Ludwig van Beethoven (1770–1827)

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Mensagem  francisco chaves em 4/2/2011, 11:02

onga-ku escreveu:
paulo_m escreveu:Espero bem que não se continue a fazer nada do género. Essa arte existe e foi produzida pelos seus autores no seu contexto, na sua realidade e no seu tempo. Hoje a arte é diferente, evoluiu e está aí para quem a quiser ver, porque está completamente disponível para quem a quiser apreciar no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, na Tate Modern em Londres, no Musée d'Orsay em Paris, na Neue Staatsgallerie em Stuttgart, no MoMA e no Metropolitan em NYC, no Museum of Fine Arts em Boston, só para enumerar alguns dos museus por onde passei. A maior parte desses museus tem entrada gratuita. Só não vai quem não quer ou tem preguiça.

Ou quem não gosta.
Sim, porque se por um lado aceito o ponto de vista dos artistas que fazem o que lhes dá na real gana também percebo o "público" que pode não ter vontade, paciência ou cultura para apreciar essa contextualidade contemporânea.
O CCB tenta o meio termo, que é a divulgação de formas de arte não excessivamente conceptuais e/ou herméticas e sempre vai cumprindo o seu papel de serviço público a um público que não se esforça muito com o "trabalho de casa"...embora muitas vezes, na minha opinião, essa "arte" não valha o esforço.

Concordo com o Onga. Agora Só mais um acrescento, quando aqui se fala de se fazer o trabalhinho de casa vulgo TPC Very Happy, isso tem , tem muito que se lhe diga, porque existe todo uma pré-peparação cultural que é inexistente. Oferecer cultura a uma sociedade com um antepassado inexistente cultural do mais magro que existe na europa é tarefa muito complicada.

Não nos possamos esquecer e a mensagem parece que não chegou ao destino, mas uma população com um indíce de analfabetismo que rondava os 75% nos anos 50 e 60, para não reportar ao ínicio do século XX onde em plena capital as mulheres andavam de bilha na cabeça para transportar água, e os homens de barrete, parece-me um pouco despropositado estar a falar de uma realidade cultural, que e repito se destina a uma elite, uns por moda outros porque realmente apreciam.

CCB, muito serviço público com muitos fins lucrativos. Muita oferta cultural, sem dúvida e a que preço? Dias da música, ok, salas cheias muito bem, bilhetes bem acessíveis, ok, óptimo, existe alguma sede em ver espectáculos de qualidade, mas isso sempre houve, é natural, mas pergunto e aqui talvez seja a prova dos nove, mas segue um belo exemplo do que é a cultura, então aqui vai:

Um Sábado qualquer de verão, calor, praia no horizonte, mas simultãneamente um belo recital, ou uma bela récita seja na FCG, CCB, CGD, etc, pergunta a minha curiosidade, qual a percentagem de audiência nas diversas plateias nesses mesmos espaços? Exposição de arte contemporãnea, quer na F.Berardo, no C.A Moderna, etc, qual a afluência de público? Nesses espaços também existe fresquinho Então? Mais grave é se nesse mesmo Sábado houvesse um jogo da Selecção, e aí fundações, museus, salas de concerto, bem podiam fechar as portas. Negar esta realidade cultural em Portugal é negar o palpável, o real, e desconhecer o seu país, e desculpar-me-ão, essa não é a minha reflexão nem é a leitura que faço do meu real world

Como alguém dizia algures , isto é chover no molhado... A resposta está dada a todas as questões e pareceres por aqui relatados pelos intervenientes nesta longa thread teêm pontos de vista divergentes, por várias razões, é natural e saudável que assim seja, cada um vive e olha a realidade de acordo com aquilo que os seus olhos conseguem ver no horizonte.

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Mensagem  paulo_m em 4/2/2011, 11:30

francisco chaves escreveu:(...) quando aqui se fala de se fazer o trabalhinho de casa vulgo TPC Very Happy, isso tem , tem muito que se lhe diga, porque existe todo uma pré-peparação cultural que é inexistente. Oferecer cultura a uma sociedade com um antepassado inexistente cultural do mais magro que existe na europa é tarefa muito complicada.

Não nos possamos esquecer e a mensagem parece que não chegou ao destino, mas uma população com um indíce de analfabetismo que rondava os 75% nos anos 50 e 60, para não reportar ao ínicio do século XX onde em plena capital as mulheres andavam de bilha na cabeça para transportar água, e os homens de barrete, parece-me um pouco despropositado estar a falar de uma realidade cultural, que e repito se destina a uma elite, uns por moda outros porque realmente apreciam.

A solução qual é? Nivelar por baixo? Recuso-me terminantemente. O exemplo do jogo da Selecção é conhecido e indiscutível. Mas tal como eu muitos há para quem o futebol não significa nada. O argumento da elite é ridículo; é o argumento de quem diz "não vale a pena..." e tais conformismos e complacências são precisamente uma das razões pelas quais saí de Portugal. País de paisagens bonitas, comida relativamente boa, clima agradável, mas que infelizmente está cheio de portugueses! Raça que só se queixa mas nada faz; queixam-se do governo, mas elegem-no novamente; para quem o modelo de uma noite bem passada é a discussão à mesa do café, em que todos são árbitros e percebem mais do futebol do que os técnicos, mais da economia, educação, saúde e segurança do que os profissionais dos respectivos ramos. Haja paciência!
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Mensagem  francisco chaves em 4/2/2011, 11:42

paulo_m escreveu:

O exemplo do jogo da Selecção é conhecido e indiscutível. Mas tal como eu muitos há para quem o futebol não significa nada. O argumento da elite é ridículo; é o argumento de quem diz "não vale a pena..." e tais conformismos e complacências são precisamente uma das razões pelas quais saí de Portugal. País de paisagens bonitas, comida relativamente boa, clima agradável, mas que infelizmente está cheio de portugueses! Raça que só se queixa mas nada faz; queixam-se do governo, mas elegem-no novamente; para quem o modelo de uma noite bem passada é a discussão à mesa do café, em que todos são árbitros e percebem mais do futebol do que os técnicos, mais da economia, educação, saúde e segurança do que os profissionais dos respectivos ramos. Haja paciência!

É esse mesmo o retrato social Made in Portugal, e se calhar até estou a trocar ideias com a pessoa certa, eu estou do lado de cá, e o user está do lado de lá, neste caso o lado de lá é de longe o mais favorável.

Nem só de sol, nem de praia vive o homem, a vida é muito mas mesmo muito mais do que isso. Certo, todos gostamos de sol, luz, e vida, 3 ingredientes para um ínicio de qualquer coisa na vida, é um bom começo, agora quando uma sociedade só dá isso e pouco mais, então felicito o user como disse por estar do lado de lá. Mas como o user há muito e cada vez são mais.

Quando puder venha até ao lado de cá, e vai ver o quanto é bom estar no lado de lá.

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Mensagem  ricardo onga-ku em 4/2/2011, 12:23

paulo_m escreveu:Mas tal como eu muitos há para quem o futebol não significa nada.

cheers

As noites de jogos importantes são silenciosas, e excelentes para ouvir música.

_________________
"O homem, uma vez abdicando da razão,
não tem defesa contra o absurdo, a monstruosidade,
e tal como um navio sem leme fica à mercê dos ventos.
A esses, a credulidade toma o leme da mão da razão
e a mente converte-se num naufrágio."

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Mensagem  francisco chaves em 4/2/2011, 12:38

onga-ku escreveu:
paulo_m escreveu:Mas tal como eu muitos há para quem o futebol não significa nada.

cheers

As noites de jogos importantes são silenciosas, e excelentes para ouvir música.

Olha que não, quando a selecção joga e ganha o que é raro, é barulho até ás tantas da noite, e quem paga é o Sebastião de Carvalho e Melo. lol!

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Mensagem  francisco chaves em 4/2/2011, 14:31

paulo_m escreveu: O exemplo do jogo da Selecção é conhecido e indiscutível. Mas tal como eu muitos há para quem o futebol não significa nada. O argumento da elite é ridículo;

Eu talvez não me esteja a explicar melhor, mas vou tentar fazer melhor.

Quando exemplifiquei o caso do Futebol, não foi para denegrir este deporto, não nada disso, talvez até nem seja o melhor exemplo e até pode ser muito discutível. O Saudoso Maestro e Compositor João de Freitas Branco, uma referência no panorama musical e cultural português, aos domingos o relato de futebol era certo e sagrado, e era um homem da música e da cultura.

Eu não me oponho de forma alguma que as pessoas gostem de futebol, não nada disso, o que não entendo é a postura de gostar só de futebol, do mesmo modo que não me oponho que os nossos filhos comam de vez em quando um Hamburguer, ou uma Pizza, não vejo mal nisso, o que já é em meu entender preocupante é fazer disso um hábito, ou seja só se vê futebol, e só se comem hamburguer's e pizzas, este é que é o problema e pelo que parece a minha mensagem não está a chegar nem a ser percebida, talvez o problema esteja em mim, esta postura é que é rídicula e um non sense completo. E lá se volta ao mesmo, como dar a volta a isto, como dar a volta a um povo que não gosta da mudança, isto é que é a chave da questão, porra. Oferecer cultura a este tipo de civilização com hábitos de tal forma enraízados, não me parece tarefa fácil.

Posso dar outro exemplo e que grande exemplo, é simples: apenas a duas horas e meia de voo aterraa-se nuam das maiores civilizações da europa e do mundo, eh pá, já sei tem muitos problema sociais, eh pá todas as civilizações teêm, falo do Reino Unido e do seu futebol apenas para sustentar a minha mensagem. Futebol, nascido e criado pelos operários fabris, fantástico, e o que se assiste, por toda a Inglaterra e norte da Irlanda, estádios de futebol com lotações esgotadas, mas calma não é só no futebol, vai-se a Twickenam são estádios de Rubgy pelas costuras, Murrayfield igualmente, Liverpool, Manchester em futebol igualmente, Wimbledon, e em Queen's igualmente lotados para ver Tennis, até um clube da treta daqueles de provincia relvado claro, está lotado, é esta pluralidade cultural que faz a diferença entre as grandes civilizações culturais, de um país da treta.

Mais gritante é vir para a rua protestar porque não há aumentos de salários, porque os salários foram congelados, mas esses que gritam e protestam ( alguns ), ao fim de semana e ás quartas-feiras europeias dão €40 e €50 em quotas e em ingressos para esbanjar num jogo de futebol, esta postura desculpem lá, é do mais básico e redutor que existe e conheço, é Portugal no seu melhor

Talvez o problema esteja em mim.

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Mensagem  Machado em 4/2/2011, 16:20

onga-ku escreveu:
paulo_m escreveu:Só não vai quem não quer ou tem preguiça.

Ou quem não gosta.
embora muitas vezes, na minha opinião, essa "arte" não valha o esforço.

Arte não é entretenimento.

Ora aí está. Como por cá se diz: "Boca Santa!" Bravo, Onga!

É também preciso denunciar que, muitas vezes, "o rei vai nu" na nova Arte. Fruto de várias circunstâncias e promoções ad-hoc, há tantas coisas que não deveriam estar em museus. Mas onde está o "julgador-mor?" Serão as multidões seguidoras de modas a decidir? O conhecimento do quem opina por saber do que fala? (mas estes não crédito: não passam na TV...) E assim se entra na por-arte, pop-chula art, pimba-art e por aí fora... Pois é, Para mal dos nossos pecados, estamos a ser levados pelo que se convencionou chamar a opinião-pública, tantas vezes baseada na ignorância e deformada a bel-prazer dos "mercados" que já se introduziram na criação artística. É o mundo que temos, mas não me peçam para contribuir para este peditório. O que aconteceu ao espírito-crítico das pessoas? Cada vez mais se manipulam as "hordas"!!?? Já ninguém reage?

Há que ver que a sobrevivência do nosso património artístico ao longo de milénios foi filtrada por algum critério, que já hoje não se aplica. Gostaria de voltar a este mundo "alienado" daqui a 500 anos e ver o que sobreviveu do que agora se cria, tanto nas artes figurativas como na Música. Por essa altura ainda se vão lembrar, de certeza, de Beethoven, Rafael, Bach, Miguel Angelo, Le Corbusier, Mozart, Da Vinci, Gaudi, Wagner, Bruneslleschi, Mahler, Goya e tantos. Será que muitos dos borradores e inventores de ruído de agora, que criam escola à razão da ampliação da sua conta bancária, ainda vão ser lembrados?
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Mensagem  francisco chaves em 4/2/2011, 18:18

onga-ku escreveu:
francisco chaves escreveu:E hoje? Quem é que vai á FCG?

Eu vou amanhã. cheers Razz

Olha que são horas. Não respondeste ao outro tópico. Então o concerto ás sextas na Gulbenkian não é ás 19:00h, e ainda estás aqui? lol!

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Mensagem  manel1 em 4/2/2011, 19:21

francisco chaves escreveu:



Concordo com o Onga. Agora Só mais um acrescento, quando aqui se fala de se fazer o trabalhinho de casa vulgo TPC Very Happy, isso tem , tem muito que se lhe diga, porque existe todo uma pré-peparação cultural que é inexistente. Oferecer cultura a uma sociedade com um antepassado inexistente cultural do mais magro que existe na europa é tarefa muito complicada.

Não nos possamos esquecer e a mensagem parece que não chegou ao destino, mas uma população com um indíce de analfabetismo que rondava os 75% nos anos 50 e 60, para não reportar ao ínicio do século XX onde em plena capital as mulheres andavam de bilha na cabeça para transportar água, e os homens de barrete, parece-me um pouco despropositado estar a falar de uma realidade cultural, que e repito se destina a uma elite, uns por moda outros porque realmente apreciam.

CCB, muito serviço público com muitos fins lucrativos. Muita oferta cultural, sem dúvida e a que preço? Dias da música, ok, salas cheias muito bem, bilhetes bem acessíveis, ok, óptimo, existe alguma sede em ver espectáculos de qualidade, mas isso sempre houve, é natural, mas pergunto e aqui talvez seja a prova dos nove, mas segue um belo exemplo do que é a cultura, então aqui vai:

Um Sábado qualquer de verão, calor, praia no horizonte, mas simultãneamente um belo recital, ou uma bela récita seja na FCG, CCB, CGD, etc, pergunta a minha curiosidade, qual a percentagem de audiência nas diversas plateias nesses mesmos espaços? Exposição de arte contemporãnea, quer na F.Berardo, no C.A Moderna, etc, qual a afluência de público? Nesses espaços também existe fresquinho Então? Mais grave é se nesse mesmo Sábado houvesse um jogo da Selecção, e aí fundações, museus, salas de concerto, bem podiam fechar as portas. Negar esta realidade cultural em Portugal é negar o palpável, o real, e desconhecer o seu país, e desculpar-me-ão, essa não é a minha reflexão nem é a leitura que faço do meu real world

Basta de bater no ceguinho, é certo que somos um povo pouco culto, mas somos um país pequeno, mas ainda assim se fizéssemos a média cultural os habitantes de Portugal e a comparasse-mos com por exemplo os Estados Unidos da América, não sei quem ficaria melhor na foto. Pensemos assim: tirando alguns países europeus, que outros no mundo serão possuidores de tanta cultura como o nosso, temos 12 anos de escolaridade obrigatória. Ainda há dias à conversa com uma pessoa amiga conhecedora destas coisas dizia que a cultura de um jóvem dos US era uma miséria comparada com a dos nossos jovens. Acredito que possa não ser tanto assim, mas vale a pena pensar nisto.

É normal que grandes centros populacionais tenham mais pessoas interessadas em arte e cultura em geral, pois nestes centros a oferta de actividades culturais é maior, também é lá que se encontram mais pessoas com índice cultural mais elevado (mais pessoas, não quer dizer que em média por habitante sejam mais) interessadas na cultura. Isto é válido em qualquer parte do mundo, portante quanto mais pequeno for o país ou o centro urbano menores serão as actividades culturais que regra geral dependem do interesse da população.

Não quero dizer com isto que estou em desacordo com os caros foristas, apenas digo: nem tanto ao mar nem tanto à terra.

A solução? É simples senhores: o povo é como uma criança, tem de ser educado, temos de continuar a fomentar as actividades culturais, as pessoas acabam por se habituar a elas, a interessar-se por elas, a procura-las.


francisco chaves escreveu:
Eu não me oponho de forma alguma que as pessoas gostem de futebol, não nada disso, o que não entendo é a postura de gostar só de futebol, do mesmo modo que não me oponho que os nossos filhos comam de vez em quando um Hamburguer, ou uma Pizza, não vejo mal nisso, o que já é em meu entender preocupante é fazer disso um hábito, ou seja só se vê futebol, e só se comem hamburguer's e pizzas, este é que é o problema e pelo que parece a minha mensagem não está a chegar nem a ser percebida, talvez o problema esteja em mim, esta postura é que é rídicula e um non sense completo. E lá se volta ao mesmo, como dar a volta a isto, como dar a volta a um povo que não gosta da mudança, isto é que é a chave da questão, porra. Oferecer cultura a este tipo de civilização com hábitos de tal forma enraízados, não me parece tarefa fácil.


Actualmente na minha terra esta a ser feito um trabalho pioneiro acerca de danças latinas. O teatro local está a dar formação gratuita nesta área e periodicamente fazemos uns espectáculos. A procura desta actividade tem aumentado por cá, em parte devido a estas actividades estarem muito em voga na TV e porque vai havendo por cá um grupo de resistentes que teima em manter estas actividades bem vivas na cidade. É preciso vencer preconceitos, dar o exemplo, demonstrar o quanto é bom esta actividade. Andam por aí pelo país pessoas a apanhar chuva, frio tudo em prol das famigeradas caminhadas. Não era bem melhor empregue esse tempo a dançar (e há tantas pessoas que gostam de o fazer), faz bem ao corpo e à mente, no entanto, pelo menos que caminhem, pois é bem melhor que nada.

Apenas falo deste caso porque o estou a viver muito de perto, mas serve bem como exemplo.
Quantas vezes já fui ao cinema cá da terra (tem boas condições e preços irrisórios), para ajudar a fazer numero, pois se tenho tempo, o filme nem é mau e é barato, porque não contribuir para manter esta actividade por cá?
Se temos um espectáculo de qualidade ao pé da porta e temos interesse e condições para lá estar, pois vamos lá, convidemos um amigo, quem sabe se na próxima ele leva mais alguém, este é o caminho. Foi aqui dito que somos um povo de tradições ou hábitos enraizados, pois bem, quando nasce ninguém gosta ou deixa de gostar de isto ou daquilo, é preciso provar primeiro, pois bem, sejamos nós a dar a provar algumas das coisas boas que passam ao lado da maioria dos elementos deste povo, veremos que a coisa muda, mas como em tudo temos de dar tempo ao tempo.

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Mensagem  francisco chaves em 4/2/2011, 19:46

Foi um prazer a troca de ideias com os mais variados users. Aproveito desde já a oportunidade para informar que a partir de agora fico de fora, este não é o meu campeonato e se quiserem podem cancelar a minha conta.

Melhores Cumprimentos ,
Francisco

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Mensagem  manel1 em 5/2/2011, 01:27

Porque Francisco? Foi alguma coisa que eu disse, ou algum dos foristas, tal como disse estamos apenas a trocar ideias, cada opinião desde que fundamentada é tão válida como qualquer outra e sinceramente simpatizo com algumas das suas opiniões. É natural que que surjam opiniões divergentes, pois como o povo diz, cada cabeça sua sentença, ninguém é dono da verdade absoluta e é destas amenas cavaqueiras que vamos reflectindo acerca de diversos temas, ouvindo opiniões dos outros, formulando e formando as nossas opiniões e evoluindo.


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Mensagem  ricardo onga-ku em 5/2/2011, 10:31

francisco chaves escreveu:
onga-ku escreveu:
francisco chaves escreveu:E hoje? Quem é que vai á FCG?

Eu vou amanhã. cheers Razz

Olha que são horas. Não respondeste ao outro tópico. Então o concerto ás sextas na Gulbenkian não é ás 19:00h, e ainda estás aqui? lol!

Foi o primeiro concerto a que consegui assistir esta temporada e até tive sorte.
A primeira peça foi o 1º Concerto para Violoncelo de Kabalevsky, que desconhecia, e gostei bastante; a solista era a Maria José Falcão, a primeiro violoncelo da OG e não tocou nada mal dadas as características do concerto (isto na minha opinião de leigo).
Seguiu-se uma extraordinária interpretação, cheia de vigor e entusiasmo, do Concerto para Piano de Grieg pelas mãos da Sa Chen, que já gravou os Concertos para Piano de Chopin com a OG numa edição da Pentatone:

Ludwig van Beethoven (1770–1827) - Página 2 51jPCzkUUYL._SL500_AA300_

E para terminar uma outra novidade para mim, a Cantata Alexander Nevsky de Prokofiev, obra densa, intensa e poderosa mas não sem alguns momentos hilariantes, contando desta vez com uma solista Ucraniana de peso de seu nome Larissa Savchenco e com coro da Gulbenkian; faltou alguma disciplina tanto aos músicos da orquestra como ao coro mas foi suficientemente emocionante para eu ficar comprador desta obra.
Aceitam-se sugestões... Wink

Não deixa de ser curiosa esta profusão de jovens músicos de grande qualidade vindos do extremo Oriente, que diz muito sobre a forma como estes povos educam e disciplinam as suas crianças, uma postura diversa da dos Ocidentais que abdicaram completamente dos seus deveres de pais... Rolling Eyes


Última edição por onga-ku em 5/2/2011, 11:27, editado 1 vez(es)

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Mensagem  ricardo onga-ku em 5/2/2011, 11:19

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Mensagem  ricardo onga-ku em 5/2/2011, 11:26

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Mensagem  ricardo onga-ku em 13/3/2011, 19:57

Gostei desta aquisição recente, uma interpretação da 3ª pela Filarmónica de Viena dirigida pelo maestro Schmidt-Isserstedt:


Ludwig van Beethoven (1770–1827) - Página 2 048090b809a0a6b70c7e4110.L._SL500_AA300_

Ludwig van Beethoven (1770–1827): Sinfonia nº 3 "Eroica"
Hans Schmidt-Isserstedt, Wiener Philharmoniker
Decca

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Mensagem  ricardo onga-ku em 7/6/2011, 22:12






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A esses, a credulidade toma o leme da mão da razão
e a mente converte-se num naufrágio."

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Ludwig van Beethoven (1770–1827) - Página 2 Empty Re: Ludwig van Beethoven (1770–1827)

Mensagem  Orion em 8/6/2011, 16:17

Magnífico!

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Ludwig van Beethoven (1770–1827) - Página 2 Empty Re: Ludwig van Beethoven (1770–1827)

Mensagem  ricardo onga-ku em 2/4/2012, 20:49

onga-ku escreveu:
francisco chaves escreveu:
onga-ku escreveu:
francisco chaves escreveu:E hoje? Quem é que vai á FCG?

Eu vou amanhã. cheers Razz

Olha que são horas. Não respondeste ao outro tópico. Então o concerto ás sextas na Gulbenkian não é ás 19:00h, e ainda estás aqui? lol!

Foi o primeiro concerto a que consegui assistir esta temporada e até tive sorte.
A primeira peça foi o 1º Concerto para Violoncelo de Kabalevsky, que desconhecia, e gostei bastante; a solista era a Maria José Falcão, a primeiro violoncelo da OG e não tocou nada mal dadas as características do concerto (isto na minha opinião de leigo).
Seguiu-se uma extraordinária interpretação, cheia de vigor e entusiasmo, do Concerto para Piano de Grieg pelas mãos da Sa Chen

E aqui está ele em video:


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não tem defesa contra o absurdo, a monstruosidade,
e tal como um navio sem leme fica à mercê dos ventos.
A esses, a credulidade toma o leme da mão da razão
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