nessa época. Nascido em 1951, o 927 foi fabricado até 1956, altura em que, devido ao desaparecimento dos discos largos, a EMT desenvolveu o 930, com uma fuselagem mais pequena (prato de 33 cm) e menos peso. A tecnica da roldana (idler drive) foi conservada, e em termos de funçoes, de desenho e de técnologia o EMT 930 é verdadeiramente um bébé 927. O 930 foi concebido pelo pai da marca, ou seja o Wilhelm Franz, e contrariamente ao que alguns pensam nao é um 927 economico. E um verdadeiro EMT, que preserva as aquisiçoes e qualidades do 927 e que cria algumas suplementares. Foi fabricado até 1983 !!! (quando a EMT jà pertencia ao grupo belga Barco), e o seu prestigio no mundo professional nunca desfaleçeu. Em 1958 passou a chamar-se 930st com a chegada da stéreo. Està aqui representado pois é um dos raros GD profissionais a ter uma qualidade de escuta, équivalente aos aparelhos mais reputados. Vamos là tentar juntos (voçês jà conhecem esta frase) compreender os segredos desta màquina.
O EMT 930st :
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Apresentaçao : O EMT 930st é um aparelho a encastrar nas mesas de estudio ou da radio. O prato està mergulhado no corpo afim de permitir de manipular os comandos e os vinilos com os braços pousados na mesa, e sem esforço. O prato em Zamac tém uma geometria muito particular. Quase todo o peso està no espesso anel/disco de periferia, afim de aumentar o momento/movimento de inercia em funcionamento. O véu é fino, com quatro grandes buracos para evitar toda resonancia. O prato tém um barulho muito surdo, mesmo quando se tapa com um objeto pesado. O eixo principal de 12 mm de diametro, tém um comprimento excepcional de 15 cm !!! Isto permete ao 930 de ter uma rigidez prato/braço fantastica. O prato principal é recoberto de um disco em acrilico que serve de tapete e aonde estao gravados os indices do estroboscopio. O disco em acrilico està em contacto com o prato através de uma camada de grafite, o que permete ao disco de escorregar sobre o prato principal quando està travado e de arrancar imediatamente desde que se tira o travao. O grafite como é um bom condutor permete também de descarregar as cargas electroestaticas do disco, e de evitar os estilhaços à escuta. Em quase todos os giras a roldana, esta ultima tém uma geometria em forma de lamina na periferia que toca com o prato (entre 1 e 2mm). Isto é feito assim para evitar que quando o paralelismo roldana/prato nao seja optimo, a roldana nao salte e modifie a velocidade instantanea. No 930 a roldana tém uma superficie de contacto com o prato de 6mm !!!, isto é assim, porque esta grande superficie de contacto é necessaria, para que o prato arranque imediatamente e sem patinar. Para evitar que o paralelismo se desafine, a roldana é dirigida por braços guias de 10cm, perfeitamente equilibrados, e que asseguram o paralelismo em todas as situaçoes. O motor é um exemplo perfeito do rigor de construçao desta maquina. O eixo é montado em rolamentos de precisao, o que geralmente é a pior das soluçoes para o barulho de movimento, explicando que isto nunca se faz. Mas no EMT 930 os rolamentos sao tao bem ajustados, que uma vez o motor montado, nao hà barulho algum quando roda e mesmo com um estétoscopio a vibraçao é quase nenhuma. O corpo é feito em bakélite e isto fez pensar a alguns que era uma tentativa de fazer economias. Nao se trata disso !!! A bakélite amorteçe as vibraçoes melhor que o Zamac e como a 930 nao tém suspensao nenhuma, o corpo vai minimisar a transferencia das vibraçoes entre o motor/chumaçeira/braço. A chumaçeira é enserrada em três braços em forma de cruz sem uma ponta. A quarta ponta é feita pelo suporte de motor o que vai aumentar a rigidez do resto. A espessura do corpo nunca desçe a menos de 15mm !!! O braço Ortofon RMA-229 de 10 polegadas equipava as primeiras 930st e a partir de 1972 o braço EMT 929 serà o equipamento de série. O 930st graças à potencia do seu motor e ao sistema de roldana, narranca e estabiliza a velocidade em menos de um quarto de segundo, e a estabilidade da velocidade é de 0,01%.
Avantagens : O rigor da fabricaçao, a perfeiçao do estudo e a qualidade das peças, fazem do EMT930st um dos mais belos exemplos de mecanica intemporal. Tudo nele participa ao resultado final, e cada detalho é feito para dar um resultado concreto e objectivo.
Inconvenientes : E um aparelho profissional sem defeitos na aplicaçao para a qual foi estudado e concebido. Isto explica a sua longa vida commercial.
Escuta : Rigoroso e tendido, sao as primeiras qualidades ressentidas. O peso e a ausencia de suspensao permetem uma banda muito larga com contornos muito bem definidos. A qualidade das peças em movimento e a ajustagem aumentam ainda a sensaçao de definiçao e de transparência. A linearidade é fantastica e nenhuma banda de frequências nao vém cobrir as outras. O som é rapido e a dinamica explosiva. A unica reticência vai para a modulaçao que nao atinge nos médios nem a subtilidade nem a expressividade de outros GD, mas que é no absoluto de um alto nivel. Um gira que é um mito e um classico …
Até+
Obrigado td124. Espero que não fiquemos por aqui: analógico apela a nossa presença.
Bem-haja.
Bem-haja.
Mais uma vez, os meus parabéns pela bela crónica e pelo trabalho a que te deste. Claro que não te posso elogiar sem ao mesmo tempo te pedir mais qualquer coisa.
É que há mais EMT's muito interessantes do tempo dos DD e que têm uma excelente reputação. Se poderes e tiveres tempo e paciência, escreve uma das tuas belas crónicas em relação a esses pratos da EMT.
Como vês, a malta não te dá descanso apesar da tua idade avançada.
Não podes ir embora deste mundo, sem que agente te tenha exprimido todo o conhecimento. Até à ultima gota.
Abraço e obrigado.
Como vês, a malta não te dá descanso apesar da tua idade avançada.
Não podes ir embora deste mundo, sem que agente te tenha exprimido todo o conhecimento. Até à ultima gota. Abraço e obrigado.
António José da Silva escreveu:Mais uma vez, os meus parabéns pela bela crónica e pelo trabalho a que te deste. Claro que não te posso elogiar sem ao mesmo tempo te pedir mais qualquer coisa.É que há mais EMT's muito interessantes do tempo dos DD e que têm uma excelente reputação. Se poderes e tiveres tempo e paciência, escreve uma das tuas belas crónicas em relação a esses pratos da EMT.
Como vês, a malta não te dá descanso apesar da tua idade avançada.Não podes ir embora deste mundo, sem que agente te tenha exprimido todo o conhecimento. Até à ultima gota.
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Abraço e obrigado.
Olà Antonio,
infelizmente nao vou poder continuar a escrever sobre os GD. Para o 930 tive de fazer quase 5OOKm para ir ver um colega que tém um, e passar um dia quase inteiro a desossar o GD para compreendê-lo e a escutà-lo. E como jà disse nao sou um aficionado da EMT (ao nivel do resultado de escuta, nao da fabricaçao), e o 93O é reconhecido como sendo o mais reputado à escuta, e o mais procurado (apos o 927 que é muito raro) pelos audiophilos exigentes.
E verdade que tehno um ano de mais que tu, o que faz de mim um veneravel ançiao ...
Desde que tiver um momento faço o epilogo e logo se vê depois se arrancamos sobre outra coisa relacionada com o analogico ...
Até+
Muito obrigado pelo trabalho a que te destes. Espero que o dia em casa do teu amigo tenha sido bem passado.
A tua última frase é que está errada.
.....logo se vê depois se arrancamos sobre outra coisa relacionada com o analogico ...
Não é logo se vê. Eu sei que vais começar algo com a mesma qualidade do tópico que estás a acabar.
Abraço
A tua última frase é que está errada.
Não é logo se vê. Eu sei que vais começar algo com a mesma qualidade do tópico que estás a acabar.
Abraço
Bom, talvez em breve haja algo a acrescentar a essa história de gira-discos com um produto nacional explosivo... 
Bem, não sei se a RB Turnatables, serão assim tão conhecidos além fronteiras, no sentido de dar alguma continuidade ao tópico iniciado pelo autor.
Por cá já se sabe o que valem, agora além fronteiras e infelizmente não deverão haver muitos testes e reports sónicos dos RB Turntables.
Seria igualmente '' imperioso '' ter algum conhecimento deste tipo de gira-discos de concepção nacional, bem como ainda de haver algumas audições, pois não me parece que o autor do tópico em questão tenha tido alguma experiência com os RB Turntables, não só pelo facto de este estar a relatar a história algures num país europeu, se não estou em erro, França ou da Suíssa, ou vice-versa, bem como aínda este tipo de Gira-Discos ser de alguma forma ''recente'', e não sendo comercializado internacionalmente, bem como estando nos planos do autor única e exclusivamente fazer um de peças analógicas que fizeram história, mas isso só o próprio óbviamente é que poderá opinar sobre isso, , note-se penso ser deste equipamento que o forista MikeF esteja a fazer referência, caso não seja, agradeço que não se considere este post.
Poder-se-á dar o caso até e só para terminar, e deus queira que sim, que os RB Turntbales já sejam internacionais ( pois em minha opinião acho que já merecia, apesar dos meus gostos analógicos estarem direccionados para outros equipamentos ) ao ponto de o autor deste tópico ter já um exemplar em sua sua casa que possa então fazer um report deste equipamento de uma forma igualmente detalhada.
Por cá já se sabe o que valem, agora além fronteiras e infelizmente não deverão haver muitos testes e reports sónicos dos RB Turntables.
Seria igualmente '' imperioso '' ter algum conhecimento deste tipo de gira-discos de concepção nacional, bem como ainda de haver algumas audições, pois não me parece que o autor do tópico em questão tenha tido alguma experiência com os RB Turntables, não só pelo facto de este estar a relatar a história algures num país europeu, se não estou em erro, França ou da Suíssa, ou vice-versa, bem como aínda este tipo de Gira-Discos ser de alguma forma ''recente'', e não sendo comercializado internacionalmente, bem como estando nos planos do autor única e exclusivamente fazer um de peças analógicas que fizeram história, mas isso só o próprio óbviamente é que poderá opinar sobre isso, , note-se penso ser deste equipamento que o forista MikeF esteja a fazer referência, caso não seja, agradeço que não se considere este post.
Poder-se-á dar o caso até e só para terminar, e deus queira que sim, que os RB Turntbales já sejam internacionais ( pois em minha opinião acho que já merecia, apesar dos meus gostos analógicos estarem direccionados para outros equipamentos ) ao ponto de o autor deste tópico ter já um exemplar em sua sua casa que possa então fazer um report deste equipamento de uma forma igualmente detalhada.
Mozarteano escreveu:
...
Seria igualmente '' imperioso '' ter algum conhecimento deste tipo de gira-discos de concepção nacional, bem como ainda de haver algumas audições, pois não me parece que o autor do tópico em questão tenha tido alguma experiência com os RB Turntables
...
ao ponto de o autor deste tópico ter já um exemplar em sua sua casa que possa então fazer um report deste equipamento de uma forma igualmente detalhada.
Olà,
esquecendo o lado historico e cronologico desta pequena saga, seria para mim um grande prazer de desossar e analisar ao olho e ouvido um RB Turntables. Infelizmente nunca vi um nem ouvi evidentemente. No mês de Fevereiro fui à Dantax para ouvir mas nao havia nenhum. Aprendi a existencia dos RB num Forum americano, e vi a primeira foto de um Ultimo do RB. Espero poder ver e ouvir na proxima vêz que for.
Até+
Caros amigos, a nossa saga chegou ao fim. Nao foi tao exaustiva como poderia ter sido mas talvez seja melhor assim. Cada aparelho dos quais falei, fez a historia dos Gira-discos. Hà outros evidentemente, mas que por razoes que lhes sao proprias nao foram seguidos por outros, e por isso nao se tornaram em referencias ou chefes de fila. Quis mostrar através esta curta historia, uma certa maneira de tolerancia, e de bom gosto. Tolerancia porque todos estes aparelhos sao diferentes, alguns muito prestigiosos, outros menos, uns muito antigos, outros mais recentes, mas todos fizeram a historia. A simplicidade de um Rega, a complexidade de um TD 124, a magia de um Garrard 301, o rigor de um EMT 930st, o peso enorme de um Verdier e a leveza de um PT anniversary, sao as faces opostas de uma mesma moeda. O melhor GD do mundo està algures em nos, no nosso gosto e na vontade (as vezes desrazoavel) de posseder um modelo bem preciso, porque gostamos da marca ou da plastica desse dito, ou porque (o que é mais razoavel), a sua sonoridade é uma continuaçao da nossa sensibilidade, da alma. Mesmo se os que citei sao referencias (no estilo de cada um), voçês viram que hà coisas positivas e negativas na escuta deles, o que prova que o ideal està ainda e sempre por alcançar e ou descobrir. Nao é uma razao para pensar que um gira modesto, ou uma amelhoraçao do tipo DIY possa igualà-los, pois alguns dos citados, sao bestas que podem se fazer concurrência entre eles no palmarés das obras-primas do analogico. A nobreza perturbante de um anniversary, a grandeza demoniaca de banda de um Verdier, a subtilidade do grave/médium de um 124, os médios-altos unicos de um G 301, o veludo feltrado do baixo-médio de um LP12, nao podem ser igualados facilmente, mesmo por certos monstros tecnologicos. E isto que eu quero dizer por bom gosto : um grande GD é uma imagem simbolica do homem que o criou, e da intençao inicial ao fazê-lo. Hà giras que nasceram para serem bonitos, outros para ser impressionantes, alguns simplesmente para alimentar a vaidade dos proprietarios e do criador, mas outros nasceram para fazer musica. Saber reconhecer estes ultimos é ter conhecimento e bom gosto. O gira-discos é uma disciplina e uma « arte nobre », que torna o objecto apaixonante. Por detràs da sua simplicidade, que consiste a rodar com uma velocidade determinada, compreendemos juntos que a realidade é muito diferente. Um grande gira é uma alquimia complexa e estàvel entre o homem, a mecanica e a ciência. Sem este equilibrio nao hà grande som, e evidentemente nao pode existir grande aparelho.
Mas um gira nao pode fazer tudo sozinho, e um braço/célula adequado, é tao importante quanto o resto. Todos os que citei, foram escutados em condiçoes de funcionamento ideais. Afinagem e escolha da célula, do braço e a carga do phono.
Cada gira é uma individualidade que é necessario aprender a conheçer. Um grande gira nas maos de um aprendiz pode soar mal, e um gira médio pode ser perturbante afinado por um mestre.
A cada um de recuar, de aprender, de duvidar, para melhor avançar neste mundo instàvel, perturbante e generoso que se chama analogico.
Li de novo tudo o que escrevi, nao pude dizer tudo, mas disse muito e se calhar o principal. Se misturarem as diferentes frases e ideias deitadas em cada capitulo da saga, os segredos do analogico vao se tornar familiares. Espero ter ajudado a esta coisa…
Tive um grande prazer a fazer isto, e obrigado pelo apoio…
Até+
Excelentes "posts" do td124.
Pela minha parte PARABÉNS e muito obrigado.
Pela minha parte PARABÉNS e muito obrigado.
Caro amigo
Esta tua saga foi do mais belo e bem explicado que passou neste fórum. (em minha modesta opinião) O teu enorme conhecimento real (escuta) dos vários aparelhos, a tua sensibilidade auditiva, o teu enorme sentido humano e conhecimento histórico dos acontecimentos, engrandecem este tópico, e fazem-nos esperar por mais. Sempre que possível, podes (e deves
) acrescentar algo, apesar de já o teres dado por encerrado. Porque para mim, encerrares este tópico, é como o acabar de um bom livro ou filme, que não queremos que acabe, apesar de sabermos que um dia assim será.
É óbvio que espero mais. Espero que expliques a esta audiência, algo sobre as várias células, transformadores, prés de phono, bracinhos,
e boas prensagens dos nossos amados vinis.
Uma coisa é certa. Quer tu inicies mais tópicos quer não, arranjastes aqui (em mim) um fã incondicional da tua pessoa,
e penso que não serei o único.
Só me resta pedir, que não te fique por aqui, e que continues a nos brindar com mais. A qualidade com que transmites conhecimento, é para mim, sem precedentes.
Muitos parabéns.
Grande abraço
Esta tua saga foi do mais belo e bem explicado que passou neste fórum. (em minha modesta opinião) O teu enorme conhecimento real (escuta) dos vários aparelhos, a tua sensibilidade auditiva, o teu enorme sentido humano e conhecimento histórico dos acontecimentos, engrandecem este tópico, e fazem-nos esperar por mais. Sempre que possível, podes (e deves
É óbvio que espero mais. Espero que expliques a esta audiência, algo sobre as várias células, transformadores, prés de phono, bracinhos,
Uma coisa é certa. Quer tu inicies mais tópicos quer não, arranjastes aqui (em mim) um fã incondicional da tua pessoa,
Só me resta pedir, que não te fique por aqui, e que continues a nos brindar com mais. A qualidade com que transmites conhecimento, é para mim, sem precedentes.
Muitos parabéns.
Grande abraço
Muitos Parabéns por tudo o que escreveu, é um texto viciante e quase que nos obriga a querer ter alguns destes belos aparelhos.
Quem escreve um livro, mais cedo ou mais tarde escreverá um segundo, e eu espero por outro livro deste autor.
Cumpts,
Quem escreve um livro, mais cedo ou mais tarde escreverá um segundo, e eu espero por outro livro deste autor.
Cumpts,
blink escreveu:Muitos Parabéns por tudo o que escreveu, é um texto viciante e quase que nos obriga a querer ter alguns destes belos aparelhos.
Quem escreve um livro, mais cedo ou mais tarde escreverá um segundo, e eu espero por outro livro deste autor.
Cumpts,
Já que falas em livro.....será que ele já pensou em escrever um? Penso que teria bastante sucesso. Só teria que ser editado em Português, Inglês e talvez, Alemão.
Um comprador, (qualquer que seja a língua) está garantido.
António José da Silva escreveu:
Já que falas em livro.....será que ele já pensou em escrever um? Penso que teria bastante sucesso. Só teria que ser editado em Português, Inglês e talvez, Alemão.
Um comprador, (qualquer que seja a língua) está garantido.
Com toda a certeza que seria um êxito, eu compraria mas em Alemão não, nem que fosse um condensado seria sempre bem vindo nesta área do vinil, esperemos que assim possa acontecer um dia.
Obrigado pelo vosso apoio que me faz sentir culpado se nao continuo qualquer coisa:
Continuaremos na secçao analogica qualquer coisa como Gira-World !!! (espaço aonde falaremos de tudo o que se relaciona com os giras mas devagarinho
)
Vamos fazer um fantastico GD em DIY inspirado pelo anniversary da PT, e que chamaremos PTaudio ...
Nao se inquietem, pois nao é um adeus, apenas um até logo entre amigos...
Obrigado
Até+
Continuaremos na secçao analogica qualquer coisa como Gira-World !!! (espaço aonde falaremos de tudo o que se relaciona com os giras mas devagarinho
Vamos fazer um fantastico GD em DIY inspirado pelo anniversary da PT, e que chamaremos PTaudio ...
Nao se inquietem, pois nao é um adeus, apenas um até logo entre amigos...
Obrigado
Até+
td124 escreveu:Obrigado pelo vosso apoio que me faz sentir culpado se nao continuo qualquer coisa:
Continuaremos na secçao analogica qualquer coisa como Gira-World !!! (espaço aonde falaremos de tudo o que se relaciona com os giras mas devagarinho)
Vamos fazer um fantastico GD em DIY inspirado pelo anniversary da PT, e que chamaremos PTaudio ...
Nao se inquietem, pois nao é um adeus, apenas um até logo entre amigos...
Obrigado
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Essa ideia de fazer um gira diy com todo o conhecimento adquirido, está a ser posto em prática pelo AAA fórum alemão.
Mas o que me interessa mesmo, é continuares a brindar os apaixonados pelo analógico, com a magia das tuas palavras.
Abraço
Até+
O filho a aprender com o pai.
A imagem é linda. Só espero que o puto, com tão bom exemplo, não acabe a ouvir mp3 e a beber cola.


António José da Silva escreveu:O filho a aprender com o pai.A imagem é linda. Só espero que o puto, com tão bom exemplo, não acabe a ouvir mp3 e a beber cola.
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Pas de probléme !!!
os dois irmaos mais velhos de 20 e 16 anos começaram a tocar piano desde os cinco anos de idade, e sao verdadeiros especialistas de Rock e Jazz respectivamente. E o mais velho até bebe vinho, e se calhar o do meio também :damn:
Todos gostam de musica e de hifi, o mais novo vai seguir o mesmo caminho espero
Até+
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