MMMicroOne

Ir em baixo

MMMicroOne

Mensagem  manel1 em 5/5/2013, 18:14

Apesar de estar muito satisfeito com a sonoridade do meu sistema, que dia após dia me prende a atenção a cada CD que coloco e que me tem ocupado invariavelmente todas as noites do último mês, após a aquisição do amplificador de potência Macintosh MC202, achei que estava a um passo de colocar o meu sistema num nível que me satisfaria por completo, e assim encerrar de uma vez por todas os upgrades ao meu sistema estéreo, o que me levou a procurar uma alternativa às minhas colunas residentes, as Proac D38 e foi assim que tive contacto com estas Microone, através da Internet.


Quem faz uma pesquisa na Internet acerca destas colunas da Evolution Acoustics, rapidamente se apercebe do burburinho que se gerou acerca destas colunas, que alguns consideram não só uma referência para o preço, mas também uma referência absoluta em termos de monitoras. Ao preço a que estas colunas são vendidas e tendo em atenção as criticas que estas têm nomeadamente nos fóruns e revistas internacionais mais badalados, é claro que tinha que colocar estas colunas no topo da minha lista de colunas para ouvir, até porque as colunas são lindas.

Foi assim sem surpresa que fiz uma audição preliminar na Vilasound e sendo que o que ouvia me agradava decidi dar o passo seguinte que seria ouvi-las em minha casa no meu sistema.

As audições em minha casa contaram esporadicamente com mais dois pares de (bons) ouvidos que regra geral compartilhavam da minha opinião acerca do que se ouvia, assim durante os dias que estas estiveram cá por casa não restaram dúvidas das suas prestações, mas fico sempre com a curiosidade de como estas poderiam soar com um sistema superior e com características diferentes, nomeadamente com melhor amplificação e cabos. Bem, chega de conversa e vamos lá o que interessa.

Coloquei as colunas afastadas da parede traseira cerca de 1 metro e cerca de 40cm das laterais fazendo um triângulo com o ponto de audição, sendo que as colunas foram apontadas para cerca de meio metro atras do ponto de audição, situação esta que viria a mostrar-se como a ideal na minha sala.

A primeira impressão que sobressai é o facto de estas colunas fazerem um palco sonoro grande, que está em desacordo com as suas dimensões, que levou algumas pessoas a questionar se o subwoofer estava ligado, os graves apresentavam-se vigorosos mas aos meus ouvidos sempre correctos e ágeis, mesmo mais que os das residentes, Proac, embora não apresentassem a extensão destas últimas, mas posso dizer que viveria feliz com um grave daqueles que apenas necessitaria de subwoofer para sessões de cinema em casa, (para meu gosto).

Tal como o Gustavo da Vilasound afirmou estas são colunas que nos fazem esquecer a análise do sistema, os graves e os agudos e tudo o mais que os audiófilos costumam comentar, o que nos apetece é ouvir música, aqui acrescento que dá vontade de ouvir música e por muito tempo, pois em situação alguma elas apresentaram qualquer ‘’estridência’’, ‘’dureza’’ que pudesse levar ao cansaço ao fim de algum tempo.

Com estas colunas é fácil ''ver '' e ouvir música, pois são muito detalhadas e permitem perceber a localização exacta de cada instrumento e a distância que medeia entre eles, não só em termos de largura, mas também em termos de altura e profundidade. Apenas tive dificuldade em obter as vozes bem centradas no palco sonoro, pois para quem estava sentado no vértice do triângulo de audição, basta um ligeiro movimento com a cabeça e a imagem sonora altera-se substancialmente, mas isso deverá ter contribuido à assimetria da minha sala, pois já experimentei o mesmo fenómeno com outras colunas.

São umas colunas capazes de revelar informação de baixo nível com clareza, senhoras de uma boa microdinâmica e que não se acanham quando são chamadas a reproduzir obras com uma dinâmica (macrodinamica) apreciável, embora a este nível não possam rivalizar com colunas full range. Apesar de serem umas colunas capazes de revelar imensa informação das gravações, de modo algum se podem considerar analíticas ou cansativas, a música flui como um todo, com os intervenientes bem integrados no palco e com informação ambiente (quando é caso disso) e não como algumas colunas que mesmo em gravações ao vivo dão a sensação de que os instrumentos foram gravados individualmente e depois tudo ‘’montado’’ na mesa de mistura, quando alguns instrumento têm um papel de destaque, este mantêm a sua posição no palco e não é artificialmente enfatizado como em muitos projetos menos bem conseguidos.

No meu sistema, estas colunas apresentaram uma tonalidade um pouco ‘’escura’’ semelhante ao olhar através de um vidro bronze, a informação estava lá toda, apenas faltava um pouco mais de vida, talvez um agudo e médio com mais enfase, talvez um pouco mais de ataque e estaria tudo como eu queria, com as D38 a sensação de estar lá no evento, no local da gravação é maior, o timbre dos instrumentos apresentado por estas últimas parecia mais natural. No dia em que me preparava para as embalar e devolver, pude aceder a outro amplificador que viria a substituir o meu Mcintosh MC202 e não resisti a experimenta-lo com estas colunas. Com este novo elemento as colunas ganharam outra vida, o que me leva a pensar que com outros equipamentos elas possam ter prestações ainda melhores.

Nota: Com este tópico que fala um pouco do comportamento destas colunas no meu sistema e na minha sala pretendo apenas dar a conhecer a minha opinião acerca destas que considero ser útil para quem esteja comprador de umas colunas nesta gama de preços ou mesmo de para que esteja disposto a gastar bem mais. Não tenho qualquer ligação às casas que comercializam estas colunas, nem pretendo beneficiar seja de que modo for com estes comentários.

Sistema:
Leitor de CD e Pré: Ayon CD5S
Amplificador de potência: Mcintosh MC202
Cabos: Interligação-Van Den Hul Jubilee Hybrid/Black Sat, Colunas-Black Rhodium S300

Sala:26 m2, com algum tratamento acústico.

Discos usados no teste: Jacques Loussier - Jacques Loussier Plays Bach; Jane Monheit – Home; Miles Davis- Kind of Blue; Peter Cincotti – On the moon; Patricia Barber – Blue Café; Best of classics (edição Planeta Agostini).

manel1
Equipa Audiopt - Moderação
Equipa Audiopt - Moderação

Número de Mensagens : 2058
Localização : Lamego
Ocupação : Electromecanico
Interesses : Música, leitura
Data de inscrição : 02/12/2009
Pontos/Reputação : 2461

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: MMMicroOne

Mensagem  ricardo onga-ku em 5/5/2013, 21:29

manel1 escreveu:A primeira impressão que sobressai é o facto de estas colunas fazerem um palco sonoro grande, que está em desacordo com as suas dimensões, que levou algumas pessoas a questionar se o subwoofer estava ligado, os graves apresentavam-se vigorosos mas aos meus ouvidos sempre correctos e ágeis, mesmo mais que os das residentes, Proac, embora não apresentassem a extensão destas últimas, mas posso dizer que viveria feliz com um grave daqueles que apenas necessitaria de subwoofer para sessões de cinema em casa, (para meu gosto).

Tal como o Gustavo da Vilasound afirmou estas são colunas que nos fazem esquecer a análise do sistema, os graves e os agudos e tudo o mais que os audiófilos costumam comentar, o que nos apetece é ouvir música, aqui acrescento que dá vontade de ouvir música e por muito tempo, pois em situação alguma elas apresentaram qualquer ‘’estridência’’, ‘’dureza’’ que pudesse levar ao cansaço ao fim de algum tempo.

Com estas colunas é fácil ''ver '' e ouvir música, pois são muito detalhadas e permitem perceber a localização exacta de cada instrumento e a distância que medeia entre eles, não só em termos de largura, mas também em termos de altura e profundidade. Apenas tive dificuldade em obter as vozes bem centradas no palco sonoro, pois para quem estava sentado no vértice do triângulo de audição, basta um ligeiro movimento com a cabeça e a imagem sonora altera-se substancialmente, mas isso deverá ter contribuido à assimetria da minha sala, pois já experimentei o mesmo fenómeno com outras colunas.

São umas colunas capazes de revelar informação de baixo nível com clareza, senhoras de uma boa microdinâmica e que não se acanham quando são chamadas a reproduzir obras com uma dinâmica (macrodinamica) apreciável, embora a este nível não possam rivalizar com colunas full range. Apesar de serem umas colunas capazes de revelar imensa informação das gravações, de modo algum se podem considerar analíticas ou cansativas, a música flui como um todo, com os intervenientes bem integrados no palco e com informação ambiente (quando é caso disso) e não como algumas colunas que mesmo em gravações ao vivo dão a sensação de que os instrumentos foram gravados individualmente e depois tudo ‘’montado’’ na mesa de mistura, quando alguns instrumento têm um papel de destaque, este mantêm a sua posição no palco e não é artificialmente enfatizado como em muitos projetos menos bem conseguidos.

No meu sistema, estas colunas apresentaram uma tonalidade um pouco ‘’escura’’ semelhante ao olhar através de um vidro bronze, a informação estava lá toda, apenas faltava um pouco mais de vida, talvez um agudo e médio com mais enfase, talvez um pouco mais de ataque e estaria tudo como eu queria, com as D38 a sensação de estar lá no evento, no local da gravação é maior, o timbre dos instrumentos apresentado por estas últimas parecia mais natural. No dia em que me preparava para as embalar e devolver, pude aceder a outro amplificador que viria a substituir o meu Mcintosh MC202 e não resisti a experimenta-lo com estas colunas. Com este novo elemento as colunas ganharam outra vida, o que me leva a pensar que com outros equipamentos elas possam ter prestações ainda melhores.

Nota: Com este tópico que fala um pouco do comportamento destas colunas no meu sistema e na minha sala pretendo apenas dar a conhecer a minha opinião acerca destas que considero ser útil para quem esteja comprador de umas colunas nesta gama de preços ou mesmo de para que esteja disposto a gastar bem mais. Não tenho qualquer ligação às casas que comercializam estas colunas, nem pretendo beneficiar seja de que modo for com estes comentários.

Sistema:
Leitor de CD e Pré: Ayon CD5S
Amplificador de potência: Mcintosh MC202
Cabos: Interligação-Van Den Hul Jubilee Hybrid/Black Sat, Colunas-Black Rhodium S300

Sala:26 m2, com algum tratamento acústico.

Discos usados no teste: Jacques Loussier - Jacques Loussier Plays Bach; Jane Monheit – Home; Miles Davis- Kind of Blue; Peter Cincotti – On the moon; Patricia Barber – Blue Café; Best of classics (edição Planeta Agostini)

O empenho com que esta avaliação foi escrita deu-me vontade de fazer alguns comentários.

Em primeiro lugar não concordo que hoje se valorize especialmente os graves e os agudos...
Parece-me mais que muitos audiófilos e reviewers se focam pouco no som e preferem comentar o "palco", o "ar", a "tridimensionalidade", o "recorte" dos instrumentos e a "presença", preocupando-se (a meu ver excessivamente) com características acessórias mais relacionadas com a visão do que com as propriedades relevantes ligadas à audição ou à música propriamente dita; e o mais engraçado é que o fazem utilizando gravações de estúdio onde não existe "palco" ou, melhor ainda, informação espacial.
Além disso convém frisar que (num bom sistema) a impressão de ter os músicos "a tocar na nossa sala" resulta dessa ausência de informação espacial, ou seja, é uma característica da gravação e não do sistema; se a gravação for efectuada numa igreja ou numa sala de concertos ficamos com a "sensação de estar lá no evento, no local".

Conforme tenho defendido, a avaliação subjectiva ou escuta do desempenho de um equipamento ou sistema é uma tarefa bastante complexa que requer não só uma metodologia rigorosa como referências apropriadas tanto ao nível do som reproduzido como do som ao vivo; isto se o objectivo for determinar a qualidade ou fidelidade de reprodução, caso contrário estaremos apenas a criticar o som segundo o nosso gosto pessoal, passe a redundância, e isso não tem qualquer interesse ou utilidade senão para o próprio.
No que se refere à metodologia propriamente é importante utilizar amplificação a transístores (ou a válvulas desde que a impedância de saída seja suficientemente baixa) e gravações adequadas (música não amplificada gravada em espaços de acústica natural, utilizando técnicas de captação "correctas", com uma banda de frequências abrangente, contrastes dinâmicos vigorosos e timbres variados) necessárias para avaliar as qualidades importantes do som reproduzido: equilíbrio tonal, capacidades dinâmicas e ausência de distorções.
(Apesar de eu não concorde com a totalidade daquilo que está escrito) existe aqui no fórum um tópico muito interessante que aborda este assunto com alguma profundidade: http://www.audiopt.net/t7187-escuta-arte-desconhecida

No que se refere a essa experiência concreta, penso que a tonalidade "escura" pode ser uma impressão falaciosa se tivermos em conta que o comparativo foi efectuado com umas Proac, colunas que têm como "assinatura" um evidente acentuar do extremo agudo.
E quando as colunas aparentemente "escuras" se mostram "capazes de revelar imensa informação" e permitem um grande conforto auditivo isso pode muito provavelmente significar que têm um comportamento linear e produzem um som desprovido de distorções, ao contrário da falsa "resolução" conseguida pelo enfatizar das altas frequências e que produz uma aparente sensação de maior detalhe e "ar" (quem mexeu em "crossovers" já o experimentou certamente).

Apesar das limitações inerentes à topologia julgo que devem ser umas colunas interessantes e que vale a pena escutar.
Infelizmente não posso considerar como válida a minha única experiência com a marca porque quando escutei as MMThree no Audioshow em Lisboa o volume estava excessivamente elevado e a música que tocava não era adequada para avaliar o desempenho das mesmas.
É uma pena que a maior parte das demonstrações de colunas em xôs de audio padeça destes defeitos...

Boas escutas,
Ricardo
avatar
ricardo onga-ku
Equipa Audiopt - Colaborador
Equipa Audiopt - Colaborador

Número de Mensagens : 2980
Localização : Terra d'Angles
Data de inscrição : 09/01/2010
Pontos/Reputação : 4662

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: MMMicroOne

Mensagem  manel1 em 6/5/2013, 09:02

Viva Ricardo

ricardo onga-ku escreveu:

O empenho com que esta avaliação foi escrita deu-me vontade de fazer alguns comentários.

Em primeiro lugar não concordo que hoje se valorize especialmente os graves e os agudos...
Ricardo

Se eu não fizesse referência nomeadamente aos graves, quem estivesse a ler este texto e visse a foto das colunas, poderia perder o interesse, pensando que não se conseguiam tirar graves decentes de uma coluna bem pequena, ou que esta faria uma reprodução das obras a uma escala pequena, na realidade passa-se precisamente o contrário.

ricardo onga-ku escreveu:

Além disso convém frisar que (num bom sistema) a impressão de ter os músicos "a tocar na nossa sala" resulta dessa ausência de informação espacial, ou seja, é uma característica da gravação e não do sistema; se a gravação for efectuada numa igreja ou numa sala de concertos ficamos com a "sensação de estar lá no evento, no local".
Ricardo

Plenamente de acordo, cada um deve conhecer bem os discos que tem e é precisamente por conhecer bem alguns dos meus discos e os ter tocado em sistemas que para mim considero uma referência, sei como estes devem soar. Com determinadas gravações e com um sistema de qualidade (muuuiinta) é perfeitamente possível localizar no espaço entre as colunas os mais variados instrumentos e esta capacidade quer queiramos quer não acaba por ser também um modo de determinarmos a qualidade de um sistema, pois se por um lado um sistema razoavel pode ter graves e agudos qb para ser considerado full range e pode até ter um comportamento que respeite os timbres dos instrumentos e uma certa dinâmica, mas este para fornecer uma localização espacial precisa (não associar a recortada) e com informação ambiente do local de gravação (com as gravações certas), este, para preencher estes requisitos tem obrigatóriamente de ser de ''alto calibre'' (não confundir com caro).


ricardo onga-ku escreveu:
Conforme tenho defendido, a avaliação subjectiva ou escuta do desempenho de um equipamento ou sistema é uma tarefa bastante complexa que requer não só uma metodologia rigorosa como referências apropriadas tanto ao nível do som reproduzido como do som ao vivo; isto se o objectivo for determinar a qualidade ou fidelidade de reprodução, caso contrário estaremos apenas a criticar o som segundo o nosso gosto pessoal, passe a redundância, e isso não tem qualquer interesse ou utilidade senão para o próprio.

Ricardo
Na proxima vou colocar uma abordagem deste género:
Review criteria -

Rather than approach this review from a subjective, biased point of view, I decided to review the two preamps over 16 categories including -

- Dynamics (macro): volume peaks and softest passages (the loudness differences between different sections of a song)
- Dynamics (micro): subtle differences in volume (the rhythmical dynamic changes throughout a song)
- Transients: clear and fast; slam where appropriate (guitars, strings, drums)
- Clarity: precision and lack of smear
- Low level detail: soft sounds are clearly heard, ambience cues are present (can you perceive the size of the concert hall or studio?)
- Transparency: sound is not veiled
- Tonality: Describe the tone? Warm, flat? palpable? rich?
- Soundstage width
- Soundstage depth
- Imaging: accurate and stable presentation of instruments and vocalists
- Body: sound has appropriate weight and "tangibility"
- Bass: extends to deep lows, appropriate weight, tightness/accuracy
- Midrange: musical tone, natural instrumental and vocal timbres
- Highs: extended but natural, not etched or strident (cymbals sound like metal struck by a stick rather than electronic hiss)
- Noise
- Musicality: Is the performance moving? Do the instruments sound natural? Is the vocalist emotionally involving?

ricardo onga-ku escreveu:
No que se refere à metodologia propriamente é importante utilizar amplificação a transístores (ou a válvulas desde que a impedância de saída seja suficientemente baixa) e gravações adequadas (música não amplificada gravada em espaços de acústica natural, utilizando técnicas de captação "correctas", com uma banda de frequências abrangente, contrastes dinâmicos vigorosos e timbres variados) necessárias para avaliar as qualidades importantes do som reproduzido: equilíbrio tonal, capacidades dinâmicas e ausência de distorções.
(Apesar de eu não concorde com a totalidade daquilo que está escrito) existe aqui no fórum um tópico muito interessante que aborda este assunto com alguma profundidade: http://www.audiopt.net/t7187-escuta-arte-desconhecida

No que se refere a essa experiência concreta, penso que a tonalidade "escura" pode ser uma impressão falaciosa se tivermos em conta que o comparativo foi efectuado com umas Proac, colunas que têm como "assinatura" um evidente acentuar do extremo agudo.
E quando as colunas aparentemente "escuras" se mostram "capazes de revelar imensa informação" e permitem um grande conforto auditivo isso pode muito provavelmente significar que têm um comportamento linear e produzem um som desprovido de distorções, ao contrário da falsa "resolução" conseguida pelo enfatizar das altas frequências e que produz uma aparente sensação de maior detalhe e "ar" (quem mexeu em "crossovers" já o experimentou certamente).
Ricardo

Quanto as caracteristicas técnicas a que a electrónica associada deve obedecer, estou convicto de que hoje em dia qualquer aparelho de gama média passa com distinção nesta área. Para avaliar da capacidade de um sistema ou componente é preciso ouvi-lo.

Quanto ás criticas às Proac não estou de acordo, pelo menos com base naquilo que ouvi até hoje no seio do meu sistema. Durante anos desejei ter um sistema com caracteristicas sonoras como o que consegui quando inseri as Microone no meu sistema, ou seja, poder ouvir ''tudo'' por longos periodos, ou seja sem cansaço e poder faze-lo com volumes de som razoavéis, mas quem pretende fidelidade ao som dos instrumentos tem de ter conciencia que um trompete a tocar, mesmo sem ser a ''rasgar'' cansa os ouvidos ao fim de algum tempo, pode inclusivamente ferir, um piano numa sala de concertos pequena, a tocar músicas dinâmicas cansa ao fim de pouco tempo (para os meus ouvidos chega a ser agressivo), portanto talvez as Proac não pequem por acentuar o extremo agudo. Por esses foruns da Internet o que não falta é gente a elogiar a sonoridade da Proac e o equilibrio que o seu criador lhes deu, algumas comentários vindos de pessoas que tocam alguns instrumentos de que o piano é um bom exemplo, dizem que estas têm uma sonoridade muito natural.

Quanto ás Microone, acho que com electrónica diferente da minha poderiam ir muito mais longe e para o preço que pedem por elas ainda não ouvi nada que lhes faça sombra.

manel1
Equipa Audiopt - Moderação
Equipa Audiopt - Moderação

Número de Mensagens : 2058
Localização : Lamego
Ocupação : Electromecanico
Interesses : Música, leitura
Data de inscrição : 02/12/2009
Pontos/Reputação : 2461

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: MMMicroOne

Mensagem  ricardo onga-ku em 6/5/2013, 10:10

manel1 escreveu:Viva Ricardo

ricardo onga-ku escreveu:

O empenho com que esta avaliação foi escrita deu-me vontade de fazer alguns comentários.

Em primeiro lugar não concordo que hoje se valorize especialmente os graves e os agudos...
Ricardo

Se eu não fizesse referência nomeadamente aos graves, quem estivesse a ler este texto e visse a foto das colunas, poderia perder o interesse, pensando que não se conseguiam tirar graves decentes de uma coluna bem pequena, ou que esta faria uma reprodução das obras a uma escala pequena, na realidade passa-se precisamente o contrário.

Acho que não me expressei bem.
Aquilo que eu quis dizer é que os audiófilos e os reviewers parecem hoje mais preocupados com efeitos visuais acessórios (o "palco", o "ar", a "tridimensionalidade", o "recorte" dos instrumentos, a "presença") do que com as características sonoras realmente importantes (equilíbrio tonal, capacidades dinâmicas e ausência de distorções).

Concordo que faz todo o sentido caracterizar a resposta dos graves, distinguindo extensão (capacidade de reproduzir sons de frequência mais baixa) de intensidade (reproduzir esta toda ou parte desta gama mais ou menos alto) e identificando correctamente a fossa em torno dos 200-300Hz não como um grave tenso e extenso mas como uma aberração que retira a riqueza ao som dos instrumentos que cobrem esta gama (p.ex. violoncelo, piano, contrabaixo).
Especialmente tratando-se de umas monitoras que estão limitadas pelo volume da caixa e dimensões dos altifalantes no que se refere à extensão dos graves.

R


Última edição por ricardo onga-ku em 6/5/2013, 11:37, editado 1 vez(es)
avatar
ricardo onga-ku
Equipa Audiopt - Colaborador
Equipa Audiopt - Colaborador

Número de Mensagens : 2980
Localização : Terra d'Angles
Data de inscrição : 09/01/2010
Pontos/Reputação : 4662

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: MMMicroOne

Mensagem  manel1 em 6/5/2013, 10:18

Ok Ricardo, confesso que não entendi bem.

Aproveito para indicar o preço, que à data que passaram cá por casa se a memória não me falha era de 2700€ sem suportes.

manel1
Equipa Audiopt - Moderação
Equipa Audiopt - Moderação

Número de Mensagens : 2058
Localização : Lamego
Ocupação : Electromecanico
Interesses : Música, leitura
Data de inscrição : 02/12/2009
Pontos/Reputação : 2461

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: MMMicroOne

Mensagem  ricardo onga-ku em 6/5/2013, 11:54

manel1 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:

Além disso convém frisar que (num bom sistema) a impressão de ter os músicos "a tocar na nossa sala" resulta dessa ausência de informação espacial, ou seja, é uma característica da gravação e não do sistema; se a gravação for efectuada numa igreja ou numa sala de concertos ficamos com a "sensação de estar lá no evento, no local".
Ricardo

Plenamente de acordo, cada um deve conhecer bem os discos que tem e é precisamente por conhecer bem alguns dos meus discos e os ter tocado em sistemas que para mim considero uma referência, sei como estes devem soar. Com determinadas gravações e com um sistema de qualidade (muuuiinta) é perfeitamente possível localizar no espaço entre as colunas os mais variados instrumentos e esta capacidade quer queiramos quer não acaba por ser também um modo de determinarmos a qualidade de um sistema, pois se por um lado um sistema razoavel pode ter graves e agudos qb para ser considerado full range e pode até ter um comportamento que respeite os timbres dos instrumentos e uma certa dinâmica, mas este para fornecer uma localização espacial precisa (não associar a recortada) e com informação ambiente do local de gravação (com as gravações certas), este, para preencher estes requisitos tem obrigatóriamente de ser de ''alto calibre'' (não confundir com caro).


Concordo...com "alto calibre" julgo que te referes à "transparência" que resulta de um comportamento linear e isento de distorções de vária ordem, e a "transparência" não é exclusiva dos equipamentos caros.

Mas continuo a insistir que uma avaliação eficaz requer a escuta de pelo menos uma faixa/gravação de música orquestral (as razões parecem-me óbvias), do mesmo modo que considero as gravações da Diana Krall e semelhantes desadequadas por recorrerem a técnicas de close-micing (microfones colocados junto à fonte sonora) que distorcem a naturalidade dos timnres e eliminam as informações espaciais tornando impossível a determinação da naturalidade do som reproduzido (soam muito artificiais, qualquer que seja o "calibre" do sistema).

Por falar nisso, fiquei com a impressão de que não achaste o Mac adequado às colunas.
Quais foram os pontos fracos dessa parceria e em que é que o 202 difere do amplificador "secreto" que também experimentaste?
avatar
ricardo onga-ku
Equipa Audiopt - Colaborador
Equipa Audiopt - Colaborador

Número de Mensagens : 2980
Localização : Terra d'Angles
Data de inscrição : 09/01/2010
Pontos/Reputação : 4662

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: MMMicroOne

Mensagem  ricardo onga-ku em 6/5/2013, 12:38

manel1 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Conforme tenho defendido, a avaliação subjectiva ou escuta do desempenho de um equipamento ou sistema é uma tarefa bastante complexa que requer não só uma metodologia rigorosa como referências apropriadas tanto ao nível do som reproduzido como do som ao vivo; isto se o objectivo for determinar a qualidade ou fidelidade de reprodução, caso contrário estaremos apenas a criticar o som segundo o nosso gosto pessoal, passe a redundância, e isso não tem qualquer interesse ou utilidade senão para o próprio.

Ricardo
Na proxima vou colocar uma abordagem deste género:
Review criteria -

Rather than approach this review from a subjective, biased point of view, I decided to review the two preamps over 16 categories including -

- Dynamics (macro): volume peaks and softest passages (the loudness differences between different sections of a song)

...

Nem tanto ao mar nem tanto à terra. What a Face
Mas para que uma avaliação subjectiva seja útil e acessível a todos acho importante que se abordem as características concretas que definem o som, utilizando para isso uma linguagem clara (p.ex. em vez de adjectivar a tonalidade com um termo poético e algo místico, "escura", parece-me mais correcto falar de alguma atenuação da última oitava).

Hoje quando leio certas reviews "profissionais" lembro-me sempre da única prova de vinhos em que participei, quando a Sommelier tentou convencer-me que um Montefalco tinto sabia a frutos do bosque, ao orvalho da manhã e a animais selvagens... cyclops

manel1 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
No que se refere à metodologia propriamente é importante utilizar amplificação a transístores (ou a válvulas desde que a impedância de saída seja suficientemente baixa) e gravações adequadas (música não amplificada gravada em espaços de acústica natural, utilizando técnicas de captação "correctas", com uma banda de frequências abrangente, contrastes dinâmicos vigorosos e timbres variados) necessárias para avaliar as qualidades importantes do som reproduzido: equilíbrio tonal, capacidades dinâmicas e ausência de distorções.
(Apesar de eu não concorde com a totalidade daquilo que está escrito) existe aqui no fórum um tópico muito interessante que aborda este assunto com alguma profundidade: http://www.audiopt.net/t7187-escuta-arte-desconhecida

No que se refere a essa experiência concreta, penso que a tonalidade "escura" pode ser uma impressão falaciosa se tivermos em conta que o comparativo foi efectuado com umas Proac, colunas que têm como "assinatura" um evidente acentuar do extremo agudo.
E quando as colunas aparentemente "escuras" se mostram "capazes de revelar imensa informação" e permitem um grande conforto auditivo isso pode muito provavelmente significar que têm um comportamento linear e produzem um som desprovido de distorções, ao contrário da falsa "resolução" conseguida pelo enfatizar das altas frequências e que produz uma aparente sensação de maior detalhe e "ar" (quem mexeu em "crossovers" já o experimentou certamente).
Ricardo

Quanto as caracteristicas técnicas a que a electrónica associada deve obedecer, estou convicto de que hoje em dia qualquer aparelho de gama média passa com distinção nesta área. Para avaliar da capacidade de um sistema ou componente é preciso ouvi-lo.

Quanto ás criticas às Proac não estou de acordo, pelo menos com base naquilo que ouvi até hoje no seio do meu sistema. Durante anos desejei ter um sistema com caracteristicas sonoras como o que consegui quando inseri as Microone no meu sistema, ou seja, poder ouvir ''tudo'' por longos periodos, ou seja sem cansaço e poder faze-lo com volumes de som razoavéis, mas quem pretende fidelidade ao som dos instrumentos tem de ter conciencia que um trompete a tocar, mesmo sem ser a ''rasgar'' cansa os ouvidos ao fim de algum tempo, pode inclusivamente ferir, um piano numa sala de concertos pequena, a tocar músicas dinâmicas cansa ao fim de pouco tempo (para os meus ouvidos chega a ser agressivo), portanto talvez as Proac não pequem por acentuar o extremo agudo. Por esses foruns da Internet o que não falta é gente a elogiar a sonoridade da Proac e o equilibrio que o seu criador lhes deu, algumas comentários vindos de pessoas que tocam alguns instrumentos de que o piano é um bom exemplo, dizem que estas têm uma sonoridade muito natural.

A questão das Proac acentuarem o extremo agudo (a intensidade dos sons agudos é maior do que a do resto da banda de frequências para uma mesma voltagem) é um facto; podemos gostar ou não do resultado (ou até nem dar por isso por desconhecimento ou devido a amplificação utilizada) mas basta olhar para as medições:

http://www.stereophile.com/content/proac-response-d28-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-d-two-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-38-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-one-sc-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-25-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-two-loudspeaker-measurements

R
avatar
ricardo onga-ku
Equipa Audiopt - Colaborador
Equipa Audiopt - Colaborador

Número de Mensagens : 2980
Localização : Terra d'Angles
Data de inscrição : 09/01/2010
Pontos/Reputação : 4662

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: MMMicroOne

Mensagem  manel1 em 6/5/2013, 20:46

[quote="ricardo onga-ku"][quote="manel1"]
ricardo onga-ku escreveu:

Concordo...com "alto calibre" julgo que te referes à "transparência" que resulta de um comportamento linear e isento de distorções de vária ordem, e a "transparência" não é exclusiva dos equipamentos caros.
Ricardo

Sim, isso mesmo.

ricardo onga-ku escreveu:
Mas continuo a insistir que uma avaliação eficaz requer a escuta de pelo menos uma faixa/gravação de música orquestral (as razões parecem-me óbvias), do mesmo modo que considero as gravações da Diana Krall e semelhantes desadequadas por recorrerem a técnicas de close-micing (microfones colocados junto à fonte sonora) que distorcem a naturalidade dos timnres e eliminam as informações espaciais tornando impossível a determinação da naturalidade do som reproduzido (soam muito artificiais, qualquer que seja o "calibre" do sistema).
R
Também usei alguns CDs da compilação - 111 Years of Deutsche Grammophon.
http://www.amazon.com/111-Years-Deutsche-Grammophon-Anthology/dp/B002DZX95I


ricardo onga-ku escreveu:
Por falar nisso, fiquei com a impressão de que não achaste o Mac adequado às colunas.
Quais foram os pontos fracos dessa parceria e em que é que o 202 difere do amplificador "secreto" que também experimentaste?
Sim, está longe de ser o ideal para estas colunas, apesar de este ser um amplificador que permite bastante detalhe, não me parece ser o mais transparente, é sem dúvida um amplificador muito bom, que dá gozo de ouvir, com ele a música parece sempre muito bem ritmada.

A arma secreta (amplificador) é muito mais rápido, segura melhor as colunas, logo grave mais controlado, muito menos coloração, com este a música parece ter menos informação ambiente (será por não enfatizar a faixa de frequencias >8khz?), o Mac nunca ''agride'' os ouvidos e com ele tudo soa bem, com o outro alguns CDs são ''intragaveis'', mas com boas gravações é um espetaculo, entra porcaria no amplificador e ele responde com a mesma moeda.
Atenção que tendo como comparação aquilo que ouço fora de minha casa, o meu sistema com os últimos upgrades está num nível que apresenta uma transparencia assinalável, isto sem ter de vender o carro ou hipotecar a casa, como tal cada pequena mudança que faço no sistema resulta em alterações no som. De momento o meu amplificador está a sofrer algumas alterações, sendo a mais importante a colocação do transformador numa caixa à parte, antes disso tive oportunidade de testar no meu sistema um cabo de interligação que de imediato me convenceu, digamos que a transparência do sistema aumentou consideravelmente, como sei que sim?, fácil, mais detalhe, tibres mais correctos e tudo isto mantendo a dinamica e sem que as ultimas oitavas fossem empoladas (até me pareceu o contrário), digo isto porque sei que não vais à bola com cabos esotericos (eu também não, pois nem sequer sou rico), mas este cabo impressinou-me, o tempo dira se tenho razão ou não.


ricardo onga-ku escreveu:
manel1 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
Conforme tenho defendido, a avaliação subjectiva ou escuta do desempenho de um equipamento ou sistema é uma tarefa bastante complexa que requer não só uma metodologia rigorosa como referências apropriadas tanto ao nível do som reproduzido como do som ao vivo; isto se o objectivo for determinar a qualidade ou fidelidade de reprodução, caso contrário estaremos apenas a criticar o som segundo o nosso gosto pessoal, passe a redundância, e isso não tem qualquer interesse ou utilidade senão para o próprio.

Ricardo
Na proxima vou colocar uma abordagem deste género:
Review criteria -

Rather than approach this review from a subjective, biased point of view, I decided to review the two preamps over 16 categories including -

- Dynamics (macro): volume peaks and softest passages (the loudness differences between different sections of a song)

...

Nem tanto ao mar nem tanto à terra. What a Face
Mas para que uma avaliação subjectiva seja útil e acessível a todos acho importante que se abordem as características concretas que definem o som, utilizando para isso uma linguagem clara (p.ex. em vez de adjectivar a tonalidade com um termo poético e algo místico, "escura", parece-me mais correcto falar de alguma atenuação da última oitava).

Hoje quando leio certas reviews "profissionais" lembro-me sempre da única prova de vinhos em que participei, quando a Sommelier tentou convencer-me que um Montefalco tinto sabia a frutos do bosque, ao orvalho da manhã e a animais selvagens... cyclops

manel1 escreveu:
ricardo onga-ku escreveu:
No que se refere à metodologia propriamente é importante utilizar amplificação a transístores (ou a válvulas desde que a impedância de saída seja suficientemente baixa) e gravações adequadas (música não amplificada gravada em espaços de acústica natural, utilizando técnicas de captação "correctas", com uma banda de frequências abrangente, contrastes dinâmicos vigorosos e timbres variados) necessárias para avaliar as qualidades importantes do som reproduzido: equilíbrio tonal, capacidades dinâmicas e ausência de distorções.
(Apesar de eu não concorde com a totalidade daquilo que está escrito) existe aqui no fórum um tópico muito interessante que aborda este assunto com alguma profundidade: http://www.audiopt.net/t7187-escuta-arte-desconhecida

No que se refere a essa experiência concreta, penso que a tonalidade "escura" pode ser uma impressão falaciosa se tivermos em conta que o comparativo foi efectuado com umas Proac, colunas que têm como "assinatura" um evidente acentuar do extremo agudo.
E quando as colunas aparentemente "escuras" se mostram "capazes de revelar imensa informação" e permitem um grande conforto auditivo isso pode muito provavelmente significar que têm um comportamento linear e produzem um som desprovido de distorções, ao contrário da falsa "resolução" conseguida pelo enfatizar das altas frequências e que produz uma aparente sensação de maior detalhe e "ar" (quem mexeu em "crossovers" já o experimentou certamente).
Ricardo

Quanto as caracteristicas técnicas a que a electrónica associada deve obedecer, estou convicto de que hoje em dia qualquer aparelho de gama média passa com distinção nesta área. Para avaliar da capacidade de um sistema ou componente é preciso ouvi-lo.

Quanto ás criticas às Proac não estou de acordo, pelo menos com base naquilo que ouvi até hoje no seio do meu sistema. Durante anos desejei ter um sistema com caracteristicas sonoras como o que consegui quando inseri as Microone no meu sistema, ou seja, poder ouvir ''tudo'' por longos periodos, ou seja sem cansaço e poder faze-lo com volumes de som razoavéis, mas quem pretende fidelidade ao som dos instrumentos tem de ter conciencia que um trompete a tocar, mesmo sem ser a ''rasgar'' cansa os ouvidos ao fim de algum tempo, pode inclusivamente ferir, um piano numa sala de concertos pequena, a tocar músicas dinâmicas cansa ao fim de pouco tempo (para os meus ouvidos chega a ser agressivo), portanto talvez as Proac não pequem por acentuar o extremo agudo. Por esses foruns da Internet o que não falta é gente a elogiar a sonoridade da Proac e o equilibrio que o seu criador lhes deu, algumas comentários vindos de pessoas que tocam alguns instrumentos de que o piano é um bom exemplo, dizem que estas têm uma sonoridade muito natural.

A questão das Proac acentuarem o extremo agudo (a intensidade dos sons agudos é maior do que a do resto da banda de frequências para uma mesma voltagem) é um facto; podemos gostar ou não do resultado (ou até nem dar por isso por desconhecimento ou devido a amplificação utilizada) mas basta olhar para as medições:

http://www.stereophile.com/content/proac-response-d28-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-d-two-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-38-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-one-sc-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-25-loudspeaker-measurements

http://www.stereophile.com/content/proac-response-two-loudspeaker-measurements

R

Quanto ás Proac, se as D38 estiverem na mesma linha que estes modelos apresentados poderas ter razão, mas no meu sistema não lhes encontro esse defeito quando estou a ouvir música, atenção que eu ouço música a volumes de som vulgarmente considerados baixos e com as Proac é uma maravilha, já com as MicroOne podemos aumentar o volume sem que a gama média ou agudos incomodem, no entanto qualquer coluna a níveis de som elevados acaba por provocar cansaço, seja ele por causa dos agudos ou dos graves, por isso previlegio colunas que a volumes razoaveis tenham uma apresentação equilibrada mas ''com vida'', ou seja que tenha a sensação que estou a ouvir a obra no local de gravação. O facto de a minha sala estar com bastante material que absorve altas e médias frequências (para alé dos bass traps) permite volumes de som mais elevados sem incomodo por parte dos agudos, para além de que ouço mais a acustica da gravação e menos a minha sala, isto poderá pesar um pouco na minha avaliação.

manel1
Equipa Audiopt - Moderação
Equipa Audiopt - Moderação

Número de Mensagens : 2058
Localização : Lamego
Ocupação : Electromecanico
Interesses : Música, leitura
Data de inscrição : 02/12/2009
Pontos/Reputação : 2461

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: MMMicroOne

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum