Dêm-me música que eu gosto...

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Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 3/3/2009, 00:24

O senhor de óculos ridículos dos U2 tem andado numa de «diplomata» não instituido e numa exibição que nada tem que ver nem com a música nem com a política nem com coisa nenhuma. A última dele é de exibir a ideia de que as mulheres devem assumir uma liderança político-social, pelo que a lógica é «sou homen, logo sou idiota».
Realmente a estupidez não para de me surpreender! Laughing
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 3/3/2009, 15:33

Quando todos sabemos, que não há nada que chegue aos calcanhares de um Omem com O grande Very Happy lol!

Abraço

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 4/3/2009, 02:39

António José da Silva escreveu:Quando todos sabemos, que não há nada que chegue aos calcanhares de um Omem com O grande Very Happy lol!

Abraço

Oh, Oh, Oh!... Laughing
Hoje isso parece algo em vias de extinção! affraid Mas cá por mim nã me importo: mais fica! Laughing
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 4/3/2009, 08:15

Fernando escreveu,
Mas cá por mim nã me importo:

E consegues comer tudo sozinho, ou precisas de ajuda. Very Happy

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 4/3/2009, 16:17

António José da Silva escreveu:
Fernando escreveu,
Mas cá por mim nã me importo:

E consegues comer tudo sozinho, ou precisas de ajuda. Very Happy

Bem, por enquanto a carne está um pouco dura, mas com um bocado mais de tempo em banho... Laughing Isto vai!... Twisted Evil
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 4/3/2009, 16:50

Mr. Fernando

Só para saberes que tenho um Jacques Loussier Play Bach Nº 4 para ti Very Happy

Abraço

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Horsound em 4/3/2009, 21:36

Não sou o maior dos fãs dos U2 (mas gosto da maioria dos albums deles), e apesar de perceber este post, tenho de dizer que estou convicto que se o papel das mulheres na sociedade fosse mais relevante teriamos um mundo melhor.

E já agora, ainda que se possa considerar diminuto o real papel do Bono na luta contra a pobreza, há milhões de jovens que tiveram através das acções dele pelo menos um primeiro contacto com essa triste realidade, no intervalo das suas vidinhas feitas na redoma MTV.

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 4/3/2009, 22:22

Horsound escreveu:Não sou o maior dos fãs dos U2 (mas gosto da maioria dos albums deles), e apesar de perceber este post, tenho de dizer que estou convicto que se o papel das mulheres na sociedade fosse mais relevante teriamos um mundo melhor.

E já agora, ainda que se possa considerar diminuto o real papel do Bono na luta contra a pobreza, há milhões de jovens que tiveram através das acções dele pelo menos um primeiro contacto com essa triste realidade, no intervalo das suas vidinhas feitas na redoma MTV.

Sinto muito se de alguma forma deixo alguém numa espécie de choque. É que, infelizmente as pessoas seguem o ruma «cultural», perdoem-me a expressão, como os burros com as palas, «pensando» que a coisa é mesmo assim. Atenção, mais uma vez, não estou aqui a fazer troça de ninguém. O que estou aqui a fazer é um pouco de crítica, coisa que infelizmente na cultura não cabe.
Portanto, não nenhuma razão para que alguém possa ficar chateado. Já agora, só faltava aqui a pide...
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Brás em 4/3/2009, 23:55

É de facto importante essa mensagem, pois descodificando o texto
Cultura/ Educação ;
Educação /Ministra;
Ministra/Mulher;
Mulher/ Mª Lurdes ;
MªLurdes/regime;
Regime/Pide;
Pide/Socrates;
Sócrates/ Rumo Cultural;
Rumo Cultural/Burros com Palas;
Burros com palas/todos Nós affraid
Laughing Laughing Laughing
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Horsound em 5/3/2009, 00:03

Provavelmente exprimi-me mal, porque não estou nem fiquei de todo chateado. Smile

Mas confesso que não percebo como o defender-se um papel mais interventido das mulheres signifique a idiotice de nós homens. Há estudos que apontam para menor corrupção e maior eficiencia quando as rédeas estão nas mãos de uma mulher.

No entanto, verdade seja dita que actualmente não vislumbro nenhuma mulher que seja plenamente capaz de governar o nosso jardim Atlântico,. Mas o mesmo posso dizer dos homens.

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Brás em 5/3/2009, 00:14

Horsound escreveu:Provavelmente exprimi-me mal, porque não estou nem fiquei de todo chateado. Smile

Mas confesso que não percebo como o defender-se um papel mais interventido das mulheres signifique a idiotice de nós homens. Há estudos que apontam para menor corrupção e maior eficiencia quando as rédeas estão nas mãos de uma mulher.

No entanto, verdade seja dita que actualmente não vislumbro nenhuma mulher que seja plenamente capaz de governar o nosso jardim Atlântico,. Mas o mesmo posso dizer dos homens.
Pois é amigo estamos entregues à bicharada Wink
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Brás em 5/3/2009, 13:04

fm&stereo escreveu:
Horsound escreveu:Não sou o maior dos fãs dos U2 (mas gosto da maioria dos albums deles), e apesar de perceber este post, tenho de dizer que estou convicto que se o papel das mulheres na sociedade fosse mais relevante teriamos um mundo melhor.

E já agora, ainda que se possa considerar diminuto o real papel do Bono na luta contra a pobreza, há milhões de jovens que tiveram através das acções dele pelo menos um primeiro contacto com essa triste realidade, no intervalo das suas vidinhas feitas na redoma MTV.

Sinto muito se de alguma forma deixo alguém numa espécie de choque. É que, infelizmente as pessoas seguem o ruma «cultural», perdoem-me a expressão, como os burros com as palas, «pensando» que a coisa é mesmo assim. Atenção, mais uma vez, não estou aqui a fazer troça de ninguém. O que estou aqui a fazer é um pouco de crítica, coisa que infelizmente na cultura não cabe.
Portanto, não nenhuma razão para que alguém possa ficar chateado. Já agora, só faltava aqui a pide...
É de facto importante essa mensagem, pois descodificando o texto
Cultura/ Educação ;
Educação /Ministra;
Ministra/Mulher;
Mulher/ Mª Lurdes ;
MªLurdes/regime;
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 6/3/2009, 01:54

Horsound
Há estudos que apontam para menor corrupção e maior eficiencia quando as rédeas estão nas mãos de uma mulher.


Meu caro, estudos são teorias e isto faz parte da cutura. A cultura passa sobretudo pela convicção, mas é a visão que está confere que leva o ser humano no seu caminho errante. Isto não é coisa simples e por isso não entra na cultura.

Brás
Burros com palas/todos Nós


Precisamente, a cultura é o limite que represento como as palas na visão. Eu já tenho dito por várias vezes, que o ser humano vive equivocado quando pensa, por exemplo, que o que é válido é o livro em vez da inteligência. Ora, então lá pode ser uma coisa dessas?!... Lá que na sociedade complexa o ser humano seja ultrapassado pela técnica entende-se, agora pensar esta como forma de tornar o seu inventor em idiota, não faz nenhum sentido.
Portanto, o saber é possível! Já Sócrates o diria. Quer isto dizer que nem todos têm que caber nesse saco. Agora que os há, isso há. Mas o pior é que, por vezes, um disfarce ilude facilmente. No entanto, um chapéu não faz de um burro um ser humano. Nem uma gravata!

No entanto, verdade seja dita que actualmente não vislumbro nenhuma mulher que seja plenamente capaz de governar o nosso jardim Atlântico,. Mas o mesmo posso dizer dos homens.

Aqui está o exemplo: utilizar algo porque parece bem, correcto, bem estudado, etc, não quer dizer absolutamente nada - e isto não tem que ver apenas com o pais - pois se assim fosse tudo estava como devia e não estaria-mos, por exemplo, a atravessar esta crise (ou crises).

A questão da burrice, entenda-se, não pretende ser algum tipo de discriminação, mas uma metáfora.

O que vos posso dizer é que, tal como Sócrates, sou um cidadão do mundo. Ainda com a responsabilidade acrescida de ser português.

Um abraço.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Brás em 6/3/2009, 09:55

Eu sei que é dificil estar no comando mas a prepotencia tem limites e de facto este governo tem imposto a politica do quero ,posso e mando, não deixando alternativa à oposição. Eu até me identificava com a doutrina Socialista, mas neste momento nem pensar, isto não é socialismo e é pena que os próprios socialistas não tenham visto isso,muito por culpa do medo que está instalado Suspect e porque se vão contra podem perder o tacho. Eu até achava que as maiorias absolutas seriam uma boa forma de se implantarem os programas pré-estabelecidos mas vejo que de facto agora a música é outra e ái de quem queira mudar o género musical....No minimo o que eu peço é que me deixem escolher a musica que quero ouvir mas se isto continua assim não sei não. No
Eu não quero tornar este tópico como uma propaganda anti socialista , mas não me dêm musica pois prefiro ser eu a escolher Wink
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 6/3/2009, 17:25

Brás escreveu:
Eu até achava que as maiorias absolutas seriam uma boa forma de se implantarem os programas...

Também eu, mas depois de vários anos de maiorias em que o que fizeram foi melhorar as suas vidas e a dos seus, já prefiro que andem todos à "batatada" na assembleia e que não passe proposta nenhuma. Todas as noticias que ouvimos diariamente, mostram que o único interesse da grande maioria deles é o arranjar de conhecimentos nos meandros do poder nacional, para assim que saem dos governos, irem para directores das grandes empresas nacionais. O governo, para a maioria deles, só serve de trampolim para os empregos de topo em Portugal. Outros, preferem ficar anos a fio na assembleia da republica, por ser uma posição cómoda. Entram ás horas que querem, saem quando querem, e na maioria dos dias, nem lá metem os pés. Ninguém os controla e como tal, e ao longo dos anos, o comodismo vai-se instalando, o que é normal no ser humano. São escolhidos por nós para fazerem boas leis para eles. Querem aumentar os anos de entrada na reforma para 70, mas para eles são dois mandatos. (8 aninhos) E é claro que nada disto tem a ver com homens ou mulheres. Basta-nos ver o exemplo dessa senhora que dá pelo nome de Felgueiras.
Só um desabafo.......

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 7/3/2009, 01:33

Os desabafos são perfeitamente compreensiveis, pela simples razão de que existe legitimidade nela. O que já não é legítimo é tomar a parte pela coisa - e isso é o que se vê constantemente, e é por isso que não se passa do partidarismo. Mas eu não pretendo transformar este tópico numa questão política. Até porque não cabe aqui.
Eu compreendo que por vezes possam ter a impressão de que eu pretendo siderar. Desenganem-se! Eu não tenho qualquer pertenção. Apenas partilhar o que me compete.
Não é nada fácil chegar ao esclarecimento, até porque não existe nenhuma instância ou sector que leve quem procura, ao seu esclarecimento. Pelo contrário, existe sim sempre algo a esconder... sendo que a sociedade é uma mentira.
Há um livro chamado Combate da Razão, que procura tratar a temática dentro da lógica conceptual, ou seja, trata o imaginário, mas nada explica. O mesmo se passa precisamente com o próprio título, pois a razão não passa por nenhum tipo de combate. Pelo contrário: a razão é irrelutável. O que na verdade se passa no mundo teórico, é que não se conhece a razão, mas tão somente a convicção.
O mesmo se pode dizer, por exemplo, de um outro livro, intitulado Verdade ou Conjectura, em que tudo fica na mesma, sendo o livro apenas uma exposição e alguma consideração de conceitos e nada mais. É por isso que não se admite a existência da verdade, da razão, etc, e tudo acaba por não passar de balelas.
Assim, como já algém se lembrou de dizer, «todos iguais, todos diteferentes», ou seja, «é tudo a mesma merda»... pois se não se distingue coisa nenhuma, nem há valor nem razão.
Seria bom que se compreendesse algo muito simples que é a diferença e o valor. A diferênça é uma realidade incontornável, o valor uma verdade inegável. Ora, o valor que está em causa não é negociável nem sequer discutível. Então para que serve toda a treta que se inventa em tono do assunto? Por acaso é mesurável o valor de uma vida humana através da sua diferênça? E se não o é já faz com que seja tudo igual?

Acho que por agora chega. Um abraço a todos! Very Happy
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 8/3/2009, 01:19

Cá estou eu mais uma vez! Pronto para mais um bocadinho de vontade de pôr os pontos nos is. Very Happy

A questão da igualdade é a mais pretensiosa que a história já conheceu. Relativamente à justiça e à legitimidade, prende-se o conceito de cidadania, em que a questão do direito é fulcral. A igualdade é portanto um fenómeno a «alcançar» ou conceito a utilizar como desculpa para na realidade tentar conquistar privilégios, uma vez que a ordem ou statos-quo privilegia a conjectura.
A homossexualidade, por exemplo, reclama direitos que por natureza lhe não cabem. E aqueles que se dizem políticos (profissionais da conjectura), tomam naturalmente uma posição, como se fosse uma questão ideológica. Logo, como não poderia deixar de ser, no jogo que isto é, uns estão de um lado outros de outro.
A natureza, no ser humano, tem a sua realidade muito própria. Se a identidade se constrói, não é propriamente algo que se relaciona com a natureza, mas com o meio em que o indivíduo se encontra. A psicologia é algo que representa razões de existência… e a relação que o ser humano pode ter com o que o rodeia, pode variar muito. Um exemplo disso é-nos mostrado aqui. http://www.audiopt.net/musica-f14/musica-domina-o-cerebro-humano-diz-neurologista-t5568.htm?sid=cc1b9af79fb32af88a27a4c8cff64d77

Eu não tenho qualquer problema com a vida sexual dos outros, porque para mim um ser humano é sempre um ser humano. No entanto, o homossexual não é propriamente um caso de desvio da natureza e, por vezes, ele mesmo discrimina-se assumindo uma postura de algo que a natureza não lhe conferiu. Ao contrário, existem pessoas que nascem com problemas genéticos, mas mesmo aqui existe o factor psicológico. Por exemplo, uma rapariga nos EUA mudou de sexo, de identidade e, depois de algum tempo de vida conjugal com uma rapariga que, não podendo engravidar, acabou por fazer inseminação artificial. Ora, se antes era mulher não o deixou de ser, tanto que engravidou, então só porque o transfiguraram e lhe mudaram de identidade já passou a ter outra natureza? Claro que não! No entanto, parece que se deu um fenómeno (milagre?): um «homem» (uma coisa, proporcionada pela ciência) engravidou… Eis então um exemplo de aberração que não é assumida, mas consentida e que alimenta esta psicologia (psicose social…) humana.

Enfim, isto é coisa para um desenvolvimento que não cabe aqui.
Boas audições, porque para nós, «malucos do áudio», é isso que importa. Very Happy
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 9/3/2009, 03:06

Seja qual for a situação, o ser humano procura sempre algo que não a igualdade, mas sim o privilégio. Daí que seja o homosexual, a mulher ou quaquer quer seja o interesse, é este que está em causa e não uma questão de justiça. Portanto, a ideia é de mais ou menos e não de justeza ou razão.
Uma vez que a sensibilidade, a psicologia ou interesse é diferente, não se pode compreender o contrário, pois seria um erro grosseiro. Na cultura existe hoje o sentimento de que há a necessidade de igualar o inigualável. Isto é algo que se partilha, seja por ignorância, comodismo ou por conveniência. Mas jamais se supera a frustração de que se está a fumentar um equivoco.
Claro que não é fácil lidar com certas realidades, e o comodismo é normalmente a melhor forma de as encarar. Por exemplo: na linguística, é costume utilizar o termo homem quando se refere ao ser humano. Ora, sendo que antes da «libertação» da mulher o homem era a cara dos problemas, este herdou a fama de criador do «mal» na sociedade, enquanto a mulher era e continua a ser a vítima. Portanto, o termo homem continua ligado a este sentimento.
Agora veja-se. Em relação à sensibilidade e à relação com o mundo, o Homem é mais exigente, mais crítico e positivo, ao contrário da mulher, que é mais comodista, mais coflituosa, mais melindrosa e negativa. Um exemplo disso mesmo é o cultivar do audio, que infelizmente só nos premeia, salvo o erro, com apenas uma senhora neste forum.
Como dizia antes, o valor é que é a questão. Pois quanto a isto, nem o homem nem a mulher é mais do que o outro - é simplesmente diferente. E esta diferença reflete-se em tuda a realidade envolvente. Assim, onde é que se pode encontrar o sentido das coisas?
Por agora chega. Laughing

Bem haja a todos! cheers
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 9/3/2009, 04:42

Eu disse:«em relação à sensibilidade e à relação com o mundo, o Homem é mais exigente, mais crítico e positivo, ao contrário da mulher, que é mais comodista, mais coflituosa, mais melindrosa e negativa».
Devo tentar esclarecer melhor esta parte melhor, pois é aqui que a ambiguidade é mais frutuosa. Por exemplo, quando digo que a mulher é comudista é num sentido diferente do homem e não que este não o é. Eu quis dizer em relação á problemática, a mulher tende a ser conformista, ao contrário do homem - naturalmente com as suas excepções (mais uma vez resalvo a importância de não cair na tentação de tomar a parte pelo todo ou a excepção pela regra). De resto, o ser humano, seja qual a sua natureza tem sempre o mesmo valor e este não é cultural, ou seja, não é conceptual, mas natural.
Isto foi apenas uma amostra mais da dificuldade que há na linguagem, ainda mais quando estamos numa situação espontânea, como é o caso.

Bem haja. cheers
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  SOUND em 9/3/2009, 12:12

fm&stereo escreveu:Eu disse:«em relação à sensibilidade e à relação com o mundo, o Homem é mais exigente, mais crítico e positivo, ao contrário da mulher, que é mais comodista, mais coflituosa, mais melindrosa e negativa».
Devo tentar esclarecer melhor esta parte melhor, pois é aqui que a ambiguidade é mais frutuosa. Por exemplo, quando digo que a mulher é comudista é num sentido diferente do homem e não que este não o é. Eu quis dizer em relação á problemática, a mulher tende a ser conformista, ao contrário do homem - naturalmente com as suas excepções (mais uma vez resalvo a importância de não cair na tentação de tomar a parte pelo todo ou a excepção pela regra). De resto, o ser humano, seja qual a sua natureza tem sempre o mesmo valor e este não é cultural, ou seja, não é conceptual, mas natural.
Isto foi apenas uma amostra mais da dificuldade que há na linguagem, ainda mais quando estamos numa situação espontânea, como é o caso.

Bem haja. cheers
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A mulher de hoje e mais comodista e conformista? Shocked Felizmente nao posso dizer o mesmo Very Happy pelo menos em relacao as que eu tenho conhecido, sera que vivemos no mesmo planeta? Laughing

As mulheres "do antigamente", essas sim, eram extremamente conformistas geek .Na minha opiniao a mulher de hoje e muito afirmativa, criativa, competitiva, inovadora, sabe muito bem o que quer e porque. Na verdade ate as acho mais excitantes assim Very Happy talvez porque nunca gostei de pessoas submissas, para mim uma pessoa, seja ela quem for, deve ser ela propria e nao o que os outros querem que esta seja Cool
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  maverick em 10/3/2009, 01:03

xiiiiii.... onde vocelências se meteram!! bounce
Mas gostei de ler, sim senhores!

No que toca à política, não vislumbro num futuro próximo quem nos consiga (des)governar pior - nem melhor.
Aquando do domínio do império romano, um geógrafo e historiador chamado Estrabão, (63 ac - 24 dc) que passou grande parte da sua vida a viajar, consagrou um capitulo da sua obra Memórias Históricas aos Lusitanos tendo deixado registada esta verdadeira pérola, paradigma da actualidade:

"Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar" -referia-se, repito, aos lusitanos...
Posto isto, que mais acrescentar?

Já sobre a questão "universo masculino versus feminino" a coisa fia mais fino. Acho que passámos, nas últimas duas ou três décadas, do oito para o oitenta, embora muitos ainda se não tenham apercebido.
Elas, no seu afã reivindicativo de igualdade, esquecem que genéticamente são (somos) diferentes (vive la différence! - digo eu...), e que essas diferenças implicam, ou melhor, encerram em si comportamentos/atitudes diferentes, sobre os quais, pretender estabelecer qualquer tipo de igualdade me parece estultícia pura. Ainda bem que as mulheres são como são, e as diferenças são um facto incontornável (wow! até que nem caíu mal aqui, este palavrão... What a Face - só para dar uma de up-to-date... drunken )

- Tal não inibe patamares de paridade quer em termos laborais, quer de remuneração, ou outros que tenham menos a ver com a condição, leia-se masculino-feminino, mas mais com cidadania, com direitos e deveres cívicos. Mas este, mantenho, é um assutno que dá pano pra mangas.
E fico-me por aqui, que a hora já não ajuda.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 10/3/2009, 01:35

É isso aí Maverick! Very Happy Viva a diferênça! Se o ser humano compreendesse o que isto realmente é!...
Uma vez mais, vejo aqui o equivoco que é pensar a política ou ideologia... que nada tem que ver com o que me proponho aqui. O que eu procuro aqui é exclarecer. Por isso peço um pouco de esforço para esquecer os conceitos, as convicções, etc, para que se possa chegar lá.
O que está em causa é uma questão de natureza humana e da resposta que ele merece em relação à organização social, não aquilo que qualquer convicção aponta. Falo por exemplo, de uma criança, que é um ser humano e nada tem que ver com esta pervercidade com que o adulto tende a conviver e pactuar.

Um abraço pessoal.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  maverick em 10/3/2009, 15:59

fm&stereo escreveu:É isso aí Maverick! Very Happy Viva a diferênça! Se o ser humano compreendesse o que isto realmente é!...
Uma vez mais, vejo aqui o equivoco que é pensar a política ou ideologia... que nada tem que ver com o que me proponho aqui. O que eu procuro aqui é exclarecer. Por isso peço um pouco de esforço para esquecer os conceitos, as convicções, etc, para que se possa chegar lá.
O que está em causa é uma questão de natureza humana e da resposta que ele merece em relação à organização social, não aquilo que qualquer convicção aponta. Falo por exemplo, de uma criança, que é um ser humano e nada tem que ver com esta pervercidade com que o adulto tende a conviver e pactuar.

Um abraço pessoal.

...não podia estar mais de acordo, meu caro!

Acho que andamos todos (eu, pecador me confesso) preocupados com questiúnculas e esquecemos o fundamental que é o ser humano em si, com as suas "pancas", os seus sonhos, a sua diversidade... o resto? o resto é uma efémera passagem pela vida, o tempo de um breve suspiro - como costumo dizer, quando comparado com há quanto tempo existe vida na Terra (100 milhões de anos, estima-se...)

Um abraço também.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 10/3/2009, 17:23

Um dos principais motivos pelo qual o meu regresso desde há muito a este espaço, entre os temas de temática audiófila como é óbvio, dizia eu, é precisamente a livre expressão e abordagem de assuntos importantes da nossa sociedade na qual estamos directamente inseridos.

Talvez estes debates por muitos de nós serão de crucial importãncia serem debatidos por aqui, serem oriundos de ''velhotes'' nos quais eu me incluo, e que são sempre frutíferos, e isso é bom, aliás muito bom, e naturalmente eu próprio não fujo a questões essências como esta, que está agora em cima da mesa.

Qualquer dia temos que propôr a quem de direito, a criação de um Blog aqui mesmo dentro deste espaço.

Mas continuando, quando se fala em igualdades, lá vem o mesmo problema, mulher vs homem, ou vice versa, como queiram.

Direitos, tendências sexuais, deveres enquanto cidadãos e elementos integrante de uma qualquer sociedade evoluída, repito, de uma qualquer sociedade evoluída. O problema reside aqui mesmo, reside numa parte da península ibérica, na qual eu e todos os foristas inclui.

O desenvolvimento das sociedades modernas é acelarado e projectado de acordo com o que os cidadãos dessa mesmo sociedade permitir. Em termos de direitos e igualdades, tanto o homem como a mulher, não deveriam ser estratificados, não deveria haver muros ou muralhas, todo o ser humano é digno, ou deveria ser, como tal deveria gozar de todos os estatutos que a convenção dos direitos humanos preconiza. O problema é quando o génes humano vem com um cromossomona virado ao contrário, isto para ser o mais atascado possivel na explicação, pois não sou formado em engenharia genética nem em coisa nenhuma, mas dizia eu, que o mal está nesse malandro desse cromossoma, que ao longo do nosso crescimento, dará para o bem ou para o mal. E quando a sociedade ou país não ajuda, pior é o mal.

Para não estar a escrever rios de cátedra, o que eu quero dizer com isto é muito simples: Numa transição de século relativamente recente, os direitos do homem e da mulher deveriam ser dados adquiridos logo á nascênça, pois o ser humano já teve tempo e experiência mais do que suficiente para poder voar nesse sentido, ou seja para que as nossas mentalidades tivessem sido lubrificadas no sentido de sermos um povo moderno, civilizado, evoluído, e acima de tudo tolerante

Infelizmente não é isso que se vê por cá, por vezes custa-me a aceitar que a nossa civilização, a Portuguesa óbviamente, seja equiparada a uma qualquer ''civilização'' ou ''sociedade'' actual da américa latina.

Terei muito prazer em discutir este tema mais profundamente num téte-á-téte, quando fôr oportuno, e quando houver disponibilidade. cheers

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 10/3/2009, 18:24

[quote]Mozarteano escreveu:
pois o ser humano já teve tempo e experiência mais do que suficiente para poder voar nesse sentido, ou seja para que as nossas mentalidades tivessem sido lubrificadas no sentido de sermos um povo moderno, civilizado, evoluído, e acima de tudo tolerante[quote]

Esta é uma verdade indubitável que eu refiro várias vezes e que demonstra que a humanidade falhou fortemente na educação dos seus. O ser humano tinha o dever de estar (e não falo de alguns indivíduos, mas de uma grande maioria) mais evoluído e melhor educado tanto a nível da cultura geral como moral e ético.
Mas olhemos melhor para as sociedades modernas e o que vemos. Jovens (e não só) sem educação sem interesse pelo belo, poético, sem respeito pelas figuras que outrora representavam autoridade tais como os pais, os professores os policias, os mais velhos etc. Andam com as calças pelos joelhos sem ninguém dizer nada. E não se pense que estamos muito mal em Portugal. Inglaterra realidade que conheço bem, tudo é bem pior a todos os níveis. Aqui as diferenças entre os indivíduos com educação elevada e as "massas" ainda é maior. Pessoas sem sensibilidade, educação, sem gosto por nada. Mulheres que usam a igualdade (que sem duvida têm o direito de ter, nem vale a pena falar no assunto) para o pior. Pessoas que só pensão em beber, e falo beber a um ritmo de 5 a seis litros de cerveja por dia. Uma sociedade para quem os filhos são um fardo enorme, e aonde uma grande parte dos restaurantes não permitem crianças ao jantar para não estragar o ambiente. Isto para mencionar uma pais moderno e evoluído. Para mim isto são países com evolução invertida. Mais vale Portugal com os seus maus políticos e politicas. Continuo a ser da opinião que somos um povo de elevada sensibilidade. Vivemos num país que não nos dá a oportunidade de sermos mais e melhor. Vivemos num país limitador do nosso espírito inventivo. Mas vivemos num país que apesar de todos os seus defeitos e limitações ainda tem pessoas que dão valor ás coisas importantes da vida. Damos valor a coisas com verdadeiro valor humano. Ainda gostamos dos nossos velhos, das nossas crianças, das nossas mulheres. (das melhores do mundo) Ainda gostamos de conviver. Nas longas noites de verão, continuamos a ver as pessoas todas juntas a beber o seu café a conversar na rua, e a melhor coisa do mundo, as crianças, a brincar. Nesses momentos, em que homens, mulheres e crianças riem, conversam correm, dá-me a sensação de que muito já foi alcançado e que o mundo é um lugar aonde vale a pena viver esta nossa curta mas bela passagem.
Temos que dar mais valor as coisas com real valor na vida. A humanidade tem que evitar que a evolução engula essas coisas básicas mas essenciais a uma boa e harmoniosa vida na terra. E acima de tudo, temos que preservar o valor da família pois é na base de famílias saudáveis que se constrói um país saudável e penso que é uma das razões porque Inglaterra e América (para mencionar as que penso serem mais flagrantes) estão na situação catastrófica que estão.
Tento ser positivo e pensar que o ser humano tem qualidades que se sobrepõem aos defeitos que vão sempre existir. Tenho esperança que a juventude volte a gostar de filosofia, de poesia, de ler, de conversar com pessoas de carne e osso e não alguém virtual. Em suma, ainda tenho esperança no ser humano.

Abraço.

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 11/3/2009, 02:48

[quote="António José da Silva"][quote]Mozarteano escreveu:
pois o ser humano já teve tempo e experiência mais do que suficiente para poder voar nesse sentido, ou seja para que as nossas mentalidades tivessem sido lubrificadas no sentido de sermos um povo moderno, civilizado, evoluído, e acima de tudo tolerante


Esta é uma verdade indubitável que eu refiro várias vezes e que demonstra que a humanidade falhou fortemente na educação dos seus. O ser humano tinha o dever de estar (e não falo de alguns indivíduos, mas de uma grande maioria) mais evoluído e melhor educado tanto a nível da cultura geral como moral e ético.
Mas olhemos melhor para as sociedades modernas e o que vemos. Jovens (e não só) sem educação sem interesse pelo belo, poético, sem respeito pelas figuras que outrora representavam autoridade tais como os pais, os professores os policias, os mais velhos etc. Andam com as calças pelos joelhos sem ninguém dizer nada. E não se pense que estamos muito mal em Portugal. Inglaterra realidade que conheço bem, tudo é bem pior a todos os níveis. Aqui as diferenças entre os indivíduos com educação elevada e as "massas" ainda é maior. Pessoas sem sensibilidade, educação, sem gosto por nada. Mulheres que usam a igualdade (que sem duvida têm o direito de ter, nem vale a pena falar no assunto) para o pior. Pessoas que só pensão em beber, e falo beber a um ritmo de 5 a seis litros de cerveja por dia. Uma sociedade para quem os filhos são um fardo enorme, e aonde uma grande parte dos restaurantes não permitem crianças ao jantar para não estragar o ambiente. Isto para mencionar uma pais moderno e evoluído. Para mim isto são países com evolução invertida. Mais vale Portugal com os seus maus políticos e politicas. Continuo a ser da opinião que somos um povo de elevada sensibilidade. Vivemos num país que não nos dá a oportunidade de sermos mais e melhor. Vivemos num país limitador do nosso espírito inventivo. Mas vivemos num país que apesar de todos os seus defeitos e limitações ainda tem pessoas que dão valor ás coisas importantes da vida. Damos valor a coisas com verdadeiro valor humano. Ainda gostamos dos nossos velhos, das nossas crianças, das nossas mulheres. (das melhores do mundo) Ainda gostamos de conviver. Nas longas noites de verão, continuamos a ver as pessoas todas juntas a beber o seu café a conversar na rua, e a melhor coisa do mundo, as crianças, a brincar. Nesses momentos, em que homens, mulheres e crianças riem, conversam correm, dá-me a sensação de que muito já foi alcançado e que o mundo é um lugar aonde vale a pena viver esta nossa curta mas bela passagem.
Temos que dar mais valor as coisas com real valor na vida. A humanidade tem que evitar que a evolução engula essas coisas básicas mas essenciais a uma boa e harmoniosa vida na terra. E acima de tudo, temos que preservar o valor da família pois é na base de famílias saudáveis que se constrói um país saudável e penso que é uma das razões porque Inglaterra e América (para mencionar as que penso serem mais flagrantes) estão na situação catastrófica que estão.
Tento ser positivo e pensar que o ser humano tem qualidades que se sobrepõem aos defeitos que vão sempre existir. Tenho esperança que a juventude volte a gostar de filosofia, de poesia, de ler, de conversar com pessoas de carne e osso e não alguém virtual. Em suma, ainda tenho esperança no ser humano.

Abraço.

Isto vaí!... Laughing
Para começar, vou contar uma piada. O cúmulo da idiotice é «pensar que só se sabe que nada se sabe». Laughing
É pois sobre princípios do gênero que se pensa uma evolução, esquecendo que na verdade há algo a que se não pode fugir. Falo em particular da questão valor. Estão não é uma questão negociável, em que, seja a religião ou política possa manipolar.
Eu já tenho dito, que a questão educação pode ser resumida a uma palavra para a melhor definir - respeito. Ora, respeito a quê? Aqui começa tudo. E a resposta é simples: a ti mesmo, ou seja, ao ser humano.
Sócrates, dizia «conhece-te a ti mesmo e conhecerás Deus e o mundo», pelo que aquilo a que se referia era o saber. Pois aquilo que hoje é entendido como saber, não é senão uma porcaria qualquer, que não interessa para nada e que se pode chamar conhecimento, cultura, educação e todos os nomes que quiserem, mas que nada têm que ver com o saber. É isto evolução?
Como escreveu o António e muito bem, a cultura é algo que tem muito que se lhe diga. Enquanto por exemplo, a mulher quer privilégios e luta por eles, a criança vê-se à mercê de tudo o que a rodeia e sofre sempre as consequências. Seja em relação à educação, às tendências (por exemplo, hoje é corrente as crianças brincarem com a questão sexual e mesmo serem pais muito precocemente...), ao trabalho, etc, elas estão sempre à mercê daqueles que podem exercer poder sobre elas. Por exemplo, o trabalho infantil, nas artes é como se não existisse. Então isto não é uma ipocrisia?!
Mais: a questão social, familiar, etc, tudo está em causa com esta tendência, que não é sequer política, mas de um oportunismo geral. A questão da igualdade não é uma questão de direito mas de ética. Por exemplo, o papel da mulher tem necessariamente que ser diferente do do homem. Não podemos agora inventar uma natureza que não existe.
Se querem ver alguma amostra do aproveitamento é estudar bem a história. Por exemplo, porque é que foi abulida a escravatura? Entre muitas questões, como a divisão do ordenado, em que se antes o homem ganhava para o sustento, hoje mesmo o homem e a mulher a trabalhar, porque é que têm uma vida tão dificil. Hoje com a crise, vê-se por exemplo a exploração do medo relativamente ao futuro que, como se sabe que a mulher é mais fágil nesse sentido, um banco lembrou-se de fazer publicidade no sentido de levar as mulheres a fazerem poupança.
Depois vêm os economistas, com as tretas deles, quando na verdade nada sabem. Sim, são tão ignorantes que eles mesmos dizem que entre dois economistas há sempre três opiniões! Tome-se então este exemplo que dei sobre o banco e estude-se o resultado relativamente à crise e verão se não será negativa. É certo que os bancos precisam de dinheiro, mas a economia também precisa de ser reanimada. Ora não é assim que se lá vai.

Enfim, por hoje chega.

Meus caros, tenham mas é boas audições. Wink
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Supersonic em 20/3/2009, 00:22

Como é que um 1ª ministro tem autoridade moral para pedir uma maioria absoluta, quando a própria maioria é uma obstrução ao progresso e ao debate propostas e uma estratégia de construção de um país. Dos vários partidos presentes na Assembleia da República já surgiram vários projectos de lei e propostas boas, que o PS as chumbou por prepotência e que agora face ao tempos dificeis tem adoptado algumas, este tempo desperdiçado tem custos! Em vez de adoptarem a politica como um todo para o bem do país, são o mais egocêntricos no pensamento exclusivo do orgulho político do seus partidos. O Sócrates é um politico sem mérito nenhum que chegou a 1º ministro pelas circuntâncias políticas em detrimento do Santana Lopes, é arrogante, prepotente, e só responde ao que lhe interessa, contratacando com outras questões para desviar o assunto, quando um politico se sente tão realizado por fazer tanta publicidade para vender notebooks Magalhães a países do 3º mundo, vê-se a grandeza deste 1º ministro.

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  fm&stereo em 20/3/2009, 02:07

Supersonic escreveu:Como é que um 1ª ministro tem autoridade moral para pedir uma maioria absoluta, quando a própria maioria é uma obstrução ao progresso e ao debate propostas e uma estratégia de construção de um país. Dos vários partidos presentes na Assembleia da República já surgiram vários projectos de lei e propostas boas, que o PS as chumbou por prepotência e que agora face ao tempos dificeis tem adoptado algumas, este tempo desperdiçado tem custos! Em vez de adoptarem a politica como um todo para o bem do país, são o mais egocêntricos no pensamento exclusivo do orgulho político do seus partidos. O Sócrates é um politico sem mérito nenhum que chegou a 1º ministro pelas circuntâncias políticas em detrimento do Santana Lopes, é arrogante, prepotente, e só responde ao que lhe interessa, contratacando com outras questões para desviar o assunto, quando um politico se sente tão realizado por fazer tanta publicidade para vender notebooks Magalhães a países do 3º mundo, vê-se a grandeza deste 1º ministro.


Meu caro Supersónic,
Isto não é uma questão política, até porque não é permitido neste fórum. Trata-se da problemática que envolve o ser humano e que pode ser representada através de temáticas como a música, etc.

Boas audições.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Convidad em 20/3/2009, 09:17

fm&stereo escreveu:

Meu caro Supersónic,
Isto não é uma questão política, até porque não é permitido neste fórum. Trata-se da problemática que envolve o ser humano...

Sócrates.........problemático..........ser humano.......hummmmm........ lol!

Afinal tem tudo a ver. Very Happy

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Re: Dêm-me música que eu gosto...

Mensagem  Rapdog em 20/3/2009, 18:17

...Outros cuidados paliativos, além da música...

Cântico negro

José Régio


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre. Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta. que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu. Com o livro de estréia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.
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Re: Dêm-me música que eu gosto...

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