Pioneer A30, CA SR10, Onkyo A5VL, Yamaha R-S300

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Re: Pioneer A30, CA SR10, Onkyo A5VL, Yamaha R-S300

Mensagem  wharfie em 24/9/2012, 09:12

Mas que grande máquina! E eu a recomendar modestos nad´s! Laughing
Não conhecia este Rotel, de quanto foi o "estrago"? Vamos lá a dedicar umas linhas relativamente a primeiras impressões!
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ROTEL RA-11

Mensagem  FBatista em 24/9/2012, 23:19

Vamos lá então !
Durante as pesquisas pelo NR-515 Receiver A/V da Onkyo, cheguei ao site de uma loja Belmiro M Ribeiro na Amadora. Em conversa telefónica perguntei pelo Onkyo TX8050 (nada), perguntei pelos NR616 e NR515 e tinham em exposição o primeiro. E apercebi-me que deveria passar por lá, para perder uns minuntos a cuscar o que têm, antes de marcar qualquer audição. Faz hoje 8 dias que lá estive e realmente têm bastante material e com bons preços - e já me apercebi que são bastante conhecidos pela net. Ficou então marcado para sábado (22) de manhã uma audição para o Pioneer A-30-k e Pioneer VSX922.

Sábado, desloquei-me à loja levando as minhas 2 velhas amigas Sony SS-801V.

Enquanto esperava mantive-me ocupado a passar revista à parede de material dedicado ao 2 canais. Dentro do meu limite de preços e atendendo ao meu primeiro post, o mais caro seria o Marantz PM6004 que anda pelos 500€. Portanto até este valor, estavam na Belmiro, o Pioneer A-30-k, o Marantz PM5003 e o Rotel RA-11.

O Pioneer A-30-k estava prestes a ser auditado, o Marantz não me despertou porque tinha o 6004 como referência. Dei alguma atenção ao Rotel RA-11. Foi o 1º modelo da Rotel com comando remoto que vi nos últimos tempos. Foi ouvido após o Pioneer A-30.

Para a audição que fiz, foi utilizado um Galaxy S3 como fonte de ficheiros MP3, através de Cabo Jack>>RCA. Este telemóvel tem uma certa tendência para abrir uma sonoridade aberta, sem no entanto carregar demasiado nos agudos.
Foi também utilizada uma PEN (de MP3) sempre que possível.

A audição ao Pioneer A-30
Tinha bastante expectativa neste modelo ! Boas características, funcionalidade, design e acabamento. Boa crítica ! Algumas reviews supostamente fidedignas.

Faltava apenas ouvi-lo ! Utilizando a entrada CD analógica, liguei via cabo (Jack<>RCA) o S3! Foi uma decepção redonda !
Não entendo como podem criticar positivamente o som deste amplificador. Para mim é uma porcaria ! Não tem brilho porque nem sequer tem agudos que se apresentem ! Não me consegui concentrar no bicho !
Naquele momento percebi que aquele equipamento era Marketing puro! Bonitinho - "até o comando à distância tem o mesmo acabamento metálico que o paínel frontal" - com algumas características de integrado, mas um fiasco completo no que toca a qualidade sonora. Detestei-o por completo !
Não havia escapatória possível, já conheço a tendência sonora do S3, conheço sobejamante as minhas colunas. Tem muito mais qualidade a velhinha Sony MHC-801 que é o sistema original das colunas que utilizei.
A mesma coisa aconteceu no modelo A-20 que ouvi há semanas atrás com várias colunas, Ma bx2, JBL e Wharfdalle, sofria do mesmo problema. A menos que se carregue no desfibrilhador (loudness) estamos perante uma "bonita senhora de finas formas com meias rotas por baixo" !
Outra coisa que se destacou pela negativa foi o detalhe ! Podia ter passado despercebido, mas não ! É absolutamente notório o que este amplificador faz a qualquer pauta de música. Passa-a num destruidor de papel, deixando-a em tiras finas. Esta é a imagem com que melhor consigo descrever o nível de detalhe musical deste bonito caixote : uma folha cortada em tiras finas, totalmente estropiado. Está entre o pior que alguma vez ouvi !

Fica o aviso à navegação ! Este barato de 250€ sai muito caro !!! Quem procura gastar mesmo pouco, mais vale apostar num sistema Micro HIFI ! Há um ano ofereci a um familiar um LG FA-164 (em saldos por 130€) que faz destes Pioneer(zecos) A-10, A-20 e A-30 pasta para canapés.

Este tópico está presente no google (apercebi-me disso durante as pesquisas), talvez devido às refªs a marcas e modelos. Permitam-me portanto que o torne mais Global, expressando-me em inglês :

Pioneer A-20, A-30 ! Yes I've heard them ! They're 100% Rubbish sound! Silly money for very silly sound ! Your money deserves much better! They're two very expensive shoe boxes !
_________________________________________________

Passando à frente : por esta altura tive um rasgo de realismo e decidi concentrar-me no máximo de qualidade que o meu dinheiro conseguisse comprar. Rejeitei portanto a ideia de adquirir um Receptor A/V, pelas suas amplas possibilidades e capacidades e talvez mediocridades em termos sonoros. Rejeitei portanto, ouvir o Pioneer VSX922 bem como o Onkyo NR616.

Restou portanto ouvir o inesperado Rotel RA-11. A loja estava bastante cheia, pelo que, o funcionário que me estava a atender colocou-me perfeitamente à vontade para ouvir o que quisesse. No final da audição ao Pioneer, voltei a confirmar o conceito "perfeitamente à vontade" perguntando-lhe se podia trocar o Pioneer pelo Rotel, para audição. "Claro que sim!" disse ele. Impecável o pessoal desta loja ! Feliz da vida - até porque odeio esperar, com todo o cuidado retiro da prateleira o ROTEL RA-11 em exposição (depois de fazer uma pesquisa em cima do joelho sobre este modelo), pouco consegui saber. Básicamente sabia apenas as acterísticas do bicho, no manual online da Rotel e o preço marcado 630€.

Eis senão quando o Pioneer destaca-se no seu melhor :

...servir de base de apoio...

A audição ao Rotel RA-11
Bem, despacho já tudo o resto que não seja sonoridade, mas que também conta nestas alturas : Design, acabamento, funcionalidades, feeling geral de olhar, segurar ou operar o amplificador. Absolutamente excelente !! Todo metalizado, talvez os botões sejam de plástico !
O punho de volume parece-me metálico ! O punho A/B/A+B parece plástico ! Mesmo que ambos sejam de plástico, o que evidencia ao olhar e ao toque é o metal.
Um display de 2 linhas nada de especial, sóbrio, de fundo branco e texto preto, com controlo de brilho de fundo e contraste de texto.
Controlo de fontes por uma linha de botões por baixo do display.
Controlo do menu por uma linha de 3 botões à direita do display.
Todos estes botões são iguais.
Em termos de inscrições gráficas, castanho claro, de design e acabamento bonitos. Um certo ar old school, modernizado !
Neste contexto o Rotel RA-11 agradou-me muito !

No painel posterior, tudo o que são fichas RCA e bananas é banhado a ouro.
Também aqui impera o ar sólido e robusto.
As fichas banana são diferentes (pelo menos para mim), sendo em plástico qualidade normal.
Este modelo tem 4 entradas digitais. 2 TOSLINK, 2 RCA com chip Wolfson WM8740 24 bit/192kHz DAC
Tem ainda uma porta para update de interno. Não tenho interesse nisto !
E tem 4 entradas de linha de 22KOhm, bem como uma entrada Phono MM de 47KOhm
Tem 1 saída PreOut , 2 Triggers de 12V e uma linha Rotel Link para concentração de comandos num só.
O Rotel RA-11 não permite navegação por pastas no USB. Mas a PEN Bluetooth permite o comando remoto, ou seja posso fazer play, pause, stop, fwd e rwd a partir do comando do RA-11, sobre uma fonte de bluetooth, como um telemóvel)

Finalizando as características gerais destaco ainda :
-Porta USB para Pens, discos e Bluetooth (fornecida uma PEN para emparelhamento - "Rotel Bluetooth" é a designação)
-Pot de Volume sem motor, por conseguinte não há ruído neste aspecto.
-A comutação de fontes e de saída feita por relés.
-Transformador toroidal (vão-me chamar de tolinho, mas eu tinha a panca de ter um amplificador com um donut de "fluxo infinito")
-A ventilação na etápa de potência é feita por um paínel de grelhas no topo e um recorte à dimensão do dissipador no paínel da base do amp.
-Comando tem alguns botões reluzentes no escuro. Permite controlo de graves, agudos e balanço E-D
-Os comandos de graves e agudos são de gama restrita -4 a +4, embora o manual refira -10 a +10.

Finalizando esta parte da review ao Rotel RA-11, parece muito promissor. Este equipamento carrega em si um aspecto muito sólido e robusto. Depois de analisadas as características fica-se com a noção clara de que também aqui houve cuidado em reunir pouco mas de qualidade.
Nunca tive ou ouvi um Rotel ! Sou aquilo que as marcas porventura mais gostam num potencial cliente : a pessoa que não conhece o produto, mas já ouviu falar através de conhecidos ou amigos, que já o viu exposto em lojas e que guarda uma impressão de que a marca é cara, mas é boa !

Acresco a isto o facto de que nunca tinha visto um Rotel com telecomando Razz coisa chata e incompreensível para mim !

A sonoridade do Rotel RA-11 :
Começei por uma entrada analógica a partir do Galaxy S3. Foi ouvido um pouco Rock, Pop, Jazz e Clássica.

Primeira impressão : notóriamente cristalino ! Podia compará-lo aos Yamaha S e RS, mas não me atrevo. Durante as audições a estes, as colunas eram outras. Ainda assim podia tentar opinar; não tento Laughing !

A 2ª coisa que saltou imediatamente ao ouvido, foi a linha contínua que une todos os pontos de música, concatenando intensidades diferentes com uma rapidez notória, sem se deixar cair no acidente de assímptotas musicais. Absolutamente notória a forma como o Rotel conduziu o meu ouvido. Com a mesma fonte e colunas, o QUAD405 não é tão generoso nesta sensação. Talvez por ter uma sonoridade mais quente e discreta.

A 3ª coisa que se destacou : não consigo dizer isto sem mais uma vez recorrer a analogias (peço que me desculpem, sei que existe uma linguagem própria quase standardizada no meio, mas que desconheço em grande parte). A noção de que a sonoridade que me é apresentada surge em diferentes planos. Vejo folhas de acetato verticais à minha frente em ângulo agudo entre si, em que as 2 que estão mais próximas às 2 mais distantes a música surge respectivamente do maior destaque (vozes, acentuação na percussão, solos), para o menor destaque, percussão, baixo, acompanhamento geral, passando por coros. Acho que fracassei nesta distinção, mas não me importa : distinção é o termo que julgo melhor resumir o 3º aspecto que mais se destacou neste Rotel. É evidente o trabalho de produção musical. Penso que o Rotel consegue mergulhar mais fundo, trazer mais elementos musicais e melhor distribui-los no mesmo volume que separa a minha posição e as colunas.

A 4ª coisa que mais se destacou : a falta de graves. Não me alarmou, por algumas razões : o espaço não era o mais apropriado, não era o meu espaço - literalmente ; a loja estava algo barulhenta de gente à procura de LCD's. E o amplificador que pretendo substituir é um HK6100 que puxa por graves e agudos como quem puxa um dente. Em resumo, a apresentação de graves pelo Rotel foi suficientemente boa para não me preocupar com isso. Registei apenas para mais tarde confirmar.

Cerca de 2 horas depois saio da loja, deixando tudo : Rotel e colunas ! Nada demais, apenas um almoço combinado préviamente para o qual já ia atrasado. Saio, confirmando que estariam abertos de tarde para dar continuidade ao assunto. Por esta altura já estava engastado ao Rotel e já sabia que no fim do dia estaria com o dito em casa. Bendita hora do almoço que nos alivia não só da fome.

Pasme-se, não tinha a quantidade de gadgets associados a ele, como os A/V têm. Mas também não é A/V ! Foi feito para saber reproduzir música da melhor forma. Isto é claramente a noção mais básica sobre este equipamento. Não pretendo também compará-lo ao Pioneer A-30, são campeonatos diferentes. A reunião destes aparelhos todos terá sempre por fundamento o tópico que aqui dei início. Acabei por encaixar a escolha do Rotel na situação de excepção que naquela altura seria o Marantz PM6004. Ao fim ao cabo os 2 estão próximos em ordem de preço.


A consolidação e fecho do dia

Voltei depois do almoço : mais uma vez muito bem atendido nesta loja. Torno a ouvir o que já ouvi, mais uma ou outra música. Foi altura de colocar as minhas colunas Sony de lado e aproveitar o momento para ouvir o Rotel com outros "cantantes". Ouvidos 2 modelos CM1 e PM1 da B&W.

Tenho a dizer que não lhes prestei atenção quase nenhuma : Não que quaisquer das colunas me tivesse desagradado. Mas antes porque estava perante um amplificador que ainda desconheço a experimentar colunas que muito menos conheço. E quando assim é sou capaz até de prestar atenção até nos detectores de incêndio da sala onde estiver. Quero apenas dizer com isto que :

Lógicamente pretendi apenas classificar o desempenho das velhas Sony perante o nível de qualidade dos dias de hoje. Não chego a conclusão nenhuma. Foi "bonitinho" apenas. Colunas serão um outro capítulo para daqui a um semestre provavelmente.

Pelas 17h finalizei a audição e saí da loja com o dito debaixo do braço, largando 520 biscas, as quais dei por muito bem empregues. Este Rotel RA-11 é um entrada de gama que dá vontade de voltar a ouvir novamente, toda a colecção de música !

O próximo post é uma nova review, onde apenas vou focar alguns aspectos do RA-11, em minha casa cerca de 72h depois da compra e de mais de 24h de uso.



Obrigado à participação de todos neste tópico !
Tenham a certeza que a vossa opinião foi importante em todo este processo.
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Re: Pioneer A30, CA SR10, Onkyo A5VL, Yamaha R-S300

Mensagem  _nimitz_ em 25/9/2012, 10:19

Excelente descrição e parabéns pela compra!

PS: Infelizmente não tenho a mesma impressão da referida loja. Mas isso sou eu, e sei que há muitos companheiros muito bem recebidos.
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Re: Pioneer A30, CA SR10, Onkyo A5VL, Yamaha R-S300

Mensagem  FBatista em 25/9/2012, 10:20

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Re: Pioneer A30, CA SR10, Onkyo A5VL, Yamaha R-S300

Mensagem  Valkilm em 9/10/2012, 22:08

Amigos,

eu cá uso um integrado o NAD C355BEE agora apenas como pré ligado ao power emotiva, mas o NAD porta-se muitissimo bem, mas como é de um preço mais elevado o meu irmão comprou o 315, belo sim, portanto o 316 deve de ser igual
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Re: Pioneer A30, CA SR10, Onkyo A5VL, Yamaha R-S300

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