Dêm-me música que eu gosto...

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 20/3/2009, 19:06

Amigo Rapdog (tens nome Question Question )


O texto que transcreveu é de rara beleza, complexidade, e de uma enorme profundeza. Foi com enorme prazer que o li, e vou tentar arranjar um livro dele para poder ler com a devida calma.

Muito obrigado pela transcrição desta pequena pérola do pensamento nacional.

Abraço

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 20/3/2009, 22:28

António José da Silva escreveu: (...) O texto que transcreveu é de rara beleza, complexidade, e de uma enorme profundeza (...)
Finalmente surgiu música neste tópico.

Grato Rapdog,
Ghost4u

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Supersonic em 20/3/2009, 22:46

fm&stereo escreveu:

Meu caro Supersónic,
Isto não é uma questão política, até porque não é permitido neste fórum. Trata-se da problemática que envolve o ser humano e que pode ser representada através de temáticas como a música, etc.

Boas audições.

Eu tenho boa audição e atenção também Very Happy , segundo as regras do forum não é aconselhável discussões politicas e também não consta o teu nome no forum como moderador. Continuem a dar música...

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 20/3/2009, 22:49

Ghost4u escreveu:
António José da Silva escreveu: (...) O texto que transcreveu é de rara beleza, complexidade, e de uma enorme profundeza (...)
Finalmente surgiu música neste tópico.

Grato Rapdog,
Ghost4u

Musica que resume muitas vidas....

Um grande abraço a todos

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 21/3/2009, 02:39

rapdog,
Voltemos à música. Existe no âmbito da problemática um fenómeno que explica a tendência para as doutrinas tipo individualista e livre arbítrio, que se representam por uma reclamação direito de felicidade... como se fosse algo que passasse ou dependesse do paradigma social. É por isso que de toda a actividade intelectual do ser humano, não se descora senão uma qualquer moralidade no sentido de reclamar a sua legitimidade. Por exemplo, Lou Reed, em Strawmen, ou GNR, em Cais, etc, vê-se uma preocupação, mas como sempre, a densidade desta pertence ao relativismo, ao subejectivismo e portanto, rendido sempre a uma qualquer moral.
[img][/img]
A tolerância é uma palavra que designa algo que sustenta uma zona cinzenta, onde as coisas só são aquilo que convem, não aquilo que são e devem ser. Entender isto implica muito mais que simplesmente a adesão a uma qualquer convicção: significa compreender.
Ora, se, por exemplo, a mulher e o homem têm formas diferentes de manifestação da sua sensibilidade, como é que se pode compreender ao mesmo tempo que são iguais e que têm a mesma forma de encarar as realidades?!... É como assumir que uma coisa pode ser e não ser ao mesmo tempo. Quer isto dizer que se trata de um disparate.
É pois segundo esta realidade que se controi a cultura e assim se avança, naquilo que hoje é corrente chamar evolução. É por isso que hoje se vê a mulher a entrar em tudo, mas apenas o que lhe interessa, normalmente coisas que lhe preencham o ego feminino, que não lhes ponham em causa as unhas, etc, enquanto os homens continuam a ser rotulados como brutos. E é por isso que depois se vê o homem a peocupar-se com o aspecto; em que há uma espécie de troca de posição natural, tipo, enquanto certos homens tendem a querer mostrar uma delicadesa feminina, certas mulheres, procuram mostrar postura brutal, com voz grossa. Depois ouve-se uma senhora na rádio a propor um tema num blog, cuja temática é: já não há homens? Laughing
Pois é meus caros, a coisa não é simples.

Boas audições.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Rapdog em 23/3/2009, 16:58

Caro FM&Stereo
Todas as formas de expressão artistica revelam esses gritos de revolta.
Fruto das emoções (e criação do hemisfério direito do cérebro), irracional... São, creio, do dominío do sagrado, da alma, não individualista.
São instintos de sobrevivência, da espécie e da vida (ecológicos), não do individuo. (há quem lhe chame instinto colectivo).

As doutrinas não deixam de ser acções de reacção a uma qualquer situação, ou establishement.
São fatos feitos à medida... dos interesses em vias de ascensão. Do individuo que está na sua origem...
(Produto do hemisfério esquerdo do cérebro).

Não compreendo a sua definição de tolerância...
Mas não distingo de forma tão generalizada as manifestações de sensibilidades masculina e feminina. Haverá uma tendência para cada um assumir um papel, mas tudo aponta mais para uma construção cultural, do que para um determinismo genético.
Quanto à evolução, apenas a reconheço ao nivel cientifico. O resto é marketing que apenas vende lixo. E teorias e doutrinas já mastigadas e defecadas várias vezes. Que num papel de embrulho design ainda conseguem ser vendidas.

...mas... continuemos a alimentar a alma com boa música...

Um abraço
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 23/3/2009, 17:37

Rapdog escreveu:
Quanto à evolução, apenas a reconheço ao nivel cientifico.

Essa é uma opinião que compartilho contigo. Penso que é a ciência que está na base de quase tudo o que hoje chamamos de pensamento critico e civilizado. Foi a ciência que nos deu as ferramentas necessárias para podermos contestar aquelas ditas "verdades" inquestionáveis. O mundo, as pessoas e tudo o que nos rodeia são de uma enorme complexidade muito difícil de decifrar. Não acredito que ninguém esteja na posse do conhecimento total. Penso que há pensadores e cientistas com uma visão bastante lúcida da globalidade. Uma facto que eu sempre apreciei na ciência é a capacidade de duvidar e por em questão as suas próprias conclusões. Em ciência, uma certeza só é verdade até ter sido provada errada, em claro contraste com a certeza religiosa que é dado como um facto adquirido e em ultimo caso se não for explicável, usa-se a tão famosa fé, que em última instância serve para responder ás perguntas que não têm resposta.
A evolução que a ciência nos veio trazer, permito-nos ter a liberdade de pensamentos de que hoje usufruímos.

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 24/3/2009, 02:36

Rapdog escreveu:Caro FM&Stereo
Todas as formas de expressão artistica revelam esses gritos de revolta.
Fruto das emoções (e criação do hemisfério direito do cérebro), irracional... São, creio, do dominío do sagrado, da alma, não individualista.
São instintos de sobrevivência, da espécie e da vida (ecológicos), não do individuo. (há quem lhe chame instinto colectivo).

As doutrinas não deixam de ser acções de reacção a uma qualquer situação, ou establishement.
São fatos feitos à medida... dos interesses em vias de ascensão. Do individuo que está na sua origem...
(Produto do hemisfério esquerdo do cérebro).

Não compreendo a sua definição de tolerância...
Mas não distingo de forma tão generalizada as manifestações de sensibilidades masculina e feminina. Haverá uma tendência para cada um assumir um papel, mas tudo aponta mais para uma construção cultural, do que para um determinismo genético.
Quanto à evolução, apenas a reconheço ao nivel cientifico. O resto é marketing que apenas vende lixo. E teorias e doutrinas já mastigadas e defecadas várias vezes. Que num papel de embrulho design ainda conseguem ser vendidas.

...mas... continuemos a alimentar a alma com boa música...

Um abraço

Pois é, seria bom se fosse assim tão simples. Mas a verdade é que a cultura é algo de muito enganador. E por isso, seja teológico, político, científico, enfim, o que se queira, tem sempre a mesma forma - a teórica. A verdade é outra e para lá chegar há que penar!... Laughing
O ser humano pode convencer-se de qualquer coisa, mas jamais irá só por isso fazer com que a coisa assim o passe a ser. A natureza, seja ela humana ou não, é algo que não depende da ciência ou de qualquer outra crênça. Pelo contrário: a natureza apenas depende de si mesma. Quanto aos actos do ser humano, só ele sofre as consquências... isto porque só ele as pode avaliar. Ou porque é que acham que que tudo existe? Por acaso, como pensa o cientista? Então porquê a questão valor?
Acho que já são suficientes as questões, para que não fique dúvida de que as coisas não se explicam com teorias, mas com coerência relativamente à verdade das coisas. Ora, não me vão dizer que uma pedra não é uma pedra; que eu não estou aqui a escrever, etc, porque então não poderiam simplesmente ser levados a sério.
A música, por exemplo, é uma forma de expressão. No entanto, obedece a uma realidade que se não expressa e que é aquilo que constitui o paradigma da estética. Ou seja, existem razões que levam o ser humano a expressar-se, mas estas não são expressas.

Por hoje é tudo meus caros.

Boas audições.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Rapdog em 24/3/2009, 17:31

Caros Fm&stereo e António José da Silva

Concordo que essa simplicidade é aparente.
Por vezes (será esse o nosso erro?) tentamos medir acontecimentos com as ferramentas erradas, porque são as únicas de que dispomos.

O método cientifico é o unico que conheço, que incorpora a humildade em reconhecer o erro e avançar na busca da explicação mais correcta. Se assume posteriormente a forma teórica, essa é uma teoria viva por nunca ser definitiva.
Já no campo religioso e político, deu-se uma cristalização do "conhecimento", uma falta de verificação, por incapacidade ou manipulação tendenciosa que assume actualmente a forma de dogmas.

Se bem que, pelo menos no plano político existe realmente um afastamento progressivo do carácter cientifico. Creio que todos os problemas (não as ideologias) do mundo político são de ordem técnica. E as respostas técnicas encontram-se na economia (cientifica, não na especulativa), na geografia, psicologia,
sociologia, biologia, engenharia, etc. Ou seja, apenas há opcções técnicas, as opcções políticas, não existem, apenas mascaram o interresse oculto que técnicamente as justifica.

"O homem é o único prisioneiro das suas verdades"
Albert Camus (no ensaio sobre o absurdo - O mito de sisifo)

Não compete à ciência dar respostas nem teorizar fora do seu campo.
O mesmo se poderia dizer da religião... mas é compreensivel o erro, uma vez que que os saberes foram (durante demasiado tempo) exclusividade sua.

A ciência questiona mecanismos, observa, mede, quantifica. De modo a tornar utilizável esse saber. Isso responde a muitos pequenos porquês, não ao grande PORQUÊ... a verdade das coisas, a natureza, como refere Fm&Stereo.
Isso ilustra porque os cientistas não são ou todos crentes ou todos agnósticos.

Mas será que a utilização do pensamento lógico e racional, nos pode responder a questões fora desse âmbito?

PS-A administração ainda nos vai correr...
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 25/3/2009, 02:55

Rapdog escreveu:Caros Fm&stereo e António José da Silva

A ciência questiona mecanismos, observa, mede, quantifica. De modo a tornar utilizável esse saber. Isso responde a muitos pequenos porquês, não ao grande PORQUÊ... a verdade das coisas, a natureza, como refere Fm&Stereo.
Isso ilustra porque os cientistas não são ou todos crentes ou todos agnósticos.

Mas será que a utilização do pensamento lógico e racional, nos pode responder a questões fora desse âmbito?

PS-A administração ainda nos vai correr...

Rapdog, deixa lá a administração, que por aqui não há violações de regras.

Meu caro, o problema é precisamente a forma de orientação do pensamento. Uma orientação baseada em conceitos, como acontece em todas as áreas, é uma orientação condicionada, não é propriamente racional. O pragmatismo é o pecado do pensamento. Por isso, de nada vale alguém procurar elaborar argumentos, tal como acontece com um brasileiro que se encontra no momento como a notícia de excelência do âmbito da inteligência. Desta forma tudo se mantem dentro da mesma lógica, como se fosse o livro o detentor do saber. Sabendo-se no entanto que sempre houve contradições. Mais: a questão que deveria ser o «fio condutor» de todas as árias, a ética, não passa de um processo ao serviço das mesmas, quando deveria ser o contrário. Não é por acaso que, na «cultura» se remete a ética a uma espécie de moral, como se não passasse de mais uma forma especulativa que se cultiva em torno do factor valor.
Será que não é possível sair do cículo vicioso? Claro que há e eu estou precisamente a tentar mostrar isso mesmo.

Boas audições
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Rapdog em 25/3/2009, 16:41

O pragmatismo tem aplicabilidade nas ciências fisicas, extrapolar para outras áreas é um caminho perigoso.

A ética e a moral (culturalmente) assumem um carácter instituido, qualquer coisa entre, uma espécie de máximo múltiplo comum e minimo denominador comum, das sociedades. Manter esse aspecto leva a uma continua doutrinação. E à deturpação dos próprios conceito, e é o que se verifica.
Aqui estamos plenamente de acordo:
(...)a questão que deveria ser o «fio condutor» de todas as árias, a ética, não passa de um processo ao serviço das mesmas, quando deveria ser o contrário.
(acrescento) uma apreensão pessoal, resultado do questionamento continuo de velhos (pre)conceitos.

É como afirmar:
-Já que você não pensa, "nós" pensamos por si, dar-lhe-emos tudo o que precisa já pensado. Não se preocupe em verificar, nós já tirámos a prova dos nove.
A prova de que funciona, é que nós estamos aqui a afirmá-lo.

"Pronto a vestir" de ideologias...
BAAHHH! quantas tretas destas andam por ai?

Caro Fm&Stereo, claro que é possivel sair do ciclo, de forma individual, ... E temos sempre um pé lá dentro...
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 26/3/2009, 16:49

Rapdog escreveu:O pragmatismo tem aplicabilidade nas ciências fisicas, extrapolar para outras áreas é um caminho perigoso.

A ética e a moral (culturalmente) assumem um carácter instituido, qualquer coisa entre, uma espécie de máximo múltiplo comum e minimo denominador comum, das sociedades. Manter esse aspecto leva a uma continua doutrinação. E à deturpação dos próprios conceito, e é o que se verifica.
Aqui estamos plenamente de acordo:
(...)a questão que deveria ser o «fio condutor» de todas as árias, a ética, não passa de um processo ao serviço das mesmas, quando deveria ser o contrário.
(acrescento) uma apreensão pessoal, resultado do questionamento continuo de velhos (pre)conceitos.

É como afirmar:
-Já que você não pensa, "nós" pensamos por si, dar-lhe-emos tudo o que precisa já pensado. Não se preocupe em verificar, nós já tirámos a prova dos nove.
A prova de que funciona, é que nós estamos aqui a afirmá-lo.

"Pronto a vestir" de ideologias...
BAAHHH! quantas tretas destas andam por ai?

Caro Fm&Stereo, claro que é possivel sair do ciclo, de forma individual, ... E temos sempre um pé lá dentro...

Meu caro, é fácil disfaçar a verdade com a conjectura, mas para enganar quem? Desafio seja quem for, desafio os maiores doutos, a deixar a conjectura de lado! Eu para conjecturar é que não me disponho.
Se po acaso pensam que estou aqui a expôr ideias, estão completamente enganados. Eu não entro nisso. E é precisamente a convicção que sustenta o cíclo vicioso que sustenta a eterna asneira. Aliás, não é por acaso que vivemos uma crise. E para que se saiba, eu já aguardava a crise há anos. Pois isto mostra já que não ando aqui por ver andar os outros.
Eu, por exemplo, faço por vezes críticas à música, mas isto nada tem que ver com o gosto. Ora, o que é que isto quer dizer?
Por favor, se é para conjecturar, insisto, não contem comigo.

Boas audições.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 31/3/2009, 01:32

Com este tópico, pretendi procurar enriquecer o fórum e contribuir – modéstia à parte – para um enriquecimento cultural em geral.
O enriquecimento cultural não acontece ao acaso, pois nem sempre se pode compreender como tal. Um senhor brasileiro que, como disse, é uma figura de relevância de momento, pelo seu reconhecimento mundial relativamente ao seu trabalho. E tal como ele disse, hoje assiste-se a uma cultura de repetição. Sem me querer alongar no assunto, devo dizer que a matéria é tão mais complexa quanto a falta do entendimento. É pois por isso que eu passo a terminar a minha participação neste tópico, pelo que, por mim, podem fechá-lo.
Mas para que não fique em vão este desfecho, devo procurar deixar alguma elucidação daquilo que está em causa. Como é corrente, a opinião é a forma como o ser humano se manifesta, o que é digno de respeito. O mesmo já não se pode dizer da pretensão com que as opiniões se podem utilizar. Entenda-se a opinião como, por exemplo, a hipótese para a ciência. Vale o que vale e nada mais. O mesmo acontece com o facto que, sem uma interpretação não serve de nada. E no entanto, sendo a interpretação dependente de algo do mesmo tipo, que se resumem em teorias, igualmente valem o que valem e nada mais.
Falta assim algo que verdadeiramente faça sentido. Já antes se pensava (no mundo da ciência) e continua a pensar, que a vida é um acaso. Albert Einstein, lançou a dúvida dizendo que o «tal senhor (Deus, eu digo, vida) não joga dados». Quer isto dizer que a existência não é um acaso. Pois eu reafirmo isso mesmo, pois a vida não é um acaso nem segue uma evolução: a vida é uma renovação.
Ora, quando na cultura não se observa uma renovação, algo está mal. Se a tradição procura representar o valor, não se pode compreender como uma representação fiel mas uma representação estática – o que contraria a lógica da vida. A lógica da vida é sempre a mesma, mas não é um procedimento de tipo ritual. É por isso que para se sair dessa tendência de círculo vicioso, existe a necessidade de reinventar o imaginário e a estética… deixando assim o espírito humano mais leve, como se as coisas fizessem então sentido. E independentemente das modas ou qualquer tipo de inovação, o ser humano necessita desse sentido. Pois mesmo vivendo hoje num mundo em constante renovação, algo está mal. Na música, por exemplo, hoje aquilo que se vê (ouve) é, uma repetição… como se constata numa crescente reinterpretação de «clássicos», sendo que a alternativa está cada vez mais pobre.
Pois é, eu tenho tentado esclarecer precisamente este problema, só que não é coisa simples e o lugar também não é o adequado. Resta-me por isso desejar a todos um melhor futuro. E relembro pois que a verdade não se impõe por si mesma (Deus?), cabe-nos a nós procurá-la. Eu tenho muita consideração por aqueles que, como o bastonário dos advogados que temos hoje, defendem a verdade incondicionalmente. No mínimo, devemos abrir os olhos para não nos deixar enganar por intenções duvidosas e compreender assim os interesses de forma a serem ou não legítimos.

Bem-haja!
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