Made in Portugal
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Re: Made in Portugal
será que agora vamos ser uma "provincia" chinesa??
com a possibilidade da china "nos" ajudar.............
pior não pode ficar.......?
com a possibilidade da china "nos" ajudar.............
pior não pode ficar.......?

luis lopes- Equipa Audiopt - Moderação

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Mercedes S450CDI no valor de 140.876 EUR para os convidados
QUE LINDO EXEMPLO!

Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí ,os nossos governantes pedem poupança contenção e que façamos mais uma vez sacríficos.
Nem deixam assentar a poeira ,adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado.
Um Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros . A explicação dada , foi pelo custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares.
Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz ? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo quesumptuosidade.
É uma vergonha! Depois queixem-se , o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.
O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros , e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...
Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.
Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso. Não há dinheiro não há gastos.
Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» - mas que deve ser denunciada e condenada.
(in mail)

Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí ,os nossos governantes pedem poupança contenção e que façamos mais uma vez sacríficos.
Nem deixam assentar a poeira ,adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado.
Um Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros . A explicação dada , foi pelo custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares.
Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz ? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo quesumptuosidade.
É uma vergonha! Depois queixem-se , o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.
O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros , e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...
Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.
Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso. Não há dinheiro não há gastos.
Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» - mas que deve ser denunciada e condenada.
(in mail)

Blink- Equipa Audiopt - Admin.

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Re: Made in Portugal
Obviamente que emparedados por esta democracia dictatorial, estes sanguessugas que há mais ou menos 20 anos delapidam este país, conseguiram agora um novo fôlego na aprovação deste orçamento para nos roubarem a lápide da campa. Não tenham ilusões, o tecido produtivo do país está destruído, não temos saída a não ser vender o país aos chineses, mas lamento informar que o produto da venda vai para o lugar do costume. A europa financiou estradas para colocar cá os produtos deles, ao mesmo tempo que o Cavaco, zelosamente, desmantelava o sector primário do país. E a discussão vigente é abrir os supermercados ao domingo. Consome Zé, que amanhã não vais ter pão para a boca!

Lotp- Membro Audiopt

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Radares dissimulados nos rails das Auto-estradas...
A partir deste mês cuidado com a caça á multa nas auto-estradas, os radares estão dissimulados nos rails.





Blink- Equipa Audiopt - Admin.

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Re: Made in Portugal
Pois claro, já me esquecia. Zé, já pagaste os teus impostos e multas hoje? Vá toca a ir ao supermercado com o que resta que é domingo.

Lotp- Membro Audiopt

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Re: Made in Portugal
em relação a esses radares, deveriamos a bem dos mais desfavorecidos, NÓS!
criar uma listazinha, para assim não cairmos em tentação,.......
o que acham????
criar uma listazinha, para assim não cairmos em tentação,.......
o que acham????

luis lopes- Equipa Audiopt - Moderação

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Re: Made in Portugal
luis lopes escreveu:em relação a esses radares, deveriamos a bem dos mais desfavorecidos, NÓS!
criar uma listazinha, para assim não cairmos em tentação,.......
o que acham????
A solução é bastante simples....cumprir os limites de velocidade.
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Cumprimentos
Paulo André
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Paulo André- Equipa Audiopt - Admin.

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Re: Made in Portugal
cumprir, á risca é um pouco dificil,...
uma ultrapassagem, por exemplo.
outras vezes por uma pequena distração, até por 2, ou 3 km a mais.
ainda nunca me aconteceu, mas,........
uma ultrapassagem, por exemplo.
outras vezes por uma pequena distração, até por 2, ou 3 km a mais.
ainda nunca me aconteceu, mas,........

luis lopes- Equipa Audiopt - Moderação

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Re: Made in Portugal
Atenção, as forças de autoridade também têm avaliação de desempenho, e um dos vectores é a produtividade nesta área. Nufff said...

Lotp- Membro Audiopt

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Re: Made in Portugal
EDITADO
Esta notícia está duplicada e encontra-se no link abaixo.
http://www.audiopt.net/off-topic-f59/rendimento-social-de-insercao-t9515-60.htm#119394
A Admin.
Esta notícia está duplicada e encontra-se no link abaixo.
http://www.audiopt.net/off-topic-f59/rendimento-social-de-insercao-t9515-60.htm#119394
A Admin.

nbunuel- Membro Audiopt

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Re: Made in Portugal
Aparte a questão relativa ao tecido productivo, que é assaz pertinente, o mais relevante numa perspectiva de curto prazo é a credibilidade do estado Português, que é externamente avaliada por quem nos governa.
E sobre isto até o clero tem uma opinião muito clara, tendo o arcebispo de Braga feito duros reparos à situação social e económica e criticou a “falta de verdade” nos centros de decisão e os “jogos político-partidários pouco transparentes”.
Não deixando ninguém de fora, alude para o facto de termos ao leme aquele que para mim é o maior e mais bem sucedido vigaro que Portugal contemporâneo já conheceu. Alguém que não hesita em omitir, manipular ou mentir se achar que isso lhe trará alguma vantagem, politica ou outra.
Se todos teríamos receio em acordar ou negociar com qualquer dos habitantes do hemiciclo de S. Bento, temos a perfeita noção que de entre aqueles, há aqueles que de forma sistemática e reiterada falham.
Se a este caldo, somarmos os socateiros, os casos dos Rui Pedro Soares, dos Varas, dos Lopes da Mota, ou dos escandalos de organizações como o BPN, a Mota-Engil, Bragaparques, em que sempre sai beneficiada a corrupção, manipulação, tráfico de influências. Em suma, ganham sempre os vilões. Ou que Portugal tem a maior diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, ou .... (acabamos de saber que o julgamento do caso CPL deve ser repetido porque o CC estava acusado de ter ido a Elvas ao fim-de-semana e foi julgado culpado por o ter feito ao dia-de-semana .... completamente diferente)
Considerando tudo isto, que confiança pode alguém ter nesta gente? (e podiamos usar com propriedade os termos escumalha ou escória)
E sobre isto até o clero tem uma opinião muito clara, tendo o arcebispo de Braga feito duros reparos à situação social e económica e criticou a “falta de verdade” nos centros de decisão e os “jogos político-partidários pouco transparentes”.
Não deixando ninguém de fora, alude para o facto de termos ao leme aquele que para mim é o maior e mais bem sucedido vigaro que Portugal contemporâneo já conheceu. Alguém que não hesita em omitir, manipular ou mentir se achar que isso lhe trará alguma vantagem, politica ou outra.
Se todos teríamos receio em acordar ou negociar com qualquer dos habitantes do hemiciclo de S. Bento, temos a perfeita noção que de entre aqueles, há aqueles que de forma sistemática e reiterada falham.
Se a este caldo, somarmos os socateiros, os casos dos Rui Pedro Soares, dos Varas, dos Lopes da Mota, ou dos escandalos de organizações como o BPN, a Mota-Engil, Bragaparques, em que sempre sai beneficiada a corrupção, manipulação, tráfico de influências. Em suma, ganham sempre os vilões. Ou que Portugal tem a maior diferença entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres, ou .... (acabamos de saber que o julgamento do caso CPL deve ser repetido porque o CC estava acusado de ter ido a Elvas ao fim-de-semana e foi julgado culpado por o ter feito ao dia-de-semana .... completamente diferente)
Considerando tudo isto, que confiança pode alguém ter nesta gente? (e podiamos usar com propriedade os termos escumalha ou escória)
ricardo felisberto- Membro Audiopt

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Re: Made in Portugal
É caso para lêr e reflectir estes pensamentos que casualmente li.
------------------------------------
Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.
Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho (in Público)
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. - Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
Aí ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?... MEDITE !
(in- Público)
------------------------------------
Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.
Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho (in Público)
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. - Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
Aí ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa ?... MEDITE !
(in- Público)
Última edição por Blink em 14/11/2010, 12:36, editado 1 vez(es)

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Re: Made in Portugal
É engraçado que à data tinha lido esse artigo, e na altura pensei: "Estamos lixados esta geração não vai lá." Hoje penso: "Estamos completamente lixados, esta geração não vai lá, e a geração vindoura ainda menos". De tudo o que foi desconstruído nos últimos anos acho que onde vai ser mais palpável vai ser na educação, quando estes jovens que não reprovam até obter o canudo se depararem com o mundo real, cheio de frustrações, contratempos e imponderáveis, com os quais, inevitavelmente, não irão saber lidar. Pela primeira vez, também, o país que vamos deixar aos nossos filhos é pior do que o país que recebemos dos nossos pais.

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Re: Made in Portugal
Viva caro Blink, obrigado pelo excelente texto que trouxe até nós de Eduardo Coelho.
Não conheço este Eduardo Coelho de lado nenhum, mas as suas palavras fazem eco nos meus pensamentos e tudo o que aprendi na minha curta existência deu para concluir (e afirmar algumas vezes nos últimos anos) o seguinte: Temos o que merecemos, esse texto diz tudo. Temos de ser pacientes, de aguentar, pois a evolução das mentalidades é um processo lento, se alguém tiver pressa, que faça alguma coisa (e há tanto que pode ser feito por cada um de nós), pelo menos vale a pena meditar nas palavras deste texto.
Não conheço este Eduardo Coelho de lado nenhum, mas as suas palavras fazem eco nos meus pensamentos e tudo o que aprendi na minha curta existência deu para concluir (e afirmar algumas vezes nos últimos anos) o seguinte: Temos o que merecemos, esse texto diz tudo. Temos de ser pacientes, de aguentar, pois a evolução das mentalidades é um processo lento, se alguém tiver pressa, que faça alguma coisa (e há tanto que pode ser feito por cada um de nós), pelo menos vale a pena meditar nas palavras deste texto.
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Re: Made in Portugal
Eduardo Prado Coelho foi um homem brilhante, talvez um pouco egocêntrico mas brilhante, tinha sobre a grande maioria de nós a vantagem de ser escutado quando falava; o problema não está aí mas na possibilidade de intervenção para lá do voto. A entrada nos partidos é feita através das concelhias e, salvo nas grandes cidades, o controle é apertado. Fácilmente se aceita alguém que não levante ondas e seja bom a "abanar as orelhas", o problema é quando o novo membro tem ideias próprias e estas vão contra a corrente instalada, rápidamente é chamado à realidade dos factos e ou alinha ou é posto de parte. Será muito difícil mudar este estado de coisas e só com a participação massiva de todos nós que estamos fora da política e gostaríamos que Portugal tivesse o futuro que está ao seu alcance a situação se alteraria. Alguém acredita nesta possibilidade? Eu penso que o País está amorfo de mais para isso, entretanto é aguentar que piores dias virão.

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